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GUSTAV KLIMT 1862-1918 |
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"As artes nos levam ao reino do ideal, o �nico onde podemos encontrar a alegria pura, a felicidade pura, o amor puro." G.Klimt
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A vida de Gustav Klimt coincidiu com a �poca de ouro de Viena na virada do s�culo, quando era ainda a capital de um grande imp�rio. Al�m do pr�prio Kimt, Sigmund Freud, Gustav Mahler e Arnold Schoenberg eram todos vienenses. Embora Klimt tenha dominado a cena art�stica, ele teve muitos colegas de destaque, incluindo Koloman Moser, os arquitetos Josef Hoffmann e Josef Maria Olbrich e, da gera��o mais nova, Egon Schiele e Oskar Kokoschka. Essa foi uma �poca de renova��o e rebeldia art�stica, quando o modernismo estava nascendo. Foi tamb�m a era da art nouveau e de atitudes conscientemente decadentes na arte e na literatura, permeadas de poderosas e muitas vezes m�rbidas obsess�es er�ticas. Em nenhum outro lugar as tens�es do per�odo foram sentidas mais fortemente do que na Viena de Freud, onde a moralidade vitoriana ainda reinava na superf�cie, enquanto prazeres desfrutados imprudentemente eram a ordem do dia em quase todas as camadas sociais. |
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O amor 1895 �leo sobre tela
As figuras acima dos amantes oferecem um tom mais sinistro, e, de forma tradicional, as rosas completamente abertas sugerem a fugacidade da juventude e do amor. |
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Em Klimt, a sexualidade vienense encontrou seu maior poeta. Nenhum outro artista de sua estatura foi t�o abertamente devotado � celebra��o de Eros e, acima de tudo, da mulher como musa, vamp, objeto sexual e finalidade definitiva. Ao mesmo tempo, a arte de Klimt foi enriquecida pela luta entre impulsos contr�rios-a representa��o sensual e essencialmente naturalista do erotismo e um impulso quase sempre subjugante de preencher a tela com uma decora��o brilhante e intrincada. A tens�o entre os dois � encontrada mesmo nos magn�ficos retratos de Klimt de mulheres da sociedade e em suas menosprezadas paisagens estonteantes. Em suas obras mais celebradas, tais como O Beijo(mais a baixo), a emo��o e a extravag�ncia decorativa se fundem em paix�o incompar�vel. Klimt nasceu no sub�rbio vienense de Baumgarten em 14 de julho de 1862. Seu pai, um imigrante da Bo�mia, n�o conseguiu prosperar em seu of�cio de gravador de ouro, e as crian�as da fam�lia Klimt foram criadas em meio � pobreza. Gustav deixou o col�gio aos 14 anos, mas conseguiu matricular-se na Escola de Artes Decorativas. Foi t�o bem sucedido que j� trabalhava em servi�os encomendados antes mesmo de terminar o curso, formando uma sociedade com seu irm�o Ernest e outro artista, Franz Matsh. Subsequentemente, a firma Klimt-Matsch recebeu tarefas cada vez mais importantes como decoradora dos novos e grandiosos edif�cios p�blicos que estavam sendo constru�dos nas d�cadas de 1880 e 1890. Entre os 30 e os 40 anos, Klimt j� era reconhecido como um not�vel pintor-decorador no estilo brilhante ortodoxo do per�odo, com uma carreira de lucrativos servi�os oficiais aparentemente se estendendo � sua frente. Entretanto, em 1897 ele participou de uma rebeli�o contra o establishment art�stico, que levou � funda��oda Secess�o - um grupo de artistas dissidentes, que desejavam criar e expor trabalhos em estilos mais modernos e ousados. Klimt tornou-se o primeiro presidente da Secess�o, mas continuou sendo considerado um artista confi�vel na decora��o at� 1900, quando exp�s a primeira das pinturas que lhe haviam sido encomendadas para o teto do sal�o nobre da Universidade de Viena. Em A Filosofia e mais tarde em A Medicina e A Jurisprud�ncia, Klimt criou uma vis�o devastadora da condi��o Humana, repleta de sofrimento, sexo e morte, o que provocou uma tempestade de cr�ticas. Finalmente, em 1905, Klimt tomou dinheiro emprestado para devolver os adiantamentos que recebera pelas pinturas e as obteve de volta. Felizmente, ele era t�o solicitado como retratista que sempre p�de ter um rendimento confort�vel e, livre do peso dos servi�os oficiais, seguiu seu pr�prio caminho. Na verdade, Klimt foi tudo menos um rebelde por escolha, evitando a publicidade, seguindo uma rotina de trabalho pesado e regular e mantendo quaisquer momentos turbulentos em sua vida particular para si mesmo. A hist�ria de sua vida � a de seu desenvolvimento art�stico, que continuou, aparentemente, sem influ�ncias sofridas pela deflagra��o da Primeira Guerra Mundial em 1914, refletindo um munod interior de cor e sensualidade v�vida.
