O
uso da lei de queda de corpo, de Galileu, como instrumento de medida de
tempo de reação para “ver e agir” com as mãos
Introdução
Este
artigo tentará expor de um modo objetivo e claro uma experiência cujo
objetivo é avaliar o tempo necessário de reação entre o ato visual e
ato motor ( reflexo )de diferentes pessoas com diferentes faixas etárias.
A hipótese que tentaremos provar se baseia no fato de que tanto crianças,
com idades variando entre 3 e aproximadamente 12 anos, possuem em média
o mesmo tempo de reação de pessoas em idade avançada, variando entre
acima de 40 anos de idade.
Fazendo-se
uma análise fisiológica mais detalhada é sabido que; crianças em
crescimento, também apresentam obviamente atos reflexos em crescimento,
ou seja, o sistema nervoso infantil ainda está aperfeiçoando suas ligações
nervosas, como se estivesse testando os melhores caminhos a serem
seguidos pelos impulsos nervosos; e que pessoas idosas estão entrando
em um processo de degeneração física devido à não reposição de
elementos essenciais ao bom funcionamento do organismo, e conseqüentemente
redução da eficácia do
ato reflexo nestas pessoas.
Com
isso percebemos que é obvio que crianças e idosos apresentem em média
ao mesma “velocidade” de reação, um pouco acima da de uma pessoa
adulta em plena forma física de ou um adolescente. No entanto esta
variação se da em quanto ? Desta forma o nosso objetivo é exposto :
Buscaremos avaliar, experimentalmente, quanto varia o tempo de reação
entre ver e agir de diferentes pessoas em diferentes faixas etárias.
Desenvolvimento e Metodologia
O nascimento da física
como ciência rigorosa pressupunha que
fossem tiradas todas as conseqüências da dissolução das sólidas
redes conceituais nas quais es apoiavam a metafísica, a cosmologia e a
física aristotélica; e é neste contexto de mudança que entra a nossa
principal fonte de pesquisa, surge Galileu (1564-1642). A tarefa deste físico
e filósofo consistiu em elaborar um conceito de teoria e experiência
fundado no recurso inédito à matemática. Graças a Galileu o método
indutivo começa a impor-se na pesquisa ciêntífica.
A
experimentação torna-se o elemento essencial de todo o estudo da física.
Tomamos
como base para a comprovação de nossa hipótese alguns estudos de
Galileu sobre o movimento de corpos e dentre estes a expressão que
relaciona altura de queda de um corpo, sob ação da gravidade, e o
tempo decorrido na queda: “A distância percorrida por um corpo em
queda livre é igual à metade da aceleração da gravidade vezes o
quadrado do tempo de queda” ou :
d= 1\2 .gt2
Explicaremos
agora a metodologia empregada e
sua relação com a fórmula de Galileu.
A
nossa experiência foi feita com pessoas de diferentes idades de ambos
os sexos, utilizando uma régua de 30 cm, da seguinte maneira :
_
Estendemos o braço da pessoa (direito se destra, ou esquerdo se canhota
) de modo que a régua fique perpendicularmente acima da mão, com o
zero para baixo e entre o seu dedo indicador e polegar;
_
Sem aviso prévio, soltamos a régua e a pessoa deverá apanhá-la com
os dedos o mais rapidamente possível;
_
Em seguida registramos o ponto da régua que está acima do seu polegar.
_
Usando então a equação de Galileu , calculamos o tempo de reação,
segundos, que cada pessoa gastou para segurar a régua.
O tempo que a régua gastou
para cair,sob ação de g, do ponto 0 até o ponto marcado é o mesmo
tempo gasto pela pessoa entre perceber visualmente a queda e, através
de impulsos nervosos, acionar os músculos da mão p\ a captura da régua.
Com
os dados obtidos montamos um quadro comparativo e para uma análise mais
significativa construímos um gráfico de idade ( em anos ) x tempo de
reação ( em segundos ), ambos estão demonstrados após a conclusão.
Obs: usamos g= 9,8 m\s2
Discussão e conclusão
Observando
o gráfico percebemos que a média de reação para as idades entre 3 e
10 anos e acima de 50 anos se mantêm constante, valendo aproximadamente
0,225 s. A faixa de tempo de reação que vai de 12 anos até
aproximadamente 40 anos, incluindo, pois, a adolescência e a vida
adulta ativa, se mantêm oscilante e bem abaixo da média das crianças
e idosos indicando uma maior precisão e destreza do seu sistema
nervo\motor. Com isso conseguimos estabelecer que crianças e idosos
possuem, em média, o mesmo tempo de reação devido ao que já
explicitamos na introdução.
-Quadro
comparativo-
Idade (anos)
|
Nome
|
Alt.
da queda (metros)
|
Tempo
de reação (segundos)
|
|
42
|
Mário
|
0,23
|
0,216
|
|
36
|
Ronaldo
|
0,20
|
0.202
|
|
60
|
Orzelena
|
0,26
|
0,230
|
|
26
|
Maria
|
0,20
|
0,202
|
|
19
|
Luciana
|
0,15
|
0,174
|
|
20
|
Andreía
|
0,22
|
0,211
|
|
42
|
Wilsom
|
0,23
|
0,216
|
|
19
|
Alessandra
|
0,19
|
0,196
|
|
22
|
Adriano
|
0,20
|
0,202
|
|
30
|
Celso
J.
|
0,20
|
0,202
|
|
10
|
Camila
|
0,25
|
0,225
|
|
9
|
Gabriel
|
0,28
|
0,239
|
|
7
|
Thiago
|
0,30
|
0,247
|
|
40
|
Flor
|
0,28
|
0,239
|
|
14
|
Gilberto
|
0,26
|
0,230
|
|
50
|
Celso
|
0,23
|
0,216
|
|
66
|
Sebastião
|
0,28
|
0,239
|
|
18
|
Paula
|
0,16
|
0,180
|
|
30
|
João
|
0,15
|
0,174
|
|
3
|
Lavinia
|
0,30
|
0,247
|
|
19
|
Gilmar
|
0,09
|
0,135
|
