Fanfics da Vivi

 

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Fotos

Livro de visitas

E-½-me

 

 

- Anda, segure-a antes que ela faça besteira! - Renato remexia no armário de remédios em busca de um calmante.
- Mas como? Ela não pára de marchar! - Maya estava em cima do sofá observando cada movimento de Vivi.
Ela marchava balançando os braços feliz, alegre e contente, parecendo não saber para onde ia, já tinha quase derrubado o abajur.
- Cadê a Fá para ajudar a gente?!
- Ela foi na Xerocadora buscar informações sobre a Lilly e a Audrey, as duas desapareceram faz 3 dias... Aqui está! - O chefe correu até Vivi e a abraçou, tentando segura-la, ela se contorcia com todas as suas forças, mas Renato conseguiu por o remédio em sua boca. Minutos depois, a ruiva já estava deitada no sofá. Fá chegou deixando um capacete em cima da mesinha da sala.
- Se a Vivi soubesse que você pegou a moto dela... - Maya sorriu.
- Ela me mataria... - Fá piscou o olho e se virou para a parceirinha - Como ela está!?
- Bem, chegamos a brilhante conclusão que ela não pode ficar perto da Telma - Renato tinha o semblante triste - Você precisava ter visto quando a Ma saiu correndo atrás dela... A Tel abriu a porta e saiu gritando...
Fá ficou pensando por um momento.
- E meu caderno não aparece...

*som daquela música tema das panteras*

Estrelando:

Renato como Renato, o chefe
Vivi como Vivi
Fá como Fá
Maya Vanessa como Maya
Lilly como Lilly
Paola Ariana como Paola
Audrey como Audrey
Rafaelly Regis como Rafaelly
Telma como Telma
Marcella como Ma


E mais todo o povo do hospício FFX

BEM VINDO AO MUNDO DE RENATO'S ANGELS

Episódio de hoje: As abduzidas (ou, o dia em que se descobriu que os Teletubies são muito muito muito muito muito (...) muito muito malvados)

Xerocadora
4:30 pm

Telma entrou correndo na Xerocadora subindo as escadas 3 degraus de cada vez. Ma, que a esperou na porta, estranhou tudo aquilo, mas já imaginava o que teria acontecido. Chamou Rafaelly para ajudar a cuidar da pequena assustada.
Enquanto isso, lá embaixo, Paola olhava intrigada para seu computador. Todo o seu histórico de conversa com Vivi, Lilly, Audrey e Telma tinham simplesmente desaparecido, mas ela tinha esperança de ser apenas uma loucura de seu computador louco. Desligou o micro e fechou a Xerocadora, estavam a chamando lá em cima.
- Esse lugar tá tão quieto... - Rafaelly disse triste enquanto fazia Telma voltar a si
- É mesmo... Sem a Audrey e a Lilly isso aqui perde a graça... - Paola olhava para algum ponto na janela enquanto falava - A Fá passou aqui...
- Queria saber se descobrimos algo, né? - Ma tentou forçar um sorriso - Parece que eles estão muito preocupados mesmo... nós também... Eu fico pensando, será que a Telma pode nos dar alguma pista?
- Hein? Quem? Eu? - Telma sacudia a cabeça enquanto voltava para o mundo real - Sobre o desaparecimento das pequenas? Eu bem que queria... Eu até tentei falar algo com a Vivi, saber se ela ajudaria, mas a única coisa que me lembro é de vê-la e acordar aqui...
- As coisas estão ficando cada vez mais esquisitas - Paola se levantou e pegou seu capacete - Vou tentar entrar em contato com alguém.
As outras não perguntaram quem seria. Resolveram abrir as portas e voltar a trabalhar. Paola saiu com sua Ducati 996 pela rua afora.


Mansão do Renato's Angels
5 pm

Vivi nadava calmamente pela piscina junto com Fá e Maya. O chefe Renato tomava sol com o laptop no colo na esperança de receber alguma mensagem de sua madrinha Sil.
- A tia apareceu? - Vivi parou na beira da piscina.
- Nadinha... Ninguém tem pista nenhuma sobre nada... - o chefinho suspirou fundo


Em algum lugar verde

Som de risos de crianças
- eheheheheh Eles não sabem!
- Não sabem não!
- eheheheh Não mesmo!
- ÉEEEEE
- Vamos ver?
- Óooooo... eles estão nadando!
- Na água!
- É mesmo!
- Vamos ver de novo?
- De novo de novo?

