Assevera antigo refrão popular que somente lobos caem
em armadilhas para lobos.
Na trajetória humana em favor do desenvolvimento moral e
intelectual, oEspírito, não poucas vezes, defronta armadilhas bem
urdidas, nas quais tomba de maneira irreversível, comprometendo-se por largo período.
Constituem testes à resistência moral de todo jornaleiro que se
aprimora através das experiências da evolução.
Ninguém que desempenhe funções ou papéis relevantes que
não seja surpreendido por esses mecanismos perigosos que lhes
põem à prova a capacidade mental e as resistências morais.
Sutis, algumas vezes, apresentam-se como dourados atrativos
que seduzem e terminam por envilecer o caráter de quem lhes
aquiesce ao convite.
Noutras ocasiões, surgem de inopino, ameaçadoras e voluptuosas, surpreendendo e obrigando as vítimas a capitular, inermes,
interrompendo o ritmo do ideal, da conduta, do trabalho a que se
afervoram.
Algumas anunciam favores e glórias fascinantes que atingem a
sensibilidade emocional, levando a paixões de afetividade doentia.
Inúmeras outras assumem oodioso aspecto da animosidade e
da perseguição inclemente e gratuita, que termina por desestruturar aquele que lhe padece ocerco.
Normalmente, fazem-se insinuantes e agradáveis, sem aparente malícia nem mácula, culminando pelo envolvimento daquele
que se permite fascinar pelo engodo de que se revestem.
Semelhante ao que ocorre com os insetos colhidos nas malhas
brilhantes da teia de aranha que os espreita, a fim de devorá-los
depois, logra êxito em razão dos fios viscosos e de aparência inocente que retêm as presas incautas, impossibilitadas de qualquer
forma de libertação.
Existem as ciladas licenciosas, vulgares, insensatas, em que
muitos corações gentis e dóceis enleiam-se, comprazendo-se irresponsavelmente no comportamento divertido que setorna chulo
e perturbador.
Diversas outras são refinadas e trabalham a presunção do indivíduo invigilante, afastando-o do convívio social saudável que parece asfixiá-lo, isolando-o na alienação da falsa autos suficiência.
As ciladas constituem recursos perturbadores durante a experiência humana, etêm a finalidade de proporcionar a aquisição de
resistências espirituais e de valores pessoais ao indivíduo, mediante os quais o Espírito se enriquece de sabedoria.
Todos os seres humanos, de uma ou de outra maneira, experimentam-nas durante a vilegiatura terrestre.
Há, porém, outro gênero de ciladas perversas que merecem atenção redobrada. Trata-se daquelas que são programadas no mundo
espiritual inferior, nas quais se comprazem os Espíritos invejosos, atrasados, primários e os malvados que se transformam em
obsessores, verdadeiros verdugos das demais criaturas humanas,
individualmente, assim como da sociedade terrestre como um
todo.
Odiando o progresso moral, do qual se alijaram por vontade
própria, elegendo o sofrimento decorrente da ignorância em relação à verdade como diretriz de segurança pessoal, esses Espíritos
infelizes transformam-se em inimigos do bem, que pensam impedir de expressar-se, assim como da felicidade do próximo que
invejam.
* * *
Quando alguém se alça acima da craveira comum e chama a
atenção pelos valores éticos, culturais, políticos, religiosos ou de
qualquer outra natureza, investem, furibundos, contra, gerando
situações embaraçosas, complicando-lhes os relacionamentos e
comprazendo-se em afligi-los.
São hábeis nas técnicas de inspiração doentia, trabalhando as
reflexões mentais daqueles a quem antipatizam com vibrações
perniciosas e extravagantes que desajustam as suas vítimas.
Noutras ocasiões, trata-se de inimigos de existências passadas,
que mantêm ressentimento em forma de rancor e desejo incontrolável de vingança, na sua morbidez dominadora.
Insinuam ideías de enfermidades simulacros, transmitem sensações doentias, envolvem em ondas mentais depressivas, suspeitosas ou de violência, em contínuas tentativas de alienar aqueles
que lhes caem nas ciladas mentais.
Ociosos e insensíveis àcompaixão ou àfraternidade, persistem
com virulência nos seus propósitos infelizes, tornando-se inflexíveis na razão direta em que encontram resistência naqueles que
pretendem azorragar.
Atiram pessoas irresponsáveis e igualmente ignorantes contra
quem se esforça por superar as inclinações inferiores, tornando-se
patrulheiros inconsequentes dos seus atos, em razão de não desejarem sintonia com as suas mazelas.
Estimulam a sensualidade e provocam paixões tórridas de
consequências desastrosas, desrespeitam os sagrados vínculos do
matrimônio, da fidelidade, da consideração que todos se devem
reciprocamente.
Acompanham aqueles que estão sob a sua alça de mira na condição de vigias impiedosos, sempre aguardando qualquer brecha
mental, emocional ou moral, a fim de iniciarem as vinculações
obsessivas, mediante as quais pensam em destruí-los.
No que diz respeito aos trabalhadores do Evangelho de Jesus
através da revelação espírita, iracundos eviolentos tudo investem,
na sua sanha alucinada, para impedir-lhes ocumprimento dos nobres deveres abraçados.
Certamente, ninguém se encontra sem a proteção do Senhor da
Vinha por meio dos seus emissários edos seus próprios benfeitores
que lhe executam a vontade.
Nada obstante, as ciladas que padecem ostrabalhadores do bem
fazem parte do esquema para a aprendizagem superior a respeito da
realidade imortalista na qual todos nos encontramos mergulhados.
Essas experiências também ensinam como se deve comportar o
obreiro de Jesus diante dos famigerados enfermos da alma, que se
demoram na erraticidade necessitados de compaixão e de socorro.
Constituem treinamento para ofuturo, quando convocados às
tarefas de misericórdia em regiões dolorosas onde eles se homiziam.
Nunca desanimes, quando te sentires assediado por esses vândalos do mundo espiritual inferior.
Quanto mais responsabilidades tenhas, maior será o cerco em
volta dos teus passos.
Porque és fiel ao objetivo que persegues, mais violentas serão
as técnicas usadas nas ciladas que preparam.
Dulcifica-te e não reajas ao mal.
Age com bondade e sê fiel em qualquer circunstância ao ideal
ao qual te afervoras.
Nunca revides, mesmo quando agredido, desperdiçando valiosa quota de energia com oque realmente não tem significado real,
exceto aquele que lhe atribuis.
Ora e confia, alegrando-te quando sob chuva de calhaus e sorrindo quando jornadeando sobre cardos, deixando pegadas de
dor e de júbilo pelo caminho, a fim de que demonstres que segues
Aquele que aparentemente morreu vencido em uma Cruz de vergonha, e que, após essa máxima cilada dos maus, retornou triunfante
conforme prometera.
* * *
AGE COM BONDADE E SÊ FIEL EM QUALQUER
CIRCUNSTÂNCIA AO IDEAL AO QUAL TE AFERVORAS.
NUNCA REVIDES, MESMO QUANDO AGREDIDO,
DESPERDIÇANDO VALIOSA QUOTA DE ENERGIA COM O
QUE REALMENTE NÃO TEM
SIGNIFICADO REAL, EXCETO
AQUELE QUE LHE ATRIBUIS.
* * *