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MEU MARTÍRIO(Delante de mi detente)
(Sérgio Velasquez - Vs: Arnaldo Diniz - Miltinho Rodrigues)

É um martírio gostar de alguém
Que vive nos braços de outro
Este alguém já foi meu amor
Ao recordar que me acariciava
Quando estava ao meu lado
Os meus olhos choram de dor
Tu és para mim
A minha mulher amada
E eu para ti
Sou o homem que tu desprezas

Peça desculpas
Se tu me ouvires cantando
Que eu te amo
Pois meu vício
És tu meu amor

Se as estrelas no céu
Me fizessem um milagre
E os anjos também
Eu queria que ela voltasse
E como outrora
Seríamos felizes na vida
Muito felizes
E só a morte nos separasse


BONECA COBIÇADA
(Biá - Bolinha)

Quando eu te conheci
Do amor desiludida
Fiz tudo e consegui
Dar vida a tua vida
Dois meses de aventura
O nosso amor viveu
Dois meses com ternura
Beijei os lábios teus

Porém eu já sabia
Que perto estava o fim
Pois tu não conseguias
Viver só para mim
Eu poderei morrer
Mas os meus versos não
Minha voz hás de ouvir
Ferindo o coração

Boneca cobiçada
Das noites de sereno
Teu corpo não tem dono
Teus lábios tem veneno
Se queres que eu sofra
É grande o teu engano
Pois olha nos meus olhos
Vê que não estou chorando


O ÚLTIMO JULGAMENTO
(Léo Canhoto)

Senta aqui neste banco
Pertinho de mim
Vamos conversar
Será que você tem coragem
De olhar nos meus olhos
E me encarar
Agora chegou as hora
Chegou sua vez
Você vai pagar
Eu sou a própria verdade
Chegou o momento
Eu vou te julgar

Pedi pra você não matar,
Nem para roubar
Roubou e matou
Pedi pra você agasalhar
A quem tem frio,
Você não agasalhou
Pedi para não levantar
Falso testemunho
Você levantou
A vida de muitos coitados
Você destruiu, você arrasou

Meu pai lhe deu inteligência
Para salvar vidas
Você não salvou
Em vez de não curar os enfermos
Armas nucleares você fabricou
Usando sua capacidade
Você destruiu, você se condenou
A sua ganância foi tanta
Que a você mesmo, você exterminou

O avião que você inventou
Foi para levar a paz e a esperança
Não pra matar seus irmãos
Nem pra jogar bombas
Nas minhas crianças
Foi você que causou essa guerra
Destruiu a terra dos seus ancestrais
Você é chamado de homem
Mas é o pior dos animais

Agora que está
Acabado pra sempre
Vou ver se você
É culpado ou inocente
Você é um monstro
Covarde e profano
É um grão de areia
Frente ao oceano

Seu ouro falou alto
Você tudo comprou
Pisou nos mandamentos
Qua a lei santa ensinou
A mim você não compra
Com o dinheiro seu
Eu sou Jesus Cristo
O filho de Deus


NO COLO DA NOITE
(Lindomar Castilho - Ronaldo Adriano)

Cansado de tanto esperar a felicidade
Saí a sua procura no mudo sem fim
Tão depressa então me deparei com a realidade
Vi que ela existe para todos menos para mim

Os amores que tive na vida todos me deixaram
Juramentos e mais juramentos fizeram em vão
Somente as tristes lembranças comigo ficaram
E dos beijos fingidos agora só recordação

Caminhos e rumos incertos sozinho eu sigo
Não tenho esperança de nada pra levar comigo
O dia é meu companheiro clareia o caminho
No colo da noite adormeço chorando sozinho


POMBINHA BRANCA(Viola Colomba)
(Bruno Cherubini - C.Concina Versão: Miltinho Rodrigues)

Se eu pudesse voar igual a uma pombinha
Eu voaria em busca de meu bem
Eu pediria as nuvens
Eu pediria aos anjos
Que me ajudassem a encontrar
O meu grande amor

Voa pombinha branca, voa
Diz ao meu bem para voltar
Diz que eu estou triste chorando
Pra nunca mais me abandonar

Fomos felizes juntos sem separarmos
Foi testemunha o céu o sol e o mar
Hoje só restam lembranças
Porque tu vives distante
Ecos de um dim dom
Os sinos do amor


ÉBRIO DE AMOR
(Palmeira - Ramoncito Gomes)

Tudo fiz para viver sempre consigo
Meu desejo era fazê-la feliz
Mas a minha negra sorte traiçoeira
Foi um outro quem roubou você de mim
Eu queria para sempre nesta vida
Ser o dono de seu corpo sedutor
Mas sou pobre não lhe ofereço riqueza
E você quer me ver ébrio de amor

E assim eu vou seguindo meu destino
Com aquelas que compreendem minha dor
Me confortam aliviando minha mágoa
Neste ambiente infeliz e pecador
Reconheço não mereço o seu carinho
Mas de ti não guardo ódio, nem rancor
O que eu sinto é vê-la sem felicidade
E você só quer me ver ébrio de amor

Mulher.... a dor que tragou comigo
É como um doce castigo
Que amarga e que dá prazer
O coração não esquece,
O vulto por quem não padece
Mais sofre... mais quer sofrer
Por isso nesta canção
Eu que tenho um coração
Não posso ficar calado
Lhe digo mulher querida
Que a dor maior desta vida
É amar sem ser amado


CAMINHEIRO
(Jack)

Caminheiro que lá vai indo
Pro rumo da minha terra
Por favor faça parada
Na casa branca da serra
Ali mora uma velhinha
Chorando um filho seu
Esta velha é minha mãe
E o seu filho sou eu