De volta a mansão

- Sabe? Às vezes tenho a sensação de que tem alguém de olho na gente... - Fá olhou para o céu.
- E tem! - Maya deu um largo sorriso - Eles!
- E aqueles sujeitos maus... - Vivi saiu da piscina e se encolheu - eles estão nos vendo, eu sei! Por aquela... aquela coisa neles...
Renato largou seu laptop rapidamente e foi até Vivi.
- Você diz na barriga deles?!
Mas era tarde pra ela falar algo, a ruivinha já tinha entrado em mais uma de suas crises. Era a segunda naquele dia. O chefinho olhava preocupado pra ela enquanto ela balbuciava outra coisa estranha. Fá correu para pegar algum papel enquanto praguejava sobre onde estaria seu caderno. Maya buscou o roupão de Vivi.
- Secov somev son! Ovon ed e ovon ed!
De repente, a anjinha voltou a si e olhou direto para o chefe, que agora a tinha em seus braços. Olhou para Fá que terminava de escrever e para Maya que segurava seu roupão.
- É... - ela começou - onde eu tô?
- Pára de bobeira, Vivi! - Maya riu
- Duuuh... Você está em casa, boba! Mansão... - Fá sorria
- Renato's Angels, querida - Renato era o único que se manteve sério.
- Isso é algum tipo de brincadeira?!? Quem é Renato?! E que anjos?!?
Os três olharam atônitos pra ela. Ela olhava atônita para eles. E todos tão atônitos não perceberam o objeto que caía na piscina. Ao ouvir o barulho da água, Fá se virou e reconheceu aquela coisinha pequena. Era seu caderno! Ela pulou na piscina e o pegou. Quando saiu, começou a folheá-lo na esperança de rever as coisas que sua parceira havia falado, mas para sua surpresa a única coisa que pôde ver foram palavras manchadas que de algum modo formavam um desenho que lembrava algo barrigudinho...
A morena mostrou para o chefe e a parceira novata que não saíram do estado atônito. De repente ouviram uma voz:
- Agora vocês me deixam de fora?
Para aumentar a estranheza dos acontecimentos, Vivi levantou e foi na direção deles tentando ver o que Fá mostrava. O chefe olhou para ela e perguntou:
- Qual o meu nome?
- Alfredo Onofre - a ruivinha começou a rir - Que isso chefinho! Tá com problema de memória?


No mesmo dia à noite
Em algum lugar escuro

- Eu sei, eu sei! Ninguém que não deveria saber sabe que você tá em contato comigo... - Paola repetia mais uma vez para a pessoa a sua frente.
- Então tudo bem... O que você quer saber? - A pessoa estava toda de preto e usava óculos escuros. Quem seria?
- Onde estão a Lilly e a Audrey!
- Pô, isso é muito pra mim, mas tudo bem! Eu acho que elas devem aparecer em algum lugar doce...
- Na casa da bruxa má? - Paola riu cinicamente
- Você tá estressada hein? O que houve?
- Meu pc estragou...
- Cuidado com isso!
De repente um barulho assustou as duas pessoas. A de preto começou a andar.
- Peraí! O que você quer dizer com isso? - Paola tentou interrompe-la, mas ela já tinha sumido.


No dia seguinte
2 am

Vivi andava pela cozinha escura jogando uma maçã para o alto. Havia acordado e não conseguia voltar a dormir, sua cabeça estava a mil. Fá desceu para tomar um pouco de água e se surpreendeu ao ver a parceira.
- Ô baixinha, tá sem sono? - a morena disse em meio a um bocejo
- Sonhos estranhos... acho que vou sair pra dar uma volta...
- Hmmmm o chefinho disse que não é muito saudável deixa-la sozinha na rua...
- Eu volto antes dele acordar - ela piscou para parceira e foi pegar seu capacete na mesinha da sala - a propósito, eu sei que você usou minha moto...
Fá riu meio sem jeito e ficou olhando a parceira sair pela porta. Não devia deixa-la sair, mas coitada, fazia tempos que ela não refrescava a cabeça. Resolveu voltar para o quarto, mas acabou encontrando com Maya nas escadas.
- Parece que só o Renato dorme nessa casa! - Fá sorriu para a recém chegada que a olhava séria...
- Na verdade, ninguém dorme... Quando fui ao banheiro, encontrei o quarto dele aberto e a cama dele vazia, por isso desci pra ver se o encontrava... Cadê a Vivi? - Maya parecia preocupada.
- Saiu... Tem certeza que o chefinho não tá lá em cima?! Meu Deus, ele nunca saiu assim de repente... Não tem nenhum bilhete?
As duas anjinhas subiram as escadas em direção ao quarto de Renato. Sua cama estava desarrumada, não havia bilhete algum e nenhum sinal de vida. Desceram novamente e acenderam a luz da sala. Ficaram sentadas no sofá na esperança de que alguém aparecesse.
Foi aí que a campainha começou a tocar. Maya foi atender e se espantou ao ver Sil descabelada trajando um roupão de dormir.
- Olá meninas! Preciso muito falar com o Renato! - ela falava ofegante.
- Ele sumiu... - Fá disse levantando do sofá - Amiga, você está horrível!
- Acontece quando se acorda no meio da noite com uma notícia terrível - Sil piscou o olho - e minha sobrinha onde está?
- Saiu...
- O que?!?!? Como vocês deixaram?!?! Sabem que é perigoso para ela!
- Sil, você sabe que ela tem ficado enfurnada em casa. - Fá começou - ela precisava esfriar a cabeça, mesmo que seja às 2 da manhã...
- ... em um dia em que ninguém dorme - Maya continuou - Mas afinal, Sil, o que foi que aconteceu?
Sil entrou e se acomodou no sofá ao lado das duas. Começou a explicar o estranho fato que havia ocorrido. Em uma de suas pesquisas pelas mais vastas pastas sobre teletubies ela havia encontrado um disquete, mas que não queria abrir em seu computador. Enquanto dormia sossegada na noite anterior, foi acordada por sua parceira Kes do Azul Celeste com o conteúdo do misterioso disquete.
- E eu não pude deixar de vir mostrar pra vocês com urgência!
- Tá bom, Sil, mas o que era?!?! - Fá temia pela resposta.
- Era.... era... - ela hesitava em falar, respirou fundo - a receita do creminho gostoso.
As duas arregalaram os olhos e seguraram um grito de pavor. Por que um disquete que não abria conteria a receita de algo tão maléfico? Quais seriam esses ingredientes horríveis que fizeram Sil correr para a mansão sem nem mesmo pentear os cabelos?
As três ficaram em silêncio por alguns instante. Ouviram o barulho de uma moto chegando, provavelmente era Vivi. Ela entrou na mansão e estranhou ao ver as três criaturas sentadas no sofá.
- Tia, parceiras? O que aconteceu?
- Achamos algo horrível - Sil começou.
- E o chefinho sumiu...
Aquelas duas informações desnortearam Vivi. Onde estaria o chefinho? Que coisa horrível seria aquela? Ela parou em frente a elas tentando pensar em algo.
- Mas eu o vi antes de descer... e tava dormindo tão tranqüilo!
- hmmmm você passou no quarto dele, hein? - Fá sorriu de um jeito safado, mas logo foi repreendida por um capacete que quase caiu na sua cabeça - ai!
- Que isso, Vivi! - Maya assustou-se - Bem, mas vamos logo contar pra ela o que você achou Sil...
- Será que eu posso mesmo?! - Sil olhava para a sobrinha que parecia cada vez mais curiosa - Bem, eu achei é.... eu achei a... a receita do cg...
- CG?! - a ruiva ergueu a sobrancelha - Cremin... - ela soltou um grito de pavor.
Ela subiu as escadas correndo para seu quarto e se enrolou na cama. Sil resolveu deixar a receita com elas, mas pediu que só lessem na presença de Renato.
- Ah! E me avisem quando ele aparecer...


