Histórias
O LIVRO DA JÂNGAL

    The Jungle Book (Livro da Jângal), de Rudyard Kipling foi publicado pela primeira vez em Nova York, em 1904, e sua poesia diáfana e pura captou a imaginação do público.
    Baden Powell sabia da importância da imaginação para meninos mais jovens e reconheceu, nesta obra, o suporte que viria dar a eles, todo o divertimento, interesse e atividade que necessitavam e que viria também a abrir o apetite pelo Escotismo.
    B.P. escreveu a Kipling a fim de pedir permissão para tomar como base "The Jungle Book" em seu método. Kipling um bom amigo do Escotismo desde os primeiros dias, autor da música oficial do Escotismo e pai de um escoteiro, imediatamente deu o seu consentimento.
   
Em sua maneira usual e pragmática B.P. transformou as imagens poéticas em forma de vida prática, adaptando os sonhos e alegrias de Kipling em um método educacional para pessoas jovens. Esse casamento da poesia com a ação foi feliz e permaneceu como um elemento importante na história do sucesso do Escotismo.
    Isto foi em 1916 antes dele publicar seu plano completo e detalhado o qual autorizou a formação de um Agrupamento de Lobinhos, fazendo o reconhecimento e registrando-os como membros do Movimento Escoteiro.
    O Manual do Lobinho foi escrito para os meninos, dividido em digestivos bocados reproduzindo as ilustrações do próprio B.P. Todas as coisas sugeridas no Manual podem ser absolutamente aplicadas nos treinamentos dos dias de hoje, especialmente pela linha típica da política de B.P.: "Nós ensinamos pequenas coisas brincando, as quais poderão eventualmente, adestrá-los a fazerem grandes coisas a sério".
    A publicação do Manual do Lobinho em 2 de dezembro de 1916 pode ser tomada como marco para que este ano podia ser considerado como o da fundação do ramo lobinho, embora tenha sido somente em 1923 que as regras completas do Lobismo foram reconhecidas.

IRMÃOS DE MOWGLI AS CAÇADAS DE KAA
RIQUI-TIQUI-TAVI A FOCA BRANCA
OS CÃES VERMELHOS A TRÉGUA DAS ÁGUAS
COMO APARECEU O MEDO TIGRE TIGRE
EMBRIAGUÊS DA PRIMAVERA

Outras Histórias Interessantes

1. A Lenda do Monge e do Escorpião  
2. Ordem na vida
3. Reenquadrar
4. O coelho e o cachorro
5. Não parece estranho
6. Viva a vida
7. O jovem rapaz e a estrela do mar
8. Árvore dos problemas
9. Amor de irmão
10. Instruções para toda a vida
11. Um homem, seu cavalo e seu cão
12. Pássaro
13. A raposa
14. Rei Arthur
15. Tudo que Deus faz é bom
16. Parábola do cavalo
17. Macacos
18. Aproveite cada momento
19. A lenda do advento
20. Os anjos
21. Os lobos dentro de nós
22. Aborto
23. Fogo de Conselho e Lamparada
24. Felicidade
25. Minha estrela
26. Esquisito
27. Aprende a escrever na areia
28. Os três amigos
29. Melhor Possível

30. Não dê importância

1. A LENDA DO MONGE E DO ESCORPIÃO

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou  e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi  então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a  correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.
Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
          "Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!"
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
          "Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."
Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos  melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.

Autor Desconhecido

2. ORDEM NA VIDA

Numa aula de Filosofia, o Professor queria demonstrar um conceito aos seus alunos.
Para tanto, ele pegou um vaso de boca larga e dentro  colocou, primeiramente, algumas pedras grandes.
Então perguntou a classe:   - Está cheio? Pelo que viam, o vaso estava repleto, por isso, os alunos,  unanimemente responderam:  - Sim! 
O professor então pegou um balde de pedregulhos e virou dentro do  vaso. Os pequenos pedregulhos se alojaram nos espaços entre as pedras  grandes.
Então ele perguntou aos alunos: - E agora, está cheio?        
Desta vez, alguns estavam hesitantes, mas a maioria respondeu:  - Sim!
Continuando, o professor levantou uma lata de areia e começou a derramar a areia dentro do vaso. A areia preencheu os espaços entre as pedras e os pedregulhos.
E, pela terceira vez, o professor perguntou: - Então, está cheio?
Agora,  a  maioria  dos  alunos  estava  receosa,  mas, novamente muitos responderam: - Sim!
Finalmente, o professor pegou um jarro com água e despejou o líquido dentro do vaso. A água encharcou e saturou a areia.
Neste ponto, o professor perguntou para a classe: - Qual o objetivo desta demonstração?  
Um jovem e "brilhante" aluno levantou a mão e respondeu: - Não importa quanto a "agenda" da vida de alguém esteja cheia, ele sempre conseguirá espremer dentro, mais coisas!         
    - Não exatamente! Respondeu o professor.         
    - O ponto é o seguinte: A menos que você, em primeiro lugar,  coloque as pedras grandes dentro do vaso, nunca mais conseguirá colocá-las lá dentro.
Vamos! Experimente, disse o professor ao aluno, entregando-lhe outro vaso igual ao primeiro, com a mesma quantidade de pedras grandes, de pedregulhos, de areia e de água.          
O aluno, começou a experiência, colocando a água, depois a areia depois os pedregulhos e por último, tentou colocar as pedras grandes.  Verificou, surpreso, que elas não couberam no vaso. Ele já estava repleto com as coisas menores.         
    Então, o professor explicou para o rapaz: - As pedras grandes são as coisas realmente importantes de sua vida:   seu crescimento pessoal e espiritual. Quando você dá prioridade a isso e mantém-se "aberto" para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus relacionamentos (família, amigos), suas obrigações (profissão, afazeres), seus bens e direitos materiais e todas as demais coisas menores que completam a vida. Mas, se você preencher sua vida somente com as coisas pequenas, então aquelas que são realmente importantes, nunca terão espaço em sua vida. Recomece. é uma boa sugestão. Esvazie seus vasos (mental, emocional) e comece a preenchê-los com as pedras grandes.
Ainda há tempo e ainda é tempo.

    Sempre é tempo de mudar as coisas.

