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E-½-me
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No episódio
anterior de Renato's Angels
Fá tentava a todo custo desarmar a bomba.
- Vamos, Fá! - Maya tentava parar de roer as unhas.
- Eu não tô conseguindo!
A hora se aproximava.
3
- Parece que tem algum tipo de código - Fá continuava tentando.
2
- Ai não!!!! - Vivi deixou a cabeça pesar.
1
.
.
.
Algum tempo antes
ACME
Renato e seu estilo "yeah, baby" entrou pela
grande porta da fábrica ACME ainda com os dois seguranças.
Assim que chegou à sala da gerência, os brutamontes se afastaram.
O chefinho entrou na sala e encontrou um ser vestido de cinza.
- E aí? O quê que há, velhinho?
- Senhor B, eu sou o senhor D do FBMI.
- Hmmmm... - Senhor B pegou uma pequena cenoura e começou a mordiscá-la
- Senta aí!
Renato se acomodou no sofá enquanto o outro ficou andando de um
lado para outro da sala.
- Bem, senhor B, como havia lhe falado pelo telefone, estou precisando
de algumas informações sobre alguns de seus produtos.
O dono da ACME olhou para o loiro a sua frente e sorriu indo em direção
a um porta arquivos. Retirou de lá várias pastas e as entregou
ao "Senhor D".
- Aqui está! Todos os mingaus da ACME!
D folheou os arquivos com um certo ar triunfante, não fazia idéia
que seria tão fácil. Mas algo chamou sua atenção...
- É... Essa receita que está aqui na letra c está
totalmente correta?
- Deixe-me dar uma olhada... - O senhor B largou a cenoura de lado e pôs-se
a ler -hmmmm, é mesmo, velhinho... Essa é a receita antiga,
nós a mudamos há um certo tempo, vou procurar a nova pra
você...
- Será que eu posso saber porque a receita foi mudada?
- Foi bem de repente... Um de nossos cozinheiros, que tinha tirado licença,
voltou com essa nova receita e disse que seria melhor para todos se passássemos
a fazer o Cremogema dessa forma... - ele terminou de revirar a papelada
e entregou uma folha dobrada a Renato.
- Será que eu posso falar com esse cozinheiro?
- Acho que agora não vai ser possível. Ele andou passando
por alguns problemas de saúde e se aposentou por invalidez, mas
eu posso te dar o endereço dele...
- Ótimo! Você foi muito gentil, Senhor B... Estarei analisando
todos esses arquivos e na semana que vem você já estará
com eles em...
Antes que pudesse continuar, um barulho estrondoso chegou ao ouvido dos
dois. Renato arregalou os olhos e engoliu seco.
*som daquela música tema das panteras*
Estrelando:
Renato como Renato, o chefe
Vivi como Vivi
Fá como Fá
Maya Vanessa como Maya
Lilly como Lilly
Paola Ariana como Paola
Audrey como Audrey
Rafaelly Regis como Rafaelly
Telma como Telma
Marcella como Ma
E mais todo o povo do hospício FFX
BEM VINDO AO MUNDO DE
RENATO'S ANGELS
Episódio de hoje: O dia
do desespero (ou, o dia em que se descobriu o que realmente aconteceu
no episódio anterior)
Ainda antes do barulho
Xerocadora
Paola andava de um lado para o outro nervosa. Lilly a
seguia com os olhos.
- Porque você não senta e descansa? - Lilly abriu um largo
sorriso.
- Estou com um pressentimento ruim...
- Vira essa boca pra lá, menina! - Rafaelly bateu no balcão
3 vezes - Nada pode dar errado!
- Aquelas meninas são feras! E o mapa dos circuitos estava bem
direitinho - Ma acrescentou.
De repente, as garotas ouviram Telma rir alto no seu quarto, mas logo
ela parou. Paola deu um risinho.
- Eu hein! Mas então tá... Acho melhor eu descansar mesmo,
né? Vou dar uma palavrinha com a Audrey...
Ma, Rafaelly e Lilly (ainda com um largo sorriso) sentaram no sofá
totalmente relaxadas e sem preocupações. Paola entrou no
quarto de Audrey e a encontrou toda sorridente.
- O que deu em vocês para rirem tanto?
- Sinceramente, não sei... Me bateu um sensação boa
agora - Drey sorria um sorriso bobo...
O telefone começou a tocar.