Algumas horas depois

Alguns cochilos mais tarde, as anjinhas do Renato se encontraram na piscina. Todas muito preocupadas.
- Onde é que ele foi? - Maya perguntava para a planta perto da piscina.
- Isso nunca havia acontecido antes... Acho melhor irmos até a Xerocadora... - Fá disse saindo.
- Mas avisem antes para esconderem a Telma - Vivi disse com um semblante triste - não, melhor não... vão vocês, eu fico aqui pro caso do chefinho aparecer.
- Você tem certeza? Eu posso ficar aqui, afinal sou a mais recente!
A ruiva sorriu, mas não disse nada, suas parceiras já haviam entendido o recado. Ela não queria mesmo ter que encontrar com a Telma, ter outra crise e não saber o que foi discutido na reunião.
- Bem, vamos então! Mantenha contato, viu baixinha? Avise se qualquer coisa estranha acontecer! - Fá suspirou profundamente - E, por favor, não tenha uma crise sozinha...
- Anda, anda, gente! - a ruivinha esboçou um sorriso

Elas saíram. Vivi ficou sozinha na mansão. Olhou para o papel perto do laptop do chefinho, só podia ser a receita, ela não queria abrir, mas um impulso mais forte a obrigou. Então leu, aqueles ingredientes conhecidos, aquele nome conhecido. Ela levou a mão na boca para conter um grito e sentou-se no sofá tentando se acalmar. Onde estaria seu chefe?

Em algum lugar estranho

O sobretudo voava de um lado para o outro a medida que ele andava. Estava inquieto, não queria ter feito aquilo, mas era preciso. Tinha que obter alguma resposta. Já estava tarde e suas subordinadas deviam estar altamente preocupadas. E se elas já tivessem com alguma novidade? Como ele iria saber?
Renato passou as mãos pelo rosto nervoso. Aguardava ansiosamente a pessoa, mas ela parecia que havia esquecido do encontro. Em meio a tanto estresse, ele viu aquela pessoa de preto se aproximando e sorrindo ao vê-lo tão irritado.
- Desculpe a demora, a Paola entrou em contato comigo ontem... - sim, aquela pessoa de preto voltou.
- É bom vê-la novamente! - o chefinho sorriu triste - Não devia ter deixado as meninas, elas devem estar tão preocupadas...
- Eu bem que tentei vir mais cedo, mas o trânsito estava péssimo... mas diga aí? Tá querendo o mesmo que a Paola?
- Na verdade eu queria saber outra coisa... não consegui dormir pensando nisso... tive que encontra-la o quanto antes...
- Pois então fale! - A de preto sorria como sempre
- Por que o lapso de memória?
- Vocês me põe em cada uma... - a pessoa retirou os óculos escuros - Não posso dizer exatamente, mas há a possibilidade de ter a ver com efeitos do creminho gostoso... Mas isso era tão importante assim?
- Não é só isso... - Renato suspirou fundo - A Vivi fez algo muito estranho que nem as meninas sabem... Mas se é o creminho... Temos que pesquisar mais - ele se virou e entrou no carro, saiu cantando os pneus...
- Hey! Eu é que tenho que deixar as pessoas curiosas! O que ela fez?!