3. REENQUADRAR

Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa  ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou parou de nadar e de se debater e afundou.
Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte era tenaz, e continuou a se debater, a se debater e a se debater por tanto tempo, que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca tenaz conseguiu com muito esforço subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.
Durante anos, ouvi esta primeira parte da história como um elogio à persistência, que, sem dúvida, é um hábito que nos leva ao sucesso, no entanto...
Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo.
Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria.
Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:  "Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo". A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso e, continuou a se debater e a se debater, até que, exausta afundou no copo cheio de água.
Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados até que afundamos no nossa própria falta de visão?
Fazemos isto quando não conseguimos ouvir aquilo que quem está de fora da situação nos aponta como solução mais eficaz e, assim, perdemos a  oportunidade de "reenquadrar" nossa experiência e ficamos paralisados, presos aos velhos hábitos, com medo de errar. "Reenquadrar" é permitir-se olhar a situação atual como se ela fosse inteiramente diferente de tudo que já vivemos. "Reenquadrar" é buscar ver através de novos ângulos, de forma a perceber que, fracasso ou sucesso, tudo pode ser encarado como aprendizagem.
Desta forma, todo o medo se extingue e toda experiência é como uma nova porta que pode nos levar à energia que precisamos, à motivação de  continuar buscando o que queremos, à auto-estima que nos sustenta.
Este artigo é dedicado a todos que querem vencer e não tem medo  de errar e fracassar.

4. O COELHO E O CACHORRO (de Mário Prata)

    De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu.

    A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Lembrou ? Agora pintou uma nova. Simplesmente genial. Quem me contou, garante que aconteceu na Granja Viana, bairro de classe média alta em São Paulo, na semana passada.

    Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos.   Os filhos do outro vizinho pediram um bico para o pai. O doido comprou um Pastor Alemão.

Papo de vizinho :

- Mas ele vai comer o meu coelho !

- De jeito nenhum . Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade.

Entendo de bicho. Problema nenhum.

    E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram.

Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes.

    Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso na sexta-feira.

    No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o Pastor Alemão na cozinha. Pasmo.

    Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro, também.

    - O vizinho estava certo ... e agora, Meu Deus ?

    - E agora ?

    A primeira providência foi espancar o cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia o mínimo de civilidade e boa vizinhança.    Claro,  só podia dar nisso.   Mais algumas horas e os vizinhos iriam chegar.

    E agora ? Todos se olhavam. O cachorro rosnando lá fora, lambendo as pancadas.

    - Já pensaram como vão ficar as crianças ?

    - Cala a boca, merda !

    Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível. Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com secador da mãe  e  coloca na casinha dele, no quintal.

    Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.    E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convêm à um coelho cardíaco.

    Umas três horas mais tarde, eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido  e  o grito das crianças. Descobriram ! Não se passaram cinco minutos e o vizinho dono do coelho veio bater à porta. Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto fantasma.

    - O que foi ? Que cara é essa ?

    - O coelho ... O coelho ...

    - O que tem o coelho ?

    - Morreu !!!!

    Todos :

    - Morreu ? Inda hoje de tarde parecia tão bem ...

    - É, tão bonitinho ...

    - Morreu na sexta-feira !

    - Na sexta ?

    - Foi. Antes da gente viajar, as crianças enterraram ele no fundo do quintal.

    A história termina aqui. O que aconteceu depois não interessa, ninguém sabe.

    Mas, o personagem que mais me cativa nessa história toda,   o protagonista da

história, é o cachorro.

    Imagine, o pobre do cachorro que, desde sexta feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele ? Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho  e  vai mostrar aos seus donos. Talvez estivesse até chorando, quando começou levar porrada de tudo quanto é lado.

    O cachorro é o herói.  O bandido é o dono do cachorro.  O ser humano.  Sim, nós mesmo, que nunca pensamos duas vezes. Para nós o cachorro é o irracional, o assassino confesso.   E o homem continua achando que um banho,   um secador de cabelos e um perfuinho disfarçam a hipocrisia, o animal desconfiado que existe dentro de nós.

    Julgamos o outro pela aparência, mesmo que tenhamos que deixar essa aparência como melhor nos convier. Maquiada.

    Coitado do cachorro.

    Coitado do dono do cachorro.

    Coitados de nós, animais racionais ...

5. NÃO PARECE ESTRANHO . . .

    Não é estranho como uma nota de R$ 100,00 "pareça" tão grande quando a levamos como oferta para Deus, mas tão pequena quando a levamos às lojas?

    Não é estranho quão longa parece uma hora quando servimos a Deus, mas quão rápido parece quando uma equipe joga vôlei por 60 minutos?

    Não parece estranho quão longas parecem ser duas horas quando estamos ouvindo a Palavra de Deus, mas quão curtas são quando estamos vendo um filme?

    Não parece estranho que não conseguimos pensar em algo a dizer quando oramos, mas não temos nenhuma dificuldade em pensar coisas sobre o que conversar com um amigo?

    Não parece estranho o quanto nos emocionamos quando o futebol estende até pênaltis, mas nos queixamos quando um sermão é mais longo que o usual?

    Não parece estranho quão difícil é ler um capítulo da Bíblia, mas quão fácil é ler 100 páginas de uma revista semanal?

    Não parece estranho como as pessoas desejam os assentos da frente em qualquer jogo ou concerto, mas até se esforçam para conseguir os assentos de trás nas reuniões da igreja?

    Não parece estranho que necessitemos de 2 ou 3 semanas de antecedência para incluir uma programação da igreja em nossa agenda, mas podemos ajustar nossa agenda para outros eventos no último momento?

    Não parece estranho quão difícil é aprender uma verdade simples do evangelho para compartilhá-la com outros, mas quão fácil é para as mesmas pessoas entender e repetir uma piada?

    Não parece estranho como acreditamos no que dizem as revistas e jornais,    mas questionamos o que diz a Bíblia?

    Não parece estranho que todos queiram ir ao céu, desde que não tenham que crer, ou pensar, ou dizer, ou fazer alguma coisa?

    Não parece estranho como podemos enviar milhares de piadas por correio eletrônico, que se espalham como fogo em pólvora, mas quando começamos a enviar mensagens a cerca de Deus, as pessoas pensam duas vezes antes de mandá-las para os outros?

    É estranho, não parece?

6. VIVA A VIDA. . . (De Madre Tereza de Calcutá)

    “A vida é uma oportunidade, aproveita-a”.

    A vida é beleza, admira-a.

    A vida é beatificação, saboreie-a.

    A vida é sonho, torna-o realidade.

    A vida é um desafio, enfrenta-o.

    A vida é um dever, cumpre-o.

    A vida é um jogo, joga-o.

    A vida é preciosa, cuida-a.

    A vida é riqueza, conserva-a.

    A vida é amor, goza-a.

    A vida é um mistério, desvela-o.

    A vida é promessa, cumpre-a.

    A vida é tristeza, supera-a.

    A vida é um hino, canta-o.

    A vida é um combate, aceita-o.

    A vida é tragédia, domina-a.

    A vida é aventura, afronta-a.

    A vida é felicidade, merece-a.

