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HISTORY
(Know a little more about the history of our College, our students athletic association and our rugby team)


A FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE S�O PAULO
____Em 24 de novembro de 1891, foi criada, pela lei estadual n� 19, a Academia de Medicina, Cirurgia e Pharmaccia de S�o Paulo.
____Em 7 de mar�o de 1895, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de S�o Paulo, primeira associa��o de m�dicos, iniciou suas atividades, com Luiz Pereira Barreto como presidente e Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho como um de seus 50 membros. A policl�nica criada por essa sociedade assemelhava-se a uma escola e Arnaldo j� procurava meios para implantar a Faculdade de Medicina.
____Em 19 de dezembro de 1912, o Congresso Paulista sanciona a lei n�1357, que transformava a Academia de Medicina, Cirurgia e Pharmaccia em Faculdade de Medicina e Cirurgia de S�o Paulo e Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho foi nomeado seu diretor.
____Sem sede pr�pria a Faculdade ocupou v�rios espa�os: Santa Casa de Miseric�rdia de S�o Paulo (cujos chefes cl�nicos tornaram-se professores das respectivas c�tedras); Polit�cnica, Escola de Com�rcio �lvares Penteado; solar D. Vict�ria Cincinato; resid�ncia do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar; solar do Bar�o de Piracicaba; Maternidade de S�o Paulo; Hospital do Juqueri e Jardim de Inf�ncia, anexo � Escola Normal Caetano de Campos.
____Em 2 de abril de 1913 foi ministrada a aula inaugural por Edmundo Xavier. No primeiro ano de funcionamento, de 180 alunos matriculados, permaneceram 70.
Ainda em 1913, ap�s desentendimento entre alunos e o professor Edmundo Xavier, a faculdade permaneceu fechada por um ano.
____Em 1918 ocorreu a formatura da primeira turma que compunha-se de 28 alunos, sendo 2 mulheres (a legaliza��o dos diplomas foi sancionada pela lei n�4614 de 7 de dezembro de 1922).
____Em 25 de janeiro de 1920 foi lan�ada a pedra fundamental da sede pr�pria, por Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho. Tratava-se do edif�cio da cadeira de Medicina Legal, que mais tarde foi remodelado passando a abrigar o Instituto M�dico Legal, tamb�m chamado de Instituto Oscar Freire (�nico pr�dio do projeto original, foi sede da biblioteca e das cadeiras de Anatomia, Anatomia Descritiva, Histologia e Histologia Patol�gica de 1924 a 1931). Por sugest�o da Funda��o Rockefeller (a principal financiadora da obra), a constru��o foi suspensa e uma comiss�o nomeada para viajar pela Europa e pelos Estados Unidos para levantar os principais requisitos na instala��o de laborat�rios e hospitais.
____Em 1928 se reiniciaram as obras da Faculdade que foi terminada em 1930. A inaugura��o oficial deu-se a 15 de mar�o de 1931, � Estrada do Ara�a (depois Avenida Municipal e atualmente Av. Dr. Arnaldo).
____Em 25 de janeiro de 1934, a faculdade passou a integrar a Universidade de S�o Paulo(USP) atrav�s do decreto 6.283, passando a chamar-se Faculdade de Medicina da Universidade de S�o Paulo(FMUSP).
____Em 1943, atrav�s do decreto-lei n�13.192 que cria o Hospital das Cl�nicas da FMUSP, o hospital-escola finalmente se concretiza.
Em 1968 com a reforma universit�ria, a faculdade sofreu a perda de suas cadeiras b�sicas.
____Em 15 de mar�o de 1981, o pr�dio foi tombado pelo CONDEPHAAT.

BIBLIOGRAFIA: Mazzieri, BR; Piedade, SC; Lacaz CS. Faculdade de Medicina da Universidade de S�o Paulo: testemunhos de sua hist�ria. Fundo Editorial Byk, 2000.