- Hey, renatetes! - Telma saiu saltitante do quarto - Deve ser o chefinho
contando das novidades!
Ela pegou o telefone sorridente, na esperança de que tudo havia
dado certo, mas ao atendê-lo ouviu a voz triste de um homem do outro
lado da linha:
- Aconteceu algo que não esperávamos...
Agora sim, depois do barulho...
Minto... durante o barulho...
Um barulho estrondoso tomou conta do lugar. As três
anjinhas desceram rapidamente do armário tapando os ouvidos.
- Ué, não explodiu?
- Tem alguma coisa estranha... Fiquem preparadas para qualquer coisa...
- Vivi falava em um tom misterioso.
De repente, um cheiro doce tomou conta do ambiente e uma fumaça
rosa começou a se espalhar.
- Eu tô ficando tão tontinha... - Maya foi se sentando devagar.
- Ah não... Essa não... - Vivi pôs a mão na
cabeça como se algo a tivesse atingido e caiu com toda força
no chão.
- Eu não quero morrer!!!! Não sem antes saber o que a Vivi
fez com o chefinho... - Fá se encostou na parede e foi escorregando
bem devagar.
As três ficaram no chão desacordadas enquanto a fumaça
tomava conta de seus corpos.
Finalmente, depois do barulho
Renato se despediu do senhor B e correu para onde deveria encontrar suas
anjinhas. Tudo estava um caos, cozinheiros e soldados correndo para todos
os lados e parecia que ninguém havia ido ao local da explosão.
Pensando que o pior poderia ter acontecido, o chefinho entrou na sala
onde estavam as anjinhas e as viu inconscientes no chão.
Pegou o celular e discou para as Renatetes. Com uma voz triste ele disse:
- Aconteceu algo que não esperávamos...
- O que?! - Telma perguntou em um tom assustado.
- Peça para a Paola vir aqui para ACME imediatamente...
Paola chegou e aproveitando a bagunça da fábrica
foi entrando. Encontrou o chefe tentando carregar as três anjinhas
e mais duas bolsas e o ajudou. Pegou as menorzinhas, mas mesmo assim,
Vivi ainda era pesada, e as bolsas estavam lotadas de pastas.
Depois de muito esforço saíram da fábrica, entraram
no carro.
- Vamos levá-las ao hospital - Paola ofegava
Renato não emitiu nenhum som, apenas acenou que sim com a cabeça
e pisou no acelerador.
Não trocaram nenhuma palavra durante todo o percurso. Renato deixou
Paola na Xerocadora e pediu que avisasse às outras o acontecido.
Hospital Santa Cura
2 am
Renato andava de um lado para o outro, os olhos cansados
e pesados, mas ele não descansaria até ter notícias
de suas subordinadas. Uma mulher alta vestida de branco saiu da porta
da UTI.
- Sr Renato?
- Sim?
- Tenho notícias de suas amigas - ela falava seriamente - Duas
delas estão se recuperando bem, parece que elas inalaram algo tóxico,
mas não fez tanto efeito... Já a outra...
- O que tem a Vivi? - Renato perguntou tentando não demonstrar
sua aflição.
- Bem... Também encontrei a mesma substância nos pulmões
dela e na mesma quantidade que das outras, mas, ainda não sei porquê,
ela não está reagindo a nada, continua em estado de coma,
não sei se ela vai se recuperar.
Dizendo isso, a doutora se virou e voltou para a UTI. O chefe ficou observando
a porta balançar a sua frente atônito, não fez nenhum
movimento, estava imerso em pensamentos, estava assustado e com medo.
Sentou-se em um dos bancos da sala de espera.
Algum tempo depois viu Ma e Telma se aproximando.
- Chefinho! - Telma esboçou um sorriso, mas o semblante que o chefinho
apresentava a assustou.
- Como elas estão? - Ma sentiu os olhos encherem de água.
- A Maya e a Fá estão mais ou menos bem, estão se
recuperando - Renato respirou fundo - A Vivi... bem... ela... ela... tá
em coma...
Ma e Telma arregalaram os olhos assustadas.
- Elas eram tão boas...
- Por que isso tinha que acontecer?
- Avisem as outras... - Renato tentava parecer calmo - é melhor
vocês estarem juntas para o caso de algo acontecer...
Elas foram embora.
No mesmo dia
Hospital Santa Cura
12 pm
O chefe foi acordado pela doutora. Sentia-se horrível,
a cadeira da sala de espera não era nem um pouco confortável.
