Origem do Carnaval
As danças que se realizavam no Egito é o carnaval mais antigo que se tem notícias, o motivo das danças estavam em torno de um sucesso na agricultura.
Entre os séculos VII a.C. e VI d.C. a sociedade está claramente dividida em hierarquias. O Sexo, a bebida e orgias tomam conta das festas realizadas na Grécia e Roma.
A Igreja Católica torna oficial o carnaval, em 590 d.C. com as mesmas características de quando começou, de festas e alegria.
Em Roma e principalmente Veneza o carnaval ganha desfiles de carros, pessoas mascaradas e fantasiadas. Este mesmo tipo de comemoração é realizada até hoje nessas redondezas.
As datas na qual comemora-se o carnaval foi definido pelo Calendário Juliano - Gregoriano, usado pelos Católicos.
A marcação das datas do carnaval obedecem as regras que determinam a Páscoa dos católicos, por isso, são também móveis variando de 05 de fevereiro ao 03 de março (a Páscoa dos católicos não pode ter data fixa, para não coincidir com a Páscoa dos judeus que é fixa, a 15 de Nissam).
Para se marcar os dias do carnaval, segue-se a seguinte regra: Primeiramente, determina-se o equinócio da PRIMAVERA, (ponto ou momento em que o sol corta o equador, tornando os dias iguais as noites. Ocorre em dois dias no ano: 21 e 22 de março "hemisfério norte" ou 22 ou 23 de setembro "hemisfério sul"). Vamos, portanto, considerar os dias 21 - 22 de março, já que as regras foram estabelecidas no hemisfério norte. Observa-se na folhinha a lua nova que antecede ao equinócio da primavera e procede-se à "lunação do cômputo" (espaço compreendido entre duas luas novas consecutivas e que consta de 29 dias, 12 horas, 40 minutos e 02 segundos).
O primeiro domingo após o 14º dia de lua nova é o domingo de Páscoa. Ou, numa regra mais prática, o primeiro domingo após a lua cheia, posterior ao equinócio da primavera é o domingo de Páscoa. Se o 14º dia da lua nova ou da lua cheia posterior ao equinócio da primavera cair no dia 21 de março e for sábado, o domingo de Páscoa será no dia 22 de março. Entretanto, se a primeira lua cheia, isto é, o 14º dia após o equinócio da primavera for 29 dias, depois do 21 de março, o domingo de Páscoa só poderá ser 25 de abril, isto é, o mais tarde possível. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de março se situa necessariamente, entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode cair entre 22 de março e 25 de abril.
O domingo de carnaval cairá sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa.
A PALAVRA CARNAVAL
Primera hipótese:
Carnaval - Significa CARRUM NAVALIS (carros navais que faziam a abertura das Dionisías Gregas nos séculos VII e VI a.C.)
Segunda hipótese:
Caranaval - surgiu quando Gregório I, o Grande, em 590 d.C. transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de "qüinquagésima" deu o título de "dominica ad carne levandas", expressão que teria sucessivamente se abreviado para "carne levandas", "carne levale", "carne levamen", "carneval" e "carnaval", todas variantes de dialetos italianos.
Terceira hipótese:
Carnaval - surgido em Milão, em 1130, outros dizem que a festa só teria o nome CARNAVAL na França, em 1268 ou, ainda na Alemanha, anos 1800.
A origem do carnaval � algo ainda indefinido. Por v�rios anos, grandes historiadores
tentaram encontrar sua origem, dentro e fora do Brasil.
Alguns relacionam
o come�o das festas carnavalescas com os cultos feitos pelos antigos para
louvar uma boa colheita agr�ria, j� outros historiadores dizem que seu
in�cio teria acontecido mais tarde, no Egito, com dan�as, festas e pessoas
mascaradas.
Segundo relata
o estudioso, pesquisador e, acima de tudo, apaixonado pelo carnaval, Hiram
Ara�jo em seu livro Carnaval, a origem das festas carnavalescas
n�o tem como ser precisamente estabelecida, talvez possa ser ligada aos
cultos agr�rios, �s festas eg�pcias e, mais tarde ao culto a Dion�sio,
ritual que acontecia na Gr�cia, entre os anos 605 e 527 a.C.
O que � certo
� que a dan�a, os festejos, os c�nticos e a celebra��o, sempre estiveram
presentes na vida e na evolu��o dos homens e das sociedades.
Assim como
a origem do carnaval, as ra�zes do termo tamb�m t�m se constitu�do em
objeto de discuss�o. Para uns, o voc�bulo adv�m da express�o latina "carrum
novalis" (carro naval), uma esp�cie de carro aleg�rico em forma de barco,
com o qual os romanos inauguravam suas comemora��es.
Para outros,
a palavra seria derivada da express�o do latim carnem levare, modificada
depois para carne, vale! (adeus, carne!), palavra originada entre
os s�culos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava
a supress�o da carne devido � Quaresma.
E
no Brasil...?
No Brasil
a origem do carnaval n�o � menos controversa. Alguns baseiam-se na festa
feita pelo povo para receber a Fam�lia Real no Brasil como o marco zero
do carnaval, outros j� citam o aparecimento dos primeiros cord�es, no
in�cio dos anos 20, como o surgimento do que mais se aproxima do carnaval
de hoje.
A populariza��o
do carnaval no Brasil acontece mesmo com o surgimento das marchinhas,
com destaque para a primeira composi��o feita especialmente para o carnaval,
Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, feita sobre encomenda para o cord�o
Rosas de Ouro, em 1899.
Em 1917 surge
o samba, um novo g�nero musical, nascido nas festas das tias baianas,
com um ritmo que mistura o lundu, o frevo e a polca e que se tornou a
identidade do povo brasileiro. Foi ao som do samba que o carnaval se consagrou
com a festa mais brasileira das festas, marcando a identidade do Pa�s.
E
no Rio de Janeiro...?
Diferentes
manifesta��es populares caracterizaram o carnaval carioca no decorrer
dos anos, cada qual com um objetivo que ia al�m da mera divers�o. Seja
no caso das grandes sociedades, com seu �teor cr�tico-educativo�, seja
no caso dos blocos e ranchos, com seu car�ter de resist�ncia, o que vale
notar � como essas diferentes manifesta��es do carnaval de rua conviveram
entre si durante anos e
se utilizaram de um espa�o p�blico - a rua - para, em meio � folia, firmar
sua identidade prop�sitos na sociedade.
Bibliografia
consultada
ARA�JO, Hiram (coord.). Mem�ria do carnaval. Rio de Janeiro: Oficina
do Livro, 1991.
CABRAL, S�rgio. As escolas de samba do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro;
Lumiar, 1996.
COSTA, Haroldo. 100 anos de carnaval no Rio. Rio de Janeiro: Irm�os
Vitale, 2001.
CUNHA, Maria Clementina Pereira. Ecos da folia - Uma hist�ria social
do carnaval entre 1880 e 1920. S�o Paulo: Companhia das Letras, 2001.
RIOTUR. Mem�ria do carnaval. Rio de Janeiro: Oficina do Livro,
1991.
VENTURA, Alexandre. De bloco em bloco se constr�i um novo carnaval
de rua carioca. Projeto Experimental apresentado ao Departamento de
Comunica��o Social da PUC-Rio como parte dos requisitos para a gradua��o
em Jornalismo, 2001.