Caramujo Africano ou Escargot Africano

Não estamos desconsiderando os impactos negativos que o Escargot Africano (Achatina fulica) pode provocar.

Estamos sim é questionando a decisão governamental de ERRADICAR DO PAÍS esta espécie.

Nesse sentido há alguns itens a serem considerados:

1 - As Normas licenciadoras de criação comercial de animais exóticos prevêem formas específicas de manejo em função do grau de impacto ambiental de cada espécie. Os javalis, por exemplo, são considerados animais de alto impacto ambiental, onde já há fartos casos de alteração/destruição de ecossistemas em função da fuga desses animais dos cativeiros. E nem por isso se promove a sua ERRADICAÇÃO do país.

2 - Torna-se sintomático o fato de que a pressão exercida para que os órgãos competentes (IBAMA e Ministério da Agricultura) determinassem a ERRDICAÇÃO do Escargot Africano, tivesse surgido do INSTITUTO BRASILEIRO DE HELICICULTURA (Criadores de Escargot) e não da Confederação de agricultores ou até mesmo de agentes sanitários, por exemplo.

3 - Paralelamente há estudos comprovando a aceitação no mercado, da carne desse Escargot Africano, bem como o manejo da criação acessível ao pequeno criador, além do seu uso medicinal, inclusive com solicitação de patente brasileira.

 4 - Vale observar que quando surgem casos de febre aftosa, vaca louca, gripe do frango, etc... não se propõe a ERRADICAÇÃO dessas espécies, apenas a eliminação completa do plantel contaminado ou com risco potencial de contaminação.

Diante disso estamos questionando a necessidade de ERRADICAÇÃO do Escargot Africano. Esse é o foco!!

Mauro Zurita Fernandes

Geógrafo


Pacheco e Maria de Fátima descobriram uma alternativa nas espécies de caracóis herbívoros terrestres comestíveis da família Achatinidae, originária das regiões de florestas tropicais úmidas da África. Uma delas, a espécie Achatina fulica" http://inventabrasilnet.t5.com.br/akatine.htm


Aécio disse que o Caramujo Africano não é, ainda, um problema de Saúde Pública. “Até o momento”, afirmou o técnico, “ainda não conseguimos incriminar o Achatina fulica como vetor de qualquer uma das verminoses que ele pode hospedar. Por isso ele é, por enquanto, um problema ambiental”. http://anoticiadigital.com.br/home/releases.asp?cod=9224


http://inventabrasilnet.t5.com.br/akatine.htm
 
Pesquisadora solicita Patente de medicamento retirado do Caramujo Africano.
 

O escargot sempre foi conhecido como uma iguaria da cozinha francesa, tanto pelo seu sabor quanto pelo seu aspecto pouco atraente. Agora, cientistas descobriram mais dois benefícios proporcionados pelo animal: seu alto valor nutritivo e seu possível uso para fins medicinais. Além de ter uma carne rica em proteínas, o molusco secreta substâncias cicatrizantes, usadas por pesquisadores da Universidade de São Paulo para desenvolver uma pomada de aplicação animal, batizada Akatine.

Quase por acaso, após um pequeno acidente, Maria de Fátima verificou que a saliva do escargot é um eficaz cicatrizante. Em 1995, o engenheiro florestal Pedro Pacheco, que a acompanha nas pesquisas, cortou-se no pulso com uma lâmina afiada. Em uma parte do ferimento, fechado com dez pontos, resolveu passar a tal saliva, secreção, muco ou, como é mais chamada, a baba do escargot. Pacheco ficou espantado com o resultado. "Nesse trecho os pontos caíram e o corte fechou em três dias", relata. "Onde não passei o muco os pontos só foram retirados sete dias depois e mesmo assim o corte abriu." Maria de Fátima, que conhecia essa propriedade terapêutica do muco apenas de remotas referências bibliográficas, partiu para os testes microbiológicos. Confirmou as propriedades antimicrobianas e constatou que a saliva, liberada em abundância pelo animal, é rica em alantoína, uma proteína regeneradora de células da pele. A partir daí, chegou a uma pomada cicatrizante, testada com resultados animadores em coelhos, ratos e camundongos.

