Página da Família Farah Serur
 ﺓﺮﺎﻗ   ﻦﻤ   ﺮﻮﺭﺳ  ﺡﺭﻔ     
(Última Atualização
19/05/2008)

Pesquisa dos ancestrais e descendentes de Miguel Farah Serur e de seus irmãos José, Jorge, Nicolau e Abraão, que em fins do século XIX emigraram de Qarat-Síria para o Brasil.

A IMIGRAÇÃO ÁRABE PARA O BRASIL

" A imigração árabe para o Brasil começou com as primeiras expedições que aportaram ás costas brasileiras. Antecedeu mesmo ao elemento negro, pois, quando Tomé de Sousa apetrechou-se em Lisboa de homens, armas e de materiais de construção para a primeira aventura de fixação, em 1548 no Recôncavo, embarcaram também alguns " cristãos do Oriente" .... conforme escrito por Castelo Branco em "As Relações de Portugal com a Síria no Século XVI", Lisboa 1854, onde ainda se refere a "estes estrangeiros amigos que ajudaram os portugueses a colonizar terras de além-mar". 

Outros árabes chegavam diretamente das colônias portuguesas de África pois já tendo conhecimento dos dialetos negros prestavam o serviço de intérpretes entre os da casa-grande e os da senzala. Quando o jugo dos senhores lusos lhes pesava, embrenhavam-se terra a dentro e concubinando-se com índias ou pretas fugidas constituíam família e povoavam o sertão. Lá pelo século XVIII já surgiam imigrantes penetrando pelo interior com fins de comércio. O mascate teve um pouco de bandeirante; era um viajante sem temor que ao arrastar o baú das bugigangas, serra acima e serra abaixo, levava também um pouco de progresso e civilização. É sem dúvida uma figura nitidamente marcada na história e na economia brasileira. Penetravam em todos os lugares e muitos perderam a vida, outros foram assaltados e despojados de mercadoria ou dinheiro; mas foram também os reguladores de preço pois comprando as mercadorias diretamente nos grandes centros podiam vende-las mais barato...iam a busca de fregueses nos sítios mais distantes evitando que estes tivessem de caminhar dias até a próxima vila para fazer compras. Da livre concorrência entre mascates e negociantes tradicionais das vilas saiu ganhando ... o consumidor." 

Nosso Imperador D. Pedro II, era um entusiasta do Oriente, havendo realizado no período 14 de novembro a 4 de dezembro de 1876 uma viagem a Beirute, Damasco, Palestina e Jerusalém. De crônicas extraídas a partir do diário pessoal do Imperador é encontrado o texto:" Andar pelas ruas de Damasco no século XIX devia ser uma experiência indescritível. Odores penetrantes e uma gama variada de cores dominavam bazares e feiras. Contornar muralhas de pedras, apanhar pedrinhas na calçada, tudo fazia parte de um exótico passeio pela capital da Síria. E como esquecer os mártires cristãos mortos nos trágicos acontecimentos de 1860! D. Pedro II sente que a pequena comunidade cristã de  Damasco continua vivendo aterrorizada, com medo de outro assassinato em massa. O imperador admite que estes cristãos - termos do próprio imperador - "até querem imigrar para o Brasil".

Em brilhante artigo, escreveu José Sarquis, de Resende RJ: " A imigração árabe para o Brasil teve início nos anos 70 do século XIX, incentivada pelo fascínio de D. Pedro II pela história e belezas naturais do Líbano e da Síria. O fluxo de imigração cresceu a partir de 1886 com a criação da Sociedade Promotora da Imigração. Coincidência ou não, no mesmo ano desembarcaram um grupo de imigrantes sírios. Entre eles jovens vindo da cidade de Iabrud, a 90 km ao norte da capital Damasco."

 

Aos interessados na história e genalogia destas famílias assim como da família MURAD, sugere-se a leitura de "Vivi, Vivo e Viverei de Filipe Nacle Gannam (Editora Alba -1998)

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