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Caça-bombardeiro Lockheed Martin F-16
Com o abate dos F-86 Sabre, em
Junho de 1980, a FAP ficou sem um caça destinado à defesa do espaço aéreo
nacional. Para colmatar tal lacuna, o ramo esperava
receber caças F-5E Tiger
II. No entanto, tal aquisição não foi efectuada, tendo sido
adquiridos caça-bombardeiros A-7P Coisair II
- óptimas aeronaves para missões de ataquee e apoio aéreo, mas bastante limitadas
no combate ar-ar. Assim, somente com a chegada dos caças F-16 OCU Block 15 - em Julho de 1994
- Portugal voltaria a dispôr de uma frota apta a realizar missões de defesa
aérea.
Foram, assim, recebidos um total
de vinte caças ao abrigo do
programa Peace Atlantis I, de 1990.
Para operar estas aeronaves, a Esquadra 201 foi reactivada. Presentemente, esta mantém
permanentemente duas aeronaves armadas e prontas a descolar - em QRA (Quick
Reaction Alert). A Esquadra 201 possui como
missões principais: defesa aérea, luta aérea defensiva e intercepção,
realizando, t
ambém, as missões secundárias de interdição aérea, apoio aéreo
ofensivo e missões TASMO.
Até ao momento, o único conflito bélico em que o F-16 participou, sob as insígnias da FAP, foi em 1999, nos Balcãs. Para o mesmo foram destacados três caças e respectivos pilotos e pessoal de apoio.
A primeira e única perda de um F-16 ocorreu a 8 de Março de 2002, num trágico acidente que provocou a morte do piloto e a destruição do aparelho.
Paralelamente às operações da Esquadra 201, a FAP pretende vir a constituir-se uma segunda esquadra, passando, então, a FAP a contar com duas esquadras de caças modernizados. Por agora, os F-16 modernizados serão operados pela Esquadra 201. Para isso, a partir de Outubro de 1999, foram recebidas - ao abrigo do programa Peace Atlantis II - 25 células de F-16 OCU provenientes da USAF. Uma aeronave adicional (monolugar) irá ser modernizada para compensar o F-16 acidentado.
A entrega oficial do primeiro F-16 modernizado (um monolugar) deu-se, a 26 de Junho de 2003, nas instalações das OGMA.
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Motor |
1 Pratt & Whitney F100-PW-220E |
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Autonomia |
3.891 km |
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Velocidade Máxima |
Mach 2.05 |
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Altitude Operacional |
16.750m |
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Peso Máximo |
10.594 kg |
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Radar |
AN/APG-66 |
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Armamento |
Para ataque ar-solo: mísseis Maverick (de guiagem por infra-vermelhos e câmara), bombas para fins gerais e rockets. Em fase de integração/aquisição encontram-se as JDAM (Joint Direct Attack Munition) e a JSOW (Joint Standoff Weapon). Para defesa aérea: o canhão M-61 A1 de 20mm e mísseis AIM-9 Sidewinder e AIM-120 AMRAAM. Refere-se o interesse do ramo pelo AIM-9X. Para guerra electrónica: pods AN/ALQ-131 para guerra electrónica e interferência. |
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Número de Aeronaves |
20 |
Caça-bombardeiro Dassault/Dornier Alpha-Jet
É um caça-bombardeiro subsónico destinado a treino avançado e apoio aéreo
próximo. Portugal recebeu a sua frota – que totaliza quase cinquenta aeronaves –
em 1993. A frota nacional foi usada anteriormente pela Alemanha
que a cedeu a Portugal
em troca da utilização da base aérea de Beja pela
Luftwaffe. Por isso, as aeronaves nacionais são destinadas
essencialmente a missões de ataque, ao contrário da versão ao serviço do Armée de l'Air - usada para treino
e instrução.
O número de aeronaves operacionais não é constante, já que nenhuma
aeronave foi definitivamente abatida ao serviço. Os aparelhos estão atribuídos
às Esquadras 301 e 103, baseadas em Beja. A
Esquadra 301 tem como missões o apoio aéreo próximo e ataque ao solo.
A Esquadra
103 utiliza as suas aeronaves na conversão operacional de pilotos e treino
avançado. Paralelamente, foi formada a Parelha da Cruz de Cristo - cuja primeira
exibição se deu em 2002, durante o 50º aniversário da FAP, então, como o nome de
Flying Display Team - que tem actuado em algumas cerimónias do ramo e que é
constituída por dois instrutores da Esquadra 103.
O primeiro acidente com estas aeronaves ocorreu em Outubro de 2003, fruto da colisão no ar entre dois aviões Alpha-Jet. Como consequência deste ocorreu a perda de um deles, tendo o outro ficado seriamente danificado - mas conseguindo aterrar em segurança. Do acidente não, porém, resultaram vítimas mortais.
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Motor |
2 SNECMA-Turbomeca Larzac 04-C20 |
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Autonomia |
n.d. |
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Velocidade Máxima |
1018 km/h |
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Altitude Operacional |
1.4021 m |
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Peso Máximo |
7.500 kg |
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Armamento |
Para ataque ar-solo: o canhão Mauser de 27mm (num pod amovível), bombas para fins gerais (Mk-82 HD/LD, Mk-20 e Cluster BL 755) e foguetes (LAU-51A e LAU-3 B/A) Para guerra electrónica: pods de guerra electrónica EL-70-72, que podem ser instalados no banco traseiro dos Alpha-Jet (seis pods no total). Para reconhecimento fotográfico: pod de reconhecimento fotográfico equipado com 3 câmaras VINTEN de 70 mm |
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Número de Aeronaves |
19 |