
Hails Unsar Guda Ases Jah Vanes
Hails Haithnu Thiuda
O Gótico e a exatidão
histórica
Uma e outra vez tenho escutado e visto,
como se tem manuseado o termo “gótico”, ao passo que cada vez que se inicia uma
busca de material histórica na internet, se tenha que discriminar grandes somas
de páginas dedicadas a o que chamarei “neogótico romantico fantástico”.
Creio que é necessário combater esta
deformação do termo. Os godos poderíam ser bravos, destrutivos, devotos da
guerra e do derramamento de sangue, para o qual utilizaríam , lanças, espadas,
machados, etc., porém me custa muito visualizálos vestidos de vampiros em
“cetim”, para sugar o sangue de qualquer romano, que atravessa-se seu caminho.
Teria que começar definindo o que é o
Gótico. O estilo gótico nasceu na Europa desde a quarta década do século 12,
até a entrada do séc. 16, e é posterior ao estilo romantico. Recordemos que os godos, já haviam estado
percorrendo terras européias muitos séculos antes. Os primeiros passos dos
godos se podem rastrear nas terras do sul, do que hoje é a Suécia. Se tratava
de povo indoeuropeu, de raíz nórdica. Sua língua até onde se sabe, possuía
terminações com o germanico antigo, e possivelmente teve a mesma raíz. Em
determinado momento, não temos certeza de quando, aconteceu dos godos se diferenciarem de outros povos nórdicos
vizinhos, tais como os gépidos, jutos, etc. Daí que não é possível traçar com
total exatidão, as raízes dos godos até sua origem primordial.
Porém o termo “gótico” é um qualificativo descritivo aplicado por
estudiosos renascentistas, em relação a uma arte que consideravam bárbara, isto
é, a “arte dos godos”, e por tanto muito inferior a arte greco-romana.
Sem demora, os movimentos
nacionalista e romanticos europeus do século 20, lhe devolveram seu valore
desde então se considera como um dos movimentos mais brilhantes do ponto de
vista artistico.
Porém regressando a nossos godos e seu
sentido de moda, a qual dista em muito do que Hollywood nos tem mostrado com seus bárbaros forrados
em peles, quase cruas. Como criadores de ovelhas e cabras, em geral os
germanicos se vestíam com lã. Alguns mais afortunados poderíam custear prendas
feitas com linho, e um grupo muito mais reduzido de indivíduos muito ricos,
poderíam pagar por seda trazida do distante oriente. Porém raras vezes utilizavam
peles.
Portanto, jamais encontraremos a um
godo vestido em andrajos de peles escuras, ou fazendo-se passar por vampiro. E
se nos remetermos ao chamado período gótico ( do século XII ao XVI ), teríamos
que observar que qualquer alusão a obscuridade, vampiros, etc, seria falar de
coisas diabólicas, e por tanto temidas e perseguidas como heresias e adoração a
Lúcifer. Para aquelas pessoas, já cristianizadas, o obscuro era o contrário da
idéia de seu deus, que era a luz.
Sei que com
esta análise pouco poderei modificar a terminologia de um movimento
contracultural, que nasceu na década de 80, e que retoma aspéctos e ideais do
romantismo vitoriano, e os mescla com simbolismos e fantasías do século
passado. Mas com certeza se trata de um exercício de exatidão histórica, e bom
uso dos significados e significantes.
Gutane Jer Weihalaig
Gudja Ugo Aihwsbalar
Irmandade
Odinista Do Sagrado Fuego
Clã Aihwsbalar
Sweran, Balthei, Sunja jah Thiuda
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