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O que muda no novo manual
(listagem em ordem alfabética, incluindo mudanças, pontuais ou não, em todos
os capítulos)
Programa de Qualidade/março de 2001
1) alemão: uso de trema nos nomes que o exigem: Gerhard
Schröder (e não "Schroeder"),
Jörg Haider
(e não "Joerg") pág. 331
2) algarismo romano: mantenha em nomes próprios (Centro
Acadêmico XI de Agosto) e transcrições de
textos legais (inciso IX).
Essa regra não vale para nomes de ruas (rua
Pio 11) pág.
52
3) Allah (e não "Alá")
pág. 189
4) ambiente: prefira a "meio
ambiente" (pleonasmo) pág.
52
5) americano: admite-se o uso (tanto quanto o de
"norte-americano") para designar o nascido nos EUA pág.
52
6) Assembléias (Legislativas) e Câmaras (Municipais) em caixa alta e
baixa, mesmo no plural e em segunda menção págs.
53 e 57
7) assistir a um filme (e não "assistir um
filme", regência tolerada pelo atual manual) págs.
122-3
8) através: pode ser usado com o sentido de "por intermédio
de" ("Conseguiu a
vaga através de um amigo"). Não se
pode, porém, introduzir o agente da passiva com "através" ("A
revelação foi feita através de um assessor") pág. 123
9) best-seller, com hífen (seguindo o "Aurélio") pág.
332
10) Bíblia, Torá e Alcorão: exceções ao padrão de grafia de livros.
Os três devem ser grafados sem aspas pág.
101
11) biopsia/biópsia: a Folha aceita as duas formas pág.
123
12) Bornéu, e não "Bornéo" págs.
248 e 311
13) Brodowski (e não "Brodósqui"), em SP pág.
290
14) caixa dois: a Folha passa a adotar a grafia do "Aurélio",
sem hífen
15) cidade de São Paulo: a divisão em regiões volta ao que era
antes (centro, norte, sul, leste, oeste) pág.
300
16) cifrão de real: um risco só (R$), assim como o de dólar
(US$)
pág. 58
17) créditos (págs.
59-60):
a) Não existirá o crédito "do Conselho Editorial".
Integrantes do Conselho devem usar como crédito a outra função que exerçam
("da Reportagem Local", "colunista da Folha" etc.).
b) O crédito "especial para a Folha" deve restringir-se
a pessoas de destaque em áreas de atuação externas ao jornal e tem de vir
acompanhado de pé biográfico. Quando não for esse o caso, deve-se usar
"free-lance para a Folha", sempre sem pé biográfico.
c) Assinaturas por extenso, só no alto dos textos. Elas não devem ser
repetidas na mesma página.
d) Sub-retrancas do mesmo autor que assine o texto principal devem vir
com iniciais no pé e sem crédito.
e) Sub-retrancas de autor que não o que assine o texto principal são
creditadas ou assinadas normalmente.
f) Não existirá o crédito "crítico da Folha".
g) Não existirá o crédito "da Equipe de Articulistas", e sim
"articulista da Folha".
h) Jornalistas que ocuparem interinamente uma função devem usar, no crédito,
seu cargo original. Ex.: Vinicius Torres Freire sai em férias e Neivaldo José
Geraldo publica um texto em Dinheiro. Ele deve assinar
"editor-adjunto de Dinheiro", não "editor interino".
18) culto ecumênico: evite essa expressão em referências a cerimônias
que incluam religiões não-cristãs. Use "inter-religioso" ou "multirreligioso".
pág. 190
19) dalai-lama, com hífen e caixa baixa pág.
188
20) Diabo em caixa alta quando se referir à "entidade que ocupa
o topo da hierarquia demoníaca". Com caixa baixa em sentido geral ou
figurado ("os diabos
pululam no inferno", "o
menino está com o diabo no corpo") pág.
62
21)
Distâncias no Estado de São Paulo em relação à capital: a
Folha
passa a adotar os números do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), o que
altera as distâncias (Campinas, por exemplo, passa a ser "a 95 km de São
Paulo", e não "a 99 km"). págs.
289-297
22) divisão de países: apenas Estado, Província, Condado e Cantão em
caixa alta e baixa (plurais: Estados, Províncias, Condados, Cantões) pág.
84
23) dumping, sem aspas pág.
333
24) edição nacional, em caixa baixa pág.
111
25) estado de choque: não usar esse termo médico como sinônimo de
abalo emocional pág. 199
26) Estado democrático de Direito, com "democrático" em caixa
baixa pág. 66
27) fac-símile, com hífen (seguindo o "Aurélio") pág.
333
28) fim de ano, sem hifens pág.
130
29) fim de semana, sem hifens pág.
131
30) fotomontagem: admite-se (embora a Folha, em geral, não a
use), desde que o recurso esteja explícito na legenda pág.