Ao observar que as mãos ficavam macias e pequenos cortes cicatrizavam em contato com o muco produzido pelos moluscos, os pesquisadores começaram a estudar as propriedades das substâncias secretadas pelos esgargots. "Já investigamos sua ação cicatrizante em ratos, coelhos e eqüinos. Além disso, soubemos que vaqueiros do Pantanal quebravam caramujos (moluscos aquáticos) e os esfregavam em feridas nas patas de cavalos para ajudar em sua cicatrização", ressalta a professora Maria de Fátima Martins, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, em Pirassununga. A pesquisa foi feita em conjunto por pesquisadores de sete instituições. Segundo Martins, o gênero de caracol usado no estudo é o Akatinae, oriundo da África e diferente do europeu, mais conhecido, o Helix (do Helix, derivam os termos helicicultura, a técnica de criar o escargot, e heliciário, o local da criação). A pomada será comercializada após o registro de patente do produto, já solicitado.

Na França, diz a pesquisadora, há um xarope indicado para bronquite e outras complicações pulmonares. No Chile se produz com o extrato de uma espécie nativa, a Helix arpesamuller, um creme regenerador epidérmico para tratar rugas, manchas na pele, estrias, cicatrizes e verrugas. Segundo Maria de Fátima, pesquisadores japoneses trabalham com afinco no desenvolvimento de aplicações das propriedades medicinais das substâncias retiradas do escargot.

Pacheco e Maria de Fátima descobriram uma alternativa nas espécies de caracóis herbívoros terrestres comestíveis da família Achatinidae, originária das regiões de florestas tropicais úmidas da África. Uma delas, a espécie Achatina fulica, é mais rústica e tem uma carne mais escura do que a européia. Resiste mais ao clima tropical brasileiro e apresenta uma produtividade bem maior: pode ter seis posturas ao ano, com até 500 ovos cada, e ser abatida aos 90 dias. Em 1993, quando comprovaram a rusticidade e o potencial produtivo da Achatina, Pacheco e Maria de Fátima decidiram dar à pesquisa ainda doméstica um caráter mais formal. Não foi fácil. Na universidade, afloraram preconceitos e resistências, pois na época os especialistas em produção animal trabalhavam apenas com bovinos, eqüinos,suínos e aves. "Não nos levavam a sério", lembra a pesquisadora. "Não podíamos nos dar ao luxo de errar." Ainda se associava fortemente o escargot, do qual pouco se conhecia, a uma atividade elitista.

Uma a uma, as muralhas cederam. Em 1995, a FAPESP liberou um financiamento de R$ 25 mil para o primeiro projeto da equipe, Obtenção e desenvolvimento de procedimentos zootécnicos para a produção do escargot africano Achatina fulica nas Condições Climáticas do Sudeste Brasileiro, que se concentrou em nutrição animal. Não existia ainda uma ração básica apropriada para a criação de escargots no Brasil, segundo a pesquisadora. Ela e Pacheco testaram várias formulações e chegaram em 1998 a um programa de alimentação para o escargot do primeiro dia de vida ao abate ou ao período final de formação da matriz.

Fonte:
http://www.uol.com.br/cienciahoje/chdia/n067.htm
http://www.fapesp.br/ciencia5113.htm

http://inventabrasilnet.t5.com.br/yfarmac.htm


Visitando o site do IBAMA/SP sobre a matéria  do Escargot Africano, destaquei esse trecho a seguir, que penso, serve para reflexão: 

"O Ibama recomenda que nenhum tipo de utilização seja dado ao caramujo-gigante africano. A carne não deve ser utilizada na alimentação humana, nem de animais, nem como isca para pesca. O caramujo não deve ser aproveitado para a fabricação de ração para animais, nem sua concha utilizada para artesanato ou produção de fertilizantes.A idéia é evitar qualquer tipo de agregação de valor ao animal, pois isso poderia acabar estimulando novamente a criação desse molusco". http://www.ibama.gov.br/sp/index.php?id_menu=111

Além disso andei pesquisando alguns itens e descobri que o Deputado Fausto Figueira do PT/SP, que é Médico e possui estreita relação com os profissionais do setor farmacêutico (ver matéria abaixo), foi o mentor, digamos assim, do Projeto que resultou na Portaria do IBAMA/SP proibindo a comercialização e criação do Escargot Africano.

