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SAMURAI
Samurais
O termo samurai corresponde à elite guerreira do
Japão feudal. A palavra samurai vem do verbo Saburai, que significa
"aquele que serve ao senhor". A classe dos samurais, dominou a história do
Japão por cerca de 700 anos, de 1185 à 1867. E ao longo desse período, os
samurais exerceram diferentes funções em determinadas épocas, passando de
duelistas à soldados de infantaria da corte imperial, equipados inclusive
com armas de fogo.
No início, os samurais realizavam atividades
minoritárias tais como, as funções de cobradores de impostos e servidores da
corte imperial. Com o passar do tempo, o termo samurai foi sancionado e os
primeiros registros, datam do século X, situando-os ainda como guardiões da
corte imperial, em Kyoto e como membros de milícias particulares a soldo dos
senhores provinciais. Nessa época, qualquer cidadão poderia tornar-se um
samurai. Este cidadão por sua vez, teria que se engajar nas artes militares
para então, por fim, ser contratado por um senhor feudal ou daimyo, mas
enquanto isso não acontecia, esses samurais, eram chamados de ronin.
Na Era Tokugawa (1603), quando os samurais passaram
a constituir a mais alta classe social (bushi), não era mais possível à um
cidadão comum, tornar-se samurai, pois o título "bushi", começou a ser
passado de geração em geração. Só um filho de samurai poderia tornar-se
samurai e este tinha direito a um sobrenome. Desde o surgimento dos
samurais, só estes tinham direito a um sobrenome, mas com a ascensão dos
samurais como uma elite guerreira sob os auspícios da corte imperial, todos
os cidadãos passaram a ter um sobrenome.
A partir desta época, a posição do samurai consolidou-se como um grupo
seleto da sociedade. As armas e armaduras que usavam eram símbolos de
distinção e a manifestação de ser um samurai. Porém para armar um samurai
era necessário mais que uma espada e uma armadura. Parte de seu equipamento,
era psicológico e moral; eram regidos por um código de honra muito precioso,
o bushido (caminho do guerreiro), no qual a honra, lealdade e coragem eram
os princípios básicos. A espada era considerada a alma do samurai. Todo
bushi (nome da classe dos samurais), portava duas espadas presas ao Obi
(faixa que segura o quimono), o katana (espada longa - de 60 a 90 cm) e
wakisashi (de 30 a 60 cm), essas espadas eram o símbolo-distintivo do
samurai.
Os samurais não tinham medo da morte, que era uma conseqüência normal e
matar fazia parte de suas obrigações. Porém, deveriam morrer com honra
defendendo seu senhor, ou defendendo a própria reputação e o nome de seus
ancestrais. Se viessem a falhar ou cometessem um ato de desonra para si
próprio, manchando o nome de seu senhor ou familiares, o samurai era
ensinado a cometer o Harakiri ou Seppuku, ritual de suicídio através do
corte do ventre.
Se um samurai perdesse o seu Daymio (título dado ao senhor feudal, chefe de
um distrito) por descuido ou negligência na hora de defende-lo, o samurai
era instruído a praticar o harakiri. Entretanto, se a morte do Daymio não
estivesse relacionada à ineficiência ou falta de caráter do samurai, este se
tornava um ronin, ou seja, um samurai que não tinha um senhor feudal para
servir, desempregado. Isto era um problema, pois não conseguindo ser
contratado por outro senhor e não tendo quem provesse seu sustento,
freqüentemente tinha que vender sua espada para poder sobreviver ou se
entregar ao bandidismo.
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Nos campos de batalha assim como em duelos, os
combatentes enfrentavam-se como verdadeiros cavalheiros. Na batalha, um
guerreiro costumava galopar até a linha de frente inimiga para anunciar
sua ascendência, uma lista de feitos pessoais, bem como as façanhas do
seu exército ou de sua facção. Depois de encerrada tais bravatas é que
os guerreiros atacavam-se. O mesmo acontecia num duelo. Antes de entrar
em combate, os samurais se apresentavam, reverenciavam seus antepassados
e enumeravam seus feitos heróicos para depois entrarem em combate.
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Fora do campo de batalha, o mesmo guerreiro que
colhia cabeças como troféu de combate era também um fervoroso budista.
Membro da mais alta classe, empenhava-se em atividades culturais, como
arranjos florais (ikebana), poesia, além de assistir a peças de
teatro nô, uma forma de teatro solene e estilizada para a elite e oficiar
cerimônias do chá, alguns se dedicavam a atividades artísticas tais como a
escultura e a pintura.
O estilo de vida e a tradição militar dos samurais
dominaram a cultura japonesa durante séculos, e permanecem vivos no Japão
até os dias de hoje.
Milhões de crianças em idade escolar ainda praticam as habilidades clássicas
do guerreiro, entre elas a esgrima (kendo), arco-e-flecha (kyudo)
e luta corporal desarmada (jiu-jitsu, aikido). Estas e outras artes
marciais, fazem parte do currículo de educação física no Japão atual.
Hoje o espírito samurai continua vivo na sociedade. Através desse espírito,
que o Japão é hoje uma das maiores potencias mundiais.
Fontes Bibliográficas
Revistas e Livros:
·
National Geographic BR, nº 44
·
Bushido - O Caminho do Samurai, Tsuramoto
Tashiro
·
Atlas da história universal - The Times
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História
No princípio, os samurais (aquele que presta
serviços) serviram como soldados de milícia e guardiões da casa imperial
japonesa. No ano de 1185, quando o mais poderoso dos clãs guerreiros da
época estabeleceu um governo militar centralizado, após longos anos de
guerras civis, os samurais tomaram efetivamente o poder como elite
guerreira. Em 1192, Minamoto Yoritomo, declarou-se xogun (general supremo)
dando início ao xogunato (ou bakufu) de Kamakura, o primeiro dos três
regimes da era samurai, que iriam dominar a sociedade, a política e a
cultura japonesa por longos 700 anos.
Antes, os samurais já tinham grande importância na
sociedade japonesa, mas ainda não faziam parte do poder. No início do
período Heian (794 a 1192) no Japão, "samurai" ou saburai (vem do
verbo Saburau que significa "servir ao senhor") eram aqueles que
serviam no palácio da imperatriz e das comcubinas do soberano ou ainda
príncipes regentes e ministros da Corte. Já se podia verificar a partir
dessa época, a importância dos samurais na hierarquia, ficando acima de
criados e servidores comuns. O termo "bushi" (guerreiro), apareceu
como sinônimo de samurai pela primeira vez em registros do século 8 e já
representava guerreiro adestrado nas artes militares, mas ainda não indicava
um funcionário de um senhor feudal como nos anos que sucedem. O imperador
estava no topo da cadeia de vassalagem no Japão. Porém, com o tempo, o trono
imperial esvaziou-se de autoridade, ao passo que poderosos clãs de samurais
se formaram pelo interior do país. Com a ascensão dos samurais, o imperador
tornou-se figura decorativa. Entre 1180 e 1185 aconteceu a Guerra de Genpei,
na qual o clã de Minamoto venceu o combate contra as tropas de Taira pelo
controle do Japão.
