A Morte não interrompe a Vida

 

Apresentação

Com a morte, o espírito,
que é eterno, afasta-se
com o seu corpo fluídico.

9ª edição
1993

 

O vocábulo "morte" é uma impropriedade admitida em todas as línguas, que tem como significado a cessação da vida.

Se considerarmos, porém, que nada morre no Universo, por ser a vida real eterna e não temporária – e a vida real é a partícula da Força ou Inteligência Universal que, quando em acionamento do corpo humano, denominamos espírito – essa cessação nunca se deu, nem jamais se dará.

Erram os que atribuem até mesmo vida inferior à matéria, confundindo a energia física, de que é ela dotada, com a Força Inteligente, em evolução, que organiza corpos e realiza fenômenos, inclusive os de movimento. Não fora a ação da Força sobre a Matéria, e esta se desintegraria, como acontece com os corpos materiais dos animais, quando se rompem os laços fluídicos que lhe transmitem o calor e a vida.

Aqui também é empregado esse vocábulo, em atenção ao seu uso generalizado, mas exclusivamente com o significado de desencarnação, isto é, do abandono do corpo pelo espírito.

 

Preâmbulo

O Centro Redentor edita, entre outros, um livro denominado “Racionalismo Cristão”, no qual estão condensados os princípios, as bases, os fundamentos da Doutrina espiritualizadora e esclarecedora difundida nessa conhecida Instituição.

É, pois, dessa Doutrina – O Racionalismo Cristão –, tão necessária neste mundo ignorante com relação às coisas do espírito, que tratamos neste livro, para orientar os seres humanos nesta jornada terrena, apontando-lhes o caminho que os poderá conduzir ao bem-estar e ao progresso material e espiritual.

Do mesmo modo que, para não perderem o rumo dos portos aos quais se destinam, os navegantes se utilizam de bússolas e sextantes, também na existência terrena os seres humanos precisam de orientação, a fim de não se desviarem da rota traçada. Essa orientação consiste no esclarecimento sobre a razão da sucessão de viagens que realizam à Terra, uma vez que nenhuma coisa acontece por acaso.

E como as seitas e religiões a que pertencem não lhes ministram esses esclarecimentos, é justo, é natural que procurem outra fonte que lhes possa relatar o motivo de se encontrarem neste labirinto terreno.

Com o conhecimento desse importante pormenor, descerra-se o véu que encobria um fato absolutamente natural, mas tido como grandemente misterioso, relacionado com a encarnação do espírito, que representa a lei fundamental da evolução, aqui tratada com o merecido destaque.

Os assuntos desenvolvidos nas páginas deste livro dizem respeito ao procedimento racional que deverá ser seguido, por basear-se em preceitos espiritualistas – únicos que garantem o êxito na marcha pelos caminhos do mundo.

A lei fundamental das reencarnações está aqui sempre em evidência, pelo destaque que merece, e oxalá possa ela ser bem compreendida pelos leitores, para que a sua vida tenha um significado real, que muito facilitará o desempenho da missão específica de cada um, na Terra.

As obras baseadas no Racionalismo Cristão, enriquecem o acervo literário da cultura espiritualista, tão necessária nos dias de hoje, em que a humanidade atravessa um período dos mais atribulados.

A onda de avassalamento motivada pela influência do astral inferior, que se casa, em extensas áreas de contato, com uma humanidade materializada e sofregamente voltada para interesses de baixas condições morais, é cada vez maior.

As altas esferas de espiritualização que acompanham a evolução neste planeta físico vêm, adotando, aqui e ali, medidas salutares para evitar que a coletividade se afunde, ainda mais, no charco das ambições egoísticas, e enverede por trilhas contrárias ao bom caminho.

A Doutrina Racionalista Cristã, com a divulgação de seus ensinos, pretende dar um novo curso aos acontecimentos, pela revigoração das forças espirituais latentes em cada ser.

A edição deste livro não tem outra finalidade senão chamar a atenção daqueles que o lerem para o seu conteúdo orientador, com o fraternal propósito de contribuir para o bem geral da humanidade, que consiste num melhor entendimento entre os seres e em maior aproveitamento dos atributos espirituais de cada um.

É para a colimação desse ideal que as obras do Racionalismo Cristão se espalham por toda parte, convocando ao cumprimento do dever as almas esclarecidas e desejosas de participar do movimento espiritualizador que se está implantando no orbe, e que tem por berço este grandioso país – o Brasil.

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Quase todos os ocidentais se dizem cristãos, sem terem, na realidade, uma noção, ainda que elementar, do que seja o verdadeiro cristianismo.

A falta de conhecimento da Doutrina Cristã leva as criaturas a deformarem o seu caráter com a prática de atos condenáveis, de graves conseqüências para elas próprias, por ignorarem a lei de causa e efeito.

Por isso, cabe aos que conhecem os males advindos de ações reprováveis, o dever humanitário de alertar, de chamar a atenção para a leitura e o estudo do que se escreve sobre a verdadeira disciplina moral instituída na Terra pelo cristianismo autêntico.

Parece impossível haver alguém que, mesmo sabendo que todo mal que fizer a outrem reverte em seu prejuízo, cometa a loucura de sacrificar os seus próprios interesses, a sua vida futura, as suas melhores aspirações, a um proveito material imediato, mas ilusório e efêmero.