71
31) Galiza, região da Espanha (prefira essa grafia a "Galícia")
pág. 241
32) gay: admite-se a palavra como sinônimo de homossexual pág.
71
33) hedge, sem aspas pág.
333
34) hemisfério Norte, hemisfério Sul (caixa baixa em
"hemisfério")
pág. 79
35) Iom Kipur (não "Yom Kippur") pág.
172
36) internet, caixa baixa pág.
74
37) kipá (e não "quipá")
pág. 172
38) "lepra", "leproso": não usar (o correto
é hanseníase, hanseniano)
pág. 77
39) macumba: evite usar como sinônimo de ritual de umbanda ou candomblé
pág. 191
40) Madagáscar, com acento pág.
252
41) mas: quando soma elementos de mesma função, não há vírgula
("Não só ele mas seu
pai foram ao jogo"). Quando é sinônimo
de "porém", a vírgula é obrigatória ("Tentei,
mas não consegui") pág.
134
42) Mesa do Senado e Mesa da Câmara, caixa alta e baixa pág.
81
43) Mianmar, com "r" no final pág.
254
44) "mongolóide": nunca usar (portador
de síndrome de Down)
pág. 207
45) Montréal (Canadá), com acento pág.
236
46) Muhammad (e não "Maomé"),
em referências ao fundador do islamismo págs.
80 e 184
47) nomes próprios: escreva de acordo com o registro oficial ou a forma
usada profissionalmente, mesmo nos casos de pessoas já mortas (Vital Brazil,
Euclydes da Cunha, Eça de Queiroz) pág.
87
48) on-line e off-line, com hifens (exceto em Folha Online e Universo
Online) pág. 334
49) papanicolaou, e não "papanicolau" pág.
205
50) parada cardíaca: evite usar como causa de morte (ela é consequência
de alguma doença ou afecção) pág.
205
51) parlamentar/Parlamento: prefira
congressista
e
Congresso, quando se tratar de regimes
presidencialistas pág. 92
52) per capita, sem aspas pág.
334
53) Ph.D (com ponto) pág.
93
54) plágio: proibição explícita do autoplágio. Reproduções de
textos, alheios ou próprios, devem citar autor original, local e data da
primeira publicação pág.
93
55) pole position, sem hífen
pág.
334
56) polícias Militar e Civil, com caixa baixa em "polícias"
pág. 93
57) procedimentos (1): jornalista não deve desempenhar sua função
usando símbolo de partido, lobby, empresas, agremiações esportivas,
campanhas ou outros que possam levantar suspeitas sobre sua imparcialidade (pág.
40, "engajamento")
58) procedimentos (2): o jornalista da Folha não deve aceitar
presente de nenhuma espécie ou valor. Eles devem ser encaminhados à SR para
devolução. A proibição inclui itens materiais e eventuais descontos em
estabelecimentos comerciais e industriais, mas exclui produtos destinados a
divulgação e avaliação crítica (cópias de discos, livros, softwares,
convites para shows, peças de teatro ou filmes) (págs.
41-42, "ética")
59) raio-X, com hífen, quando é sinônimo de radiografia ("O
raio-X acusou fratura"). Sem hífen,
contudo, em referências à radiação ("Os
raios X fazem mal à saúde") pág.
138
60) Redação/Redações – caixa alta e baixa, em referências a Redação
como departamento de um jornal (para diferenciar de redação/ato de redigir) pág.
96
61) remissões de páginas: D-4
(e não D4), C-3
(e não C3),
como está nos verbetes "leia mais" (pág.
77) e "remissão" (pág.
97)
62) Réveillon, caixa alta e baixa pág.
97
63) rezar: evite o uso do termo em menções a evangélicos. Prefira
"orar" pág. 98
64) S.A. (e não "S/A";
a grafia do nome do "Painel S/A" deve ser alterada) pág.
50
65) Santana de Parnaíba (e não "do"), em SP pág.
295
66) seita: evitar o termo, por ter se revestido de caráter pejorativo.
Prefira "movimento religioso"
pág. 171
67) telefones: grafar tudo com barras. Exemplos: 0/XX/11/282-2811
(nacional); 00/xx/1/202/555-2368 (internacional) pág.
100
68) tradução: não traduza nome de pessoa que viveu a partir do século
20, com exceção de reis, príncipes e papas (príncipe
Charles, rainha
Elizabeth, João
23). Antes do século 20, usar grafias
consagradas (Immanuel Kant, Erasmo de Roterdã)
pág. 101
69) trajetos: usar hífen, não travessão (ponte
Rio-Niterói) pág.
101
70) "transações com o exterior": prefira esse termo a
"transações correntes" pág.
327
71) van/von: sempre com minúscula (Vincent
van Gogh, "o
quadro de van Gogh"), exceto em início
de frase. O mesmo vale para de, em francês, e da, de, di
em italiano (Charles de
Gaulle, Leonardo
da Vinci) pág.
103
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