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VOCÊ AGORA VAI DECIDIR
(Duas Camisas)
(Miltinho Rodrigues - Waldemar de Freitas Assunção)

Você agora vai decidir
Qual de nós dois será o homem
Que você quer para viver
Assim não posso continuar
Você me encontra durante o dia
E quando é noite tem que voltar

Se eu tiver duas camisas
E alguém chegar com frio uma eu darei
Mas nos amor sou egoísta
Eu não quero sentir um sócio
Jamais querida consentirei

" É sempre assim amigo
Posso perder tudo na vida
Mas o amor da mulher amada, nunca"


LEMBRANÇA
Rasqueado (José Fortuna)

Lembrança por que não foge de mim
Ajude a arrancar do peito esta dor
Afaste meu pensamento e o seu
Porque vamos reviver este amor
Amando nós padecemos iguais
Eu tenho meu lar e ela também
É triste ser prisioneiro e sofrer
Sabendo que a liberdade não vem

Vai lembrança não voltes mais
Para acalmar os meus ais
Deste dilema de dor
Vai para bem longe de mim
Não posso viver assim
Devo esquecer este amor

Lembrança já imaginaste o que é
Distante dois corações palpitarem
Querendo junto viver sem poder
Com outra tem que viver sem amar
Enquanto você lembrança não for
É este o nosso dilema sem fim
Pensando nela eu vivo a sofrer
E ela também sofrendo por mim

Vai lembrança não voltes mais
Para acalmar os meus ais
Deste dilema de dor
Vai para bem longe de mim
Não posso viver assim
Devo esquecer este amor


ENTRE LÁGRIMAS
Bolero (Miltinho Rodrigues - Bolinha)

Eu não quero que tu penses
Nem um só instante em mim
Deixes que eu viva sofrendo
Gosto de viver assim
Teu amor me enlouquece
Eu não sei se estou sonhando
Isto é cosia que acontece
Quando a gente esta amando

Se um dia eu chorar
Ninguém vai saber por que
É o meu modo de amar
É o meu modo de querer
Ninguém vai fazer juízo
Nem saber o que estou sentindo
Tu terás o meu sorriso entre lágrimas caindo

A POMBINHA BRANCA VOLTOU
Rancheira (Miltinho Rodrigues)

"Obrigado pombinha pela cartinha que me trouxe"

A pombinha branca voltou
Trazendo notícias que me fez chorar de alegria
Uma cartinha encontrei com palavras de carinho
Volta em teus braços era o que tanto sonhei
Te entregar de corpo e alma
Era o sonho de minha vida

Eu sofri muito mais sem teu carinho
Sem teu amor também chorei
Quero voltar te pertencer
E nunca mais te deixarei

"Obrigado pombinha, mais uma vez obrigado.
Vou esperar num lugarzinho no viveiro do meu lar."

Quando estivermos juntinho
De joelhos agradeceremos ao senhor que nos uni
E seremos felizes na vida em toda nossa existência
E com amor, ternura e carinho
O nosso destino será um só destino

Eu sofri muito mais sem teu carinho
Sem teu amor também chorei
Quero voltar te pertencer
E nunca mais te deixarei


ESQUINA DO ADEUS
Polca (Goiá)

Navegando vida afora pelo mar da esperança
Aprendi desde criança sobre as ondas me manter
Ao raiar da juventude vi passar depressa os anos
Na maré dos desenganos consegui sobreviver
E venci nesta jornada furacões e tempestades
E mentiras e verdades que na vida todos tem
Mas perdi a grande para uma dor constante
A saudade alucinante que eu sinto de alguém

Guardião dos navegantes este mar misterioso
Que destino caprichos lhe pergunto é o meu
Se o passado está morto nos confins da mocidade
Por que vivo de saudade de um amor que já morreu
Olhos tristes sonhadores que me olhavam com ternura
Quando eu era a criatura mais feliz que pôde haver
Qual será o felizardo que agora te fascina
O encanto de menina nunca pude te esquecer

Quantas vezes eu comparo o passado e o presente
Tu surgiste mansamente enfeitando os dias meus
Fui feliz mas veio o tédio como sempre dominando
E deixei te soluçando na esquina do adeus
Tu me amaste na idade da paixão mais comovida
Mas deixei sua vida sem notar o que deixei
Já cansado da procura ilusões e sonhos loucos
Hoje estou morrendo aos poucos pelo amor que desprezei


MINHA ÚLTIMA CANÇÃO
Guarânia (José Rico)

Esta será minha última canção
Que fiz com o coração pro meu querido bem
Jamais pensei que eu iria sofrer
Quando decidi abandonar você
Hoje me perdi nesta solidão

Me perdoe querida por eu agir assim
Se lembrar de mim faça a oração
Não sei se estou vivo ou estou morrendo
Pagando o pecado de minha ingratidão

Que pena querida tudo teve fim
Se lembrar de mim faça a oração
Não sei se estou vivo ou estou morrendo
Pagando o pecado de minha ingratidão


MAIS UMA NOITE VOU DORMIR SEM MEU BEM
"OUTRA NOITE SEM MEU BEM"
Balanço (Waldemar de Freitas Assunção - Goiá)

"Amigo procure curtir esta canção comigo"

