VIVA A VIDA!

(Chrysostomo - José Raimundo)
 1988 CORRIDO


SONHO DE UM CAMINHONEIRO
(Chico Valente – Neil Bernardes)
1981 TOADA

Eram dois amigos inseparáveis
Lutando pela vida e o pão
Levando um sonho de cidade em cidade
De serem donos de seu caminhão

Com muita luta e sacrifício
Para pagar em dia a prestação
Se realizava o sonho finalmente,
O empregado passa a ser patrão

Suas viagens eram intermináveis
De cansaço, de poeira e chão
E um dos amigos, um recém casado
Ia ser pai do primeiro varão
Com alegria vinham pela estrada
Não vendo a hora de chegar
E o caminhoneiro disse ao amigo:
"Vou lhe dar meu filho para batizar"

Mas o destino cruel e traiçoeiro
Marcou a hora e o lugar
A chuva fina e a pista molhada
Com a carreta foram se chocar
Mas como todos tem a sua sina,
Um a morte não levou
E o caminhoneiro nos braços do amigo disse:
"Vá conhecer meu filho porque eu não vou"

Naquela curva a beira da estrada,
Uma cruz ao lado do pinheiro
Marca pra sempre onde foi ceifada
A vida e o sonho de um caminhoneiro
Com a morte do companheiro
A saudade vai chegar
Aqueles bons e velhos tempos
Nunca mais irão chegar


MEU MUNDO VAZIO

(Cancioneiro - José Raimundo)
1983 Canção Rancheira

Cansado e desiludido saí procurando um lugar pra ficar
Caminhando sem rumo certo até que cheguei a beira do mar

Ao ver o bater das águas
Que vinham de encontro beijando a areia
De repente eu ouvi o cantar
Tão apaixonado de uma sereia

Sobre as ondas que vinham correndo
Avistei de longe a mais linda flor
Naquele momento a tristeza sumiu
Meu mundo vazio se encheu de amor

Sereia! Sereia!
Seu cantar tão lindo
Encheu minha alma de felicidade
Sereia! Sereia!
Eu sonhei que consegue
Transformar meus sonhos em realidade


DUAS CAMISAS

(Miltinho Rodrigues - Waldemar de Freitas Assunção)
 
1984 Rancheira

Você agora vai decidir
Qual de nós dois será o homem
Que você quer para viver
Assim não posso continuar
Você me encontra durante o dia
E quando é noite tem que voltar

Se eu tiver duas camisas
E alguém chegar com frio uma eu darei
Mas nos amor sou egoísta
Eu não quero sentir um sócio
Jamais querida consentirei

" É sempre assim amigo
Posso perder tudo na vida
Mas o amor da mulher amada, nunca"

 

TRIBUNAL DE AMOR
(José Rico - Paulo Gaúcho) 
1982 Rancheira

Na praia deserta escrevo na areia o nome de alguém
O barco partindo ao longe sumindo levando o meu bem
Se existe motivo aqui eu não vivo também partirei
Minha dor é castigo quando estava comigo
Eu nunca chorei

Ouço a sereia cantar toda a tristeza do mar
Choro com as ondas a dor
Porque perdemos o amor

A mágoa infinita se espraia e grita
Doendo em mim
O meu desengano é igual o oceano
Também não tem fim

Se existe motivo aqui eu não vivo também partirei
Minha dor é castigo quando estava comigo
Eu nunca chorei

Ouço a sereia cantar toda a tristeza do mar
Choro com as ondas a dor
Porque perdemos o amor


PRAIA DESERTA

(José Rico - Paulo Gaúcho)
 
1980 BALANÇO

Na praia deserta escrevo na areia o nome de alguém
O barco partindo ao longe sumindo levando o meu bem
Se existe motivo aqui eu não vivo também partirei
Minha dor é castigo quando estava comigo
Eu nunca chorei

Ouço a sereia cantar toda a tristeza do mar
Choro com as ondas a dor
Porque perdemos o amor

