BETTAS

               
     
        Vermelho               Azul Metálico              Melano (Preto)

Nome científico: Betta splendens
Nome Popular: BETTA, PEIXE DE BRIGA
Origem: Tailândia, Malásia
Temperatura ideal: 24ºC - 30ºC
pH ideal: 7,0 - 7,2 
Comprimento máximo: 10 cm 
Alimentação: carnívora 

O Betta tem esse nome devido a uma tribo guerreira que dominava as regiões do antigo Sião: os Ikan Bettah. Como os machos são agressivos entre si, ficou comum a denominação peixe de briga. Apesar disso, as fêmeas são pacíficas, podendo ser criadas várias delas juntas sem problema algum. Os machos, ao contrário, se forem colocados mais de um indivíduo em um pequeno recipiente, eles provavelmente brigarão até a morte. Isso ocorre por serem peixes territoriais. Caso sejam colocados dois ou mais indivíduos machos em um recipiente de tamanho tal que cada um deles possa ter seus próprios domínios, eles não brigarão. Caso se encontrem, haverá uma pequena perseguição, que ao fim de algum tempo, acabará com um deles se escondendo. O Betta, como os outros anabantídeos, é uma espécie bastante resistente, não necessitando de aeradores, filtro ou plantas. As condições ideais são: pH = 7.0 (neutro), temperatura 26º e água dura (não suja, embora muitas pessoas confundam dureza com sujeira). Como são encontrados muitas vezes em canais poluídos, muitos acreditam que o peixe vive melhor em aquários sujos e sem cuidados, o que não corresponde à realidade.

Comportamento:
Territorial. Machos em ambientes pequenas brigam entre si. Pacífico com outras espécies.

Reprodução:
Ovípara e fácil. Macho faz ninho de bolhas na superfície e cuida dos filhotes.

Dimorfismo Sexual:
Macho maior e com nadadeiras mais desenvolvidas. Suas nadadeira ventrais tem a cor vermelho vivo, exceto na espécie albina.
Fêmeas em época de reprodução estão "gordinhas". Tem aspecto mais modesto quanto a nadadeiras e colorido.

Cuidados especiais:
Evite colocá-los em aquários muito grandes ou profundos

Reprodução Detalhada:
Os bettas, assim como a maioria dos peixes ósseos, são ovíparos. O ninho é feito de bolhas, o que dá maior resistência física e proteção contra fungos aos ovos. Podem ser facilmente reproduzidos em cativeiro, utilizando um aquário de 30cm de comprimento e 15cm de largura. Colocando-se água até 10cm de altura, coloque o macho no aquário. Para que não haja risco de agressão contra a fêmea, coloque-a dentro de um recipiente (pode ser um vidro de maionese) e coloque o vidro dentro do aquário, de modo que o macho possa vê-la. Ele começará a ser "armar", iniciando a construção do ninho. Quando este já tiver com um tamanho razoável (um quadrado de 5 cm de lado, em média), solte a fêmea. Ele começará um ritual de conquista, com uma corte nupcial, após a qual ele abraçará a fêmea, pressionando seu abdômen e fazendo-a liberar os ovos. Ocorre a fertilização e o macho apanha os ovos com a boca e coloca-os no ninho. Deve-se retirar a fêmea após a liberação dos ovos, pois o macho é quem irá cuidar dos alevinos. São liberados entre 200 e 700 ovos, porém a maioria deles perece antes da idade adulta. Após um ou dois dias os ovos eclodem. Nos primeiros 4 dias os alevinos ficam imóveis e na posição vertical, consumindo o saco vitelino. Após esse período, quando eles começarem a nadar na horizontal, retire o macho do aquário. É aconselhável que você coloque um pequeno aerador, pois os filhotes recém-nascidos ainda não têm o labirinto totalmente formado. Além disso é importante que se coloque uma tampa de vidro sobre o aquário, para que a umidade do ar não se modifique constantemente, pois isso pode prejudicar o labirinto em formação. Este ficará completo apenas aos dois meses de idade. Após o quarto dia de nascimento, deve-se dar infusórios até 10 dias. Depois disso, deve-se ir acrescentando artêmia salina, pequenos insetos, fígado e coração picados, entre outros. Após 1 mês, deve-se acrescentar 1cm de água ao dia, até que complete 20cm. Quando os filhotes começarem a brigar, separe-os (as fêmeas podem ficar juntas). Os machos se diferenciam por terem as nadadeiras maiores que as fêmeas e serem mais agressivos. Devem ser alimentados 3 a 5 vezes ao dia, em pequenas porções.

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