Pesque e Solte
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Quando
se captura um peixe abaixo do tamanho mínimo (estabelecido a partir do
conhecimento do tamanho de primeira maturação), deve-se soltá-lo para
assegurar que ele desove pelo menos uma vez e contribua para a manutenção do
estoque pesqueiro. Em virtude do grande número de espécies de peixes e da
falta de recursos para pesquisas, o Brasil ainda não dispõe de informações
suficientes para estabelecer o tamanho mínimo de captura para a maioria das espécies.
Devolver o peixe com vida à água, independente de estar dentro ou não das medidas estabelecidas pela legislação, é uma forma do pescador amador contribuir para o sucesso de sua próxima pescaria. Também é uma maneira de manter o emprego de muitas pessoas que dependem da pesca amadora como fonte de emprego e renda, principalmente as populações locais. Não há hotel pesqueiro nem guia de pesca que sobreviva sem que o meio ambiente esteja em condições adequadas para receber o pescador amador.
É claro que não é necessário soltar todos os peixes. É importante soltar principalmente os peixes jovens e os muito grandes que podem dar emoções a muitos outros pescadores. Mesmo se você for um adepto do pesque e solte, com certeza vai querer ficar com um peixe de sua preferência. Inclusive alguns peixes podem ficar muito machucados e não conseguiriam resistir.
O pesque e solte não é simplesmente devolver o peixe à água, mas praticar uma pescaria que permita a sobrevivência do peixe. Para isso, o equipamento deve ser equilibrado. Por exemplo, uma linha muito fina para um peixe grande, pode fazer com que a briga demore demais, cansando o peixe além de sua capacidade de resistência. Deve-se dar preferência a anzóis sem farpa, que machuca menos os peixes e também o pescador, em caso de acidente. Só existem boas razões para se pescar com anzóis sem farpa. Não existem desvantagens. Por exemplo, os peixes grandes são capturados mais facilmente, porque, como eles têm a boca mais dura, o ressalto da farpa dificulta a perfuração.
Ao
retirar o peixe da água todo cuidado é pouco. O ideal é não usar nenhum
equipamento e as mãos devem estar molhadas. Alguns equipamentos, como o puçá,
alicate e bicheiro, facilitam o manuseio e, se usados de forma adequada, não são
tão prejudiciais. Nunca se deve segurar o peixe pelas brânquias (guelras),
pois é o mesmo que danificar o pulmão. Quanto menos tempo, um peixe permanecer
fora d'água melhor. E de preferência na posição horizontal.
Nunca solte um peixe antes que ele esteja totalmente recuperado. Solte-o num remanso, segurando-o firmemente pelo pedúnculo caudal com uma das mãos e colocando a outra mão no ventre, posicionando-o contra a corrente e movendo-o para a frente e para trás.
São
muitas as dicas para se conseguir
soltar um peixe com sucesso.
É preciso prática também. Pratique essa idéia!
Fonte: PNDPA - Progama Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora