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1. Deve-se ter sempre o
adversário presente ao espírito, em momento algum tirar-lhe de vista
ou mostrar-lhe os dentes ou sorrir.
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2. O espírito deve dirigir o corpo e
o instinto.
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3. A força física e mental que
está em nós, é mal coordenada pela dissipação do espírito.
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4. Os exercícios penosos permitem
melhorar a concentração e encontrar a verdade sobre si mesmo.
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5. Em todo ataque há um problema
de reação – a força volta àquele que a envia e se perde, se sua
posição for defeituosa.
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6. A concentração permite
aumentar a força aparente e a eficácia.
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7. A unidade de ação prevalece
sobre a vitalidade própria da ação.
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8. Deve-se atacar um adversário
bem baixo e profundamente para que se tenha a máxima eficiência.
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9. Em momento algum se pode
perder o equilíbrio, pois o adversário não o perderá em um combate
real.
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10. Em cada ataque, deve-se ter a
sensação de nossos pontos fracos para nos defendermos, e dos pontos
fracos do adversário, para atacá-los.
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11. Deve-se reencontrar a pureza da
criança e juntar-lhe a força e a vitalidade do homem.
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12. Aperfeiçoe seus bloqueios,
suas posturas e seus ataques. A maior parte dos Mestres treina ainda
karatê do iniciante, simplesmente com mais rapidez e mais possante (Kime).
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13. Todas as bases que não sejam Zenkutsu,
Kokutsu e Kiba-dachi são variantes, portanto, deve-se treinar ao
máximo o equilíbrio nessas três bases.
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14. O corpo atravessa períodos de
fraqueza e de força aliados à respiração.
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15. Em treinamento sua força deve
atravessar o adversário imaginário – não bater sobre ele.
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16. Nunca ponha força nas
espádas, mas, abaixo delas.
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17. Em qualquer defesa pense na
rotação do punho – com pequena força poderá desviar a direção de um
ataque.
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18. Deve-se estar sempre pronto a
atacar e bloquear em todas as direções.
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19. Em combate, a respiração deve ser
invisível para o adversário.
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20. O Karatê só pode ser
compreendido pelo trabalho interior.
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21. É necessário que aqueles que o vêm
treinar ou ministrar aulas não tenham somente prazer em vê-lo, mas
respeito pelos seus esforços e intenções.
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22. Não se deve jamais parar a
respiração durante um Kumitê, nem antes do ataque ou bloqueio, nem
depois.
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23. O Kiai, elemento da respiração, não é
senão uma conseqüência da união da força física, moral e psíquica em
seu momento culminante.
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24. Numa ação eficaz é sempre
aparentemente simples, sem força especial. A força útil deve estar
concentrada no Kime.
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25. Bloqueia-se com a mente e
acessoriamente com o braço.
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26. O Kime é a penetração da onda
KI (no ponto vital do corpo), no momento do ataque ou do bloqueio.
Sem Kime não há o verdadeiro Karatê.
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27. Os quatro elementos
principais de um bom praticante são: vitalidade, força de vontade,
segurança e, principalmente, humildade.
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28. Não é bom pensar sem cessar no Karatê,
é melhor treinar sempre com dedicação e desenvolver suas atividades
normais, pois isto também é Karatê.
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29. O espírito do Karatê deve
transcender as salas de aula e acompanhar o praticante na sua vida
cotidiana.