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Mansão do Renato's Angels
2 de dezembro
11 pm

Renato, vestindo uma cueca samba-canção como de costume, desceu as escadas para ir a cozinha beber uma água antes de cair em um sono profundo. Abriu a geladeira, deu uma olhada, não estava com vontade de comer. Pegou a garrafa, olhou em volta e como não havia ninguém, bebeu direto do gargalo. Para sua tristeza, uma pequena gota de água gelada escorreu de seus lábios e foi descendo pelo seu corpo seminu. Ele se arrepiou. "Pelo menos as meninas não viram isso" pensou. Guardou a garrafa e foi voltando para seu quarto.
De repente as luzes da mansão se apagaram. O chefinho correu para o criado-mudo para pegar uma arma, mas ela não estava lá. Um barulho de algo caindo o assustou. Uma fumaça tomou conta da sala. Ele tentava se segurar, gritar suas anjinhas, mas foi ficando sem forças. Por fim, cedeu e caiu desacordado no chão.

*som daquela música tema das panteras*

Estrelando principalmente: Renato como Renato, o chefe

E mais todo o elenco

BEM VINDO AO MUNDO DE RENATO'S ANGELS

Episódio de hoje: O dia (ou um pequeno presente e uma embromação antes de contar o que houve no 3º episódio)

Em algum lugar, em alguma hora
3 de dezembro

A cabeça de Renato latejava de dor. Ele tentava abrir os olhos, mas não podia, estava vendado. O gosto da "silver tape" em sua boca embrulhava seu estômago. As amarras em seus membros, por sua vez, estavam confortáveis. A única coisa que o incomodava, era o frio - ainda estava de cueca. Não sabia se era dia ou noite, sua cabeça estava cheia de perguntas: O que estava acontecendo? Onde estariam suas anjinhas?
Uma voz grossa o tirou de seus devaneios.
- Ora, ora, ora, Sr Renato... Já está acordado!
O chefinho conseguia apenas resmungar. Risadas ecoavam por todos os cantos.
- Esperei tanto tempo por isso... - ele ouviu o som de uma risada maléfica - Vou deixar você conversar um pouco agora... - A "silver tape" foi arrancada com força
- Quem é você? - sua voz saiu fraca
- Eu sou um ser humano que vai te dar um presentinho...
Renato sentiu uma pontada no braço e nada mais.

...

Acordou de novo, com o mesmo frio o incomodando, ouviu algumas vozes discutindo.
- Não, não vamos deixa-lo pelado!
- Ah, que é que tem?!
- Por acaso alguém já viu?
- Eu...Quer dizer, ninguém viu e por isso mesmo não vamos deixá-lo nu...
- O que foi que você disse?!?!?
- Sssssh, ele ta acordando...
- Água... Por favor...
- Hmmm... Toma... - Renato ouviu o barulho de um copo ser deixado sobre uma superfície dura. Percebeu que suas mãos estavam desamarradas e foi tateando até encontrar o copo, bebeu em um só gole. - Que dia é hoje?
- 3 - a voz grossa disse seca.
- Que horas?
- Noite
O chefinho encostou-se no que ele achava que era a parede, soltou um longo suspiro, não tentou se soltar ou tirar a venda, estava mole demais. Sentiu mãos fortes, porém delicadas, o amarrarem novamente.
- Por que isso está acontecendo?
- Porque a vida é assim... Mas fique calmo, falta pouco...
A porta bateu com força. "Falta pouco pra quê?! Devia ter tentado tirar essa porcaria de venda..."

...

Ouviu a porta se abrir. As mesmas mãos fortes e delicadas pegaram seu braço e ele sentiu uma picada.

...
Acordou sem frio, devia estar mais vestido agora. Sentia-se um pouco tonto, seu estômago roncava alto. A porta se abriu...
- Trouxe comida... Abre a boca...
O chefe abriu e esperou por um longo tempo, ouviu algumas risadinhas. Finalmente, a colher chegou. Sentiu o gosto da comida, muito gostosa, aquele tempero não lhe era estranho.
Algumas colheradas depois, sentiu algo como um canudinho encostar-se a seus lábios - era suco de goiaba.
- Vai se preparando...
E a porta se fechou. "Preparar para quê?" Pensou.

Algum tempo depois, sentiu seus braços e pernas serem desamarrados, mas estava fraco demais para correr. Duas pessoas o carregaram enquanto discutiam.
- Já é dia 4... Sem dinheiro, sem resgate...
- Sem vida...
Renato engoliu seco.
- Aquelas garotas não sabem negociar...
Se pudesse, o chefinho teria arregalado os olhos.
Foi deixado de pé em algum lugar. Não tentou se mover, estava fraco e assustado.
- A honra será sua - ele ouviu
Então era isso, aqueles eram seus momentos finais. Mas, por quê? Por que suas anjinhas não tentaram nada incrível como só elas sabem fazer? O dinheiro não seria problema...
Antes que seus pensamentos pudessem chegar a uma conclusão, sentiu algo na parte de trás de sua cabeça - a venda foi retirada. A claridade o incomodou por alguns instantes. Quando conseguir focar o ambiente, um misto de raiva e surpresa tomou conta de seu corpo.
- SURPRESA!!!!!!
Todas as anjinhas, renatetes e alguns membros do Azul Celeste estavam no galpão de treinamento, que estava todo enfeitado, decorado minuciosamente e com uma mesa farta, repleta de doces e salgados que encheram os olhos de Renato.
- Se eu pudesse... - ele fechou a cara, assustando os ali presentes, mas ele sorriu - Beijava cada uma de vocês!

A festa correu maravilhosa, como não poderia de ser. Após algumas broncas amigas, Renato ficou conversando animadamente com suas subordinadas.
- Eu deveria ficar muito bravo com vocês, mas tenho que dar os parabéns, vocês me enganaram direitinho... O modificador de voz veio a calhar, né?
- Mas admita que você foi muito bem tratado, chefinho - Maya riu - Te damos até comida na boca!
- Pode ser, mas vocês me deixaram seminu e amarrado!
- A gente jura que até sentiu pena! - Fá piscou o olho.
- Pode falar, você gostou, né? - Vivi apertou as bochechas do chefe.
- Claro, eu amei! Mas uma dúvida está me encucando... Se me lembro bem, no dia que vocês me seqüestraram, eu estava apenas de cueca...
- É, aquela escrita "Faltam dois dias" - Maya o interrompeu.
- Isso, mas então eu reparei que estou usando este terno, que, aliás, foi uma bela escolha de vocês, e que minha cueca samba-canção não é a mesma, estou com a de tema festivo... - Renato franziu a testa - Quem foi que a trocou?!?!

 

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