- Sr Renato?! Desculpe acordá-lo, mas é que Fá e
Maya acabaram de acordar.
Ele se levantou rapidamente e finalmente reparou que ainda estava disfarçado.
- Er... Eu já vou vê-las... Preciso ir ao banheiro...
A doutora ficou esperando-o do lado de fora para levá-lo ao quarto.
Lá dentro Renato retirava a peruca, as lentes e o modificador de
voz. Colocou-os em sua maleta, passou uma água no rosto e olhou-se
no espelho.
- Ei, cara, alegre-se! Duas delas estão bem... mas, só duas...
- ele respirou fundo.
Saiu do banheiro.
- Bem, doutora, vamos?
A mulher de branco se assustou.
- Quem é você?!
O chefinho riu sem graça. "Burro, burro, burro".
- Renato! É que tive que tirar a fantasia, sabe? - e piscou o olho
para a doutora.
Ela ficou sem entender, mas como tudo já estava estranho demais,
resolveu não fazer mais perguntas. Guiou Renato até o quarto
das anjinhas.
- CHEFE!!!!!!!!!!! - Fá deu um largo sorriso ao vê-lo
- Você não faz idéia de como é bom vê-lo!!!!
- Maya piscou o olho
- Também fico feliz em ver que estão bem - Renato deu um
sorriso, mas algo em seus olhos denunciava sua tristeza.
- O que houve, Renatinho? - Fá franziu a testa - Você não
parece bem.
- E cadê a Vivi? - Maya fez uma cara assustada
- Ela tá em coma... - Renato voltou a ficar sério.
As meninas se entreolharam. O chefinho foi andando em direção
à janela do quarto.
- Descobri algumas coisas na ACME... - ele não se virou, havia
algo de estranho em sua voz -assim que vocês puderem sair, nós
investigaremos.
- Mas, chefe! E a Vivi? - Maya perguntou
- O que você quer que eu faça, Maya?! - Renato se virou estranhamente
perturbado.
- Calma, Renato - Fá estranhou a atitude do chefe
- Calma?!? Ela tá em coma! Eu nem sei se ela vai se recuperar!!!
Eu não tenho mais o que fazer, além de investigar e tentar
salvá-la!!! - ele se virou rápido para a janela.
- Desculpa a pergunta... - Maya se sentiu culpada.
Um silêncio perturbador pairou sobre o quarto. Uma respiração
entrecortada chamou a atenção de Fá.
- Chefe, você tá chorando?
Ela não ouviu nenhuma resposta de Renato.
- Renato, não fique assim... É só um coma! - Fá
tentava animá-lo.
O chefe se virou enxugando os olhos e em tom estranhamente sério
disse:
- Ela não está nem respirando sozinha! - suspirou fundo
- Vou indo... Assim que vocês receberem alta, a gente começa...
- e saiu
Em algum lugar verde
*som de risadas de criança*
- Ela fala demais!
- Fala sim! hihihi
- Vai fazer bem pra ela!
- Vai sim! hihihi
- Vamos ver?
- E de novo?
- De novo, De novo!!!!
De volta ao hospital Santa Cura
Fá e Maya continuaram em silêncio, cada uma em sua cama.
De repente, o som de alguém assobiando chamou sua atenção.
A doutora que cuidava de Vivi apareceu no quarto delas e sorriu, depois
ficou a assobiar a mesma melodia. Olhou as fichas e saiu...assobiando...
- A gente tem que sair daqui - Maya falou se livrando dos lençóis
- Tem alguma coisa estranha acontecendo, temos que ir ver a Vivi - Fá
dizia enquanto procurava suas roupas e seu caderninho - Eu conheço
bem a música que ela estava assobiando!
Maya se vestiu e olhou pela porta: a barra estava limpa.
- A gente vai ter que fazer algo pra poder entrar na UTI!
- Na minha bolsa tem um jaleco... - Fá disse indo em direção
a porta
- Mas não temos nem crachás! - Maya disse em tom preocupado
A doutora passou mais uma vez e estranhou as duas pacientes na porta.
- O que você...
Não pôde terminar a frase, um golpe certeiro acertou sua
nuca.
- Prontinho! - Fá disse colocando o jaleco e o crachá -
Eu sou a doutora e você é a enfermeira!