O CENTRO E A ASSOCIA��O ATL�TICA ACAD�MICA OSWALDO CRUZ
____Em meados de 1913, poucos meses ap�s a abertura das aulas da Faculdade de Medicina e Cirurgia de S�o Paulo, surgiu entre os estudantes, o desejo de fundar uma associa��o que, munida de plenos poderes, fosse leg�tima representante da nova classe acad�mica.
____Uma primeira reuni�o foi convocada, na qual fundou-se o Centro Acad�mico Oswaldo Cruz e elegeu-se a sua primeira diretoria, da qual foi presidente Waldomiro de Campos. Ap�s a reg�ncia de alguns meses, quando v�rios dos membros dessa diretoria abandonaram temporariamente ou em definitivo a faculdade (inclusive o presidente, que se matriculou na Faculdade Nacional da Universidade do Brasil), uma assembl�ia geral substituiu essa diretoria por uma outra presidida por Ernesto de Sousa Campos, em 14 de setembro de 1913.
____Essa diretoria elaborou e aprovou os primeiros estatutos da sociedade e aquele 14 de setembro ficou conhecido como o dia da funda��o do Centro Acad�mico Oswaldo Cruz (C.A.O.C.).
____Desde os primeiros anos de funda��o teve o Centro uma se��o de esportes. A Pra�a de esportes estudantil foi inaugurada em 18 de dezembro de 1926, � Rua Teodoro Sampaio N�1. Dela faziam parte uma pista de corrida, disco, peso, dardo, barra paralela, bola ao cesto, volei-ball e ringue de box. Mas, para a constru��o do edif�cio atual da Faculdade desativou-se essa pra�a de esportes.
____Em 1928, por iniciativa do presidente do C.A.O.C. Renato Costa Bonfim, o Centro Acad�mico conseguiu constituir um campo e com pista perif�rica.
____Em 11 de fevereiro de 1933, foi inaugurada a piscina semi-ol�mpica, revestida de m�rmore de carrara aproveitado das sobras da constru��o da faculdade. Idealizada por Nairo Trench e constru�da por Raul de Almeida Braga, foi a segunda piscina com tamanho oficial em S�o Paulo.
____Em 7 de abril de 1934, inaugurou-se um novo campo de atletismo com pista perif�rica. Posteriormente foi constru�do um gin�sio (Caveirinha) para bola ao cesto e volei-ball, e uma quadra de t�nis onde hoje se situa o parque infantil (EMEI).
____Em 1941, a Associa��o Atl�tica Acad�mica Oswaldo Cruz (A.A.A.O.C.), at� ent�o o departamento de esportes do Centro Acad�mico Oswaldo Cruz (C.A.O.C.), tornou-se uma entidade separada pelo decreto lei n�3617 de 15 de setembro de 1941.
____O segundo gin�sio de esportes (Caveir�o) foi constru�do com a verba liberada pelo conselho deliberativo porque em sua constru��o, o Instituto da Crian�a do HC-FMUSP invadiu o terreno da atl�tica.

BIBLIOGRAFIA: Jornal "O Bisturi". Edi��es de 1930 at� 1957, pesquisadas no Museu Hist�rico da FMUSP.


O RUGBY
____O rugby surgiu em 1823 durante uma partida de futebol na The Close at Rugby School, na cidade de Rugby, Inglaterra. Um dos participantes resolveu pegar a bola com as m�os ao inv�s de usar o p�s e outras pessoas tamb�m gostaram da id�ia.
____No Brasil, a primeira equipe foi o Clube Brasileiro de Futebol Rugby, no Rio de Janeiro, fundado, em 1891. O esporte chegou em S�o Paulo em 1895, trazido por Charles Muller.