No período kamakura, que vai de 1192 a 1333, os samurais passaram a ser os
guardiões do novo regime, desempenhando funções como a cobrança de impostos
aos camponeses e atividades militares como a de proteção.
Em 1338, Ashikaga Takauji nomeou-se xogun, tendo início o segundo xogunato
conhecido como Ashikaga ou Muromachi. Nessa época, a insatisfação dos
lavradores que altercavam a autoridade do governo e a criação do pagamento
de diversas taxas, obrigou os samurais a se afastarem da zona rural, e
prestarem serviços exclusivamente militares aos chamados Daimyo ou senhores
feudais.

Paralelamente ao desenvolvimento do imperialismo no
Japão, surgiu a casa de tipo senhorial com fosso (Yakata). A mansão
samurai de Yamajima Yakata (acima), um conjunto de vários edifícios, é
um bom exemplo que data do século XIV. Os artesãos locais eram
estimulados pela corte japonesa, ainda que muitas idéias eram importadas
de vários países vizinhos, como a China por exemplo. Ao lado, tábuas de
impostos do palácio Heijo, Nara, 717. |
As ambições dos senhores feudais afloraram sob o
reinado dos xoguns Ashikaga. No século 15 houve uma descentralização no
feudalismo japonês, quando os clãs mais poderosos, começaram uma guerra
entre si pela supremacia do poder no Japão. Esse período de lutas e
conflitos que durou mais de 100 anos é conhecido como Sengoku Jidai, ou a
Era dos Estados em Guerra e foi marcado pela revolta dos vassalos em relação
aos seus senhores feudais.
A partir daí o feitio moral das batalhas mudou drasticamente. Milhares de
samurais cruzaram o país para sitiar castelos. Fazendeiros se viram
obrigados a combater como soldados e foi nesta época em que os ninjas
ganharam grande importância nas lutas dos clãs. À medida que foi se
alterando a configuração dos conflitos armados, sua postura modificou-se. Os
samurais começaram como cavalheirescos guerreiros eqüestres, mas, com a
crescente rivalidade entre os clãs, diante de exércitos cada vez maiores,
passaram a ser treinados no combate corpo a corpo. As armas de fogo chegaram
ao Japão em 1543 na época das navegações, trazidos por portugueses que
haviam se desviado da rota para China. Os portugueses iniciaram um próspero
comércio com os nipônicos e introduziram entre outras coisas, as armas de
fogo. O Japão rapidamente aprendeu a tecnologia e em pouco tempo seus
exércitos já estavam equipados com as armas. Em 1549, o cristianismo foi
introduzidos por missionários estrangeiros e percebendo a rápida propagação,
o xogun proíbe a atividade missionária, banindo o cristianismo e expulsando
os portugueses. Em 1640 o Japão praticamente já estava isolado do resto do
mundo.
Por volta de 1560 o Japão se encontrava no auge da
guerra entre os feudos e nos 40 anos seguintes, o mais poderoso xogun de
todos os tempos, Tokugawa Ieyasu, subiria ao poder e imporia a paz aos
Daimyo, submetendo-os às suas necessidades e estabelecendo assim, uma
unificação ao país. Antes de Ieyasu, dois grandes generais haviam tentado
unificar o Japão, estes eram, Oda Nobunaga e Toyotomi Hideyoshi.
Em 21 de Outubro de 1600, aconteceu a mais famosa e importante batalha do
Japão, a de Sekigahara, na qual o general Tokugawa Ieyasu e seu exército
derrotaram os clãs rivais. Em 1603, Tokugawa tornou-se xogun e
estabeleceu-se o xogunato Tokugawa, marcado por um governo dominador,
autocrático e centralista.
Nos 250 anos que se seguiu, muitos samurais viraram aristocratas ociosos,
subsidiados pelo Estado, ou, como não havia mais rivais, alguns samurais
passaram a se dedicar a outras atividades como filosofia, literatura,
caligrafia, cerimônia do chá. Neste último xogunato, os guerreiros samurais
eram ao mesmo tempo, administradores públicos e funcionários militares do
governo, alem de estarem instalados no topo de um rígido sistema de classes.
Em primeiro, vinha o samurai ou bushi, a classe mais alta. Somente esta
podia portar duas espadas. Os samurais nessa época tinham o compromisso de
defender o governo do xogun nos períodos turbulentos, em troca, recebiam
anualmente uma pensão em arroz, medida em unidades chamadas koku e que eram
pagas às custas dos impostos que recaíam sobre a colheita dos membros da
segunda classe, os fazendeiros, que chegavam a dar 60% das safras de arroz,
aos samurais. Em seguida, os artesãos, terceiro lugar nas classes, davam
roupas, espadas, armaduras e saquê. Por último, os comerciantes,
marginalizados pela elite, ocupavam o mais baixo estrato. O comportamento de
cada classe era ditado por leis.
Ainda no período Tokugawa, os samurais passaram a enfrentar bastantes
dificuldades com a pobreza. O custo de vida aumentou, diminuindo assim o
valor do estipêndio em arroz a que o guerreiro tinha direito e a classe
mercantil ganhava cada vez mais riquezas e poder. Muitos samurais arrumaram
emprego como burocratas, professores de artes marciais, policiais e
guarda-livros como meio de subsistência. Alguns tiveram até que vender a
própria espada para se manterem.

Chegada do comodoro Matthew Perry à baía de Toquio no
Japão. |
O Japão era até então, um país isolado do mundo
desde 1630. Em 1853 o navegador norte-americano Matthew Perry chegou à baía
do Japão e exigiu a reabertura dos portos. O xogun percebeu que a abertura
dos portos seria inevitável e assinou o tratado firmando pactos comerciais
com outros países. Tal atitude foi vista como ato de fraqueza do xogun,
provocando rebeliões de diversos clãs samurais, muitos deles contrários a
Tokugawa.
Agindo em nome do imperador, há tempos esquecidos, os samurais rebeldes com
apoio de comerciantes e fazendeiros insatisfeitos foram à luta contra as
forças do xogun Tokugawa e o expulsaram do poder. O governo Meiji, nomeado
pelo jovem imperador e composto de muitos samurais instruídos, impulsionou O
Japão para um rápido processo de modernização, junto com o Ocidente. Em
Janeiro de 1868 foi anunciada a restauração Meiji. As classes sociais foram
logo abolidas, dessa forma, os samurais perderam seus privilégios como a
remuneração por estipêndio e foram proibidos de usar as duas espadas.
Alguns samurais que haviam ajudado o imperador a chegar ao poder, se
sentiram traídos, pois estes acreditavam que seria reinstalado um governo
baseado na classe guerreira.
As habilidades militares dos samurais já haviam decaído e eram suplantados
em riquezas por muitos comerciantes. Até que no fim dos anos 1860, as forças
leais ao imperador, incluindo samurais descontentes, "derrubaram" a outrora
indômita classe guerreira.
Muitos samurais se recusaram a se render e ao invés disso, cometeram o
seppuku ou harakiri. Aos poucos, os próprios guerreiros perceberam que uma
mudança de cunho-político-social seria necessária e aceitaram o sacrifício
da extinção de sua classe. Alguns deles voltaram para o campo e outros foram
para o comércio, indústria, funcionalismo público, policial e até forças
armadas. Mas até hoje eles habitam o psiquismo japonês.
