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PASSAGEM

a Priscila (que não sei o que houve com ela...ahahahahah)

Que me vale a idéia

Se não sei usá-la?

Que me vale o sonho

Se não posso realizá-lo?

Não me importa o mundo lá fora

Pois nele eu não me encaixo

Quem me dera achar as palavras certas

Para a vida tão incerta

Contar o tempo que passou

[ou passará

Contar da vida que virá

Levantar a cabeça

Olhar o além

Enxergar o futuro

Mesmo ele sendo escuro

Deixa o tempo e escreve

Deixa a escrita e dorme – sonhe

Sonhe que escreve palavras

[e palavras

Sonhe com a vida

[que passa

E deixa de lado a idéia

De não olhar o futuro

Mesmo ele sendo escuro

"SEM NOME"

Às vezes eu temo acordar

Sem tuas mãos a me acariciar

Sem teus beijos para me animar

Sem tua voz para me acalentar

Às vezes eu penso que um dia tudo acabará

Mas afasto esta imagem desde já

Não quero imaginar, muito menos pensar

Que um dia irás me deixar

Então fico por aqui imaginando

Tuas mãos nos meus cabelos passando

Teus olhos apaixonadamente me olhando

Sem temer, sem pensar

A única frase que ecoa em meus pensamentos é:

Eu nasci mesmo para te amar

"SEM NOME"

Você disse que iria voltar

Disse que sempre iria me amar

Mas não cumpriu o prometido

Deixou tudo acabar

Eu senti minha força sumindo

Quando você disse que estava partindo

Deixando-me na dúvida

Será que a culpa foi minha?

Lembro-me ainda de nossos momentos

Onde eu sentia o calor emanando de suas mãos

Ao tocar-me docemente

A olhar-me encantadoramente

Não posso negar que ainda te amo

Não posso negar que ainda não te entendo

Apenas sei que você deixou tudo acabar

E que nunca mais irá voltar

"SEM NOME"

Vi você passando por mim

Sem nem mesmo me olhar

Me senti tão triste

Quase me pus a chorar

Pensando em todo aquele amor

Guardado aqui dentro de mim

Que nem sei se ainda poderei

Mostrar a você

De repente você se vira

Eu sorrio sem saber, admirando seu olhar

Mas me iludo completamente

Esqueci que nem para mim você olhará

Então desisto de tudo

Até mesmo de te agradar

Guardo para mim toda aquela chama

Do amor que nunca se acabou

Mas me iludo completamente

Na calada da noite,

Ainda há as lembranças em minha cabeça.

Eu me ponho a chorar...

"SEM NOME"

Como é bom ter você ao meu lado

Sempre sorrindo apaixonadamente

Alegrando-me inconscientemente

Me deixando flutuar nas nuvens

Te amo de todas as formas

Te considero minha própria chama

Aquela que brota em meu ser

E me mantém viva

Quando penso que ainda posso te perder

Lembro-me dos teus olhos a me dizer:

“Te amo infinitamente”

Tudo então desaparece

Se para mim você é único

Espero que eu seja única para você

E, então, unindo-nos em uma só alma

Esquecemos o tempo e o espaço

A minha vida é você

"SEM NOME"

Te odeio de todas as formas possíveis

Mas como posso odiá-lo se uma vez te disse: Te amo...

Se entro em tal conflito

Como estará sua mente depois que disse: Estou indo...

Não gosto de me imaginar ao seu lado sofrendo

Mas, para mim, ainda é pior sofrer sozinha

Repito para mim mesma te odeio

Mas o coração palpita dizendo Te amo...

Nessa antítese da vida

Entre odiar e amar

Não consigo escolher o caminho certo

Estou com medo de me machucar

Se digo te odeio e meu coração te amo

Em que você irá acreditar?

Na mente insana que não se decide?

Ou no coração que é o próprio berço para amar?

"SEM NOME"

Vejo no teu olhar o ódio que sentes por mim

Espelho ele em minha alma e revido com o mesmo tipo de olhar

Sem nem mesmo pensar em qualquer conseqüência

Viro-me e saio somente para não te encontrar

Mas um dia é preciso descarregar em palavras

Tudo o que os olhos não deixam transparecer

Mas como dizer “Te odeio” tão fortemente

Se essa frase é tão simples e pequena?

Dizem que este sentimento é ruim

Mas sem você por perto, me sinto muito mais feliz

Então, me entenda, te odeio para minha própria felicidade

E se a felicidade é fruto do ódio que sinto por você

Digo então muito obrigado por me fazer te odiar

E agradeço mais ainda por esse sentimento mútuo

Nos odiamos e seremos felizes

Então repito novamente

A felicidade é o fruto do ódio

Espero que te odeie cada vez mais

Para sermos felizes eternamente.

SER LOUCO OU NÃO SER, EIS A INTERROGAÇÃO

Se um dia me achar tão normal

Quanto os outros ao meu redor

Entenda que quem bitolou de vez foi você

Se um dia me chamar de louca em um manicômio

Lembre-se que lá eu sou altamente normal.

Então, sou louca ou não sou?

Ser ou não ser eis a questão!

Será que a loucura depende do ambiente?

Será este o motivo da banana chamar banana já que o mamão não chama abacaxi?

E se ainda não entende esse poema

Me desculpem mas você não tem a capacidade de me entender

Já que apenas os loucos se entendem...

Blergh! Você é totalmente normal!!!

Mas ainda assim, o que é ser normal!?

Uma vez que todos nascem loucos!

Normal é ser como a maioria?!? Ou ser maioria é o normal?!?

Se continua sem entender, não me pergunte o que significa...

Pergunte a tangerina, que muitos chamam de mexerica

E se ela te responder, se interne!

Pois, pelo menos para mim, elas nunca falam nada

Somente as paredes, tagarelas como elas só

E no meio te todo esse desentendimento

Finalizo explicando que todos já experimentaram a loucura um dia

Mas os mais normais preferiram não se viciar nela!

Obrigado e volte sempre.

ODE A INUTILIDADE

A Inutilidade faz parte da vida

Então sejamos todos inúteis!

Todos temos que conservar um pouco de inutilidade

Uma vez que nem todas as utilidades nos são úteis

Então, finalizando essa Ode a Inutilidade

Desejo a vocês que:

Não coloquem a cabeça para fora da janela, uma vez que um caminhão pode decepá-la... Tenham todos uma Santa Inutilidade!

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