Onde andará meu benzinho nesta hora
Por que será que a gente ama tanto alguém
Esta saudade me acompanha noite afora
É madrugada e o meu sono nunca vem
Para aumentar o desespero de quem chora
Os galos cantam nas quebradas muito além
Meu amorzinho não chegou até agora
Mais uma noite vou dormir sem o meu bem

"Eu gostaria que soubesses nesse instante
O quanto é triste a solidão"

Há tanta gente proclamando que me adora
Mas de que vale dois amores, dez ou cem
Em minha raiva mando todo mundo embora
Não interessa não importa qual ou quem
Só a idéia de ter outra me apavora
Pois outro amor igual aquele aqui não tem
Talvez sonhando com os tempos de outrora
Mais uma noite vou dormir sem o meu bem


"Amor, já se vais tarde e eu estou sonhando acordado
mesmo sem sono"

A minha mágoa nesta hora não melhora
Nas ruas mortas já não vejo mais ninguém
Sem entender o motivo da demora
Para o meu quarto solitário vou também
Talvez teu anjo chegue ao romper da aurora
E os outros anjos á no céu digam amém
Na grande fossa de quem ama e te adora
Mais uma noite vou dormir sem o meu bem

"Querida eu estou ansiosamente te esperando.
Por favor, venha."

Há tanta gente proclamando que me adora
Mas de que vale dois amores, dez ou cem
Em minha raiva mando todo mundo embora
Não interessa não importa qual ou quem
Só a idéia de ter outra me apavora
Pois outro amor igual àquele aqui não tem
Talvez sonhando com os tempos de outrora
Mais uma noite vou dormir sem o meu bem
"O dia vem amanhecendo e eu estou desesperado.
Mais um noite eu dormi sem o meu bem"

A minha mágoa nesta hora não melhora
Nas ruas mortas já não vejo mais ninguém
Sem entender o motivo da demora
Para o meu quarto solitário vou também
Talvez teu anjo chegue ao romper da aurora
E os outros anjos á no céu digam amém
Na grande fossa de quem ama e te adora
Mais uma noite vou dormir sem o meu bem


VINTE ANOS (Veinte Años)
Corrido (Graciela Olmos - Vs: Juracy Rago)

Trago um sentimento triste sentimento
Que fere o meu peito numa profunda dor
Velhas ilusões que me traz os tempos
De uma história negra de um maldito amor

A mulher que eu quis me deixou por outro
Eu segui seus passos e matei os dois
Eu não fui culpado porque estava louco,
Louco de ciúmes, louco de amor

As leis da minha terra ditaram a sentença
Me deram sem clemência vinte anos de prisão
E aqui por entre as grades são longos os dias meus
Vendo o céu azulado onde se encontra Deus

"Ei amigo! Por favor, um cigarro pra mim
Pois estou pagando aquilo que fiz
Por favor, um cigarro."


CABECINHA NO OMBRO
Rasqueado (Paulo Borges)

Encosta tua cabecinha no meu ombro o chora
E conta logo tua mágoa toda para mim
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora que não vai embora
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora que não vai embora
Porque gosta de mim

Amor eu quero teus carinhos
Porque eu vivo tão sozinho
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Se ela vai embora

Encosta tua cabecinha no meu ombro o chora
E conta logo tua mágoa toda para mim
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora que não vai embora
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora que não vai embora
Porque gosta de mim

Amor eu quero teus carinhos
Porque eu vivo tão sozinho
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Se ela vai embora
Porque não gosta de mim


DESVENTURA
Polca (Zacarias Mourão - Zé do Rancho)

Você não sabe menina
Você não pode saber
Como este amor impossível
Reviveu o padecer
Eis aqui minha desdita
A minha sorte mesquinha
Não posso ser de você
Você não pode ser minha

Há coisas que não entendo
E também não adivinho
Por que Deus foi pôr você
Bem justo no meu caminho
Por que você me agradou
E porque sempre te amei
Eu sei que você não sabe
Você sabe que não sei

Você sabe menina bonita, prestimosa, santa e pura
É toda minha desdita
É toda minha loucura tenho sofrido bastante
Mas não maldigo este amor
Sofro até com alegria pois você é minha dor

Deus tenha pena de mim
E me dê força bastante
Para vencer a saudade quando estiver distante
Senhor resolva minha sorte
Meu sofrimento é invencível
É tortura é quase morte o meu amor impossível


FLOR DA LAMA
Guarânia (Pavãozinho - Benedito Seviero)

Venho agora dizer adeus aos meus amigos
Eu já não posso mais viver neste lugar
Pois a mulher que viveu sempre comigo
Manchou meu nome e na lama foi morar
O nosso lar que era um ninho de amor
Hoje é um recanto que só existe a solidão
E na lama nasceu uma nova flor
Para enfrentar aquele ambiente da perdição

E sozinho no silêncio do meu quarto
Quantas vezes amanheço acordado
Sempre olhando na parede o seu retrato
Relembrando quando estavas ao meu lado
Sinto a mágoa destruir minha existência
Tenho vergonha de saber aonde ela mora
Não podendo suportar a sua ausência
Soluçando de saudade eu vou embora

Tarde da noite quando se apaga a luz da rua
Vem os boêmios, passam em frente a minha janela
Sobre meu leito sozinho escuto uma voz na rua
Que vem passando que vem falando o nome dela

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