Deitaram a doutora na cama e saíram rápido do quarto indo
em direção a UTI. Por sorte, estava tudo muito quieto e
ninguém reparou ou questionou a entrada daquelas duas. Chegaram
ao quarto de Vivi e se aproximaram da cama.
- Ela parece tão calma... - Maya disse passando a mão na
cabeça de Vivi.
- É, não parece ter nada de errado por aqui - Fá
disse olhando para o quarto em busca de algo estranho.
Foi então que Maya pôs-se a observar a embalagem do soro
que a anjinha ruiva recebia na veia.
- Tionembutal - ela arregalou os olhos.
- Ah não! Você também foi abduzida!?
- Não, Fá, é sério!!! A Vivi não está
em coma!!! - Maya olhou para Fá com um olhar de surpresa
- Como não? - Fá parecia incrédula - Não está
vendo a baixinha aqui!?
- Não, quer dizer, sim ela está em coma, mas é que
não é coma, quer dizer...ai... - Maya balançou a
cabeça - Tionembutal é um remédio usado para induzir
o coma.
- Menina esperta você! - Fá piscou o olho - Mas por quê?
Por que induzir ao coma? A toxina não é tão perigosa
assim! Nós somos a prova disso!
- Isso é tudo muito estranho...
- A não ser que ela tenha entrado em crise...
- Mas isso não é motivo pra deixarem a ruivinha assim!
- É sim, Maya! - Fá disse triunfante - Eles devem ter feito
isso com medo da baixinha estar falando demais!
- Vamos tira-la daqui!
- Mas antes precisamos pegar nossas coisas... Não sei o que o chefinho
fez com elas, mas se estiverem aqui é melhor pega-las logo!
- Sim, não gostei nada nada daquela doutora assobiando o tema dos
teletubies...
As garotas foram andando calmamente até o quarto
delas, para não levantar suspeitas. Ao chegarem lá, encontraram
a doutora de arma em punho, sorrindo sarcasticamente.
- Pensaram que iam escapar?
Enquanto isso, em algum lugar estranho
Aquela pessoa de preto, que apareceu no último
episódio, reaparece.
- Então é isso... - Renato terminava de explicar tudo o
que ocorrera - Elas estão lá no hospital Santa Cura...
- O quê?! - A de preto fez uma cara de espanto - Você tem
que tirá-las de lá, principalmente a Vivi...
Mais que depressa, o chefinho pegou o celular e discou para as renatetes.
De volta ao hospital Santa Cura
- E você pensou que ia segurar a gente? - Maya
deu um sorrisinho de lado e, chegando mais perto da doutora, deu um chute
em seu braço fazendo com que a arma caísse.
Fá rapidamente pegou a arma e apontou para a cabeça da doutora.
Mas a felicidade da ação durou pouco, as anjinhas foram
cercadas por vários enfermeiros, todos grandes e com as armas apontando
para a cabeça das meninas.
Elas se entreolharam e diante do olhar de satisfação da
doutora as garotas deram uma pequena risadinha. Fá se pôs
de costas para Maya e ela segurou seu braço. Mais que rapidamente,
a anjinha morena se apoiou na parceira e chutou os enfermeiros um por
um. Quando todos estavam já no chão, Ma e Rafaelly chegaram
prontas para agir. As anjinhas jogaram o cabelo para trás e piscaram
para doutora.
- Uau, gente! - Rafaelly começou - Mas vamos para o prato principal...
- O Renato ligou pra gente todo nervoso falando que tinha que tirar vocês
daqui! - Ma continuou
- Acho que percebemos isso... - Fá disse dando uma risadinha
- Vamos logo tirar a Vivi daqui! - Rafaelly disse indo em direção
a UTI.
- Calma, gente! - Maya pôs-se a frente de todas - Precisamos falar
uma coisa... A Vivi foi induzida ao coma!
As renatetes olharam assustadas para a anjinha. Fá segurava os
braços da doutora.
- Pois é, ele está recebendo Tionembutal, por isso não
consegue nem respirar sozinha! Vamos ter que esperar acabar o efeito do
remédio... - Maya parecia meio triste.
- Sim, sim, sim - Fá trouxe a doutora para mais perto da porta
- E a doutora aqui vai nos ajudar
- Por que eu deveria ajudar vocês?!
As renatetes e as anjinhas sacaram suas armas e apontaram para a doutora.