A mágoa infinita se espraia e grita
Doendo em mim
O meu desengano é igual o oceano
Também não tem fim

Se existe motivo aqui eu não vivo também partirei
Minha dor é castigo quando estava comigo
Eu nunca chorei

Ouço a sereia cantar toda a tristeza do mar
Choro com as ondas a dor
Porque perdemos o amor


VONTADE DIVIDIDA
(Ronery - José Raimundo)
1991 BALANÇO


SONHEI COM VOCÊ
(Vicente Dias - José Rico) 
1983 BALANÇO

Depois de muito tempo acordado
Já cansado de tanto sofrer
Esta noite eu dormi um pouquinho
Sonhei com você
Você apareceu em meu quarto
E sorrindo me estendeu a mão

Se atirou em meus braços e beijou me
Com emoção

E matando a paixão recolhida
Num delírio de felicidade
Em soluço você me dizia:
Amor que saudade
De repente em menos de um minuto
Você se transformou num vulto e logo desapareceu
De repente em menos de um minuto
Você se transformou num vulto e logo desapareceu

Quando acordei não te vi, que desespero
Minhas lágrimas molharam a fronha do meu travesseiro
Meu bem como é maravilhoso sonhar com você
Amor como é triste acorda e não te ver


CABECINHA NO OMBRO
(Paulo Borges) 
1984 RASQUEADO

Encosta tua cabecinha no meu ombro o chora
E conta logo tua mágoa toda para mim
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora que não vai embora
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora que não vai embora
Porque gosta de mim

Amor eu quero teus carinhos
Porque eu vivo tão sozinho
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Se ela vai embora

Encosta tua cabecinha no meu ombro o chora
E conta logo tua mágoa toda para mim
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora que não vai embora
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora que não vai embora
Porque gosta de mim

Amor eu quero teus carinhos
Porque eu vivo tão sozinho
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Se ela vai embora
Porque não gosta de mim


LEMBRANÇA
(José Fortuna)
 
1984 RASQUEADO

Lembrança por que não foge de mim
Ajude a arrancar do peito esta dor
Afaste meu pensamento e o seu
Porque vamos reviver este amor
Amando nós padecemos iguais
Eu tenho meu lar e ela também
É triste ser prisioneiro e sofrer
Sabendo que a liberdade não vem

Vai lembrança não voltes mais
Para acalmar os meus ais
Deste dilema de dor
Vai para bem longe de mim
Não posso viver assim
Devo esquecer este amor

Lembrança já imaginaste o que é
Distante dois corações palpitarem
Querendo junto viver sem poder
Com outra tem que viver sem amar
Enquanto você lembrança não for
É este o nosso dilema sem fim
Pensando nela eu vivo a sofrer
E ela também sofrendo por mim

Vai lembrança não voltes mais
Para acalmar os meus ais
Deste dilema de dor
Vai para bem longe de mim
Não posso viver assim
Devo esquecer este amor

PAIXÃO DE UM HOMEM
(Waldick Soriano)
1988 BOLERO


O TROPEIRO(EL BANDOLERO)
(Jesus Ramos - Ariowaldo Pires) 
1979 CORRIDO

Eu sou tropeiro e adoro essa vida
A gente vai para onde quiser
Não tenho amores querência nenhuma
E nunca me prendo por essa mulher
Ter liberdade um pingo de raça
Essa é a vida que sempre eu quis
Levando a tropa eu vou pelo mundo
Vagando e cantando pois sou tão feliz

Muitas mulheres bonitas me querem
Muitas promessas de amor recebi
Mas meu destino é vagar pelo mundo
Sempre cantando sou muito feliz

"É isso aí amigo. Não tenho culpa se
nasci com o destino de viver tropeando
por este mundo de Deus."

Quando sozinho eu cruzo as campinas
Ou quando estou nos confins do sertão
Tenho saudades de uma linda china
Que ficou pra sempre no meu coração

Muitas mulheres bonitas me querem
Muitas promessas de amor recebi
Mas meu destino é vagar pelo mundo
Sempre cantando sou muito feliz

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