Espada Samurai
A história dos samurais se confunde com a da espada
japonesa, cujo surgimento data do século 5 d.C. com o desenvolvimento de
espadas influenciadas por modelos chineses conhecidas como chokuto.
Porem, conforme a transfiguração das batalhas, foi necessário mudar o estilo
da espada para atender às necessidades dos guerreiros eqüestres. A lâmina
ficou mais curva, longa e afiada, aumentando seu poder de corte. Essas
espadas ficaram conhecidas com tachi. Com as mudanças nas espadas,
estas adquiriram identidade própria, afastando-se dos modelos chineses,
dando origem ao nome nihonto, que literalmente significa "espada
japonesa". No século 11, o nihonto, já havia adquirido seu estilo
peculiarmente curvo e as espadas eram forjadas. Surgiu também um modelo de
espada menor, com cerca de 30 centímetros, chamado tanto que servia
como arma de apoio e era utilizada com apenas uma mão.
Com as invasões mongóis no século 13, percebeu-se certas falhas no tachi
o que levou ao desenvolvimento de outros tipos de espadas. Na segunda metade
do século 16, vieram os últimos ajustes na espada japonesa e a partir daí,
os guerreiros passaram a carregar à cintura um conjunto de espadas
conhecidas como Daisho, composto de uma espada longa de nome
katana (a clássica espada samurai), que mede entre 60 e 80 centímetros e
wakizashi (a espada curta) que mede em torno de 50 centímetros. Essas
espadas eram o símbolo-distintivo da classe dos samurais ou bushi.
| Diferença entre as
lâminas de um Katana e um Tachi |
No início do período Tokugawa, o xogum realizou o
recolhimento de todas as armas do país, deixando-as apenas para a classe dos
bushi. Portar as duas espadas era sinal de poder e status da classe
samurai nesse período que vai até o ano de 1876, quando foi instituída uma
lei proibindo aos samurais o uso de espadas, promovida pelo Imperador Meiji.
O novo regime que procurava unificar e reestruturar o Japão, concentrava-se
na modernização do país, e os samurais perderam seus privilégios como o de
carregar as duas espadas. Isso decretaria o fim da classe samurai. Ainda
assim as espadas eram fabricadas e a maior parte delas eram usadas em
cerimônias xintoístas, até que foram proibidas pelos Estados Unidos, de
serem usadas e fabricadas, após a Segunda Guerra Mundial, quando foram
destruídas cerca de 5 milhões de lâminas. Os americanos temiam essas armas e
em 1953, foi suspensa a proibição da posse da espada.
Hoje a fabricação de espadas é controlada pelo
governo japonês. Os forjadores devem ser registrados e para se tornar um, é
preciso ser aprendiz de outro forjador por um determinado espaço de tempo.
Além disso, o número de espadas fabricadas por cada cuteleiro é limitado.
Dessa forma, hoje são produzidas lâminas com beleza e qualidade tão boas ou
melhores do que as usadas pelos guerreiros samurais no antigo Japão.
ESPADAS
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TACHI |
KATANA |
WAKIZASHI |
TANTO |
Armadura
Bem como as espadas, as armaduras tiveram seu
estilo importado da China e também sofreram mudanças conforme o período da
história. Essas mudanças variavam também de acordo com o clã e o status do
samurai. A armadura clássica do samurai, o yoroi, como também era
conhecida a armadura japonesa, oferecia ao guerreiro, boa liberdade de
movimentos e uma excelente proteção. Era formada por pequenas chapas de
metal laqueado ligadas por cordas de seda ou couro, resistentes o suficiente
ao corte de um katana por exemplo.
No princípio as armaduras foram feitas para serem
usadas somente à cavalo, pois pesavam cerca de 30 kg e as mais pesadas
chegavam a pesar 40 kg, o que era muito desvantajoso numa batalha a pé, por
falta de flexibilidade.
Mais tarde, as armaduras foram modificadas de modo
que elas ficassem mais leves. Foram mantidos os cordões e os guerreiros
samurais que lutavam a pé, passaram a usar uma indumentária mais simples
chamada do-maru.
Dentre as armaduras produzidas, as mais conhecidas
eram as chamadas yoroi, kachu, haramaki, do-maru e gusoku.
Partes da Armadura Samurai:
Suneate - Protetor
de canela composto por duas lâminas verticais presas por juntas ou correntes
e, geralmente, alinhadas com tecido. Haviam também lâminas de couro presas
na parte inferior que ficavam em contato com o estribo na cavalgada.
Haidate - Protetor de coxas. Tipo de avental com a parte inferior
sobreposta de lâminas de metal ou couro.
Yugake - Luvas feitas de pele de animal que poderiam ter um orifício
na palma; acreditava-se ser o olho de um porco selvagem. A mão direita
deveria ser colocada antes da esquerda.
Kote - Mangas feitas de diversos materiais, como tecido, couro,
lâminas de metal, que serviam para proteger os antebraços e os punhos.
Do - Protetor de abdômen feito de lâminas. Existiam vários tipos de
Do, alguns cobertos com placas de metal ou de bambu.
Kusazuri - Tipo de saia feita de lâminas de metal que servia para
proteger a virilha e as coxas e era presa a um cinto de couro ou amarrada ao
Do.
Uwa-obi - Cinto feito de linho ou algodão que amarrava o Do.
Sode - Protetor de ombros feito de lâminas de metal. Osode e
Chosode eram tipos maiores usados somente por importantes oficiais.
Hoate - Máscara cujo modelo variava conforme o período. Um tipo
específico de máscara ou viseira que cobria o nariz, o queixo e as bochechas
era chamado de Mempo. Haviam seis diferentes estilos, alguns tinham
bigodes ou aparência demoníaca.
Kabuto - Capacete com centenas de estilos diferentes que variavam
conforme o período. Eles simbolizavam o poder e status do samurai e podiam
ser adornados com chifres ou formas de monstros, o que dava uma aparência
ainda mais assustadora.
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Código de Honra
A classe guerreira do Japão feudal conhecida
como samurai (ou bushi), conseguiu fama por sua bravura, técnicas
marciais, honra e por seu espírito inabalável diante da morte. Essa
reputação se deve à um código de ética e conduta, seguido e vivido pelos
guerreiros, conhecido como bushido.
PRECEITOS DO BUSHIDO

GI

YU

JIN
1. GI - Justiça e Moralidade
Atitude direta, razão correta, decidir sem hesitar;
2. YU - Coragem
Bravura heróica;
3. JIN - Compaixão
Benevolência, simpatia, amor incondicional para com a
humanidade;
4. REI - Polidez e Cortesia
Amabilidade;
5. MAKOTO - Sinceridade
Veracidade total, nunca mentir;
6. MEIYO - Honra
Glória;
7. CHUGO - Dever e Lealdade
Devoção, Lealdade.

REI

MAKOTO

MEIYO

CHU
O bushido oferece padrões que regem a vida do
guerreiro samurai, principalmente no que diz respeito a honra e coragem.