Xerocadora
12 pm

As anjinhas chegaram a Xerocadora e as encontraram trabalhando.
- Oi, eu vim buscar um livro que deixei aqui...
- Ah sim... - Rafaelly sorriu - Já vou pegar! Telma!!
Telma estava parada num canto procurando algo.
- Telma! - Rafaelly gritou mais uma vez olhando diretamente para a amiga - Telma, você está surda?
- Oi, querida, falou comigo? - ela se virou sorrindo
- Tem outra Telma aqui?
- Bem, não sou eu... - Telma respondeu sem jeito...
Rafaelly olhou assustada.
- Vo-você tá bem?
- Nunca estive melhor! Por que tá me olhando assim, Rafaelly? O que aconteceu?
Maya e Fá se aproximaram das duas e cochicharam que elas precisavam conversar. Telma entregou o livro a moça, que não havia percebido a estranheza da situação. Fechou a loja e deixou a placa "Fomos almoçar".
Lá em cima, Paola conversava com Ma. Quando as outras chegaram estranharam a falta de uma das agentes.
- Ué, cadê a Vivi? - Paola perguntou
- Além dela não poder mais encontrar com a Telma, ela ficou na mansão porque... - Fá começou - O chefinho sumiu.
- O que? - as renatetes se assustaram
- Bem, parece que vocês também não sabem de nada... - Maya fez um beicinho - estamos todas no escuro.
- Mas descobrimos uma coisa pelo menos - Ma tentou forçar um sorriso - a Audrey e a Lilly vão aparecer em um lugar doce...
- Hein? - as anjinhas ergueram a sobrancelha
- Foi o que me falaram... - Paola ergueu os ombros...
- Quem?!?
- Mas aconteceu algo diferente? - ela tentou mudar de assunto, e deu certo.
As anjinhas contaram o acontecimento da madrugada e não se surpreenderam ao verem Telma sair correndo para uma outra sala.


De volta a Mansão
1 pm

Vivi, não muito recuperada da revelação, lustrava a sua arma. De repente, o barulho da maçaneta girando a tirou de seu serviço e ela apontou sua arma em direção a porta. Ao ver quem abriu, um misto de raiva e felicidade tomou conta dela.
- Seu seu......... - ela correu para a porta
- Meça as palavras, menina - Renato sorriu
- COMO O SENHOR SOME DESSE JEITO, NÃO DEIXA BILHETE?!?! AINDA POR CIMA NUM DIA TÃO MALUCO!
O chefe deu de ombros e se desculpou.
- AGORA VOCÊ PEDE DESCULPAS, NÉ? EU TIVE QUE FICAR AQUI SOZINHA ENQUANTO AS MENINAS IAM TE PROCURAR NA XEROCADORA! E SE TIVESSE ACONTECIDO ALGUMA COISA?
- Mas não aconteceu... e eu fico feliz por isso...
- MAS E SE... - Vivi gritou um pouco mais alto, se é que isso era possível, mas foi interrompida pelo olhar bravo do seu chefe - desculpa, você ainda é meu chefe...
- Eu também estava errado - ele abaixou a cabeça
- Bem, as meninas devem estar chegando, temos coisas pra contar, coisas horríveis... ah! E prepare-se para ouvir mais berros... - Vivi sorriu sarcástica enquanto olhava seu chefe pegar o telefone...


