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Nomes populares: Acará-Bandeira,
Peixe-Anjo, Escalador, Peixe-Vela
Nome
ciêntífico: Pterophyllum scalare (Liechtenstein)
Família: Ciclídeos
Local de origem: América do Sul (Áreas ao norte, Amazônia)
Condições ideais para o aquário
Tamanho do aquário: mínimo de 20 litros
pH: entre 6,8 e 7,0
Iluminação: fraca
Temperatura: entre 24ºC e 26ºC
O Acará-bandeira é
um dos mais populares peixes de água tropical doce. Em seu habitat
natural prefere águas não muito profundas, calmas e rica em vegetação
de várzea. O acará é natural da floresta amazônica, tendo um formato
exótico e sendo considerado um dos símbolos do aquarismo. A criação
dos bandeiras em aquários comunitários é uma boa opção. Este ciclídeo
pode viver perfeitamente com muitas espécies de peixes, sendo usado em
aquários comunitários. Existem vários exemplares de Bandeiras do albino
ao complemente preto. O acará
bandeira chega a viver até 7 anos, desde que as condições sejam favoráveis.
As condições ideais para tê-los em cativeiro são: manter a temperatura
entre 24 e 26 graus, pH entre 6,8 e 7,0, e a dureza da água variando de 1
a 3 dH. De índole sociável e pacífica, não é aconselhável colocá-los
junto com grandes ciclídeos (mais agressivos). A agressividade e
territorialidade são manifestadas principalmente na época da reprodução,
onde protegem seus ninhos e filhotes com grande ferocidade.
Sociabilidade:
Convive bem com exemplares de sua espécie e de outras
devendo-se apenas não colocar no aquário peixes muito
ariscos pois o Acará-Bandeira é tímido e não disputa alimento
e também peixes muito pequenos, pois seriam devorados.
Alimentação:
Aceita alimento em flocos, pó ou granulado, mas
dá preferência aos alimentos vivos (Artêmia salina, Tubifex,
Dáfinias, Larvas de insetos, etc...), a introdução de
alimentos vivos no cardápio do Acará-Bandeira é extremamente
importante, pois o peixes precisa dos nutrientes contidos
neste, caso contrário o peixe não apresentará a mesma
coloração, ficará fraco e propenso a doenças.
Comportamento:
Acará-Bandeira é um peixe calmo de nado lento
e gracioso, prefere ficar nos cantos do aquário entre as
plantas em companhia de outros exemplares de sua espécie, de vez
em quando dá uma volta pelo aquário, fora isso somente na
hora da alimentação sai para disputar alimento com os outros
peixes (isso quando adaptado ao aquário, quando recém
introduzido ao aquário se apresenta tímido e não disputa
alimento).
A compra:
Como na maioria dos peixes procure comprar
exemplares jovens, pois estes se adaptarão melhor ao seu
aquário, em lojas especializadas você encontra exemplares de 3
a 5cm que é o tamanho ideal, o Acará-Bandeira cresce rápido e
se bem alimentado chega a medir 15cm, procure comprar cerca de
5 a 8 peixinhos, já que em seu habitat natural ele vivem em
grandes cardumes, não esqueça de verificar a saúde dos
animais, peixes com manchas brancas pelo corpo, olhos
embaçados, nadadeiras roídas, nado estranho devem ser evitados
pois apresentam algum tipo de moléstia.
Dica:
hoje existe uma enorme variedade de híbridos do
Acará-Bandeira além das outras espécies existentes: P. eimekei
e P. altum, compre vários peixinhos normais e híbridos, seu
aquário ficará muito mais atrativo.
Diferenças entre os
sexos:
A diferenciação entre os sexos só é possível
em peixes adultos, a fêmea apresenta na região da
nadadeira anal um orifício bem maior que no macho, que na
época da reprodução fica saliente bem à mostra, e é por ali
que os ovos serão expelidos.
Reprodução:
A reprodução do Acará Bandeira se torna simples quando
encontrarmos o par certo para o acasalamento. Na
época da reprodução, os acarás se tornam bastante agressivos.
Como a distinção dos sexos é extremamente difícil , Como nos discos ,
deveremos adquirir pelo menos 6 exemplares e observar por algum tempo o
casal que se formou. Observaremos o
par sempre junto e tentando expulsar outros peixes (Bandeiras) por perto.
Este é um sinal que o par vai acasalar. Se o aquarista puder ajudar, as chances da desova ter
sucesso é grande em um aquário comunitário. Geralmente os Bandeiras
desovam em vidros ou troncos, e protegem os ovos bravamente. Se você não
possuir peixes predadores, terá tempo de acompanhar a desova e algumas
horas depois pode retirar com ajuda de uma mangueirinha sugando-os para um
outro aquário onde acontecerá a eclosão(três dias depois da desova), já
que neste ponto não se faz mais necessário a presença dos pais.
O aquário de reprodução deve ter apenas equipamentos obrigatórios
(inclusive um filtro biológico
de espuma) com uma temperatura da água igual a de onde foi retirado os
ovos . Gradativamente o aquarista deve corrigir essa temperatura a 28
graus. A água também deve ser do aquário de origem, para que os ovos não
corram o risco de variações violentas de condições da água.
Após a eclosão os alevinos, ainda permanecerão com o saco
vitelino e grudados em qualquer o parte do aquário, devemos usar uma
oxigenação e movimentação da água bem fraca.
Devemos retirar os ovos "gorados" (os brancos opacos)
para que não prejudiquem os fecundados. A natação livre dos alevinos
será após três dias da eclosão e o aquarista deverá alimenta-los
imediatamente depois que perderem o saco vitelino com infusórios
de artêmias eclodidas na hora. Deve-se
calcular os dias exatos da eclosão tanto dos bandeiras como das artêmias,
para que você não fique sem poder alimento-los após a natação livre
dos alevinos. Apenas depois
de 20 dias, poderemos mudar a dieta dos Bandeiras com rações para
filhotes. Os alevinos vão adquirir o aspecto de um peixe adulto com 2
meses de idade, onde deverão ser tratados como os
pais.
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