Para o samurai, morrer em uma batalha ou duelo, significa honrar o nome
de sua família e de seus ancestrais. Falhar diante do dever de proteger
seu senhor, era a maior desonra para o guerreiro, que não tinha outra
escolha senão cometer o suicídio, conhecido como seppuku.
HARAKIRI
Para evitar a desonra da captura ou a vergonha
de sair vivo de um duelo quando derrotado, o samurai praticava um
ritual chamado seppuku, que significa: suicídio ventral. No
geral, segundo seu código de conduta, quando um samurai perdia sua honra
de alguma forma, ele se via na obrigação de cometer o suicídio.
O harakiri, como também é chamado tal
suicídio, se baseia numa morte lenta e dolorida, em que o samurai
fincava uma pequena espada ao lado do abdômen e cortava o próprio ventre
de uma ponta a outra. Porém, antes de atravessar o abdômen com uma
lâmina, era feito todo um ritual, que ia desde a composição de um poema
de morte por parte do samurai, até um banho de purificação do corpo e da
alma. Depois o samurai se recostava num pequeno banco de modo que quando
morresse, seu corpo não caísse pra trás. Pegava então sua espada curta
ou uma adaga afiada e cortava o corpo na altura do abdômen, terminando
por puxar a lamina pra cima. Era importante o samurai ter total
auto-controle e não mostrar sinais de medo ou dor. Caso o samurai não
tivesse mais agüentando a dor, um parente ou amigo íntimo entre os
espectadores do ritual, empunhava uma espada e com ela, decepava a
cabeça do samurai de modo que a espada não transpassasse totalmente o
pescoço do samurai, deixando sua cabeça pendurada por uma fina camada de
pele, para que ela não rolasse no chão.
Entretanto, o ritual nem sempre poderia ser
seguido nesses detalhes. Nos campos de batalha por exemplo, pra evitar
de ser capturado, o samurai derrotado apenas enfiava a espada em seu
abdômen.
O suicídio tem um enorme valor no Japão, pois
difere os samurais das outras castas guerreiras e prega o conceito de
que mais vale a morte do que a desgraça de ter o próprio nome desonrado.
Essa influência se vê ainda nos dias de hoje e um exemplo comum disso,
são os pilotos kamikase da Segunda Guerra Mundial.
Em 1703, 47 ronin desafiaram o poder do
xogun degolando o mestre de etiqueta, culpado pela morte do antigo amo
deles. Em seguida, os ronin cometeram seppuku, tornando-se
os mais reverenciados rebeldes do Japão inclusive nos dias de hoje.
CREDO DO SAMURAI
Eu não tenho pais, faço do céu e da terra meus
pais.
Eu não tenho casa, faço do mundo minha casa.
Eu não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder divino.
Eu não tenho pretensões, faço da minha disciplina minha pretensão.
Eu não tenho poderes mágicos, faço da personalidade meus poderes
mágicos.
Eu não tenho vida ou morte, faço das duas uma, tenho vida e morte.
Eu não tenho visão, faço da luz do trovão a
minha visão.
Eu não tenho audição, faço da sensibilidade meus ouvidos.
Eu não tenho língua, faço da prontidão minha língua.
Eu não tenho leis, faço da auto-defesa minha
lei.
Eu não tenho estratégia, faço do direito de matar e do direito de salvar
vidas minha estratégia.
Eu não tenho projetos, faço do apego às oportunidades meus projetos.
Eu não tenho princípios, faço da adaptação a todas as circunstâncias meu
princípio.
Eu não tenho táticas, faço da escassez e da abundância minha tática.
Eu não tenho talentos, faço da minha imaginação
meus talentos.
Eu não tenho amigos, faço da minha mente minha única amiga.
Eu não tenho inimigos, faço do descuido meu inimigo.
Eu não tenho armadura, faço da benevolência minha armadura.
Eu não tenho castelo, faço do caráter meu castelo.
Eu não tenho espada, faço da perseverança minha espada. |
Estratégia
Miyamoto Musashi foi um extraordinário guerreiro
que sobreviveu a um dilema histórico na civilização japonesa para os
guerreiros. Ele escreveu sua obra, "Go Rin No Sho", em 1643 e nela
usou técnicas educativas e métodos de aprendizado para representar seu papel
atual na adaptação da cultura a um novo período histórico no Japão. A
peculiaridade no seu papel específico como guerreiro nessa fase da história
japonesa, residia no fato de que para ele a guerra deixara de existir e só
havia restado somente funções administrativas e policiais no Japão nesta
época.
Nessas condições, o caminho do guerreiro como meio
de auto-aperfeiçoamento tornar-se-ia uma ameaça à sociedade. Para guerreiros
como Musashi, essa necessidade de aperfeiçoamento como guerreiro, tornou-se
uma obsessão de abater-se em duelos, já que não havia mais guerras.
Essa luta solitária, constituiu um grande fator na
formação do pensamento de Musashi e sua obra sobre o guerreiro, com atenção
particular aos detalhes estratégicos e à abordagem sistemática.
No seu "Livro dos cinco anéis", Musashi
ressalta a importância de discernimento perceptivo, não apenas no caminho do
guerreiro, mas em todas as posições sociais para adquirir um compreensão
objetiva dos mecanismos do senso de oportunidade e de sucesso.
Musashi tentou estabelecer uma base teórica e
prática para completar a personalidade do guerreiro, sob a influência do
zen-budismo e confucionismo. Na introdução do seu tratado sobre a estratégia
e artes marciais, Musashi descreve um plano detalhado geral para evolução da
mente do guerreiro como um todo:
·
Não pense desonestamente, pense no que é correto e
verdadeiro.
·
Coloque a ciência em prática, o caminho está no
treinamento.
·
Familiarize-se com todas as artes.
·
Familiarize-se com todos os ofícios, conheça o
caminho de todas as profissões.
·
Perceba as qualidades positivas e negativas de
tudo, distinguindo entre ganho e perda nas questões mundanas.
·
Desenvolva julgamento intuitivo e compreensão de
todas as coisas, aprenda a ver tudo com cuidado.
·
Note aquelas coisas que não podem ser vistas,
tomando consciência daquilo que não é obvio.
·
Preste atenção a tudo, mesmo aparentes baboseiras,
sendo cuidadoso até mesmo nas pequenas questões.
·
Não faça nada que não tenha utilidade.
DOKUDO
Em 12 de maio do ano de Soho (1645), Musashi
recebia tratamento em sua residência no castelo de Chiba devido a uma
enfermidade. Nesse período, ele escreveu e depois apresentou alguns artigos
à amigos íntimos e seguidores. Esses artigos são conhecidos como dokudo
ou dokkodo que significa "caminho da auto-disciplina".
| No
documento original existem 21 frases que Musashi escreveu à seus futuros
seguidores, mas os artigos estavam endereçados diretamente para seu
aluno Magonojo Terao. |

Documento original |

Dokudo - "O caminho da auto-confiança"
1. Eu nunca ajo contrário à moralidade
tradicional.
2. Eu não sou parcial com nada e nem com
ninguém.
3. Eu nunca tento arrebatar um momento de
sossego.
4. Eu penso humildemente de mim e grandemente
para o público.
5. Sou inteiramente livre de ganância em toda
minha vida.