    A vida é a VIDA, defende-a."

7. O JOVEM RAPAZ E A ESTRELA DO MAR

    Um homem sábio fazia um passeio pela praia, ao alvorecer.

    Ao longe , avistou um jovem rapaz que parecia dançar ao longo das ondas.

    Ao se aproximar, percebeu que o jovem pegava estrelas do mar da areia e as

atirava suavemente de volta à água. E então o homem sábio lhe perguntou:

    "O que você está fazendo?"

    "O sol está subindo e a maré está baixando: se eu não as devolver ao mar, irão

morrer."

    "Mas meu caro jovem,   há quilômetros  e  quilômetros de praias cobertas de

estrelas do mar...Você não vai conseguir fazer qualquer diferença."

    O jovem se curvou, pegou mais uma estrela do mar e atirou-a carinhosamente

de volta ao oceano, além da arrebentação das ondas. E retrucou:

    "Fiz a diferença para essa aí.

    A atitude daquele jovem representa alguma coisa de especial que existe em nós.

Todos fomos dotados da capacidade de fazer diferença.

    Cada um de nós pode moldar o próprio futuro.

    Cada um de nós tem o poder de ajudar nosso Mundo a atingir seus objetivos.

                    Visão sem ação não passa de um sonho.

                    Ação sem visão é só um pensamento.

                    Visão com ação pode mudar o mundo.

8. ÁRVORE DOS PROBLEMAS

    Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a

arrumar algumas coisas na sua fazenda.

    O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.

    O pneu do seu carro furou.

    A serra elétrica quebrou.

    Cortou o dedo.

    E ao final do dia, o seu carro não funcionou.

    O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.

    Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.

    Quando eles chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar

e conhecer a sua família.

    Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o

carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos

galhos com as duas mãos.

    Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.

    Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele

abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.

    Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.

    Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

    - Porque você tocou na planta antes de entrar em casa ???

    - Ah! esta é a minha Árvore dos Problemas.

    - Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho,   mas estes

problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.

    - Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego

em casa, e os pego no dia seguinte.

    - E você quer saber de uma coisa?

    - Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são

nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.

9. AMOR DE IRMÃO

    Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebe estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada. Os exames mostraram que era  uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe.

    Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer.

    A gravidez se desenvolveu normalmente. No tempo certo, vieram as contrações.

Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; então, a cada minuto uma contração.

Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas. Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana.

    Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu. Só que ela estava muito mal. Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary.

    Os dias passaram. A menininha piorava. O medico disse aos pais: "Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças".

    Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral. Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebe. Hoje, os planos eram outros. Enquanto isso, Michael todos os dias pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha. "Eu quero cantar  pra ela", ele dizia.

    A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebe não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI.

    Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje,  talvez não a visse viva.

    Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali.

    Mas Karen insistiu: "Ele não irá embora até que veja a sua irmãzinha!"

    Ela levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a  batalha pela vida.

    Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha:

    Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz  mesmo quando o céu esta escuro..."

    Nesse momento, o bebe pareceu reagir. A pulsação começou a  baixar e se estabilizou.

    Karen encorajou Michael a continuar cantando:

    "Você não sabe,querida, quanto eu te amo. Por favor, não leve o meu sol embora..."

    Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebe foi se tornando suave.

    "Continue, querido!", pediu Karen, emocionada:

    "Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços..." O bebe começou a relaxar.

    "Cante mais um pouco, Michael." A enfermeira começou a chorar.

    "Você é o meu sol, o meu único sol.    Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro...Por favor, não leve o meu sol embora..."

    No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi

para casa.

                           O Woman's Day Magazine chamou essa história de

                           "O milagre da canção de um irmão".

                           Os médicos chamaram simplesmente de milagre. Karen

                           chamou de milagre do amor de Deus.

           NUNCA ABANDONE AQUELE QUE VOCÊ AMA.

           O AMOR É INCRIVELMENTE PODEROSO.

10. INSTRUÇÕES PARA TODA A VIDA (de Dalai Lama)

1. Leve em consideração que grandes amores e conquistas envolvem grande risco.

2. Quando você perde,  não perca a lição.

3. Siga os três R's:

*  Respeito a si mesmo.

*  Respeito aos outros.

*  Responsabilidade por todas  suas ações

4. Lembre-se que não conseguir o que  você quer é algumas vezes um grande lance de sorte.

5.  Aprenda as regras de maneira a saber quebrá-las da maneira  mais apropriada.

6. Não deixe uma disputa por questões  menores ferir um grande amigo.

7. Quando você perceber que cometeu  um erro, tome providências imediatas para corrigi-lo.

8.  Passe algum tempo sozinho todos os dias.

9. Abra seus braços para  mudanças, sem abrir mão de seus valores.

10. Lembre-se que  o silêncio é algumas vezes a melhor resposta.

11. Viva uma  vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no 

     passado, poderá obter prazer uma segunda vez.

12. Uma atmosfera de  amor em sua casa é o fundamento para sua vida.

13. Em  discordâncias com entes queridos, trate apenas da situação corrente. Não levante questões passadas.

14. Compartilhe  o seu conhecimento. Esta é uma maneira de alcançar imortalidade.

15. Seja gentil com a terra.

16. Uma vez por  ano, vá a algum lugar que você nunca esteve antes.

17. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor  mútuo excede o amor que cada um precisa do outro.

18. Julgue o  seu sucesso por aquilo que você teve que abrir mão  para consegui-lo.

19. Entregue-se total e irrestritamente ao amor e à cozinha.

          "Eu também sei que os sonhos  realmente se realizam e

          você tem os meus melhores votos e  intenções para que assim seja."

11. UM HOMEM, SEU CAVALO E SEU CÃO

    Um homem, seu cavalo e seu cão caminhavam por uma estrada.   Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente.   Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição...   A caminhada era muito longa,  morro acima,   o sol era forte  e eles ficaram suados e com muita sede.

    Precisavam desesperadamente de água. Numa curva do caminho, avistaram um

portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina.

    O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita, guardava a entrada.

    - Bom dia, ele disse.

    - Bom dia, respondeu o homem.

    - Que lugar é este, tão lindo? Ele perguntou.

    - Isto aqui é o céu, foi a resposta..

    - Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede,  disse o homem.

    - O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe

a fonte.

    - Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.

    - Lamento muito, disse o guarda.

    - Aqui não se permite a entrada de animais.

    - O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não

beberia, deixando seus amigos com sede.   Assim, prosseguiu seu caminho.

    Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados,

ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi aberta.

    A porteira se abria para um caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra.  À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo.

  - Bom dia, disse o caminhante.

  - Bom dia, disse o homem.

  - Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.

  - Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar.

  - Podem beber a vontade.