Algum tempo depois

Renato estava sentado no sofá com a cabeça sobre os joelhos. Ela latejava. Fá, Maya e Sil respiraram fundo.
- Agora, vocês abram o papel que eu já vou... - Sil cerrou os olhos em direção a Renato - deixe um bilhete da próxima vez.
Assim que ela saiu, o chefe levantou-se e pegou o papel ao lado do seu laptop.
- Bem, eu já me desculpei... não posso dizer porque sumi, mas foi por uma boa causa... Vamos esquecer isso? Agora, minhas queridas, o que tem nesse papel?
Neste momento, Vivi desceu as escadas e parou ao ver o chefe com O papel em mãos. Não sabia se queria ouvir o que já tinha lido, mas não podia entregar que tinha feito algo errado. Não daria esse gostinho ao mau criado chefinho.
- Tem certeza que quer ouvir, Vivi? - Fá perguntou docemente.
- Eu agüento - a ruivinha sorriu.
- Chefinho - Maya disse - esse papel contém a receita do creminho gostoso...
- Como?!? - Ele arregalou os olhos - Vocês já leram isso?
- Não, somos pessoas boas e esperamos você aparecer - A mulher ruiva fingiu.
Então, o chefe começou a ler aquela receita horripilante e ouvia os gritos de pavor de Vivi, que mesmo já sabendo, não podia suportar aquela revelação. Fá tapava a boca. Maya arregalava os olhos de tal maneira que eles pareciam que iriam sair das órbitas.
- Meu Deus! - O chefe disse largando o papel - Isso é... isso é.... muito parecido com...
Antes que pudesse terminar a frase, Renato foi surpreendido por Vivi que revirou os olhos e começou a balbuciar suas estranhas palavras.
- Son somos siamed, somatse a aus etnerf...
Fá copiava isso no que restou de seu caderninho. Vivi rapidamente recobrou a consciência e olhou assustada para as parceiras e o chefe.
- Nós somos demais, estamos a sua frente... - Maya dizia sem piscar
- O que foi? - o chefe olhou pra ela assustado
- Meu deus! Eles falaram conosco através da Vivi! - Fá pôs as mãos na cabeça
- Como chegou a esse ponto? E essa receita... tão parecida com...
O chefe abaixou a cabeça e olhou para Vivi, que o fitou com estranheza por um instante, parecia que algo tinha aparecido na sua mente, ela arregalou os olhos.
- MEU DEUS! - ela levou as mãos na boca e se sentou no sofá.
As anjinhas olharam para a ruiva que mantinha os olhos arregalados.
- Eu não...
- Vivi? Você tá bem? - Maya a olhava preocupada
- Eu... - ela piscou os olhos, balançou a cabeça, tentando fazer aquilo sair da cabeça dela - eu tô... e essa receita...
- Realmente a semelhança é incrível! - Fá parecia intrigada - Mas, Vivi, o que aconteceu? Por que esse súbito susto? Você lembrou de algo?
- Eu só... - Ela fechou os olhos e respirou fundo - Só tive a sensação de ter entrado em crise, só isso... - ela olhou de relance pro chefe...
- Bem meninas... - O chefe fingiu não notar o olhar rápido de Vivi - Voltando a receita... precisamos fazer alguma coisa! Essa semelhança me assusta...
- A todos nós... Como eles podem ser tão maus? - Maya jog˙˙-se no sofá ao lado de Vivi - Como aquelas criaturas que pareciam tão dóceis fizeram algo tão horrível? Abduzir pessoas e agora isso...
- E o pior é que não sabemos exatamente como tudo aconteceu... - Vivi jogou a cabeça para trás - Se eu conseguisse lembrar outra coisa daquele lugar...mas parece que sempre que tento a minha mente trava... mesmo as minhas crises... eu quase nunca lembro do que fiz ou falei!
- Quase? - Fá olhou pra ela. - Você conseguiu de lembrar de alguma? De alguma coisa que disse ou fez? Isso nos ajudaria muito, pois talvez você conseguisse entende-las...
- Eu me expressei mal, desculpem...eu nunca lembrei... nunca - ela sacudiu a cabeça mais uma vez...
Renatinho abaixou-se e pegou a receita, olhou-a mais uma vez como se tentasse aceitar verdadeiramente aquele fato. Para sua tristeza, ele não tinha outra escolha.
- Bem, essa receita é muito semelhante ao...
- Cremogema - Vivi completou enquanto se levantava.
- Meninas, temos muito trabalho pela frente, precisamos nos preparar para investigar a fábrica da ACME - Renato cruzou os braços.
- Estávamos mesmo precisando de um pouco de diversão - Maya piscou o olho.


No mesmo dia˙˙r> 9 pm

O chefinho estava em frente ao seu laptop falando pelo microfone. Graças ao milagre da tecnologia ele pôde mudar a voz enquanto falava ao telefone.
- Senhor B? - ele dizia
- Sim, aqui é o senhor B das fábricas ACME, a Associação de Comedores de Mingau Enfervecido. O quê que há velhinho?
- Bem, senhor B, aqui quem fala é o senhor D do FBMI, o Bureau Federal de Investigação de Mingau. Eu gostaria de marcar uma hora com o senhor para discutirmos sobre a qualidade do seu mingau Cremogema.
- Hmmmm... Tudo bem velhinho, que tal na sexta às 18 horas?
- Perfeito!
Renato desligou toda aparelhagem e se virou para suas subordinadas.
- Sexta às 18 horas. Isso nos dá 3 dias para nos prepararmos - ele se levantou. - Meninas, essa noite precisamos mesmo de descanso, o dia foi meio agitado, mas amanhã começaremos tudo.
As anjinhas apenas fizeram que sim com a cabeça e rumaram cada uma para seu quarto.


No dia seguinte
5 am

Fá e Vivi se esgueiravam pela porta apertada do escritório. Ainda estava escuro e ninguém dali havia chegado.
˙˙- Como a globalização é boa... - Fá sorria enquanto procurava algo em uma das gavetas da escrivaninha.
- Exatamente - Vivi disse batendo na sua lanterna para ela acender - se essa empresa ACME não tivesse sua gestão aqui, teríamos que arranjar os mapas nem sei aonde!
- Aqui! Traz a máquina!
A ruiva tirou aquele pequeno aparelho da bolsa e começou a bater fotos. Ali estava a planta completa da fábrica ACME e o início do plano. Assim que todas as fotos estavam devidamente batidas, Fá enrolou os mapas e os guardou tal qual estavam na gaveta. Saíram novamente pela porta estreita.


