O lado de lá do Projeto Tamar
É triste e desesperador ter que assistir pela TV, um bando de ECOLOUCOS INCONSEQÜENTES, ALGUNS TURISTAS e DEMAIS CIDADÃOS DESAVISADOS, ficarem aplaudindo centenas de tartaruguinhas nascendo da terra e indo em direção a morte.
Essas bestas estão aplaudindo a morte, não a vida. O Projeto Tamar, em síntese inibe comunidades inteiras de pescadores quanto ao consumo e o comércio de carne (proteína) e do casco desses animais sob a justificativa de uma exacerbada necessidade de preservar por preservar algumas espécies de tartaruga transformando esses consumidores de proteínas em criminosos ambientais condenados pela sociedade.
Uma vez desajustados, esses pescadores e suas comunidades tornam-se presas fáceis para serem transformados em assalariados pseudo-artesãos de souvenires, entre outros tantos objetos vendidos (camisetas, vídeos, livros...) a preço de ouro nas vitrines dos shopings centers do grande centros urbanos promovendo uma absurda concentração de recursos.
De mil tartarugas nascidas apenas uma sobrevive até a idade adulta. É o morticínio patrocinado pelo Projeto Tamar e comungado por uma comunidade de ambientalistas insanos.
Frederico Lambert-Sociologia - [email protected]
|
Penso que as considerações corajosas desse Sociólogo ao criticar alguns pontos da filosofia do Projeto Tamar é positiva e merece no mínimo uma reflexão. Penso também que, enquanto profissionais, devemos fazer uma análise isenta de romantismos. O colega luiz Belino Ferreira <luizbelino@y...> ,
que pertence a esta lista, referindo-se a outro caso específico, mas que sob
minha visão guarda relativa semelhança com o caso em tela, nos lembra
sobre a questão da "apropriação social da natureza". Diz Belino:"a
questão relevante ao manejo adequado dos recursos naturais esta ligada apenas
nos interesses que a classe dominante tem sobre os mesmos. O que o discurso
ambientalista chama de "vitórias" é na verdade uma concessão de
quem tem o controle social da natureza. Falar de ambientalismo ou de luta
ambiental é antes de tudo questionar a Mauro Zurita Fernandes |
Toda unanimidade é burra." Na verdade, na vida real, a unanimidade só pode existir por dois fatores: Pela concordância cega ou pelo silêncio dos críticos. Onde há Concordância cega, predomina a burrice; e, onde há o silêncio, certamente predomina o medo de se fazer oposição.(...)Para uma corporação, ou mesmo uma instituição pública, a ausência de questionamento seja internamente, pela sociedade ou pela imprensa é extremamente danosa, pois permite que decisões sejam tomadas sem a devida reflexão, muitas vezes por meros caprichos pessoais que não refletem o interesse público, coletivo ou corporativo. Além disso, ainda permite comportamentos equivocados por parte de administradores, uma vez que, diante da ausência da crítica, impera-se a falsa idéia de que nada está errado. (...)
Maritônio Barreto - TRT/MS
> http://www.anamatra.org.br/opiniao/artigos/ler_artigos.cfm?cod_conteudo=5701&descricao=artigos
|
NORMA PENAL EM BRANCO No ramo do Direito Pena há a figura chamada: "Norma Penal em Branco". Trata-se de uma Norma incriminadora mas que deixa para outro instrumento legal, às vezes de hierarquia inferior, a possibilidade de alterar o foco de aplicação da sanção. Exemplo típico: Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) Artigo 29 § 4o. que insere nas sanções desse Artigo as espécies em extinção que serão definidas em Portaria, que no caso, é assinada pelo Presidente do IBAMA. Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: (...) §
4º A pena é aumentada de metade, se o crime é praticado: I - contra espécie
rara ou considerada ameaçada de extinção, ainda que somente no local da
infração;" É onde os "LOBBYES" encontram espaço para imporem seus interesses. Ainda mais se for sobre uma Instituição fragilizada técnica e administrativamente. Mauro
Zurita Fernandes |
É preciso construir o modelo crítico
a partir da identificação de fatos significativos na relação social
estabelecida.
A relação capital-trabalho; o controle do acesso dessas comunidades ao uso
dos recursos naturais disponíveis; a transformação desses bens de consumo
em bens de mercado (marketing), os fundamentos de Educação Ambiental e seus
objetivos específicos para o projeto, etc, parecem ser alguns dos caminhos a
desvendar. Mas principalmente a relação do projeto, como um todo, na teia
social estabelecida. Os reflexos de causa e efeito, as novas relações
econômicas surgidas e principalmente a sua sustentabilidade. Os princípios e
fundamentos gerais das UCONs enquanto áreas de domínio dos espaços
produtivos... A legislação ambiental protecionista e as ações de fiscalização
enquanto instrumentos de suporte do controle da efetividade do projeto.
Assim, para ser mais claro e acessível a todos, respeitando a complexidade do caso, atrevo-me a citar alguns itens para análise:
A receita total anual do projeto
tanto em venda de produtos, uso da marca, doações, subsídios, etc...
O quantitativo de funcionários
(Consultores, técnicos, etc) e qual o salário de cada um no projeto.
O quantitativo de servidores do
IBAMA envolvidos direta e indiretamente no projeto e o custo disso para
a Instituição (carga horária, função, hierarquia)
Número de pescadores e seus
familiares envolvidos no projeto e o ganho anual de cada um.
A lista de extinção como instrumento de
suporte do projeto.
As técnicas de abordagem junto aos
que transgridem as normas vigentes e consomem/comercializam ovos, carnes e
cascos.
A aceitação do mercado para
o casco de tartaruga vendido como artesanato. Ou melhor, quanto custaria se
fosse permitido vendê-lo? E quanto à carne, ovos???
Quanto custaria um prato de sopa de
tartaruga ou uma omelete dos ovos?
Quanto custaria uma
"tartaruguinha" vendida para criação doméstica?
E se a Biologia estaria disposta a dar
sustentabilidade técnica para esse aspecto.
A análise dos conceitos de Educação
Ambiental vigentes e impostos às comunidades envolvidas.
Os eventos sociais promotores da visão
protecionista no momento de soltura das tartaruguinhas a caminho da morte.
A proporção de expectativa de
vida das tartarugas, propalada aos quatro cantos com sendo em 1:1000,
enquanto instrumento indicador da evolução do quantitativo das comunidades
de tartarugas.
Estudar um pouco mais a história do
Tamar e o momento político de sua criação em confronto com o momento político
atual.
O que dizem os Engenheiros de Pesca da extinta SUDEPE sobre o projeto tamar?
E o TED das redes de pesca, e as pressões internacionais para impedir a
pesca de redes com este dispositivo, isso lá traz nos anos de 1995, por aí...
Projeções futuras do projeto quanto a população das tartarugas.
Há planos/previsões para liberar a
captura de tartarugas para consumo humano e venda de partes?
Quem detém o registro da Marca "TAMAR"?
E por aí vai....
http://geocities.yahoo.com.br/zuritageo