    O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.

  - Muito obrigado, ele disse ao sair.

  - Voltem quando quiserem, respondeu o homem.

  - A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar?

  - Céu, respondeu o homem.

  - Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era

 o céu.

  - Aquilo não é o céu,  aquilo é o inferno.  O caminhante ficou perplexo.

  - Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões.

  - De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor.

    Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar seus melhores amigos...

12. PÁSSARO (de Rubens Alves)

    Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais:  Era encantado.   

    Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...

Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.

   "- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...".

    E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.

    Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça."... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes. E de novo começavam as estórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.

    Mas chegava sempre uma hora de tristeza.

    "- Tenho que ir", ele dizia.

    "- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....".

    "- Eu também terei saudades", dizia o pássaro.

   "- Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.

    Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria.

    E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada."- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".

    Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.

    Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.

    Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.

    Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro."- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias...". Sem a saudade, o amor irá embora...

    A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu.  O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.

    Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar.

    Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.

    E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... Até que não mais agüentou.

    Abriu a porta da gaiola."- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...".

    “- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito”.

    Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...

    E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.

    "- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...".

    E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos..."

    - Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje...

    Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.

Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.

Ah! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...

    E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.- Quem sabe ele voltará amanhã....

    E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

13. A RAPOSA

    Existiu um Lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite.

    Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.

    Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.

    Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.

    Os vizinhos do Lenhador alertavam que a Raposa era um bicho, um animal selvagem; e portando, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança.

    O Lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso.

    Os vizinhos insistiam: "- Lenhador abra os olhos ! A Raposa vai comer seu filho."

    "- Quando sentir fome,  comerá seu filho ! "

    Um dia o Lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários - ao chegar em casa viu a Raposa sorrinddo como sempre e sua boca totalmente ensangüentada ...

    O Lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa....

    Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço  dormindo tranqüilamente e ao lado do berço uma cobra morta ...

    O Lenhador enterrou o Machado e a Raposa juntos.

   Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar..., mas  principalmente nunca tome decisões precipitadas...

 Autor desconhecido...

14. REI ARTHUR

    O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto

caçava furtivamente em um bosque.

    O Rei poderia tê-lo matado no ato, pois o castigo previsto para quem violasse as leis da propriedade era cruel. Contudo, se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que, no prazo de um ano, trouxesse a resposta a uma pergunta difícil. A pergunta era: O que realmente as mulheres querem?

    Semelhante pergunta deixaria perplexo até ao homem mais sábio, e ao jovem Arthur pareceu impossível de respondê-la. Contudo aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou a interrogar as pessoas.

    Perguntou à princesa, à rainha, às prostitutas, aos monges, aos sábios, ao palhaço da corte, em suma, a todos e ninguém soube dar uma resposta convincente.

    Porém, todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo valor exorbitante que cobrava pelos seus serviços.

    Chegou o último dia do ano acertado com o monarca e Arthur não teve mais remédio a não ser recorrer à feiticeira.

    Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, mas impôs duas condições:

1) Não aceitaria baixar o preço;

2) Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da mesa redonda e o

mais íntimo amigo do Rei Arthur!

    O jovem Arthur olhou horrorizado para a bruxa: ela era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro e fazia ruídos obscenos. Na verdade, nunca havia topado com uma criatura tão repugnante.

E se acovardou diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível.

    Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto pela bruxa, Gawain afirmou que não se tratava de um sacrifício excessivo diante da vida de seu melhor amigo e da preservação da Mesa Redonda.

    Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: o que realmente as mulheres querem é: serem soberanas de suas próprias vidas!

    Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo.

    Assim foi. Ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade.  Porém, que bodas tristes foram aquelas...

    Toda a corte assistiu e ninguém se sentiu mais desgarrado entre o alivio e a angústia que o próprio Arthur. O próprio Gawain se mostrou cortês, gentil e respeitoso.

    A velha bruxa,  por sua vez,  usou de seus piores hábitos:  comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso.

    Chegou a noite de núpcias. Quando Gawain, já preparado para ir para a cama, aguardava sua esposa, ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar!

    Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido.

   A jovem lhe respondeu com um sorriso doce, que como ele havia sido cortês com ela, a metade do tempo se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com aspecto de uma linda donzela.

    Então ela lhe perguntou: qual você preferiria para o dia e qual para a noite?

    Que pergunta cruel... Gawain se apressou em fazer cálculos. Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e, à noite, na privacidade de seu quarto, uma bruxa espantosa, ou quem sabe ter de dia uma bruxa, e uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal.

    Vocês que estão lendo este texto o que teriam preferido? O que teriam escolhido?

    O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma.

    Ao ouvir a resposta, ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser dona de sua vida.

              Moral da história:

                        não importa se a mulher é bonita ou feia, no fundo, sempre é uma bruxa.

15. TUDO QUE DEUS FAZ É BOM!

    Havia um rei que era sempre aconselhado por um ministro seu, que lhe dizia:

"TUDO QUE DEUS FAZ É BOM"...

    Então uma vez por acaso o rei cortou um dedo e tendo ficado muito angustiado

perguntou ao seu ministro: tenho cumprido todos os meus deveres religiosos, porque Deus fez essa injustiça comigo? -TUDO O QUE DEUS FAZ É BOM, respondeu o ministro...

    O Rei ficou muito irritado e decidiu castigar o ministro, prendendo-o na cadeia... 

    Numa manhã, o rei que sempre saía para caçar com o ministro, decidiu ir sozinho, mantendo preso ao seu ministro. Porém na floresta, ele foi capturado pelos canibais que queria me oferecê-lo em sacrifício.

    Então ele foi preparado para isso, quando no ultimo momento, investigando seu corpo, os canibais viram que estava incompleto, faltando um dedo. Não podendo oferecê-lo como sacrifício, resolveram soltá-lo.

    Sentindo-se aliviado, o rei voltou ao seu palácio e soltando o seu ministro disse: Agora entendo o que você queria dizer com "TUDO QUE DEUS FAZ É BOM". Estava a ponto de ser morto pelos canibais, quando eles viram que faltava um dedo, decidiram soltar-me.

    Agora eu não entendo porque você foi preso injustamente.

    Porque o Senhor fez isso com você?

    TUDO O QUE O SENHOR FAZ É BOM, respondeu o ministro. "Eu sempre vou caçar com vossa majestade na floresta. Se eu tivesse acompanhado, teria sido oferecido em sacrifício, pois eu tenho todos os meus dedos".

    "TUDO O QUE O SENHOR FAZ É BOM"

16. PARÁBOLA DO CAVALO

    Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.

    Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado. O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá. O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação, certificando-se que o animal não se havia machucado. Mas, pela dificuldade e alto custo para retirá-lo do fundo do poço, achou que não valia a pena investir na operação de resgate.

