Hoje
é sexta-feira, dia do Santo Forum
O
que vou escrever?
Mais
uma vez não pensei nisto durante a semana,
Mais
uma vez sem ideias.
Nem
um quarto de hora de reflexão no WC
Me
fizeram correr nas veias
Aquele
rasgo que se sente
ao
pegar no teclado e deixar fluir
Pelos
dedos o que queremos dizer
A
esta hora já o Zé tem algo mais que pensado,
é
só sentar ao computador e teclar...
É
o gajo que leva isto mais a sério,
é
o gajo que mais se preocupa se isto acabar...
Estou
a imaginá-lo no seu posto,
Uma
expressão de prazer no rosto
Na
sua careca a brilhar intensamente
um
reflexo duma lâmpada fluorescente
O
Cadete deve estar a pensar em contos do Além,
Do
fantástico ou do fim do mundo
Ou
apenas no pesadelo do escritor
Aquele
em que estou mergulhado, lá no fundo,
Se
calhar, muito simplesmente
à
espera que se ilumine a sua mente,
estará
a trabalhar no natural
Uma
linguagem paranormal
O
Nuno, esse, talvez um dia destes
Tenha
registado uma boa ideia
No
decorrer de uma conversa
Ou
um pensamento no meio do trânsito
Talvez
fale da morte, que, mais controversa
que
o amor e a paternidade,
São
presença assídua no seu escrito
E
espelham bem o seu imaginário
O
João Bayam, que, como um génio,
(calma,
é apenas uma comparação)
tantas
vezes escreve uma boa peça
como
as que escreve algo que não interessa.
Nisto
comigo é parecido,
O
que estará ele a imaginar?
Sairá
dali hoje algo com sentido,
Ou
apenas uma festa com corpos a suar?
O
Índio presentear-nos-á
Com
algo genial como o Cowboy cantor
Ou
mais um festival de erros
Que
apertam a gramática até à dor
Terá
ele já algo pronto
Para
de um só baque
Sentar-se
ao computador
ligar-se
à Telepac?
Quererá,
falando com franqueza,
A
minha falta de criatividade dizer
Que
o Forum está a morrer?
Que
ninguém pense concerteza
Nisto
a sério, porque o Forum somos nós
E
nós não estamos moribundos
Talvez
esteja um bocado desmotivado,
Mas
não, nada disto está acabado!