
Em 1936, Pierre Boulanger, o sucessor de André Citroen, pede aos
engenheiros da Citroen que construam um pequeno carro, económico, capaz de transportar 4 adultos e 50 Kg de bagagem e com um grande conforto, de atingir velocidades até aos 50 kilómetros/hora e com um consumo inferior a 3 litros aos 100. A acrescentar a isso, era também necessário que o sistema de suspensão permitisse conduzir através de um campo com um cesto de ovos, sem que nenhum se partisse, e que o carro fosse tão simples que até a esposa do agricultor fosse capaz de o conduzir. Foi destas estranhas especificações que nasceu um carro que viria a tornar-se uma das lendas do automóvel deste século e que viria a tornar-se conhecido por 2CV
Depois da guerra, passaram-se, aínda, três anos até que Citroen tornasse público o 2CV, no Salão do Automóvel de Paris, em 1948. A imprensa francesa ficou boquiaberta... não era possível... Citroen tornou-se a chacota de todos, por apresentar um carro assim tão feio. Gerou-se então uma grande controvérsia: uns previam para o 2CV um futuro brilhante, enquanto outros o viam como um fracasso industrial.
Foram criados muitos derivados a partir desse pequeno e popular
carro. O primeiro foi um modelo carrinha chamado AK, seguido pelos AK250, AK350 e AK400. Foi então apresentado o derivado de luxo: o AMI6, com o seu vidro de trás reclinável e de aspecto moderno (no principios dos anos 60). Em 1967, o suposto sucessor do 2CV foi apresentado. Chamava-se DYANE e foi produzido até 1984, mergulhando em seguida no esquecimento. Em 1968, o funcar MEHARI foi apresentado como um modelo inovador, na sua carroçaria
de plástico. O AMI8 substituiu o velhinho AMI6. Algum tempo mais tarde, Citroen apresentou um AMI8 com um motor de 4 cilindros, com 1035 cc, que viria a chamar-se Super e seria o mais rápido dos derivados do 2CV.