    Tomou, então, a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo. E assim foi feito: Os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.

    Mas, à medida que a terra caía em seu dorso,   o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.

    Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, até que, finalmente, conseguiu sair!

              Moral da História:

    Se você estiver "lá embaixo", sentindo-se pouco valorizado, quando, certos de seu "desaparecimento", os outros jogarem sobre você a terra da incompreensão, da falta de oportunidade e de apoio,  lembre-se do cavalo desta história. 

    Não aceite a terra que jogaram sobre você, sacuda-a e suba sobre ela.

    E quanto mais jogarem, mais você vai subindo, subindo, subindo...

17. MACACOS

    Um grupo de cientistas e pesquisadores colocou cinco macacos numa jaula.

    No meio, uma escada e sobre ela um cacho de bananas.

    Quando um macaco subia a escada para pegar as bananas, jogavam um jato de água fria  nos que estavam no chão.

    Depois de um certo tempo,  quando um macaco subia a escada para pegar as bananas, os outros que  estavam no chão o pegavam e o enchiam de pancada.

    Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

    Então substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que  ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros que o  surraram.

    Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

    Um segundo substituto foi colocado na jaula e o mesmo ocorreu com este, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.

    Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu.

    Um quarto e afinal o último dos cinco integrantes iniciais foi substituído.

    Os pesquisadores então tinham na jaula um grupo de cinco macacos que mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se possível fosse perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza, dentre as respostas,  a mais freqüente seria:

    "Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui."

18. APROVEITE CADA MOMENTO

    Um amigo meu abriu a gaveta da cômoda de sua esposa e pegou um pequeno pacote embrulhado com papel de seda.

    "Isto - disse - não é um simples pacote."; Tirou o papel que o envolvia e observou a bonita seda e a caixa. "Ela comprou isto na primeira vez que fomos a Nova York, há uns 8 ou 9 anos. Nunca o usou. Estava guardando-o para uma ocasião especial. Bem, creio que esta é a ocasião.

    "Aproximou-se da cama e colocou a prenda junto com as outras roupas que ia levar para a funerária. Sua esposa tinha acabado de morrer. Virando-se para mim, disse:

"Não guarde nada para uma ocasião especial. Cada dia que se vive é uma ocasião especial".

    Ainda estou pensando nestas palavras... já mudaram minha vida. Agora estou lendo mais e limpando menos. Sento-me no terraço e admiro a vista sem preocupar-me com as pragas no mais tempo com minha família e menos tempo no trabalho.

    Compreendi que a vida deve ser uma fonte de experiências a desfrutar, não para sobreviver. Já não guardo nada. Uso meus copos de cristal todos os dias.

    Coloco uma roupa nova para ir ao supermercado, se me dá vontade. Já não guardo meu melhor perfume para ocasiões especiais, uso-o quando tenho vontade.

    As frases "algum dia"... e "qualquer dia"... estão desaparecendo de meu vocabulário.

Se vai valer a pena ver, escutar ou fazer. Quero ver, escutar ou fazer agora.

    Não estou certo do que teria feito a esposa de meu amigo se soubesse que não estaria  aqui para a próxima manhã que todos nós ignoramos.

    Creio que teria chamado seus familiares e amigos mais próximos. Talvez chamasse alguns amigos antigos para desculpar-se e fazer as pazes por possíveis desgostos do passado.

    Gosto de pensar que teria ido comer comida chinesa, sua favorita. São estas pequenas coisas deixadas por fazer que me fariam desgostoso e eu soubesse que minhas horas estão limitadas.

    Desgostoso, porque deixaria de ver amigos com quem iria encontrar cartas... cartas que pensava escrever "qualquer dia destes". Desgostoso e triste, porque não disse a meus irmãos e meus filhos, com suficiente freqüência, que os amo. Agora, trato de não atrasar, adiar ou guardar nada que traria risos e alegria para nossas vidas. E, a cada manhã, digo a mim mesmo que este será um dia especial. Cada dia, cada hora,  cada minuto, é especial.

    Se você recebeu isto, é porque alguém gosta de você e porque, provavelmente, há pessoas de quem você gosta. Se você está muito ocupado para gastar uns poucos minutos para enviar isto para outras pessoas. Se você diz a si mesmo que o enviará "qualquer dia destes", pense que este "qualquer dia" está muito distante...ou pode não chegar nunca.

    Este TANTRA veio da índia. Seja você supersticioso ou não, gaste alguns minutos para lê-lo, de acordo? Contém mensagens muito úteis para a alma.

    É um TANTRA NEPALÊS PARA A BOA SORTE para que você tenha... boa sorte!

19. A LENDA DO ADVENTO

    Há muito tempo atrás os homens viviam em cavernas escuras e sem luz. Deus então chamou os seus anjos para que levassem luz aos quatros cantos da terra e avisassem aos homens que o seu próprio Filho viria ao mundo.

    O Primeiro Anjo tinha as asas azuis.

    Com o raio de sol que Deus lhe deu iluminou as cavernas e as grutas.

    Foi esse raio de sol que ajudou os gnomos a colorirem as pedras preciosas.

    O anjo azul também trouxe a chuva e com ela lavou as pedras, encheu os lagos e fez os rios correrem mais rápidos.

    O Segundo Anjo tinha as asas verdes.

    Saiu do céu bem cedinho, mas, como voava devagar, chegou à terra ao entardecer.

    O raio de sol que este anjo verde trouxe deu cor e perfume às plantas. Ele também ensinou aos homens a deixar a terra fofa para receber as sementes.

    O Terceiro Anjo tinha as asas amarelas.

    Ele foi até bem mais perto do sol, recebeu um raio especial e ao chegar a terra os animais viram aquela luz e ficaram admirados. O anjo amarelo explicou que iria nascer uma criança especial e que todos deveriam se preparar para recebê-la.

    Os pássaros fizeram cantos belíssimos, as borboletas coloriram suas asas, os animais de pêlo falaram uns com os outros sobre o que iria acontecer e o vento espalhou a notícia por todos os cantos.

    O Quarto Anjo tinha as asas vermelhas.

    Ele queria tanto vir à terra que nem esperou ser chamado e se dirigiu diretamente a Deus. Deus então tirou uma luz do seu trono e ordenou ao anjo que colocasse essa luz no coração de cada homem, de cada mulher e de cada criança.

    Porque já estava perto o dia do nascimento da Criança.

    É por isso que, até hoje acendemos quatro velas coloridas, na Coroa do Advento; para lembrar os quatro Anjos que nos avisaram da chegada do Filho de Deus.