Vai caminheiro
Leva esse recado meu

Por favor diga pra mãe
Zelar bem do que é meu
Cuidar bem do meu cavalo
Que o finado pai me deu
Do meu cachorro campeiro
Meu galo índio brigador
Minha velha espingarda
E o violão chorador

Vai caminheiro
Me faça esse favor

Caminheiro diga pra mãe
Para não se preocupar
Se deus quiser este ano
Eu consigo me formar
Eu pegando meu diploma
Vou trazer ela pra cá
Mas se eu for mal nos estudos
Vou deixar tudo e volto pra lá

Oi caminheiro
Não esqueça de avisar


SESSENTA DIAS APAIXONADO
(Darci Rossi - Constantino Mendes)

Viajando pra Mato Grosso
Aparecida do Taboado,
Conheci uma morena
Que me deixou amarrado
Deixei a linda pequena
Por Deus confesso desconsolado
Mudei o jeito de ser
Bebendo pra esquecer
Sessenta dias apaixonado

Dois meses juntinho dela
Eternamente serão lembrados
Pedaço da minha vida
Lembranças do meu passado
Jamais será esquecida
A imagem dela de um anjo amado
Dois meses passaram logo
É no copo que eu afogo
Sessenta dias apaixonado

Se alguém fala em Mato Grosso
Eu sinto o peito despedaçado
O pranto rola depressa
No meu rosto já cansado
Jamais eu esquecerei
Aparecida do Taboado
Deixei a minha querida
Deixei a minha própria vida
Sessenta dias apaixonado


SE EU NÃO PUDER TE ESQUECER
(Moacyr Franco)

Se eu não puder te esquecer
Mando dizer numa flor
Mando uma estrela avisar
Que o velho amor acordou

Se eu não puder me esquecer
Basta dizer por aí
Quando você sussurrar
Meu coração vai ouvir

Esquecer difícil demais
Ninguém é capaz
Se amou um pouquinho
Esquecer você nem pensar
E quando eu tentar
Que eu morra sozinho


O VAI E VEM DO CARREIRO
(Carlos Cezar - José Fortuna)

Carreiro vai, carreiro vem
Beirando matas, cordilheiras,
Campos e espigões
Na estrada azul dos matagais
Lhe acompanham passarinhos
Vindos dos sertões
No peito seu, eu sei que tem
Seis bois puxando o carro
Triste do seu coração
É a saudade emparelhada
Com a lembrança o amor e a esperança
Desespero e solidão

Carreiro vai, carreiro vem
Rodando só pelo sertão,
Cantando assim
Carreiro vai, carreiro vem
Na sua estrada de paixão
Que não tem fim

Carreiro vai, carreiro vem
Para bem longe do filhinho
Que ficou no lar
Bem cedo sai e a tarde vem
Deitar nos braços de Chiquinha ,
Sempre a lhe esperar
Solta seus bois lá no curral
Quando no morro surge
O claro raio de luar
Pega na viola pra cantar sua poesia
Quando fora a brisa fria
Vem com ele duetar

No vai e vem que o mundo dá
Dois riscos só deixa no pó
E o orvalho tremulando sobre mil botões
Igual o sol passa por nós
E a tarde deita no poente para repousar
Solta a boiada de estrelas cintilantes
Ruminando lá distante
Pelos campos de luar


SERESTEIRO DA LUA
(Pedro Bento - Cafezinho)

Abre janela
Oh! Querida
Venha ver o luar cor de prata
Venha ouvir o som deste meu pinho
Na canção de uma serenata
Sei que dorme sonhando com outro
Desprezando quem é teu amor
Quem tu ama, de ti nem se lembra,
Quem te quer você não dá valor

Só a lua tem piedade
Porque nunca me deixa sozinho
E não sabe fazer falsidade
Ilumina sempre o meu caminho
E o sereno nas folhas das matas
Com o sol vai caindo no chão
Vai sumindo como nosso amor
Foi-se embora do teu coração

Como as nuvens que passam depressa
Foi assim que passou nosso amor
Só te peço que nunca se esqueça
Tudo aquilo que você jurou
E quem faltou com o juramento
Com o tempo vai se arrepender
Porque o mundo é uma grande escola
Pra ensinar quem não sabe viver


PÉ DA LETRA
(Manito - Augusto Autran)

Viajei de madrugada
Na minha besta bainha
Foi numa festa de peão
Na Fazenda Lagoinha
Pertinho de Porto Alegre
Eu cheguei lá de "tardinha"
Fazendeiro Zé Valente
"Famia" da gente minha

Soltei a mula no pasto
Depois de dar um repasso
Dei uma volta na sala
Soltei meu peito de aço
Vi uma gaúcha trigueira
Fiz um verso no embaraço
Quando repiquei a viola
Ela caiu no meu braço

Eu falei em casamento
Me respondeu com frieza
Não me caso com violeiro
Eu tenho muito riqueza
Sou rainha do gado,
Sou rica por natureza
Só gostei da sua viola
Desculpe minha franqueza

Respondi no pé da letra
Sou lá de Minas Gerais
Tenho garimpo e diamante
Sou um grande industrial,
Sou dono de muita terra
Crio boiada em Goiás
Eu compro a sua fazenda
E todo o seu credencial

O povo bateu palma
É isso mesmo "rapaiz"
Ela perguntou meu nome
Eu só deu as iniciais
Ela me abraçou chorando
Apresentando seus pais
O prazo do casamento
Violeiro é você quem faz

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