6. Eu nunca lamento o que já fiz.
7. Eu nunca invejo a boa sorte dos outros,
mesmo estando com má sorte.
8. Eu nunca aflijo-me por qualquer um, qualquer
coisa ou qualquer tempo.
9. Eu nunca censuro ninguém, ou me censuro para
alguém.
10. Eu nunca sonho em apaixonar-me por uma
mulher.
11. Gostar e não gostar de algo, é um
sentimento que não tenho.
12. Qualquer que seja a minha moradia, eu não
tenho nenhuma objeção à ela.
13. Eu nunca desejo um alimento saboroso.
14. Eu nunca tenho objetos antigos ou curiosos
em meu poder.
15. Eu nunca faço purificação ou abstinência
para proteger-me do mal.
16. Eu não tenho apreço por nenhum objeto,
exceto espadas e outras armas.
17. Eu nunca daria minha vida por uma causa
injusta.
18. Eu nunca desejo possuir bens que tornem
minha velhice confortável.
19. Eu adoro deuses e budas, mas nunca penso em
depender deles.
20. Eu prefiro me matar do que desonrar meu bom
nome.
21. Nunca, nem por um momento sequer, meu
coração e minha alma desviaram-se do caminho da espada.
DOKKODO - Terao Magonojo - Genshin - Shoho (1645)
Gogatsu 12 (12 de Maio) Shinmen Musashi
Niten Ichi Ryu
Geralmente os samurais seguravam a espada com as
duas mãos, mas Musashi desenvolveu um estilo único de combate no qual
segura-se duas espadas, uma curta e uma longa em cada mão. Seu estilo ficou
conhecido como nito ichiryu (duas espadas, uma escola) ou niten
ichiryu (dois céus, uma escola). Musashi dizia que o guerreiro não deve
morrer sem antes ter usado suas armas. Entretanto, Musashi nunca usou as
duas espadas em um duelo contra algum guerreiro habilidoso, somente usava as
duas espadas quando enfrentava vários adversários ao mesmo tempo.
Kamae
Musashi elaborou cinco kamae, ou seja,
posições fundamentais de combate, baseadas no estilo de esgrima desenvolvido
por ele.
Bushido
Bushido - Caminho do guerreiro
Bushido, significa literalmente,
"caminho do guerreiro" - era um código de honra não-escrito e um modo de
vida para os samurais (a classe guerreira do Japão feudal ou bushi), que
fornecia parâmetros para esse guerreiro viver e morrer com honra.
"Seguir o bushido, é dar ênfase à
lealdade, fidelidade, auto sacrifício, justiça, modos refinados, humildade,
espírito marcial e honra acima de tudo, morrer com dignidade".
Bushido é formado e influenciado
pelos conceitos do Budismo, Xintoísmo e Confucionismo. A combinação dessas
doutrinas e religiões, formaram o código de honra do guerreiro samurai,
conhecido como bushido.
O Budismo se relaciona com o
bushido, através do destemor do perigo e da morte. O samurai não temia a
morte pois acreditava nos ensinamentos budista, que pregava a vida após a
morte. Voltaria no encargo de guerreiro em suas contínuas reencarnações. Os
samurais não tinham medo do perigo, as técnicas de meditação do Zen, foram
usadas como um meio de limitar esse temor. Com os ensinamentos Zen, os
samurais buscavam entrar em harmonia com seu Eu interior e com o mundo a sua
volta. O desapego era a base do samurai, com a pratica do desapego, o
samurai se tornou a maior casta de guerreiros que já existiu.
Bushido foi influenciado também,
pelos preceitos do Xintoísmo, como a lealdade, o patriotismo, e a reverência
aos seus antepassado. Com tal lealdade para com a memória de seus
ancestrais, os samurais empenham essa mesma reverência ao imperador e ao seu
daimyo ou senhor feudal. Xintoísmo também fornece importância para
patriotismo com seu país, o Japão. Eles crêem que a Terra não existe apenas
para suprir as necessidades das pessoas. "É a residência sagrada dos deuses,
dos espíritos de seus antepassados..." A Terra deve ser cuidada, protegida e
alimentada por um patriotismo intenso.
O Confucionismo oferece ao bushido,
sua crença em relação aos seres humanos e suas famílias. Confucionismo
ressalta o dever filial e as relações entre senhor e servo, pai e filho,
marido e mulher, irmão mais velho e mais novo e entre amigos, que são
seguidas pelos samurai. Junto com estas virtudes, o bushido também prega a
justiça, benevolência, amor, sinceridade, honestidade, e autocontrole.
Justiça é um dos principais fatores no código do samurai, assim como o amor
e a benevolência que são suntuosas virtudes dos samurais.
Bushido, literalmente traduzido,
significa "Caminho do Guerreiro", bushi "guerreiro" do
"caminho". Neste sentido, o ideograma para caminho, em japonês, é
equivalente à forma chinesa "Tao", e exprime o conceito filosófico de
absoluto. Este conceito traz a idéia de origem, princípio e essência de
todas coisas.
"O bushido, significa a vida
total do guerreiro, sua devoção a espada, seu respeito às normas ditadas
pelo Confucionismo. Não é apenas um sistema de ética a ser seguido pelas
classes sociais. É a estrada do cosmo, os vestígios sagrados dos Céus,
apontando o Caminho". – O Livro Dos Cinco Anéis.
No geral, guerreiro é aquele que
busca seu próprio caminho. Muitas pessoas podem estar perfeitamente buscando
o caminho sem saber disso. Guerreiro é a pessoa que tem um objetivo, e que
por meio deste, passa a ter consciência de seu dom e suas limitações.
Através dessa consciência, o guerreiro atinge sua meta, combinada com a
vontade de vencer fraquezas, temores e limitações.
Cada pessoa trilha seu próprio
caminho, já que existem vários caminhos como o caminho da cura pelo médico,
o caminho da literatura pelo poeta ou escritor, e muitas outras artes e
habilidades. Cada pessoa pratica de acordo com a sua inclinação. Por isso
pode-se chamar de guerreiro, aquele que segue seu caminho específico.
Porém, no bushido, a palavra
guerreiro significa muito mais do que isso. O termo bushi não pode
ser designado a qualquer um. O bushi é diferente, pois seus estudos do
caminho baseiam-se em superar os homens. A casta guerreira se distingue das
demais por sua fidelidade e honra, a palavra do guerreiro vale mais do que
tudo.
"Quando o guerreiro assume uma
responsabilidade, mantém sua palavra. Os que prometem e não cumprem, perde
respeito próprio, tem vergonha de seus atos e sua vida consiste em fugir,
gastam mais energia dando desculpas para desonrar sua palavra, do que o
guerreiro usa para manter seu compromisso. Ás vezes o guerreiro assume uma
responsabilidade que resultará em prejuízo. Não torna a repetir esta
atitude, mas honra o que disse e paga o preço de sua impulsividade". –
Manual Do Guerreiro Da Luz.
