O
conhecimento do cosmo era hoje incomensurável. Já há muitos séculos que a
humanidade criava e controlava sistemas solares e mesmo galáxias. A, ainda, célebre
frase " Não sou ateniense nem grego, sou um cidadão do mundo",
tinha-se tornado demasiado redutora, quando interpretada à letra.
Tudo
isto foi possível de realizar, a partir do momento em que os Homens
conseguiram integrar todas as formas de conhecimento até aí desconexas e em
constante competição. Já não se podia falar e ciência, nem em religião
duma forma espartilhada.
Até
a própria imortalidade fora atingida. Todas as questões tinham resposta...
Todas, menos uma. E esta era hoje em dia posta da seguinte forma:
"Qual
é o objectivo da existência"
Como
é evidente todos os seres humanos gastavam a maior parte do seu tempo, em
busca da última resposta.
Kachor,
não era excepção. Também ele tinha o objectivo de encontrar e partilhar
esta resposta com a humanidade.
Mas
Kachor era de facto uma excepção. Ele estava muito perto da verdade
completa.
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Eu
que vos estou a contar a história da humanidade, sou Deus. Vejo que o
"fruto proibido", para usar uma metáfora criada por vós, está
quase a ser digerido. Daqui para a frente terei que vos tratar por iguais?
Nem
pensem nisso!