O TIME DE RUGBY DA MEDICINA USP
____O time de rugby da Medicina tem como seus maiores títulos, dois campeonatos brasileiros, um em 1973 e o outro em 1982.
____A história do rugby na faculdade teve seu nascimento em 1934 quando o Dr Esher, cirurgi�o pl�stico, doou ao Centro Acad�mico uma bola de rugby.(veja publica��o em "O Bisturi", o jornal oficial do Centro Acad�mico)
____Ainda no ano de 1934, pela iniciativa dos Srs. Feliciano Penido Burnier e Mauro C�ndido de Sousa Dias, ambos alunos da 20ª turma, orientados pelo prof. Max Barros Heraldt, montou-se um time de rugby que faria sua estr�ia em 13 de outubro de 1934.(veja publica��o em "O Bisturi")
____Depois desse primeiro ensaio, o rugby não mais existiu na instituição até o ano de 1966.
____Em 1966, após 31 anos, um grupo de alunos reintroduziu o esporte na FMUSP e, por esse motivo, consideramos essa data como uma nova fundação do rugby na Medicina.
____Nessa nova fundação, vale destacar a participação de dois alunos da época que foram de fundamental importância para o renascimento do rugby na Medicina: José Luiz da Costa Porto (52ª Turma) e Leon William Rheims (54ª Turma).
____Ainda no ano de 1966, o rugby passou a integrar a MAC-MED, na 32ª edi��o da competi��o.(veja depoimento)
____Esse jogo de rugby da MAC-MED entre a Escola de Engenharia Mackenzie e a Faculdade de Medicina da USP foi o primeiro jogo de rugby entre duas institui��es de ensino superior do Brasil. Foi vencido pelo time da Medicina pelo placar de 6 a 3.
____No ano de 1973 a Medicina foi campeã brasileira.
____Em 1978, retornou à primeira divisão após ser campeã paulista da divisão intermediária.
____Em 1979 foi campeã paulista da 1ª divisão.
____Em 1982 foi novamente campeã brasileira.
____Entre 1992 e 1994 passou por per�odo de crise e quase acabou após a saída simultânea de muitos jogadores.
____Contudo, ao final do ano de 1994, atendendo a convite do ent�o acad�mico F�bio Gazel Quintavalle, juntou-se ao grupo o t�cnico Luiz Francisco Ferreira, ex-jogador da sele��o brasileira de rugby e professor de educa��o f�sica graduado na Universidade de S�o Paulo.
____Iniciou-se a� um processo de reestrutura��o e ressurgimento da equipe no rugby universit�rio nacional, refor�ado pela entrada, em 1998, do preparador f�sico Ibsen Wilde Palla Déa Jr, também professor de educação física pela Universidade de S�o Paulo.


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O Bisturi, 8 de maio de 1934.
RUGBY

O Dr. Esher, notavel cirurgi�o plastico, dotado de uma barriguinha que lhe faz pessima propaganda, doou ao Centro uma bola de "rugby".
Ao saber isso o Talarico lhe observa:
-Mas o "rugby" � um jogo violento demais. N�o condiz com o temperamento brasileiro. N�o ser� facil formarmos quadros de estudantes...
E o Esher:
-Si n�s arranjarmos um quadro constituido de assistentes, voc� ver� que vai haver quem pague para jogar no quadro advers�rio...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Bisturi, 14 de setembro de 1934.
p�gina 7
RUGBY
Asp�tos pitorescos de uma partida - Zaidan sae do gramado em estado de coma cerebral provocada por Aquino