- Ta bom... - a doutora parecia com medo - O Tionembutal tem o efeito
de umas 3 horas, então vocês terão que bota-la no
soro normal, esperar umas 3 horas até ela acordar para poder tira-la
dos aparelhos.
- Correção, gracinha - Fá sorriu sarcasticamente
- VOCÊ vai tira-la do Tionembutal! - dizendo isso entregou-a a Maya
- Leve ela lá pra trocar o soro, eu já vou indo, vou ligar
para o chefinho e contar tudo...
Delicadamente, a anjinha mais recente pôs a mão sobre o ombro
da doutora e foi andando até a UTI.
- Ma, Rafaelly! - Fá as chamou - Vocês podem me fazer um
favor? Peguem essas duas bolsas e guardem elas com suas vidas!
- Mas a gente pode ir ver a Vivi? - Rafaelly disse pondo uma das bolsas
no ombro
- Claro!
As duas renatetes foram, então, atrás de Maya e a doutora,
enquanto Fá as olhava de longe com o celular no ouvido.
- Fá?!? - Foi a primeira coisa que ouviu quando o telefone atendeu.
- Olá, chefinho! Temos muito que conversar, mas antes, onde você
está?
- Indo para o hospital...
- Ta, não demore...Quando chegar eu explico tudo!
Enquanto isso, na Xerocadora
Paola tentava controlar Audrey, Lilly e Telma que pareciam estranhamente
perturbadas e nervosas.
- Ai meus elfinhos! - A renatete dizia enquanto tentava trancar Telma
no quarto.
Quando finalmente conseguiu, Lilly e Audrey estavam rodando e balançando
a barriguinha indo cada uma para seu quarto.
Feliz ao ver que as coisas tinham se acalmado, Paola sentou-se na frente
de seu computador, enquanto esperava notícias das outras renatetes.
- Que estranho, não lembro de ter mexido aqui... Porque as plantas
da ACME sumiram?
De volta ao Hospital Santa Cura
Maya observava cada passo da doutora. Ele já havia
tirado o soro com Tionembutal e posto o soro comum, cuja embalagem a anjinha
analisou minuciosamente.
- Pronto, agora é só esperar... - a doutora falou triste.
De repente, ela revirou os olhos, começou a falar coisas sem sentido
e a se debater. Ma e Rafaelly foram ajudar Maya a segura-la, mas uma força
estranha tomou conta daquele corpo. A doutora soltou um grito estridente
e pôs a mão na cabeça como se estivessem retirando
seu cérebro. Por fim, caiu no chão. Ma checou seu pulso,
balançou a cabeça negativamente.
Nesse momento, Fá chegou correndo acompanhada por Renato. A anjinha
morena olhou para o corpo da doutora estendido no chão e fechou
a porta do quarto de Vivi. O chefe, que já estava a par da situação,
chegou perto da cama da anjinha ruiva e apertou sua mão. Olhando
para os outros disse:
- Vamos arrumar um meio de levar o corpo da doutora, precisamos saber
tudo o que aconteceu com ela e o porquê desse súbito ataque
- fazendo uma pausa, olhou para o rosto de cada uma de suas anjinhas -
Quanto tempo ainda temos que esperar?
- Três horas - Maya passou as mãos pelos cabelos inquieta
- Esse hospital está me dando medo já!
Fá pegou uma das bolsas que havia pedido para as renatetes irem
levando e a pôs no ombro. A outra ela entregou a anjinha mais recente
e começou a falar:
- Façamos o seguinte... Eu e a Maya vamos levar essas bolsas para
a mansão, enquanto vocês, Ma e Rafaelly, levam o corpo da
doutora para o Azul Celeste, pode ser, Renatinho?
Renato fez que sim com a cabeça e disse que entraria em contato
com Sil para que ela encontrasse as meninas no necrotério do hospital.
- Vamos fazer tudo bem rapidinho, deixamos a Paola sozinha com as abduzidas!
- Rafaelly disse saindo do quarto discretamente. Minutos depois voltou
de toca e máscara empurrando uma maca.
Nesse momento, o celular do chefinho tocou. Era Sil avisando que já
estava dentro e havia conseguido alguém para cuidar de Vivi assim
que ela acordasse. Maya e Fá ajudaram a arrumar Ma e a pôr
a doutora na maca. Aguardaram outro toque de Sil para avisar que tudo
havia dado certo. Assim que tudo estava em ordem, se arrumaram com as
roupas que tinham, ajeitaram as bolsas e se despediram do chefe.