Mansão do Renato's Angels
6 am

Maya aguardava ansiosamente a chegada das parceiras ao lado de Renato. Assim que chegaram, Vivi correu para o computador e ligou a máquina para poder baixar as fotos. O chefinho parou ao lado dela.
- Aí está nosso alvo!
- É bem grande, né? - Fá olhava cada detalhe do mapa
- Mas vocês sabem exatamente aonde ir - o chefe sorriu - o núcleo central onde é feito o Cremogema, enquanto isso eu converso com o gerente senhor B procurando saber quem entregou essa receita a ele...
- Mas nós sabemos quem foi! - Vivi o interrompeu
- Eu só quero confirmar o fato, querida.
- Tudo bem... - Maya cruzou os braços - Que tal irmos mais tarde até a Xerocadora para imprimirmos esse mapa em tamanho real?
- É assim que eu gosto, novata! - o chefinho disse - Já está no ritmo das anjinhas.

Algumas horas mais tarde

Vivi e Maya conversavam na cozinha, tentando arrumar um modo de irem na Xerocadora e se manterem longe de Telma. No andar de cima, Fá se preparava para descer e se juntar às suas parceiras quando deparou-se com Renato em seu quarto olhando para um ponto distante no céu.
- Hey chefinho! - Ela se aproximou dele - O que houve?
- Não, nada! Estava só pensando na vida...
- Sei... - Ela pôs as mãos no beiral da janela - Eu queria que você me respondesse uma coisa, mas com sinceridade.
- Pois pergunte, anjinha - Renato falou despreocupado.
- O que aconteceu ontem? - Fá disse olhando diretamente nos olhos do chefe.
- Eu já falei que não posso revelar, mas foi por um b... - ele foi interrompido
- Não falei disso, falei da Vivi!
- Acho melhor você perguntar pra ela... - ele fingiu indiferença - ela deve ter tido uma sensação ruim.
A morena não falou mais nada. Desviou o olhar do chefinho e saiu do quarto, se ela quisesse saber da verdade, teria que ir direto a fonte, mesmo que ela achasse que o chefe tinha a ver com aquilo tudo. Desceu para se juntar às parceiras.

Xerocadora
10 am

A loja já estava fechada, as renatetes precisavam já estar prontas para a chegada do Renato's Angels. Enquanto as anjinhas entravam, puderam ver Telma e Ma saírem pela porta dos fundos, de um jeito ou de outro, eles não podiam deixa-la lá dentro.
Subiram as escadas. Todas as meninas já estavam sentadas esperando.
- Olá queridas! - Renato esboçou um sorriso
- Olá chefe malvado! - Rafaelly piscou o olho.
- Trouxemos aqui os mapas da ACME para serem imprimidos. - o chefinho começou
- ACME? - Paola perguntou interessada.
- Associação dos Comedores de Mingau Enfervecido, wend! - Vivi se virou para as renatetes - pretendemos entrar lá em dois dias para investigarmos...
- Descobrimos que a receita do... - Fá olhou para sua parceira ruiva que apenas assentiu com a cabeça - do Creminho gostoso é muito semelhante ao Cremogema.
Todos se assustaram. Era realmente preciso fazer algo, e se todas as pobres crianças do mundo estivessem comendo aquilo e assistindo aos maléficos episódios? Poderia ser o fim da humanidade sã! A anjinha ruiva cochichou para Maya e foi em direção a porta. Renato esperou até que a subordinada saísse.
- Chamem a Telma e a Ma... A Vivi já sabe de todo o plano, é mais importante que todas vocês entendam perfeitamente no que vão nos ajudar...
Fá cutucou o chefe e fez sinal em direção a porta. Ela preferia que Vivi não ficasse sozinha.