O caminho do guerreiro é o caminho
da pena e da espada, esse conceito vem do antigo Japão feudal e determinava
que a nobreza (bushi) dominasse tanto a arte da guerra quanto a
leitura, e que ele deve apreciar ambas as artes. O bushi deve aprender o
caminho de todas as profissões, se informar sobre todos os assuntos,
apreciar as artes e quando não estiver ocupado em suas obrigações militares,
deverá estar sempre praticando algo, seja a leitura ou a escrita,
armazenando em sua mente a história antiga e o conhecimento geral,
comportando-se bem a todo momento para ter uma postura digna de um samurai,
tudo isso sem desviar do verdadeiro caminho, o bushido.
A etiqueta deve ser seguida, todos
os dias da vida cotidiana, assim como na guerra pelos samurais. Sinceridade
e honestidade são as virtudes que avaliam suas vidas. Transcender um pacto
de fidelidade completa e confiança esta ligado à dignidade. Os samurais
também precisavam ter autocontrole, desapego e austeridade para manter sua
honra, em função disso, podemos dizer que o samurai é o guerreiro completo e
seu código de honra - o bushido - tem forte influência no estilo de vida do
povo japonês e oferece uma explicação do caráter e da indomável força
interior desse povo.
Para o bushido, o caminho do
guerreiro exige que a conduta de um homem seja correta em todos os sentidos,
dessa forma, a preguiça é um mal que deve ser abominado. Mas existe
problemas quando a pessoa se apóia no futuro, pois torna-se preguiçosa e
indolente, já que deixam pra amanhã, aquilo que poderia ser feito hoje.
Pessoas que agem dessa maneira, não seguem o verdadeiro preceito do bushido,
que de um modo geral, é a aceitação resoluta da morte.
"Um samurai deve antes de tudo
ter sempre em mente, dia e noite, desde a manhã de ano novo, quando pega os
palitos para tomar café, até a noite do último dia do ano, quando paga suas
faturas, o fato de que um dia irá morrer. Essa é a sua principal tarefa".
– Bushido O Código Do Samurai – Daidoji Yuzan.
Se o guerreiro tem plena consciência
da morte, evitará conflitos, estará livre de doenças, além de ter uma
personalidade com muitas qualidades e diferenciada às dos demais seres
humanos. O guerreiro vive o presente sem se preocupar com o amanhã, de modo
que quando contempla o rosto das pessoas, sente como se nunca mais fosse
vê-los novamente, e portanto, seu dever e consideração as pessoas, serão
profundamente sinceros. O verdadeiro guerreiro é aquele que aceita a morte,
dessa maneira, ele não irá se meter em discussões desnecessárias que venham
a provocar um conflito maior, já que assim ele pode acabar sendo morto, e
isso talvez resultaria na sua desonra ou afligiria a reputação e nome de sua
família. Se a idéia de morte é mantida, será cuidadoso e suscetível de ser
discreto e não dirá coisas que ofendam às outras pessoas. Também não
cometerão excessos doentios com a comida, bebida e sexo, usando a moderação
e a privação em tudo, permanecendo livre de doenças e mantendo uma vida
saudável.
O guerreiro deve arder com a morte
em desespero. "Naoshige disse uma vez: - O bushido significa a morte em
desespero. Várias dezenas de samurais sadios não podem matar um único
samurai (que arda com essa morte em desespero). Homens sadios, de mente
calmamente bem-compostas não podem realizar um grande empreendimento. Você
só precisa ficar desesperado a ponto de morrer. Se a discrição e a
consideração do momento fundem-se com seu bushido, você na certa hesitará e
ficará aquém de sua espreita". – Bushido: O Caminho do Samurai -
Tsuramoto Tashiro.
Resumindo, bushi é aquele que segue
o caminho do guerreiro. Miyamoto Musashi dizia: - Os homens devem moldar seu
caminho. A partir do momento em que você ver o caminho em tudo o que fizer,
você se tornará o caminho.
"A forte presença militar que caracteriza a
história nacional do Japão imprimiu determinados elementos do 'ethos'
guerreiro em importantes esferas do pensamento e da sociedade japoneses, bem
além do contexto da arte guerreira original. Ao longo de centenas de anos,
os samurais foram não apenas mestres do destino político da nação, mas
também foram considerados líderes da consciência popular. A moral e o
espírito do guerreiro foram importantes tanto na sua influência sobre a
sociedade como em seu poder material".
PODER ESTRATÉGICO MILITAR
Em 341 a.C., o Estado chinês de Ch'i, em guerra contra o Wei, enviou T'ien
Ch'i e Sun Pin contra o General P'ang Chuan, que era inimigo mortal do
último.
Sun Pin disse a T'ien Ch'i: "Os soldados inimigos são rudes, destemidos e
corajosos, e dão pouco importância a C'hi. O Estado de C'hi tem sido
designado de maneira covarde, por isso nosso adversário nos despreza. Vamos
transformar essa circunstância a nosso favor. Quem excele na guerra, confia
em seu poder estratégico e percebe as vantagens de se conduzir um inimigo
para onde quiser. Faça com que nosso exército de C'hi, ao adentrar as
fronteiras de Wei, acenda 100.000 fogueiras. Amanhã 50.000, e novamente
depois de amanhã acenda 30.000 fogueiras."
P'ang Chuan, passados três dias, disse com grande exaltação: "Agora sei
realmente que o exército de C'hi está apavorado. Estão no nosso território a
apensa três dias, mas mais da metade dos oficiais e soldados desertaram. Eu
sabia que os soldados de C'hi eram covardes." Sendo assim, P'ang Chuan
abandonou a infantaria e cobriu o dobro da distância pela qual ele
percorreria normalmente em um dia, somente com as unidades ligeiras e de
elite, em direção ao local onde se encontrava o exército de C'hi. Sun Pin,
estimou que o exército inimigo chegaria na região de Ma-ling ao anoitecer.
A estrada para Ma-ling era estreita e íngrime e suas tropas podiam ser
dispostas a fazer emboscada. Chegando lá, tirou uma casca de um tronco de
uma grande árvore e nela escreveu: "Sob esta árvore, P'ang Chuan morrerá."
Quando ordenou que um poderoso corpo de 10.000 hábeis besteiros esperassem
em emboscada em ambos os lados, e os instrui: "Ao anoitecer, quando virdes
um fogo, subi e atirai todos juntos." A noite, P'ang Chuan chegou ao local
em que se encontrava a árvore, conforme Sun Pin havia previsto, e ao ver o
tronco escrito, bateu uma pedra e acendeu uma tocha. Não tinha acabado de
ler a mensagem quando cerca de 10.000 besteiros atiraram em massa. O
exército de Wei desmoronou-se em caos e desordem coletiva. C'hi aproveitou a
confusão e eliminou todo o exército inimigo.
SUN TZU DISSE: "Quem for hábil em movimentar o inimigo, se dispõe em uma
configuração a qual cumpre que o inimigo responda. Oferece alguma coisa de
que o inimigo precisa se apoderar. Pelo lucro, move-o, com seus fundamentos
o espera."
"O guerreiro inteligente emprega o efeito estratégico e não exige muito dos
indivíduos. Leva em conta a aptidão de cada homem e não exige perfeição dos
sem talentos."
- A Arte Da Guerra
Sun Tzu
Biografia
Shinmen Musashi No Kami Fujiwara No Genshin
(1584 - 1645)
1584
Existem muitos mitos a cerca da verdadeira história de Miyamoto Musashi.