- A gente se vê na mansão! - Maya piscou o olho.
Ainda no Hospital Santa Cura
6:45 pm
Já haviam se passado 2 horas e 40 minutos. O chefe
estava sentado ao lado de Vivi segurando sua mão e olhando pela
janela o céu que escurecia rapidamente. De repente, uma voz feminina
o assustou:
- E aí, Renato? Cuidando bem da minha maninha?
- Você!! - o chefinho disse se levantando e indo em direção
a mulher - Então foi você que a madrinha conseguiu!! - A
moça abriu um grande sorriso e ele continuou -Athena, é
muito bom te ver!
- Também gostei muito de te ver, mas não posso demorar muito!
Esse hospital está um perigo, quase fui barrada, mesmo sendo médica
e tendo um paciente aqui... Ainda temos 20 minutos de espera, né?
Vou buscar uma cadeira de rodas, a Vivi num vai conseguir andar e sair
carregando ela vai ser meio suspeito.
A mulher saiu de fininho, deixando Renato novamente a sós com sua
subordinada. Voltou ao seu lugar ao lado dela e novamente pegou sua mão.
Athena chegou empurrando a cadeira na mesma hora em que o chefinho sentiu
a anjinha apertar sua mão. Ele deu um grande sorriso.
- Maninha! - Athena começou desligando o respirador - Vou tirar
esse tubo de você!
Ela retirou cuidadosamente o tubo e fez com que a anjinha ruiva se sentasse.
Checou sua pressão e sorriu.
- Você vai melhorar logo logo, maninha! Vou ter que deixar o soro
até acabar, hoje você ainda não vai poder comer, mas
amanhã você vai se sentir bem melhor!
- Brigada - Vivi disse com uma voz rouca, abraçando a amiga apenas
com o braço esquerdo.
- Tenho que ir agora, ainda tenho uma necropsia a fazer! - Athena piscou
o olho e saiu da sala.
A anjinha respirou profundamente e deitou-se de novo. Olhou fundo nos
olhos de Renato e abriu um sorriso.
- Por favor - sua voz era apenas um fio - me tira rápido daqui!
O chefinho deu uma pequena risada e pegou sua subordinada no colo deixando-a
na cadeira de rodas. Pendurou o soro e foi até a saída do
hospital sem maiores problemas. Guardou a cadeira no porta-mala,
ajudou a pequena a se sentar no banco do carona e arrumou um jeito de
deixar o soro pendurado ao lado da janela.
Um silêncio tomava conta do carro até ser
interrompido pela voz fraca de Vivi:
- Então... O que vocês andaram aprontando na minha ausência?
Renato riu sem graça e, aproveitando o sinal vermelho, virou-se
para a ruivinha.
- Bem, eu praticamente não dormi... - voltou os olhos para a rua
e pisou no acelerador.
- Que trabalho eu devo ter dado... - ela sacudiu a cabeça como
se afastasse alguma visão ruim - Credo, tem umas imagens muito
estranhas aparecendo na minha mente... devo ter dormido demais - e virou-se
para janela sem poder ver o olhar preocupado do chefinho para ela.
Mansão do Renato's Angels
7:56 pm
Maya e Fá aguardavam ansiosamente a chegada da parceira. Quando
viram o conhecido carro se aproximando, sorriram.
Renato desceu do carro e acenou para suas subordinadas. Tirou a cadeira
de rodas do porta-mala e a montou. Abriu a porta do carona e levou Vivi
no colo até ela, ajeitando mais uma vez o soro.
- Minhas queridas!!- Ela disse balançando os braços - Que
saudades de vocês! Venham me dar um abraço!
- Precisamos colocar as fofocas em dia! - Maya disse abraçando-a.
- É sim, menina! Você num sabe que aperto passamos, você
fez até o chefinho chorar! - Fá disse passando o braço
no ombro de Renato.
- Noossa! - Vivi olhou com surpresa para seu chefinho - Quero saber todos
os detalhes!! Agora, me empurrem - ela começou a rir - Estou me
sentindo quase uma rainha, vou acabar mau acostumada!
- Vamos entrar, garotas! Precisamos relaxar muito essa noite, temos muito
trabalho pela frente! - Renato disse indo para trás da cadeira
de rodas e empurrando Vivi para a mansão.
Continua...
E no próximo episódio:
- Que lugar mais estranho...
- Tão verde!
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