É isto o que está acontecendo a milhões de seres encarnados que, inteiramente descuidados, num estado de semi-inconsciência, preparam novos surtos de dor para existências futuras, procedendo de maneira condenável, alheios ao retorno inevitável das suas ações vilipendiosas e usurpadoras.

Daí o desejo de que estes escritos contenham as melhores advertências contra o sofrimento, e possibilitem a todos que os lerem, beneficiar-se do estímulo de uma vontade irmanante, emitida com a melhor das intenções, no sentido de abrir os olhos da alma de quem estiver interessado em viver de acordo com os ensinamentos deixados na Terra pelo Mestre dos Mestres, o tão incompreendido e explorado Nazareno, e consubstanciados por Luiz de Mattos, no Racionalismo Cristão.

Esses ensinamentos têm por fim melhorar as condições de vida no planeta, abolindo o sofrimento supérfluo, que é muito grande, reduzindo a um mínimo as enfermidades, implantando harmonia, paz e entendimento entre os povos, avisando a consciência para o cumprimento ideal de todos os deveres e estabelecendo o domínio da fraternidade e do amor.

Isso, evidentemente, não é querer muito, nem custa mais proceder de forma a que tais objetivos sejam alcançados. Medite-se sobre o que vai pelas obras Racionalistas Cristãs, e reconheça-se, em si consciência, que não é assim tão difícil palmilhar pela estrada que elas desvendam: apenas uma questão de alterar os hábitos, trocando os maus pelos bons – coisa que todos podem fazer, se quiserem.

Caso os estudiosos do Racionalismo Cristão encontrem, nesta e em outras obras publicadas, uma nova orientação para o seu viver cotidiano que redunde numa aplicação racional da moral verdadeiramente cristã, estarão recompensados todos os esforços despendidos com o preparo desses livros.

Não há no Racionalismo Cristão outro empenho maior do que o de beneficiar o ser humano com as luzes do entendimento espiritualista. Este empenho, gracioso e espontâneo, não pede retribuições, não visa recompensas, não quer saber de gratidões.

Siga cada um o seu caminho, fazendo o bem que puder com a ilustração espiritual recebida, sem olhar para trás para rever o que já concedeu. O bem é universal, pertence a todos, e a ninguém caberá doá-lo como se fosse propriedade sua.

Os anos correm com celeridade, enquanto a existência terrena se escoa rapidamente, e não há tempo a perder. Por essa razão constitui quase um privilégio dispormos de um corpo físico para podermos manter-nos na Terra e deixar nela, saldados, os débitos anteriores contraídos.

Para conseguir-se esse auspicioso resultado, urge não medir sacrifícios e preparar-se para reconhecê-los como reparadores; só há um meio de alcançar-se uma visão límpida do que representam, para cada indivíduo, as cenas, um tanto dramáticas, em que se vê envolvido na Terra: é meditar sobre a vida espiritual, penetrar profundamente nos estudos espiritualistas, nos seus ensinos e na lógica dos seus argumentos.

O Racionalismo Cristão chamou a si a responsabilidade de produzir livros que versam, exclusivamente, sobre assuntos de ordem espiritual, com o intuito de alertar almas encarnadas para o problema máximo do ser humano, que é o de preparar, com esforço diário constante, além de uma existência futura melhor, o processamento normal da evolução.

Ninguém quer viver uma vida miserável, e, no entanto, milhares de criaturas vivem miseravelmente. Que teriam feito essas almas nas encarnações pregressas, para se projetarem na existência presente em tão lamentáveis condições? Eis o que estudando espiritualismo se aprende, para não se continuar a cair no erro de preparar um tal futuro.

Quem procede bem, quem se orienta corretamente na vida, quem preenche todos os encargos que lhe estão afetos, não pode, de maneira alguma, apresentar-se, em más condições, na encarnação seguinte. É preciso, porém, saber como proceder para serem bem aproveitadas as boas intenções e aplaudidos os bons procedimentos.

É o que apontam, com profusão de pormenores, as obras Racionalistas Cristãs, para que não paire a menor dúvida a respeito da maneira correta de agir.

Não é importante saber se o indivíduo mede os seus passos por uma atitude devocional mecanizada. O que sumamente pesa no seu cabedal espiritual, são as obras que pratica, são as suas ações, o seu comportamento, o seu trato com o semelhante, o seu critério, os seus exemplos, tudo dentro do rigor da moral cristã, numa palavra: a aplicação dos preceitos espiritualistas. Tais ações encerram pontos básicos que o Racionalismo Cristão focaliza, com ênfase, em suas obras, e constituem o corpo e o espírito da sua Doutrina.

Neste livro frisa-se a necessidade de dar-se mais valor às coisas do espírito, no curso da vida terrena, e formula-se um apelo fraternal aos pesquisadores, aos estudiosos libertos de convenções de artifício, aos seres leais e sinceros que não gostem de sofismar, ardilosamente, e às criaturas de bem, despidas dessa vaidade de se julgarem escolhidas do “Senhor”, privilegiadas e detentoras de uma pureza ainda não atingida, para que o leiam, e sobre ele meditem.

O que aqui se deseja é reafirmar proposições verdadeiras, sustentadas pelo Racionalismo Cristão, e por ele obtidas através da influência direta do Astral Superior, com a intenção de beneficiar, auxiliar, servir, oferecer e promover a felicidade do caro leitor, companheiro da jornada eterna.

OS EDITORES

 



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