Muitas passagens obscuras em sua vida nos levam a crer que ele tenha nascido
presumivelmente, no ano de 1584 e pouco se sabe sobre a data e o local de
nascimento. Musashi pode ter nascido, segundo algumas teorias, num vilarejo
na cidade de Ohara (província de Mimasaka).
Seus antepassados são ramificações do poderoso clã Harima, da ilha de
Kyushu. Hirada Shokan, seu avô, foi partidário da casa de Shinmen Iga,
senhor do castelo Takeyama, e acabou casando com a filha de seu senhor. O
pai de Musashi, Shimen Munisai, também serviu a família Shinmen que detinha
o controle da província de Mimasaka.
Assim como o nascimento, pouco se sabe sobre a infância de Musashi. Dados
confirmam que sua mãe, Omasa, morreu logo após dar a luz a Musashi em 1584.
Sua madrasta Yoshiko, depois de se divorciar do marido, passa a cria-lo em
Harima, junto com seus parentes. Musashi fazia visitas a Munisai, que lhe
ensinava a arte na qual era mestre, o Jitte (arma utilizada para desarmar a
espada). Desde criança, Musashi demonstrava extrema habilidade e um físico
avantajado.
O relacionamento entre pai e filho não era muito bom, pois Munisai era muito
áspero e rigoroso com o filho. Aos sete anos, seu pai morreu ou abandonou-o.
(Algumas fontes dizem ainda que em 1591, Munisai foi trapaceado e morto por
Ganruy Yoshitaka. Naquele tempo, pai e filho não se falavam e Musashi sentia
culpa e precisava de vingança). Mas só o fato de Musashi não ter um
relacionamento muito amigável com seu pai, pode ter sido um dos motivos do
temperamento agressivo dele, que já era traumatizado em razão das centenas
de cicatrizes na pele, provocadas por uma sífilis congênita.
Com a morte da madrasta, Musashi foi criado por um tio, por parte de mãe.
Esse tio, um sacerdote budista, iniciou Musashi nas artes militares, no
zen-budismo, xintoísmo (religião tradicional do Japão) e no Confucionismo.
1597
O primeiro duelo de Musashi, aconteceu aos 13 anos contra um famoso e
habilidoso espadachim da escola Xintoísta Ryu Kenjutsu, de nome Arima Kihei.
No dia antes do duelo, Musashi lê um aviso que dizia: "Quem quiser
desafiar-me será aceito". Musashi aceita e responde: "Eu desafiá-lo-ei
amanhã", deixando nome e endereço. Começando o duelo, Musashi ataca
violentamente seu adversário derrubando-o no chão e golpeando-o na cabeça
com uma espada de madeira. Kihei tombou morto vomitando sangue.
Três anos após o primeiro duelo, Musashi, agora com 16 anos, derrota
Tadashima Akiyama. Nesse ano, o Xogum Toyotomi Hideyoshi morre e Mitsunari
Ishida sucede sua posição que governava para o filho de Hideyoshi, Toyotomi
Hideyori.
Musashi alistou-se nas forças do clã Ashikaga, aliado de Ishida, que brigava
pelo poder do Japão contra as forças do general Tokugawa Ieyasu. Musashi
participou da Batalha de Sekigarara que resultou na morte de cerca de 70 mil
homens. Musashi lutou como soldado raso e sobreviveu a batalha mesmo estando
na facção derrotada. Esse evento mudou sua vida. A partir daí, Musashi
passou a vagar pelo país como um ronin (samurai sem um senhor para servir).
1605/1611
Aos 21 anos, Musashi vai para capital, Kyoto e lá desafia a família Yoshioka
que servira, em determinada época, como instrutores de artes marciais do
Xogum Ashikaga Yoshiaka por gerações. Diz-se também que Munisai, pai de
Musashi, em outra época, havia sido convidado pelo Xogum Ashikaga para ir
até Kyoto e lá enfrentou a família Yoshioka vencendo dois, de três duelos
contra membros da família.
O primeiro da família a enfrentar Musashi, foi Yoshioka Seijuro, o líder do
clã. O duelo aconteceu em uma área fora da cidade. Seijuro extraiu sua
katana, enquanto Musashi portava um simples Bokken (espada de madeira). O
golpe de Musashi dilacera o braço de Seijuro que, com a humilhante derrota,
renuncia a vida de guerreiro cortando seu topete de samurai e decide nunca
mais ensinar a arte da espada novamente.
Após sua vitória, Musashi, permaneceu na capital e esse comportamento
irritou muito os Yoshiokas. Um outro duelo é feito, dessa vez por
Denshichiro, irmão mais novo de Seijuro e segundo do clã a desafiar Musashi,
que chega estrategicamente atrasado ao local do duelo que ocorreu na área do
templo de Renge-o, um lugar famoso por competições de arqueiros e morada de
milhares de estatuas de Kannon (Deusa da piedade e compaixão). Chegando
quase três horas atrasado ao local do duelo, Musashi encontra seu adversário
muito furioso e novamente com sua espada de madeira, derrota facilmente
Denshichiro. Depois do início da luta, Musashi quebra o crânio do oponente
que morreu imediatamente.
Após essa derrota, os Yoshiokas escolhem para enfrentar Musashi, Hanshichiro
(ou Matashihiro), filho de Seijuro que tinha 11 ou 12 anos de idade.
Acredita-se que a idéia era fazer uma emboscada e matar Musashi com a ajuda
de todos os membros da academia Yoshioka. Musashi dessa vez muda a
estratégia, chegando mais cedo ao local do duelo e escondendo-se por entre a
área do "pinheiro solitário".
Enquanto Hanshichiro (que estava desarmado) e os membros do clã que o
protegiam, esperavam Musashi, eis que ele surge e surpreende os adversários,
matando Hanshichiro e logo em seguida, enfrentando os inimigos com as duas
espadas, uma em cada mão. Depois disso, Musashi foge, causando ferimentos e
morte no grupo que tinha cerca de setenta homens. Esta foi a primeira vez
que Musashi usa as duas espadas.
Depois desse episódio, Musashi tornou-se uma lenda viva no Japão daquela
época e ele começa então suas viagens pelo Japão, conhecidas como
Musha-Shugyo (peregrinação do guerreiro), enfrentando guerreiros de todos os
tipos.
Em 1605, no Templo Hozoin, Musashi derrotou duas vezes (com sua espada de
madeira) o principal aluno do templo, um renomado lanceiro de nome Oku
Hozoin. Desde então, Oku havia derrotado todos os ronin que visitavam o
templo. Musashi ainda permaneceu no templo durante um tempo, aprendendo
técnicas de luta com os monges lanceiros, alem de participar de diálogos
filosóficos com o mestre Zen Hoin Inei e com os outros monges do templo.
