Filosofia Antiga
........Em termos didáticos, podemos "dividir" a Filosofia Antiga em três partes: Filosofia Pré-Socrática, Filosofia Helênica Clássica, Filosofia Pós-Platônica.
Filosofia
Pré-Socrática - Esta era a
designação genérica da filosofia primitiva helênica (séculos
VII e VI a.C.). Os "físicos" da Jônia procuraram
explicar o mundo pelo desenvolvimento cíclico de uma natureza
comum a todas as coisas e em perpétuo movimento. Os
"eleatas" afirmaram que o ser é a unidade e
imobilidade e que a mutação não passa de aparência. Os
"atomistas" afirmaram que o universo é constituído de
átomos reunidos ao acaso, e de uma maneira puramente mecânica.
Os "sofistas" denunciaram o caráter convencional de
todas as instituições sociais, deduzindo daí o fato de que era
possível manipulá-las e transformá-las segundo as necessidades
humanas.
Filosofia Helência
Clássica - Cobrindo o
período de 470 a 322 a.C., a filosofia helênica clássica teve
em Sócrates, Platão e Aristóteles seus principais expoentes. Sócrates, tido como um dos maiores sofistas, dedicou-se
à procura metódica da verdade identificada com o bem moral, e
que realize o acordo do indivíduo consigo mesmo e com os outros.
Através da ironia, ele forçava seu interlocutor a reconhecer
que ignorava o que pensava saber, através de processos
dialéticos levava-o a descobrir por si mesmo essas verdades.
Platão (427-348 a.C.) procurou, através de sua teoria das
idéias, explicar o conhecimento e a existência das coisas, com
o recurso da participação do sensível no inteligível, e da
reminiscência. Aristóteles (385-322 a.C.) fundamentou o
conhecimento nos sentidos e sistematizou a lógica dedutiva
clássica; no terreno da metafísica, formulou o conceito de Deus
como "o motor primeiro do mundo".
Filosofia
Pós-Platônica -
Estendendo-se de de 320 a.C. até o início da era cristã, as
escolas posteriores a Platão contrapuseram o ascetismo dos
cínicos e estóicos ao hedonismo dos cirenaicos e epicuristas.
Os cínicos desprezavam as convenções, honrarias e riquezas, e
afirmavam que só a virtude, por libertar o homem do desejo de
possuir bens materiais, podia purificá-lo. Os cirenaicos, ao
contrário, propunham como regra de vida o hedonismo, ou busca do
prazer imediato. Os estóicos pregavam que o homem devia
permanecer indiferente às circunstâncias exteriores, dor,
prazer e emoções e aceitar conscientemente sua condição
humana, regida pela lei única do universo. Opunham-se aos
epicuristas, que viam no prazer o soberano bem. Os céticos
afirmavam que as limitações do espírito humano nada permitiam
conhecer com certeza, e concluíam pela suspensão do julgamento
e pela dúvida permanente. Os neoplatônicos concebiam o Uno de
Platão como o Ser perfeito, o Bem absoluto, com o qual toda a
natureza aspira a identificar-se. As teorias de Plotino (205-270)
influenciaram os pensadores cristãos primitivos e Santo
Agostinho (354-430), que professa a mesma crença no caráter
quase divino do conhecimento intelectual e em seu poder de
libertação da alma.
( Fonte: Veja o Link Bibliografia )