20. OS ANJOS (de William J. Bennett)

    O menino voltou-se para a mãe e perguntou:  -- Os anjos existem mesmo?

    Eu nunca vi nenhum.  Como ela lhe afirmasse a existência deles, o  pequeno disse que iria andar  pelas estradas, até encontrar um anjo.

    -- É uma boa idéia -- falou a mãe. Irei com você.

    -- Mas você anda muito devagar -- argumentou o  garoto. Você tem um pé aleijado.

    A mãe insistiu que o acompanharia. Afinal, ela  podia andar muito mais  depressa do que ele pensava.

    Lá se foram. O menino saltitando e correndo e a mãe  mancando, seguindo  atrás.

    De repente, uma carruagem apareceu na estrada.  Majestosa, puxada por lindos cavalos brancos. Dentro dela, uma dama linda,  envolta em veludos e sedas, com plumas brancas nos cabelos escuros. As jóias  eram tão brilhantes que  pareciam pequenos sóis.

    Ele correu ao lado da carruagem e perguntou à  senhora:

    -- Você é um anjo?

    Ela nem respondeu. Resmungou alguma coisa ao cocheiro que chicoteou os cavalos e a carruagem sumiu, na poeira da estrada.

    Os olhos e a boca do menino ficaram cheios de  poeira. Ele esfregou os  olhos e tossiu bastante. Então, chegou sua mãe que limpou toda a poeira, com seu avental de algodão azul.

    -- Ela não era um anjo, não é, mamãe?

    -- Com certeza, não. Mas um dia poderá se tornar um, respondeu a mãe.

    Mais adiante uma jovem belíssima, em um vestido branco, encontrou o menino.

    Seus olhos eram estrelas azuis e ele lhe perguntou: -- Você é um anjo?

    Ela ergueu o pequeno em seus braços e falou feliz:  -- Uma pessoa me disse ontem à noite que eu era um anjo.

    Enquanto acariciava o menino e o beijava, ela viu seu namorado chegando.  Mais do que depressa, colocou o garoto no chão.  Tudo foi tão rápido que ele não conseguiu se firmar bem nos pés e caiu.

    -- Olhe como você sujou meu vestido branco, seu monstrinho! Disse ela, enquanto corria ao encontro do seu amado.

    O menino ficou no chão, chorando, até que chegou sua mãe e lhe enxugou as lágrimas com seu avental de algodão azul.

    Aquela moça, certamente, não era um anjo.

    O garoto abraçou o pescoço da mãe e disse estar cansado.

    -- Você me carrega?

    -- É claro -- disse a mãe. Foi para isso que eu vim.

    Com o precioso fardo nos braços, a mãe foi mancando pelo caminho, cantando a música que ele mais gostava.

    Então o menino a abraçou com força e lhe perguntou:  -- Mãe, você não é um anjo?

    A mãe sorriu e falou mansinho: -- Imagine, nenhum anjo usaria um avental de algodão azul como o meu...

              MORAL DA HISTÓRIA:

              Anjos são todos os que na Terra se tornam guardiões dos seus amores.

              São mães, pais, filhos, irmãos que renunciam a si próprios, a suas vidas em benefício dos que amam. Às vezes, podem estar do nosso lado e não percebemos.

    (LIVRO DAS VIRTUDES PARA AS CRIANÇAS II, de William J. Bennett)

21. OS LOBOS DENTRO DE NÓS

    Quando o neto veio a sua procura com muita raiva após ter sido injustiçado por um colega na escola, seu velho avô lhe falou:

    -- Deixe-me contar-lhe uma história.

    Algumas vezes eu também senti um grande ódio dentro de mim por aqueles que atrapalharam a minha vida. Mas a raiva só desgasta você e nem mesmo machuca o seu inimigo. É como se você tomasse o veneno e desejasse que seu inimigo morresse.

Eu já lutei com este sentimento várias vezes...

    Ele então continuou...

    -- É como se existissem dois Lobos dentro de mim. Um é bom e não me faz mal.

Ele vive em harmonia com todos e não fica ofendido quando não existe ofensa intencional. Ele apenas irá lutar quando for correto lutar, e da maneira correta.

Mas o outro Lobo... Ah!! Ele é cheio de ódio. Por pequenas coisas ele é capaz de perder a paciência e o controle. Ele briga com qualquer um por qualquer motivo.

Ele não consegue nem pensar porque sua raiva é muito grande. E ele fica paralisado pela sua raiva, pois com ela não consegure resolver nada. Às vezes é difícil conviver com estes dois lobos morando dentro de mim,   pois os dois tentam dominar o meu espírito...

    O menino então olhou diretamente nos olhos de seu avô e perguntou: - E qual ganha a luta vovô??

    O avô então sorriu e disse: - Ganha aquele que eu alimentar...

              Esta é uma mensagem de final de ano.

              Espero que no ano novo você possa sempre alimentar o

              Lobo do Amor dentro de você deixando o outro lobo o mais quietinho

              possível, e que possamos fazer de nosso mundo um mundo melhor.

22. ABORTO

    Em uma faculdade de Medicina, certo professor propôs à sua classe a seguinte

situação :

    "Baseados nas circunstâncias que vou enumerar, que conselho dariam vocês a certa senhora grávida do quinto filho ?

    O marido sofre de sífilis e ela, tuberculosa. O primeiro dos cinco filhos nasceu cego. O segundo, morto. O terceiro, surdo. O quarto, como a mãe, é tuberculoso.

Ela está pensando seriamente em abortar a quinta gravidez.

    Que caminho vocês a aconselhariam a tomar ?"

    Com base nestes fatos, a maioria dos alunos concordou em que o aborto seria a melhor alternativa. O professor, então, disse aos alunos :

    "Os que disseram sim à idéia do aborto, saibam que acabaram de matar o grande compositor Ludwig Van Beethoven, cujo nascimento se deu nesta situação".

GRANDES PROJETOS, EXCELENTES IDÉIAS, ÀS VEZES SÃO "ABORTADOS" QUANDO AS PESSOAS ENVOLVIDAS SE VÊEM DIANTE DE SITUAÇÕES DIFÍCEIS. TUDO, PARA SER BEM FEITO, LEVA TEMPO E EXIGE PERSEVERANÇA, TENACIDADE E ENTUSIASMO ...

23. FOGO DE CONSELHO E LAMPARADA

    Fogo de Conselho - No grupo escoteiro é uma reunião em torno de uma fogueira, uma atividade noturna, feita ao ar livre.

    Lamparada - É uma atividade noturna, realizada denntro de um ambiente fechado e em volta ou com um foco de luz (podendo ser: lâmpada, lampião ou lanterna).

