| Audi TT Roadster 
Máquina do prazer
O Audi TT Roadster é feito para quem quer desfrutar as
delícias de um conversível e não se importa em ser o
centro das atenções
Cacá Clauset
Fotos: Marco de Bari
A versão roadster do Audi TT cujo teste QUATRO RODAS
está mostrando com exclusividade não é,
definitivamente, indicada para quem não gosta de
aparecer: o conversível dois lugares chama atenção
pelo desenho incomum e também pela exclusividade.
Portanto, se você é do tipo discreto, esqueça esse
carro. Mas saiba que estará abrindo mão de um esportivo
puro-sangue que reage com nervosismo quando é exigido no
limite e tem comportamento dócil quando a idéia é
curtir um conversível no sábado ensolarado. Trata-se de
um carro de sonho ao alcance de poucos bolsos. Poucos
bolsos? O diretor da importadora Audi Senna, Jaroslav
Sussland, confirma que até o final do ano deverão ser
vendidas 60 unidades do TT Roadster no Brasil, ao preço
médio de R$ 157000 cada um. A esse número some-se ainda
mais noventa vendas do TT cupê previstas para este
semestre. Em resumo, até dezembro serão 150
compradores, 25 por mês, da novidade. "Além do preço
atraente, é um modelo exclusivo", diz Sussland.
Agora, mais obediente
"É uma categoria de automóveis feita com um único
objetivo: dar prazer ao motorista", afirma o
engenheiro Lothar Werininghaus, da importadora brasileira.
O propósito do fabricante por pouco não foi por água
abaixo no ano passado quando a linha TT passou a ser
associada a carros indomáveis. A Audi encomendou testes
ao instituto alemão TÜV e, depois de 1 100 análises,
concluiu que, em todos os acidentes envolvendo o modelo,
a culpa era da imprudência dos motoristas. Mesmo assim,
promoveu recall do modelo e fez mudanças em alguns
componentes do carro. "A suspensão foi modificada,
o controle de estabilidade passou a ser equipamento de série
e um pequeno aerofólio foi adaptado, tudo para deixar o
TT mais obediente", enumera Werininghaus. As mudanças
são comuns às duas versões. E, como QUATRO RODAS
comprovou no teste do Coupe , o modelo não perdeu a
impetuosidade, mas tornou-se mais controlável quando
conduzido no limite da aderência. "Agora ele avisa
com antecedência quando vai escapar de traseira",
diz o engenheiro.
Na pista de testes, o roadster mostrou-se menos firme que
a versão fechada. Especialmente nas medições de
velocidade máxima, realizadas em um trecho de rodovia,
com apoio da Polícia Rodoviária. Mas nada que
comprometesse a segurança dos ocupantes. De qualquer
modo, a conclusão é que a melhor maneira de curtir o
conversível é mantê-lo com a capota arriada. E em
baixa velocidade, para que todo mundo tenha a
oportunidade de admirar.

O irmão mais discreto
do roadster
A versão capota de aço do TT Roadster é, por assim
dizer, mais discreta que a conversível. E, equipada com
o mesmo motor de 225 cavalos e tração permanente nas
quatro rodas do roadster, revelou-se mais estável nas
medições de desempenho feitas na pista de testes e na
rodovia. Fora isso, tem o mesmo acabamento primoroso e os
mesmos detalhes que fazem do TT uma escultura sobre rodas.
Além da versão turbo de 225 cavalos, o cupê também é
oferecido com motor de 180 cavalos, um pouco mais tranqüilo.
Todos vêm com câmbio mecânico de seis marchas, de
engates nem sempre suaves.
Em todas as aferições, o cupê sempre foi mais rápido
que o conversível e, no teste de velocidade máxima, foi
11 quilômetros por hora mais veloz. É que a versão
fechada é 65 quilos mais leve que o roadster por não
contar com os necessários reforços estruturais de todo
modelo conversível. E na prova de slalon -- que mede a
estabilidade direcional e no qual o carro tem de
contornar cones colocados em espaços de 10 metros --,
tanto o cupê como o roadster mostraram que as alterações
de fábrica deram resultado.
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Dia de sol, a capota
arriada, estrada livre. Não é preciso mais nada

Os detalhes do TT evocam os esportivos dos anos
50, repare na tampa do bucal de combustível

Harmonia das barras anticapotamento

O motor 1.8 quatro cilindros de 20 válvulas
desenvolve 225 cavalos com a ajuda do turbo
Painel

Mais requinte no desenho do painel
Equipamentos
de série
Airbags laterais Ar-condicionado
automático
Bancos de couro
Regulagem elétrica do banco
CD-player Computador de bordo
Equipamentos opcionais
Bancos dianteiros com aquecimento-
Piloto automático
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