Enquanto Renato explicava toda a história para as Renatetes, a anjinha morena conversava com a parceira, as duas estavam sentadas em cima do balcão.
- Sabe Vivi? Tem uma coisa me intrigando...
- E o que seria, moça?
- O que aconteceu ontem...
- O desaparecimento do chefinho? Ah você sabe como ele é, só irá nos contar quando... - ela ia continuar, mas foi interrompida.
- O que você lembrou? - Fá parecia estranhamente séria.
- Você tá falando do que? - Vivi ergueu a sobrancelha
- Ontem, o que você lembrou logo depois da crise?
- Eu não lembrei de nada, já disse... - a ruiva tentou parecer indiferente.
- Então por que aquilo tudo? Eu vi você olhando muito esquisito pro chefinho... me fala!!!
Vivi ficou calada. Pensou em sair correndo dali, não queria falar sobre o tal acontecimento, mas sair acarretaria ou num encontro com Telma, ou com uma rua vazia, e essas duas coisas não pareciam boas. A única saída era contar a verdade...
- Bem, eu fiz uma coisa horrível - ela abaixou a cabeça.
- E o que foi que você fez? - a morena perguntou preocupada.
- Eu - a ruiva respirou fundo tentando tomar coragem - eu tive uma crise e acabei...
De repente Maya chegou esbaforida. Fá praguejou algo, ela estava tão próxima de descobrir a verdade. Vivi suspirou de alívio.
- Rápido, subam! - a novata disse já subindo as escadas.
- Mas, eu...eu não posso! - Vivi continuou parada...
- Bem, isso não vai ser um problema...
As anjinhas subiram as escadas correndo.
- A Telma teve uma crise e saiu correndo - Renato disse
- Mas pra onde ela foi?! - Fá perguntou
Antes que alguém pudesse dizer alguma coisa, Vivi revirou os olhos e começou a andar. Renato e Fá tentaram segura-la, mas a ruiva segurou o braço de cada um obrigando-os a segui-la. Ela entrou no carro e começou a dirigir. Logo atrás, Paola vinha com sua moto e Rafaelly e Ma em outro carro.
Eles continuaram dirigindo até que encontraram Telma correndo. Ela foi agarrada por Ma e jogada dentro do carro. Vivi continuava a dirigir o da frente.
De repente, ao ver a placa "Padaria do Manuel" o carro parou. Vivi e Telma saíram do carro mais rápido que todo mundo e pararam uma em frente a outra. Todos olharam em direção a padaria, havia algo de semelhante nas duas baixinhas que tentavam comprar alguma coisa do padeiro. Eles arregalaram os olhos, e sorriram alegremente, mas o sorriso foi logo interrompido quando...
- Oi Audrey! - Vivi disse olhando para a amiga
- Oiiiiii!
- Oi Telma! - Audrey disse acenando com a barriga
- Oiiiii!
- Oi Lilly! - Telma disse balançando os bracinhos
- Oiiiiiii!
- É hora de dar OIIIIIII!!!! Eheheheh Vamos cantar? - Lilly sorria alegremente e de um jeito estranhamente bobo.
- De novo?!
- Éeee... de novo de novo!!!!!!
As quatro abduzidas puseram-se em fila e começaram a balançar a cabeça sorrindo e cantando "Telma... Audrey... Lilly... Viviiii... As quatro... abduzidas... di-zem oi... OOOOIIIIIIIIIIII!" Elas começaram a rir como crianças e voltaram a cantar. As renatetes e o Renato's angels olhavam aquela cena sem saber se riam ou choravam.
De uma hora para outra, as quatro pararam de cantar e olharam uma para outra. Um grito agudo atingiu os tímpanos de cada pessoa que estava a menos de 50 metros daquelas quatro. Mais que depressa, Renato, Fá e Maya jogaram Vivi dentro do carro. Audrey e Lilly foram escoltadas por Rafaelly e Ma, enquanto Telma ia junto com Paola em sua moto.

No mesmo dia
Mansão do Renato's Angels
3 pm

- Elas estão bem e sendo mantidas em quartos separados. - O chefinho disse largando o telefone no sofá.
- Que diabos foi aquilo? - Maya tentava não rir da situação.
- Se foi assim exatamente como me contaram, eu acho que aqueles seres maus tentaram fazer clones terrestres deles... - Vivi começou a rir descontroladamente.
- Sabe? - Fá enxugava as lágrimas em meio ao riso - se não fosse tão perigoso, eu diria que isso daria uma boa história de comédia.
- Mas isso é a mais pura realidade. - Renato disse sério - os teletubies abduziram quatro de nossas amigas e descobrimos essa terrível semelhança entre o creminho e o cremogema...
Para uma boa descontração, todos da sala começaram a rir. Talvez era a única coisa que eles poderiam fazer perante aquela estranha situação...ou não. Essas coisas são muito relativas.


Sexta-feira
Pela manhã

O grande dia havia chegado. Vivi já tinha em mente cada pedaço do circuito de segurança da ACME que as renatetes haviam conseguido para ela. Maya já tinha arrumado o figurino de todos para aquela noite. Fá olhava os mapas mais uma vez. Renato olhava-se no espelho.
- Até que eu não fico tão mau loiro de olhos azuis... - Ele ajeitou um aparelho na gola da blusa - e sem dúvida essa voz não combina comigo.
Vivi desceu as escadas e viu o chefe. Gritou para as parceiras descerem.
- Vejam só aquele sujeito alto, forte, loiro ali embaixo... - Maya falou soltando os cabelos.
- Repara só como ele é másculo, e aqueles olhos... - Fá mordeu o lábio inferior.
- Estão pensando o mesmo que eu, parceiras? - Vivi piscou o olho para o chefe.
O chefinho olhou para aquelas três paradas nas escadas e perguntou o que havia, ainda usando a sua voz falsa.
- Realmente, Vivi... Ele tá parecendo um... - Fá disse sensualmente.
- Cantor de BoyBand!!! - as três explodiram em gargalhadas deixando o chefe mais vermelho que os cabelos de Vivi.


Sexta-feira
Alguns minutos antes do show

Renato já estava devidamente fantasiado e terminava de ouvir suas subordinadas cantando para ele.
- Tá bom, tá bom! - ele desligou o aparelho da gola da camisa, se sentia melhor assim - estamos todos prontos para entrar em ação. Eu irei direto no escritório da ACME e vocês entrarão pelo estacionamento.
- O plano já está guardadinho! - Vivi sorriu fechando o sobretudo, assim como as parceiras - Nós estamos lindas, poderosas, e arrancaremos o que tiver de estranho naquela fábrica!