 
Suponho que o Escargot está ainda longe de ser uma ameaça a saúde humana e que suponho há formas alternativas de controle de sua proliferação. Tenho, cada vez mais a convicção de que se trata de jogo de interesses econômicos onde o IBAMA mais uma vez entra no assunto, acredito que de forma inocente, porém legitimando interesses que, pra variar, não contemplam as classes menos favorecidas da sociedade.
 
Mauro Zurita Fernandes.

 
E-mail do SINFARMA para Deputado Dr.Fausto Figueira
Veja na Íntegra

Nobre Deputado Dr.Fausto Figueira

Ratificando contato telefônico de hoje, do Edson Ghiro consigo, para expressar
nossa apreensão quanto a forma com que o assunto objeto da Consulta Pública 1
vem sendo tratado, no âmbito do grupo constituído pela Vigilância Sanitária
Estadual. Como pudemos falar-lhe, a pretensa Resolução, cuja cópia ontem lhe
entregamos, se não receber os necessários ajustes e vier a ser editadea nos
termos em foi concebida, trará irreparáveis prejuízos às farmácias de
manipulação do Estado de São Paulo, aos profissionais farmacêuticos e, por via
de consequência, ao profissional médico, desaguando, ao seu final, em prejuizo
do próprio cidadão. Nossa apreensão se justifica, eis que, embora o assunto
objeto trate de questão específica ao setor magistral, o grupo formado para sua
discussão congrega, em desproporcional maioria, representantes da indústria
farmacêutica (?) cuja posição, já conhecida, é contrária aos interesses das
farmácias de manipulação. Assim, nos parece que a tendência dessa comissão,
pelo perfil de sua composição, em que pese a somatória de seu cabedal técnico,
produz um desequilíbrio representativo em prejuizo do interesse magistral, para
o que apelamos ao nobre deputado sua intercessão e pelo que, desde já, somos
gratos e reconhecidos. Respeitosamente
Léo de Vincei Russo

1)Participam da Comissão constituída pela SIVISA, além de seus próprios
representantes (Dra.Marisa Lima, diretora técnica; Dra.Silvia, da área
jurídica, entre outros) PELO SETOR MAGISTRAL, apenas a ANFARMAG - Associação
Nacional dos Farmacêuticos Magistrais. PELA INDUSTRIA FARMACêUTICA (direta ou
indiretamente): Febrafarma, ABIQUIF, ALANAC, SINDUSFARMA, INCQS/RJ

Participa também o CRF/SP, mas não há representante da comunidade médica.

2)Pelo feedback que nos foi passado, a estratégia dos contrários às farmácias
de manipulação consiste em querer comparar a atividade magistral, do ponto de
vista da qualidade dos processos produtivos (artesanal e de caso a caso,
paciente a paciente) com o processo produtivo industrial (automatizado,
mecanizado e de enormes volumes de produção para atendimento simultâneo de
massa de consumidores). O objetivo claro dessa estratégia é admitir, como
pressuposto, que a qualidade do processo de produção do medicamento manipulado
faz por exigir os mesmos métodos e processos investidos na indústria
farmacêutica, ou seja, é tratar como iguais atividades que, pela suas próprias
natureza e vocação, são fundamentalmente diferentes, embora voltadas para o
mesmo fim.

3)Outro ponto defendido pela indústria é que o setor magistral não deveria
manipular medicamento quando em forma e dosagem disponibilizadas pela
indústria. Em que pese haver certa propriedade nessa colocação, o ponto a
considerar é o porque isso ocorre (normalmente, o que temos observado, é que a
dispensação, via farmacêutico magistral, por ser mais pessoal e orientativa,
agrega valor adicional de interesse do paciente e do próprio médico prescritor.
Outro ponto importante, é que o paciente obtem no medicamento magistral, em
muitos dos casos, substancial redução de preço, sendo isso, muitas vezes, sua
única possibilidade de acesso ao tratamento. Além disso, temos denotado
considerações do usuário magistral, no sentido de que essa forma de medicamento
permite que o tratamento seja adquirido na quantidade certa, sem faltas ou
sobras, o que nem sempre é possível via medicamento industrializado).

4)A próxima reunião do grupo que está analisando o assunto objeto da Consulta
Pública 1, vai ocorrer na próxima terça-feira, 17/junho, às 14 horas, nas
instalações da Vigilância Sanitária Estadual, à avenida São Luiz - Centro.

http://www.faustofigueira.com.br/artigos_especiais.asp

 


http://geocities.yahoo.com.br/zuritageo