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Classe "Cacine"

Para patrulha costeira a Armada dispõe de uma frota de cerca de quatro navios da classe “Cacine” - estes navios que operam, por vezes, no ambiente oceânico, ainda que de forma limitada. Inicialmente, existiam dez patrulhas, de construção nacional, projectados na década de 60 e destinados a operar nas calmas águas costeiras africanas. Por isso, a sua operação nos arquipélagos dos Açores e Madeira tem-se revelado, por vezes, difícil.
O seu armamento e tonelagem restringem-nos a missões de patrulha e fiscalização, não tendo, assim, qualquer função de combate ou apoio.
São navios dispendiosos no tocante à sua operação e com tripulação excessiva. Por tais motivos, optou-se, em sua substituição, pelo projecto de concepção nacional NPO 2000 (Navio de Patrulha Oceânica).
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Tipo |
Navio de Patrulha |
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Comprimento |
44m |
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Tonelagem |
310 toneladas |
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Velocidade Máx. |
20 nós |
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Autonomia |
4.400 milhas a 12 nós |
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Armamento |
2 peças Bofors de 40mm em reparo simples 2 MG-42 de 7,62mm |
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Sensores |
Radar de navegação Kelvin Hughes 1007 |
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Guarnição |
33 |
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Número de Unidades |
4 |
Classe "Viana do Castelo"
Esta classe - de concepção
e construção portuguesa - foi projectada na década de 90 com o fim de substituir
um grande número de navios que eram usados, de forma inadequada e custosa, na
patrulha da ZEE portuguesa (corvetas das classes "João
Coutinho" e "Baptista Andrade" e patrulhas "Cacine").
O programa prevê um total de doze navios
cuja construção em estaleiros portugueses se iniciou em 2003 com a entrega dos
dois primeiros navios prevista para 2005. Dez navios serão configurados para
patrulha costeira, havendo dois optimizados para operações
de
balizagem e combate à poluição. Além de equipamento adicional, estes receberão
provavelmente algumas alterações no casco e no projecto e uma motorização
diferente. Aos navios desta classe caberão as seguintes missões:
patrulhar,
vigiar e fiscalizar as águas costeiras e oceânicas de jurisdição nacional;
apoiar e controlar
actividades económicas, cientificas e culturais ligadas ao mar; executar
operações de busca e salvamento (SAR) no mar; colaborar na defesa do ambiente,
nomeadamente na prevenção e combate à poluição marítima.
Em 2004, o primeiro navio da classe foi baptizado "Viana do Castelo", em homenagem à cidade e a sua vocação marítima, bem como, ao facto de ser nos Estaleiros Navais de Viana do castelo (ENVC) que se leva a cabo a construção de tais navios.
O primeiro NPO 2000 terá um custo aproximado de 35 milhões de euros, sendo previsível uma redução de preço para os seguintes. O navio deslocará 1.600 toneladas e terá cerca de 79 metros de comprimento. Com uma guarnição de apenas trinta e dois homens poderá receber provisoriamente outras trinta e duas pessoas, o que o torna particularmente útil para missões de busca e salvamento e apoio a operações anfíbias. O navio armado com uma peça de 40mm disporá de capacidade de comando e controlo, comunicações de concepção nacional e de pista para helicóptero. A sua autonomia é de cerca de trinta dias de operação ou cinco mil milhas à velocidade de quinze nós (pode atingir os vinte nós).
Recentemente, no decurso de visita oficial do Ministro da Defesa português à Tunísia foi discutida a possibilidade deste país adquirir navios da classe NPO 2000 para a sua Marinha. Anteriormente outras nações - nomeadamente a Argentina, Marrocos e a Argélia - haviam mostrado, igualmente, interesse no projecto dos ENVC.
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Tipo |
Navio de Patrulha Oceânico (NPO 2000) |
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Comprimento |
83,1m |
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Tonelagem |
1.600 toneladas |
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Velocidade Máx. |
20 nós |
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Autonomia |
5.000 milhas a 15 nós |
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Armamento |
1 reparo de 40mm |
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Sensores |
Os radares dos NPO serão 2 Manta 2000A
fornecidos pela Kelvin Hughes, usados como radar de navegação e de apoio
de aproximação ao helicóptero.
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Guarnição |
35 (apto a receber mais 32 elementos) |
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Número de Unidades |
12 (dois navios em construção de doze encomendas firmadas) |
Classe "Argos"

A Armada tem atribuídas, também para patrulha, um conjunto de lanchas. A classe “Argos” (1ª Série) dispõe de cinco navios, de projecção e construção nos estaleiros do Arsenal de Afeite. Com menos de dez anos de serviços, os navios de 90 toneladas têm uma tripulação de oito homens e autonomia para 1.350 milhas, podendo atingir os vinte e oito nós. São navios armados com duas MG-42 e projectados para operar em condições de mar mais adversas que os seus sucessores.
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Tipo |
Lancha de Fiscalização |
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Comprimento |
27m |
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Tonelagem |
94 toneladas |
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Velocidade Máx. |
26 nós |
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Guarnição |
8 |
Classe "Centauro" ("Argos" - 2ª Série)
A classe “Centauro” é constituída por quatro navios. São navios melhores que os seus antecessores – estão armados com uma têm uma Browning de 20mm - tendo como deslocamento oitenta e nove toneladas, vinte e oito metros de comprimento e uma guarnição de oito militares. Podem acomodar adicionalmente mais quatro homens e atingem uma velocidade de cerca de vinte e oito nós. A sua construção ocorreu em Portugal, a cargo do Arsenal de Alfeite, tendo sido acrescentadas à frota a partir de 2000.
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Tipo |
Lancha de Fiscalização |
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Comprimento |
27m |
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Tonelagem |
94 toneladas |
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Velocidade Máx. |
26 nós |
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Guarnição |
8 |
Classe "Albatroz"
Das cinco lanchas iniciais, restam três operacionais. Com oito membros de guarnição estão armadas com duas metralhadoras de 12,7mm e uma de 20mm. Podem atingir os vinte nós e para os doze nós possuem uma autonomia de cerca de 2.500 milhas. Portugal poderá vir a receber apoio da União Europeia para a construção de mais oito lanchas “Argos” e de cinco lanchas de inspecção de estuário.
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Tipo |
Lancha de Fiscalização |
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Comprimento |
21,9m |
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Tonelagem |
43,5 toneladas |
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Velocidade Máx. |
14 nós |
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Guarnição |
8 |