No final de 1605, em Edo (província de Akashi-harima), ocorre um lendário
encontro entre Musashi e Muso Gonosuke (fundador da escola Jo). Wayne
Muromoto escreveu um artigo sobre esse duelo inspirado numa obra não
autenticada de nome KAIJO MONOGATARI de 1629. Segundo o artigo, Musashi
teria enfrentado Gonosuke por duas vezes. Na primeira, Gonosuke usava uma
Odachi (uma espada longa) e foi derrotado. Na revanche, Gonosuke usava uma
nova arma, o Jô, um bastão de madeira de aproximadamente 120 centímetros, e
nesse duelo, Gonosuke teria vencido, embora os dois, tanto Musashi quanto
Gonosuke declaram enfaticamente que saíram derrotados do duelo, em razão de
uma grande amizade surgida após a luta.
Na província de Iga, Musashi depara-se com um mestre de Kusari-gama
(corrente com uma foice na ponta), de nome Shishido Baiken. Musashi derrota
Baiken e seus discípulos. Passando pela província de Izumo, Musashi desafia
e derrota o principal espadachim do senhor Matsudaira. O Senhor desafia
Musashi, e sai derrotado. Depois Musashi passa uns tempos no castelo a
pedido do senhor Matsudaira como sendo seu mestre.
1612
Em 1612, Musashi viaja à Ilha de Kyushu, e em Ogura (província de Bizen),
permanece sob a proteção do Senhor Nagaoka Sado, daimyo de Kokura. Estando
Sasaki Kojiro no castelo de Tadaoki Hosokawa, o senhor da província, o duelo
entre Musashi e Ganryu Kojiro (como era conhecido Sasaki Kojiro) foi
acertado para as 8 horas da manhã do dia 14 de Abril do mesmo ano em
Funajima, uma ilhota na região de Kyushu, sul do Japão. Musashi some uma
noite antes do duelo e a população julga ter ele se evadido do confronto.
Como de costume, Musashi chega atrasado propositalmente ao local do duelo
com o objetivo de irritar seu oponente. Na viagem de barco até a ilha de
Funajima, Musashi esculpiu uma espada com o remo do barco. Estava
despenteado e com uma aparência suja, surpreendendo a todos. Musashi saltou
do barco e correu na direção de Kojiro que cortou a faixa que prendia o
cabelo de Musashi. No mesmo instante, Musashi desferiu um golpe certeiro no
crânio de Ganryu, que tombou morto no chão. Logo em seguida, Musashi teria
brandido sua espada ao alto, com um forte grito de vitória. Acreditava-se
que esse movimento teria sido mais uma investida de Musashi contra o
espírito do inimigo, que ainda lutava, mesmo depois de morto.
Depois desse, que foi o principal e mais famoso duelo, Musashi desapareceu e
viveu nas montanhas durante três anos. A partir de então, pouco se sabe
sobre a vida do maior samurai de todos os tempos.
1615/27
Em 1615, começou o período de guerras entre o Xogum Ieyasu e os partidários
de Osaka. Acredita-se que Musashi teria lutado ao lado das forças do Xogum
Tokugawa no cerco aos partidários da família Ashikaga no castelo de Osaka e
nas campanhas de inverno e verão, muito embora Musashi tenha lutado ao lado
dos Ashikaga na Batalha de Sekigahara.
Após três anos, retorna a Kyoto com o menino Iori, seu filho adotivo de 13
anos de idade. Em outra época, Musashi havia encontrado o menino na
província de Dewa e ficou espantado quando descobriu que a espada que o
menino moía, serviria para cortar o corpo do pai morto, para poder
enterra-lo. Musashi ajudou o menino a enterrar o pai e o tomou como seu
discípulo.
Musashi abre em Kyoto sua primeira escola de esgrima. Depois, acredita-se
que ele serviu a Ogasawara Tadanao , daimyo de Akashi, (província de Harima).
Nesse período, Musashi dedicou-se ao Shodo (caligrafia), Cha-noyu (o caminho
do chá) e pintura. Numa visita a província de Himeji, quatro retentores do
daimyo desafiam-no. O primeiro a ser derrotado é Miyake Gunbei que foge
depois do combate e seus seguidores admitem a superioridade de Musashi.
1632
Hosokawa Tadatoshi convida Musashi e Iori para uma estada em Edo. Mas assim
que começa a rebelião de Shimabara, Musashi deixa o lugar.
Em 10 de Novembro de 1632 Musashi começa a escrever o Hyoho Sanjugo Kajo (35
artigos da estratégia) que é uma prévia do seu futuro livro, o Go Rin No Sho
(O livro dos cinco elementos).
1634
Com Iori, Musashi se estabelece em Kokura em 1634. Ogasawara Tadasane é o
novo senhor do castelo Kumamoto e da província de Bizen. Iori passa servir
como chefe das forças armadas de Tadasane, que era simpático ao regime
Tokugawa.
1637
Em 11 de Dezembro de 1637, começa uma rebelião provocada por camponeses
cristãos em Shimabara. Os senhores das províncias do sul suportam uma
rebelião de forças estrangeiras, e cristãos japoneses que vão contra a
família Tokugawa. A família Ogasawara pede a cooperação de Musashi, mas
este, apesar de ir contra sua vontade, acaba aceitando o pedido de ajuda e
vai a Shimabara onde os cristãos são massacrados e Musashi participa da
batalha apenas como convidado. Depois do incidente, O Xogum Tokugawa Iemitsu
resolve fechar os portos japoneses a estrangeiros e essa decisão perdura por
cerca de 200 anos.
1640
Em 1640, Musashi aceita o convite e permanece no castelo do daimyo Hosokawa
Tadatoshi, em Kumamoto como mestre de artes marciais. Ali ele passou alguns
anos ensinando esgrima, treinando caligrafia, pintando e fazendo esculturas.
Suas obras são relíquias e algumas ainda podem ser vistas ainda hoje no
Japão. Em Fevereiro de 1641, Musashi entrega a Tadatoshi, a pedido do
próprio, os 35 artigos da arte da estratégia. Começou uma grande amizade
entre os dois homens e Musashi permaneceu ao lado de Tadatoshi até sua
morte.
1643
Em 1643, Musashi foi viver como ermitão numa caverna conhecida com Reigendo,
localizada em Kumamoto. Dedicou-se a escrever o Go Rin No Sho (conhecido
como 'O livro dos cinco anéis') uma obra clássica de Kendo, na qual foi
dedicada a seu discípulo, Teruo Nobuyuki, algumas semanas antes de morrer.
Musashi morreu em Kumamoto no dia 19 de Maio de 1645 aproximadamente as 10
horas da manhã e foi enterrado na vila de Tenagajuge (província de Amata),
no cemitério de Honmyoji, como desejava. Seus ossos foram levados até
Miyamoto (Ohara) para ficar próximo ao túmulo de seus pais. Hosokawa
Morishige, daimyo de Kumamoto gravou um memorial em uma lápide e colocou em
Ohara marcando o local onde Musashi havia nascido.
Em 19 de março de 1654, Iori termina o Musashi Yama, um monumento em Tamuke
em memória do pai.
Hoje, em Miyamoto, o visitante pode ver a casa que Ogin (irmã mais velha de
Musashi) viveu depois de casada, o santuário de Aramaki (aka Sanomo), onde
acredita-se que observando o movimento dos cilindros do santuário, Musashi
tenha se inspírado na criação da técnica com duas espadas (Niten Ichi Ryu).
Lá encontra-se também o Museu Gorinbo em memória à Musashi, o santo da
espada.
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