Acaba de ser introduzido entre n�s o RUGBY, o esporte viril por excelencia.
� filho legitimo dos Srs. M. C. Sousa Dias e F. P. Burnier. os quaes de comum acordo resolveram d�-lo � luz. O pequeno monstrengo naceu gordo, forte e com probabilidades de existencia longa. util e portanto feliz. O parto deu-se sem complica��es. Foi facil e macio.
O menino crece a olhos vistos sob as vistas desveladas do Sr. Sousa Dias. O Sr. P. Burnier, a principio cheio de solicitude e carinhos para com o seu rebento, mostra-se, agora, relaxado nos cumprimentos de seus deveres maternaes e mesmo um verdadeiro filicide. Lan�o, pois um apelo aos colegas no sentido de, antes que t�o cavernoso cidad�o consiga levar a efeito seus miseros planos de assassino, v� ele servir de pasto �s aves de rapina que talvez lhe poupem o cerebro t�o imbuido est� ele de id�ias mals�s e gangrenosas.
O prestigio do novo esporte avoluma-se dia a dia, atraindo para o seu farto e generoso rega�o os espiritos desassombrados e desprovidos de medo e covardia.
As sextas-feiras, dia aziago, foram escolhidas para a realisa��o dos treinos. O primeiro jogo oficial est� marcado para a primeira sexta-feira que coincidir com o dia 13. Rodavalho e Assistencia ha muito que j� se cientificaram do fato e preparam-se ativamente para o grande embate. Nesse dia haver� choro e ranger de dentes.
Na Sexta-feira da Paix�o jogaremos contra os "Beefs" do Cricket Club de Pirituba. Findo o jogo haver� um grande churrasco � gaucha para o qual � convidado de honra o Cardeal D. Papahostia. Em seguida far-se-�o visitas aos "players" moribundos ou em estado grave nos hospitaes e ser�o depostos nos tumulos dos que cairam no campo de luta delicados ramos de violetas, flor que simboliza a ternura e a meiguice. Os festejos terminar�o com um grande baile no qual ser�o mais "carnes" ainda. A directoria deste centro com o Sr. �a Vu� a sua frente pretende levar avante de qualquer modo este seu intento mesmo sob a amea�a de excomunh�o.
Para dar uma id�ia do quanto de sensacional ha neste esporte daremos ligeira descri��o do que foi o ultimo treino realizado na nossa "cancha".
Eram 4 horas da tarde. O Sol j� morno amea�ava esconder-se por detr�s das montanhas azues. O campo fervilha de "players". Sousa Dias escolhe os jogadores e disp�e as equipes. Perto de cem pessoas foram regeitadas. As for�as est�o equilibradas. Zaidan face a face a face com Aquino. Penido versus Talarico. A saida � dada. O couro oblongo viaja alto. Silvio, Tito e Zaidan v�o-lhe ao encal�o em passadas de tigre, musculos retesados, dentes rilhando. Motinha apanha o "ovo" mas o p�e logo em terra. Zaidan carrega impetuosamente e de posse da elipse foge. A equipe contraria fecha mas � impotente para conter o avan�o do gigante. Tudo foi transposto. Resta Aquino. Zaidan avan�a feroz. Aquino, impassivel e impassavel, na expectativa. O entrechoque dos dois colossos se d�. Misturam-se as duas imensas massas humanas. Rolam pela grama. As duas equipes fecham em cima. Do montar�u sobem gritos de d�r e desespero.
O juiz ap�ta. O bolo se desf�z. Nota-se a falta de Zaidan. Interv�m os padioleiros representados pelo moreno bronze Tune e o mesti�o P. C. Alguem entreabre a grama e descobre um buraco no fundo do qual jaz o corpo inerte do infeliz Zaidan. O mulato Tune cospe nas m�os e munindo-se de uma p� faz men��o de encher o buraco sepultando a vitima no proprio campo de luta. Obstamos-lhe os movimentos. Ele atira uma praga e retira-se. A custo extra�mos Zaidan do fundo da c�va. Bellio acende um fosforo � guisa de cirio. Verificamos com espanto que o infeliz respira ainda. A despeito disso Giarsa rompe a Marcha Funebre com a sua gaita. Damos ao desgra�ado Zaidan agua. Mas ele recusa-a num rasgo de lucidez e pede whiskey. Penido mete a m�o no bolso traseiro do cal��o e tira um frasco metalico que contem o precioso elixir. O infeliz apanha o frasco e leva-o sofregamente ao labios. Sorri e diz:
-Eu precisava qualquer coisa "espiritual" que me alentasse as for�as...
E desmaia. Vem o delirio em turco ao som do whiskey. Aquino o responsavel pela tragedia tem um ataque de riso e choro espasmodicos.
A tarde j� vae avan�ada. O Astro-rei desmaia por detr�s do Jaragu� numa hemoptise que tinge d'escarlate as nuvens floconosas. Que tarde sangrenta! O Sol e Zaidan afogados em sangue. Penido num gesto de solidariedade vae a cantina e pede ao "cantina man" dois litros de vinho tinto e mergulha a alma nesse liquido tambem rubro.
A ti, Zaidan, martyr do Rugby que j� lhe pagaste o seu tributo de sangue e d�r, a ti, oh! imenso Zaidan eu dedico estas linhas. E pe�o a Allah que te proteja. Viva o profeta. Hosana ao Kor�o!

Manoelito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10 de outubro de 2001.
Primeira MAC-MED de RUGBY

____O primeiro jogo de rugby na MAC-MED deu-se em 8/10/66, sábado, às 13 horas, no Clube Atlético São Paulo sob intensa chuva como pude constatar como participante, e conforme reportagem do jornal A Gazeta Esportiva. A Medicina venceu por 6x3. Com um try de Dória a Medicina abriu a contagem, e o Mackenzie empatou ainda no primeiro tempo. No segundo tempo outro try de Dória deu a vitória à MED.

Escalação da MED:

scrum: Porto, Dória, Martinez, Luiz Miguel, Pasqualin, Plínio, Jamiel, Itiro

meio scrum: Leon

linha de 3/4: Manreza, Maneco, Manoel Júlio, Anselmo, Sidney

full back: Egídio

Egídio Correa da Costa Arruda
52ª TURMA da FMUSP
Presidente da AAAOC em 1967

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