Circuito Turístico

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Abrangência

 

O Projeto Mineiridade em Pencas tem como área de abrangência a Região de Bom Jesus do Amparo, Caeté, , Nova União, Taquaraçu, Barão de Cocais, Santa Bárbara e Sabará - MG.

 Em linhas gerais, cerca de ____ famílias em cada município onde o projeto for implantado, entre cooperativistas e autônomos, serão diretamente beneficiadas e outras mais, indiretamente.      

Formação de um Circuito Turístico Cultural

Circuito Turístico compreende um conjunto de municípios com relativa proximidade em determinada área geográfica, caracterizado pela predominância de certos elementos da cultura, da história e da natureza, com possibilidades de atrair e seduzir turistas.

A formação de um circuito pressupõe a identidade e o associativismo entre esses municípios que, na verdade, se consorciam para somar os atrativos, equipamentos e serviços turísticos, com o objetivo de enriquecer a oferta turística, ampliar as opções de visita e a satisfação do turista, com conseqüente aumento do fluxo e da permanência dos visitantes naquela área geográfica, geração de trabalho, renda e qualidade de vida.

Para que ocorra a necessária integração regional entre os municípios de um mesmo circuito, vias de acesso compatíveis são imprescindíveis à complementaridade entre os atrativos, meios de transporte, equipamentos e serviços, e ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor turístico.
É também indispensável à existência, no conjunto de municípios que integram um Circuito Turístico, de pelo menos uma cidade com infra-estrutura necessária para acolher os turistas, e estes, a partir dela, poderem se deslocar para outros pontos de visitação do circuito.

O tipo de organização social que representa um Circuito Turístico é a associação que congrega os municípios a ele pertencentes.

O Circuito Turístico é, portanto, uma associação juridicamente constituída, formada por pelo menos um representante de cada município participante. Essa associação tem direção própria e é coordenada por um gestor. Além disso, é focada na implementação de atividades que objetivam o desenvolvimento turístico dos municípios que a integram e amparada por empresas públicas e privadas que se dedicam ao turismo.

Bom Jesus Do Amparo, Sabará, Nova União, Caeté, Taquaraçu e , Barão de Cocais possuem tradição no cultivo da banana, sendo abastecedoras de atacadistas e varejistas na região.

Estrada Real

Por terem constituído, durante longo tempo, as únicas vias autorizadas de acesso à região das reservas auríferas e diamantíferas da capitania, esses caminhos, adquiriram, já a partir da sua abertura, natureza oficial. A circulação de pessoas, mercadorias, ouro e diamante eram obrigatoriamente feita por eles, constituindo crime de lesa-majestade a abertura de novos caminhos.

O interesse fiscal, base da política metropolitana para a região mineradora da colônia, prevalecia sobre qualquer outro que cumpria, antes de tudo, ter as rotas de comunicação com as minas devidamente controladas e fiscalizadas, para que nelas se pudesse extrair uma massa cada vez maior de tributos para o tesouro real. O nome estrada real passou a aludir, assim, àquelas vias que, pela sua antiguidade, importância e natureza oficial, eram propriedade da Coroa metropolitana. Durante todo o século XVIII, e também em parte do XIX, quando a era mineradora já se fora e os caminhos se tornaram livres e empobrecidos, as estradas reais foram os troncos viários principais nas quatro capitanias do centro-sul do território colonial; a das Minas Gerais, a de São Paulo, a do Rio de Janeiro e a da Bahia.

Ao longo dos caminhos reais espalharam-se os antigos registros , postos fiscais de controle, dos quais um ou outro ainda podem ser apreciados na atualidade. Eram de diversos tipos: registros do ouro, que fiscalizavam o transporte do metal e cobravam o quinto, registros de entradas, que cobravam pelo tráfego de pessoas, mercadorias e animais, registros da Demarcação Diamantina, responsáveis pelo severo policiamento do contrabando e pela cobrança dos direitos de entrada na zona diamantífera, e contagens, que tributavam o trânsito de animais. Os prédios dos registros eram instalados em locais estratégicos dos caminhos: passagens entre serras, desfiladeiros, margens de cursos de água. No seu interior se colocava o pessoal empregado, um administrador, um contador, um fiel e dois ou quatro soldados. Um portão com cadeado fechava a estrada.

As estradas reais foram, ainda, os eixos principais do intenso processo de urbanização do centro-sul brasileiro. Ao longo do seu leito ou às suas margens se distribuíram as centenas de arraiais, povoados e vilas em que se organizou a massa populacional envolvida com a economia da mineração e com as economias a ela associadas. O povoado à beira do caminho, com o cruzeiro, a capela, o pelourinho, o rancho de tropas, a venda, a oficina e as casas de pau-a-pique simbolizou, durante longo tempo, a urbanização do centro-sul da colônia. Povoados e vilas típicos foram visitados e saborosamente descritos pelos viajantes europeus do século XIX, que nos deixaram páginas e páginas de notas de viagem sobre os núcleos urbanos que encontraram nas suas jornadas pelos caminhos coloniais brasileiros.

Texto de Márcio Santos - Pesquisador de rotas antigas, autor de Estradas Reais - Introdução ao estudo dos caminhos do ouro e do diamante no Brasil, licenciado em Filosofia, especializado em Formação Política e Econômica da Sociedade Brasileira, consultor em Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais .

 

 

 

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