    Tradicionalmente  é  realizado  na  última  noite  de  um  acampamento ou acantonamento, e dentre aos principais objetivos citamos a confraternização, a reflexão, a diversão, bem como o adestramento, que pode ser dado através de uma estória ou qualquer atividade, incluindo-se o adestramento dos sentidos, etc..

ORIGEM:

    A origem exata está perdida, mas sabemos que BADEN POWEL se inspirou em dois rituais distintos: a reunião que os índios americanos faziam em torno de fogueiras para comentar seus feitos do dia, suas preocupações, e ali tomadas todas as grandes decisões e também em ritual semelhante que encontrou na África, só que lá encontrou um outro personagem "o contador de estórias", o homem que sabia de cor toda a história da tribo e que era o guardião de todas as tradições. Era ele que na hora mais importantes, relembrava os exemplos mais adequados.

FINALIDADES

* ESTIMULA A DISCIPLINA: A criança deve aprender a escutar, a aplaudir na hora certa, obedecer com alegria as ordens de sentar, levantar, cantar. Além de sua disciplina em esperar o momento da sua apresentação, bem como a disciplina que deve ter antes, durante e ensaio com a sua equipe (matilha ou patrulha).

* DIVERTE E RELAXA: Essa é a finalidade mais obvia. Depois de um dia no campo, depois de realizar uma série de atividades físicas, nada mais gratificante do que se reunir, contar e escutar algumas boas estórias.

* SOCIABILIZA: A criança se vê forçada a participar como uma peça importante do todo. Mesmo que ela não participe como elemento principal ela é necessária, que como platéia, que como elemento secundário. Além disso, todo fogo de conselho/lamparada é uma grande dramatização, é nesse ambiente familiar e amigo que a criança sente-se encorajada de representar   e   através da observação dos outros que ela melhora e passa a reforçar a confiança em si mesma.

* RELEMBRA A FRATERNIDADE MUNDIAL:   Como uma das nossas mais caras tradições. Além disso o dirigente do fogo/lamparada deve lembrar que em alguma lugar outros escoteiros/lobinhos estão reunidos com a mesma finalidade.

* REFORÇA A MÍSTICA: Estimula a imaginação que é o tapete mágico que levará a criança onde nós queiramos. Uma sala pode virar o que quisermos. É através dela que contaremos estórias e que, principalmente falaremos sobre lealdade, dever, honra, felicidade, de maneira sucinta.

* FORTALECE O ESPIRITO DE SEÇÃO : É uma atividade exclusiva da seção e passa a ser vivida em conjunto. É um dos pontos mais altos do acampamento/acantonamento e todos contribui para isso.

* DIRIGENTE DO FOGO/LAMPARADA Através de representações, jogos, pequenas palestras, canções, danças e estórias, num clima jovial e alegre,   movimentado, interessante e informal, cria situações propicias para desenvolver e incentivar na criança: a criatividade e a imaginação,  a facilidade de expressão,  a alegria, a sociabilidade, a autoconfiança e habilidades artísticas.

    O dirigente deve reunir as seguintes características:  Jovialidade,  Cortesia, Firmeza, Entusiasmo, Liderança, Conhecimento das canções e das atividades que serão desenvolvidas com humildade e postura.

24. FELICIDADE

Passamos a vida em busca de felicidade, procurando o tesouro escondido.

Corremos de um lado para o outro esperando descobrir a chave da felicidade.

Esperamos que tudo que nos preocupa se resolva num passe de mágica. e achamos

que a vida seria tão diferente, se pelo menos fossemos felizes.

    E, assim, uns fogem de casa para serem felizes e outros fogem para casa para

serem felizes.

    Uns se casam para serem felizes e outros se divorciam para serem felizes.

    Uns fazem viagens caríssimas para serem felizes e outros trabalham além do

normal para serem felizes. uma busca infinda. anos desperdiçados.

    Nunca a lua está ao alcance da mão, nunca o fruto está maduro, nunca o vinho

está no ponto. sombras, lágrimas. nunca estamos satisfeitos. mas há uma forma

melhor de viver!

    A partir do momento em que decidimos ser felizes, nossa busca da felicidade

chegou ao fim.

    É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova,

no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa.

    Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós para ter alegria, estamos fadados a decepção. A felicidade não tem nada a ver com o conseguir, com o acontecer. Existem pessoas que são felizes até na experiência triste, como explicar?

    A felicidade antes de tudo e uma postura de vida, e a nossa disposição em buscar o melhor em tudo que nos acontece de bom ou não, é uma maneira sempre positiva de processar todos os acontecimentos dentro dos nossos corações, e ter consciência de que tudo são meios que fazem parte da nossa história, com objetivo de alcançarmos algo, maior que e a conquista de nós mesmos.

    Poucas coisas são necessárias para fazer feliz o homem, ao mesmo tempo tem que nenhuma fortuna satisfaria a um inconformado. as necessidades de cada um de nós são poucas.

    Enquanto nós tivermos alguma coisa a fazer. Alguém a amar, alguma coisa a esperar seremos felizes. Saiba: a única fonte de felicidade está dentro de você, e deve ser repartida. Repartir o que você tem de melhor e como espalhar perfumes sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre você mesmo.   A vida só sorri, para quem sorri para ela.

(Autor desconhecido)

25. MINHA ESTRELA

    Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto de uma colônia de pescadores.

    Todas as manhãs ele caminhava a beira do mar para se inspirar, e a tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, joga-las novamente de volta ao oceano.

    "Por que está fazendo isso?" - perguntou o escritor.

    "Você não vê explicou o jovem - a maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e ou morrer se ficarem aqui na areia".

    O escritor espantou-se.    "Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma".

    O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor e disse: "Para essa aqui eu fiz a diferença...".

    Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou a praia,  procurou o jovem, uniu-se a ele e,  juntos,   começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor.

Sejamos a diferença!

26. ESQUISITO

Não é esquisito que...

Quando o outro não faz é preguiçoso.

Quando você não faz... Está muito ocupado.

Quando o outro fala é intrigante.

Quando você o fala... É crítica construtiva.

Quando o outro se decide a favor de um ponto, é "cabeça dura".

Quando você o faz... Está sendo firme.

Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.

Quando você passa sem cumprimentar... É apenas distração.

Quando o outro fala sobre si mesmo, é egoísta.

Quando você fala... É porque precisa desabafar.

Quando o outro se esforça para ser agradável, tem uma segunda intenção.

Quando você age assim... É gentil.

Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.

Quando você o faz... Está sendo compreensivo.

Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo.

Quando você faz... É iniciativa.

Quando o outro progride, teve oportunidade.

Quando você progride... É fruto de muito trabalho.

Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso.

Quando você o faz... É prova de caráter.