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Judith I (ou Judith e Holofernes) 1901
O t�tulo de Klimt para esta pintura foi inspirado na hist�ria ap�crifa b�blica na qual uma hero�na judia salvou seu povo das hostes de Nabucodonosor, rei da Ass�ria. Judith, uma bela e jovem vi�va, entrou no acampamento ass�rio para encontrar-se com o comandante-em-chefe, Holofernes. Ele logo tornou-se enamorado dela, que o embriagou com vinho e, ent�o, quando este adormeceu, cortou-lhe a cabe�a. A modernidade �bvia de Judith e seu ar sensual de gratifica��o tornam improv�vel que a inten��o de Klimt fosse fazer o observador levar a refer�ncia b�blica a s�rio, embora a cabe�a cortada (embaixo � direita) acrescente uma nota inquietante. Como grande parte da arte e da literatura do per�odo, ela sugere que a sexualidade feminina pode ser uma for�a destrutiva. O modelo para Judith foi Adele Bloch-Bauer, retratada em duas outras pinturas. |
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O Beijo 1907-8 �leo sobre Tela
O Beijo � a mais c�lebre das pinturas de Klimt e � geralmente vista como o apogeu de seu per�odo dourado, no qual a brilhante ornamenta��o geom�trica amea�ava engolfar as figuras humanas que pintava. � quase imposs�vel duvidar que O Beijo represente a satisfa��o humana definitiva. |
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O Teatro de Taormina 1888 �leo sobre tela
Klimt registrou o antigo Teatro Imperial de Viena antes de este ser demolido, e ele e seus s�cios tamb�m foram envolvidos na decora��o do teatro que o substituiu. Foi-lhes encomendada a pintura do teto das duas escadarias principais com cenas hist�ricas ligadas ao teatro. Este trabalho era bastante diferente daqueles profundamente pessoais da maturidade de Klimt. |
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A Medicina (estudo) 1897-8 �leo sobre tela Estudo inicial para uma das tr�s grandes pinturas que foram encomendadas a Klimt para o teto do Sal�o Nobre da Universidade de Viena: A Filosofia, A Medicina e A Jurisprud�ncia, todas destru�das na Segunda Guerra Mundial. A Medicina foi apresentada em 1901, provocando protestos. Alguns alegavam as figuras nuas obscenas, mas a maioria achou as colunas de sofrimento humano com impacto muito maior que os s�mbolos de preocupa�a�o e cura que o pintor deveria celebrar. |
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Em 11 de janeiro de 1918, Klimt sofreu um derrame que paralisou seu lado direito, e as esperan�as de uma recupera��o se apagaram quando contraiu pneumonia. Morreu em Viena em 6 de fevereiro, alguns meses antes do colapso completo do Imp�rio Austro-H�ngaro e do mundo que havia conhecido. |
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As Tr�s Idades da Vida 1905 �leo sobre tela Esta obra pertence � mesma classe de A Medicina e das outras pinturas controversas feitas por Klimt para a Universidade de Viena. |
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As For�as Hostis, de O Friso de Beethoven 1902 T�cnica mista sobre pain�is de estuque O Painel mais sombrio e denso de o Friso de Beethoven, As For�as Hostis, representa uma regi�o infernal cheia de armadilhas para a alma humana. De acordo com o cat�logo da exposi��o, o macaco gigante representa o gigante Tupheus, contra o qual os pr�prios deuses lutaram em v�o, com suas tr�s filhas g�rgones (doen�a, Loucura e Morte) e suas v�timas ao seu lado. � direita, abra�ando-se e presa em uma esp�cie de v�u negro enrolado, est� a figura emagrecida do Pesar Corrosivo. |
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Ad�o e Eva 1917-18 �leo sobre tela
Esta � uma das diversas pinturas, datando do �ltimo ano de vida de Klimt, que ainda estavam em progresso quando ele morreu, em 6 de fevereiro de 1918; o estado inacabado das m�os de Eva � particularmente �bvio. O t�tulo n�o � de muita ajuda para decifrar o relacionamento entre as duas figuras. Na maioria de seus trabalhos, Klimt adotou a conven��o(encontradas nas cer�micas gregas) de fazer o homem mais escuro do que a mulher; mas aqui, seus tons de pele s�o surpreendentemente diferentes, com a palidez de Eva enfatizando sua primazia. A posi��o de Ad�o atr�s dela n�o � diferente de um bailarino, mas sua express�o � de sofrimento e exaust�o. Mas � improv�vel que Klimt tenha pretendido retratar Eva como uma sensual domadora de homens. Serenamente bela, posando ante uma pele de leopardo e com seus p�s em uma massa de an�monas, ela � uma das cria��es mais cativantes e menos pertubadoras de Klimt. |
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Do original The Life and Works of Klimt Vida e Obra de Klimt Harris, Nathaniel tradu��o Baz�n Tecnologia e Lingu�stica Ediouro Publica��es S.A 1996 |
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