Fórum Municipal de Educação Espaço permanente de estudos, debates e denúncias.
Reunião ordinária: segundo sábado do mês, das 14h às 17h Local: Câmara Municipal de S. Paulo (Viaduto Jacareí nº 100)
www.geocities.com/fme_sp
e-mail: [email protected]
Correio: R. Manoel Gomes de Almeida, 79 - CEP 02939-070 S. Paulo - SP
Documento FME04006 (11/03/06)
Síntese da Reunião
Ordinária Mensal (sábado, 11/março/06 – das 14h às 17h – Câmara Municipal de
São Paulo)
Coordenação: Ana Maria Pereira dos Santos – tel.: 11-3977-9399 / 5565-5322 (c/ Mauro) / 3865-1213 (c/ Solange)
A reunião contou com a presença das conselheiras Fátima e Ana Maria (Conselho Tutelar Lapa-SP), sr Tertuliano (presidente do Fórum Regional dos Direitos da Criança e do Adolescente de Marsilac), e da presidente Maria Gusmão Pereira (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo - SITRAEMFA ); e José Roberto Alves da Silva (coordenador da Comissão Executiva do Fórum Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Cidade de São Paulo). Temas da reunião:
I – Ensino Religioso nas Escolas Públicas de SP: O Fórum Municipal de
Educação é contra o ensino religioso nas escolas públicas, principalmente em
respeito aos alunos. Foram citados casos em que a disciplina “História das
Religiões” está se transformando em proselitismo religioso. Foi dado o exemplo
de escolas do Butantã (S. Paulo) e de Embu Guaçu nas quais a freqüência era
obrigatória e contava “notas”. Na região da Lapa foi feita uma proposta de
ensino ecumênico (envolve todas as religiões), mas foi constatado que isso é
praticamente impossível. Foi destacado que a “regulamentação do ensino
religioso” somente aconteceu após a chegada do atual secretário de Educação de
SP, o qual é notoriamente vinculado a um credo religioso. Foi denunciada a
falta de atividades alternativas para alunos que não querem freqüentar aulas de
religião.O FME vai acompanhar e avaliar a questão do “ensino religioso”.
II - Conselhos de Escola: Registrou-se que o
Ministério Público de Ribeirão Preto propôs eleições conjuntas dos Conselhos de
Escolas nas 50 cidades da região. As eleições aconteceriam nos dias 10 e 11 de
março. Aqui na cidade de S. Paulo, impera a total falta de informações sobre as
eleições dos conselhos de escola. Foram citados casos em que as eleições não
constam do “calendário escolar” ou que
são marcadas com antecedência de apenas 24h. Além disso, as eleições são
marcadas em dias e horários que não propiciam uma grande participação de pais.
As escolas cobram participação dos pais, mas dificultam esta mesma
participação. O Conselho Tutelar da Lapa está fazendo levantamento dos
“conselhos de escola” e dos “grêmios estudantis” na sua região. O CT-Lapa
destacou que a obrigação da direção escolar é dirigir a escola; o CT-Lapa já denunciou
algumas escolas. Foi sugerida que os Conselhos tutelares se apresentem às
direções escolares para esclarecer as suas atribuições, responsabilidades e
formas de atuação..
III – Preparação para o Debate Educacional – Extinção da Febem e o
Reordenamento Institucional: O Fórum Municipal de Educação está dando início ao
Debate “Extinção da Febem” porque outras instituições/autoridades estão se
omitindo na questão. A proposta é “desengavetar” o PL 877/1999 (deputado Renato
Simões) e colocar em discussão a questão do reordenamento institucional sob o
viés da Educação. O FME está atuando politicamente na Assembléia Legislativa de
SP, cobrando a responsabilidade dos deputados estaduais nesta questão
fundamental. A presidente do Sitraemfa esclareceu o seguinte:
1.
O
Sitraemfa congrega os trabalhadores da Febem, das entidades sociais e das
entidades conveniadas com as secretarias de assistência social. A questão dos
trabalhadores das organizações sociais fica obscurecida pela questão Febem. A
imprensa só divulga a questão “febem”;
2.
Nas
organizações sociais, 98,6% dos trabalhadores são mulheres, enquanto que a
maioria dos trabalhadores da febem é formada por homens; O Sitraemfa mantinha
uma diretoria paritária: 10 representantes do “funcionários da febem” e 10 dos
“funcionários das organizações sociais”. Tradicionalmente, a presidência do
Sitraemfa cabia aos representantes da
febem. A atual presidente representa a rede de organizações sociais.
3.
Estamos
desmistificando as gestões anteriores. Os debates eram separados. A febem não
discutia política pública com a rede [prevenção], enquanto que as organizações
sociais não discutiam “febem”.
4.
Estamos
assumindo o debate. Os jovens [da febem] saem das nossas comunidades. Os
problemas retornam à comunidade. Sou educadora social. Nosso segmento trabalha
na defesa dos trabalhadores e dos adolescentes. Os diretores do Sitraemfa não
sabiam o que era a febem.
5.
Assumi
em janeiro [2005], na época da demissão de 1700 trabalhadores. Questiono a
responsabilidade do governador e do secretário [de Justiça]. Os trabalhadores
são muito maltratados.
6.
Não
discutem a UAI [Unidade de Atendimento Inicial] e nem a UIP [Unidade de
Internação Provisória]. Lá, já deveria haver uma prevenção. Tem de ter a
participação do Conselho tutelar, dos técnicos e da Vara da Infância. Tem
“filho de rico” que não fica 2 dias. Tenho casos de uso de drogas que leva à
internação na Febem.
7.
Está
cheio de “especiais” [deficiência mental] que estão sendo seviciados na Febem.
8.
Este
“Debate” pode ser uma faca de dois gumes: o governo vai dizer que não tem
culpa.
O
presidente do Fórum Regional DCA de Marsilac relatou a mobilização da
comunidade local que culminou com a desativação da Febem em parelheiros. O coordenador da Executiva do Fórum
Municipal DCA S. Paulo relatou que participou das vistorias
na Febem Imigrantes em 1995, o que resultou na decisão de negar registor a
todos os programas da Febem em S. Paulo. A decisão foi do Conselho Municipal
dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA.
IV - Informes – Foram
apresentados os seguintes informes:
1.
15/março/2006, das 14h às 17h: “Debate Educação –
Extinção da Febem-SP e o reordenamento institucional”. O Debate visa
indicar propostas para garantir que a Educação seja a prioridade. Local:
Auditório Franco Montoro – Assembléia Legislativa de SP (Av. Pedro Alvarez
Cabral, 200, S. Paulo-SP – tel.: ).
2.
18/03/2006 – às 9h30 – 38º Aniversário do Rotaract Club –
Câmara Municipal de São Paulo
3.
Denúncia: O ponto de ônibus mais próximo da EE Rossine
Camargo Mariano (Parelheiros) fica a 2km.
Reunião
encerrada às 17h00. Próxima reunião mensal: 08 de abril / 2006, das 14h às 17h,
Câmara Municipal São Paulo.