Quando você manda um e-mail desse é porque gosta dos amigos.

Quando o outro manda... É um desocupado.

É muito difícil... Mas não impossível

27. APRENDE A ESCREVER NA AREIA...

    Dois amigos, Mussa e Nagib, viajavam pelas extensas estradas, que circulam as tristes e sombrias montanhas da Pérsia. Ambos se faziam acompanhar de seus

ajudantes, servos e caravaneiros.

    Chegaram certa manhã, às margens de um grande rio barrento e impetuoso, em cujo seio, a morte espreitava os mais afoitos e temerários. Era preciso transpor a corrente ameaçadora.

    Ao saltar de uma pedra o jovem Mussa foi infeliz, falseando o pé, precipitou se no torvelinho espumante das águas em revolta.

    Teria ali perecido, arrastado para o abismo, se não fosse Nagib. Este, sem um instante de hesitação, atirou-se à correnteza e, lutando furiosamente, conseguiu trazer a salvo o companheiro de jornada.

    Que fez Mussa?   Chamou, no mesmo instante,  os seus mais hábeis servos e ordenou-lhes que gravassem na face mais lisa de uma grande pedra, que perto se erguia, esta legenda admirável: "Viandante! Neste lugar, durante uma jornada, Nagib salvou heroicamente seu amigo Mussa".

    Isto feito, prosseguiram com suas caravanas.

    Alguns meses depois, de regresso às terras, novamente se viram forçados a atravessar o mesmo rio,  naquele mesmo lugar perigoso e trágico.   E, como se sentissem fatigados, resolveram repousar algumas horas à sombra acolhedora da

laje, que ostentava bem no alto a honrosa inscrição.

    Sentados na areia clara, puseram-se a conversar. Eis que, por um motivo fútil, surge, de repente, grande desavença entre os dois companheiros. Discordaram, discutiram e Nagib, exaltado, num ímpeto de cólera, esbofeteou brutalmente o amigo.

    Que fez Mussa?

    Que farias tu, em seu lugar? Mussa não revidou a ofensa.

    Ergueu-se, e tomando tranqüilo o seu bastão, escreveu na areia clara, ao pé do

negro rochedo: "Viandante! Neste lugar, durante uma jornada, Nagib, por motivo

fútil, injuriou gravemente o seu amigo Mussa".

    Surpreendido com o estranho proceder, um dos ajudantes de Mussa observou respeitoso: -- Senhor!   Da primeira vez, para exaltar a abnegação de Nagib, mandaste gravar na pedra, para sempre, o feito heróico.  E agora que ele acaba de ofender-vos tão gravemente, vos limitais a escrever na areia incerta, o ato de covardia!    A primeira legenda, ó cheique, ficará para sempre.   Todos os que transitarem por este sítio dela terão notícia. Esta outra, porém, riscada no tapete de areia, antes do cair da tarde, terá desaparecido com um traço de espumas entre as ondas buliçosas do mar.

    Respondeu Mussa: - É que o benefício que recebi de Nagib, permanecerá para sempre, em meu coração. Mas a injúria... essa negra injúria... escrevo-a na areia, com um voto, para que, se apague e desapareça mais depressa, das areias e de minha lembrança.

    Assim é, meu amigo!   Aprende a gravar na pedra,   os favores que receberes, os benefícios que te fizerem, as palavras de carinho, simpatia e estímulo que ouvires.

    Aprende, porém, a escrever na areia, as injúrias, as ingratidões, as perfídias e as ironias que te ferirem, pela estrada agreste da vida.

              Aprende a gravar assim, na pedra;

              aprende a escrever assim, na areia . . .

              e serás feliz!.

28. OS TRÊS AMIGOS

    Faz algum tempo existia um homem que possuía três amigos.

    Um estava sempre com ele e dizia que podia contar com ele para tudo.

    Um outro quase sempre aparecia e ajudava em alguma coisa.

    O outro era mais calado, sempre presente, mas nunca mostrava sua disposição

para ajudar.

    Um dia o homem se envolveu numa situação e estava prestes a ser preso, a

menos que encontrasse uma testemunha do seu caráter.

    Procurou aquele amigo que sempre estava presente e ele alegou que estava muito ocupado e que não poderia dar o seu testemunho.

    Procurou então aquele que quase sempre aparecia e ele disse que tinha alguma

coisa para fazer e que também não poderia dar o seu testemunho.

    Então ele encontrou o terceiro amigo, e este se dispôs a ir com ele e testemunhar em seu favor.

    Ele conseguiu se livrar da cadeia, e conheceu finalmente os seus amigos.

    O primeiro eram os parentes, o segundo era o dinheiro e o terceiro era  seu

verdadeiro amigo: Jesus Cristo 

Sermão do: Frei Sebastião de São Bernardo do Campo

29. MELHOR POSSÍVEL

"Se você não puder ser um pinheiro no topo da colina,

Seja uma pequena árvore no meio do vale;

Mas seja a melhor árvore à margem do regato...

Se não puder ser árvore,

Seja um ramo,

Se não puder ser um ramo,

Seja um pouco de relva

E dê alegria aos que passam no caminho.

Não podemos ser todos comandantes;

Temos de ser soldados.

Mas há um lugar para todos nós.

Existem grandes e pequenas obras

E sempre há uma tarefa que devemos realizar.

Se não puder ser a estrada real,

Seja uma simples vereda.

Se não puder ser Sol,

Seja uma pequena estrela.

Mas seja o melhor que lhe for possível.

30. NÃO DÊ IMPORTÂNCIA

    Se o seu nome é José e lhe chamam de João, não dê importância.

    Se a inveja das pessoas próximas de você obstruir o seu caminho, não dê importância.

    Se lhe faltarem com o respeito fazendo zombaria, não dê importância.

    Se a maledicência atrapalhar os seus projetos, não dê importância.

    Se venderem o resultado do seu trabalho e dele tirarem vantagens, vulgarizando e banalizando o seu ideal, não dê importância e procure lembrar-se da vida de Jesus Cristo: Na Santa Ceia haviam apenas 12 pessoas e um delas o negou, enquanto uma outra o traiu.

     Logo, estranhar a existência da estupidez humana e não lembrar-se da nossa eterna convivência com aqueles que negam e com todos os que traem, é ignorar que todos nós sairemos de cena quando formos transferidos para outras esferas, onde todas as realizações alcançadas aqui serão creditadas a cada um, sendo portanto intransferíveis e de nada valerá a traição,   a negação,  o deboche,   a corrupção, o fingimento, a deslealdade e a rapinagem. Portanto, não dê importância.

                        (mensagem proferida por prof. José Rossi de S.B.Campo.)

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