Em algum lugar verde

*som de risadas de criança*
- ahahahahah vamos ver de novo?
- de novo de novo?
- Éeeee... de novo de novo!
A imagem de Vivi falando sobre o plano apareceu naquilo que parecia uma televisão.

Fábrica ACME

Renato, já com seu crachá de senhor D do FBMI, seus cabelos loiros e sua voz "oh yeah, baby, yeah", entrou na porta principal da fábrica acompanhado de dois seguranças. Não muito longe dali, no estacionamento, Maya andava perto do portão, já sem o sobretudo.
- Ai! - a novata trajando um vestido preto tubinho e uma sandália salto 8 deu um gritinho ao passar perto do guarda.
- Posso ajudá-la, senhorita? - o guarda disse sério.
- Oi, segurança! - Maya se abaixou levando as mãos em direção ao tornozelo - eu estava andando por esse local escuro e parece que tropecei... ai como está doendo meu tornozelinho...
- Peraí que vou te ajudar! - o guarda, que a essa hora já se abanava com seu cap, saiu de perto do portão e se abaixou até o tornozelo da anjinha.
Mal pôde toca-lo, pois um joelho veio em direção a sua testa e ele caiu desacordado.
- Babaca - a novata disse sorrindo, fazendo um sinal com a cabeça para chamar as parceiras.
Elas levaram o guarda até a sua cabine e o sentaram lá, provavelmente pensariam que ele caiu no sono. Foram em direção a uma caixa de metal. Fá a abriu com cuidado e Vivi parou na frente dela. Era a caixa da segurança.
- Que estranho... - a baixinha disse enquanto levantava um dos fios
- O que foi? - Maya disse vestindo uma calça - o bom de vestidos tubinho é que você pode dobra-los e eles viram uma blusa...
- Não sei, parece que mais alguém mexeu nisso aqui... - a ruiva agora cortava um fio azul.
- Bem... - Fá começou - provavelmente os seguranças já devem ter mexido por aí.
Vivi deu de ombros e terminou o serviço. Fechou a porta de metal e elas rumaram em direção ao tubo de ventilação. Ela foi na frente, seguida por Fá e Maya. Quando chegaram na terceira saída de ar, averiguaram se não tinha ninguém embaixo e desceram.
Era uma sala, provavelmente uma das salas de controle. Fá abriu o mapa para ver se estavam indo para o lado certo do núcleo central do cremogema.
- Parece que tá tudo certo - ela falou baixinho.
- Mas não é melhor termos certeza? - A novata perguntou.
- Deixa comigo! - a ruiva fez um coque com o cabelo, pôs os óculos e vestiu um jaleco.
- Você fica tão séria assim! - Fá riu
A ruiva abriu a porta e saiu andando em frente despreocupada. Ao chegar perto de uma porta, foi barrada por um guarda.
- Desculpe, senhora, você só pode entrar com autorização.
- Pois veja - ela disse mostrando o crachá - sou a doutora Aurora do FBMI e preciso ir até o núcleo central. Ele fica para esse lado mesmo?
- Não posso fornecer essa informação a senhora - o guarda permanecia em pé a sua frente
- Se é assim... - Vivi foi abaixando a mão a ter chegar a uma certa região meio imprópria, a apertou com força... - agora me fala, é para esse lado mesmo?
- ée...ée...é... - o guardava tentava falar, mas sua voz saiu fraca.
Apertando com mais um pouco de força, a ruiva fez o guarda cair atordoado em sua cadeira. Fez um sinal para as parceiras e elas foram para a sala em frente.
- Não precisava ser tão cruel, Vivi - Fá disse estalando a língua.
- Mas eu não fui! Ele ainda vai poder ter filhos... - ela riu retirando a fantasia.
Elas estavam à distância de uma sala do núcleo central, e provavelmente teria mais um guarda para elas enrolarem. Era a vez de Fá agir. Ela arrumou os cabelos e ajeitou o vestido, deixando o decote um pouco mais avantajado. Foi andando até a outra sala até que foi interrompida pelo guarda.
- Ai, ali não é o banheiro? - ela fez um beicinho.
- Não, senhora, e você não pode entrar ali...
- Aaaah... - ela começou a falar mais parecendo que estava gemendo - mas ali parece que não tem ninguém, né? - ela passou a mão pelo peito do homem.
- Er... Bem... Não - o guarda afrouxava a calça, digo, a blusa.
Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ele foi empurrado até a sala. E antes que pudesse ficar feliz com isso, sentiu que a parede não gostava dele, a anjinha morena havia batido sua cabeça com toda força. As outras chegaram logo atrás dela e foram andando em frente, com exceção de Vivi, que havia parado perto do guarda.
- O que está fazendo? - Maya estranhou ao ver a parceira abrir a calça do homem.
- Iludindo o coitado - ela piscou o olho.
As meninas foram até a próxima porta e entraram, começaram a ouvir uma música estranha. "Cremo, cremo, cremo, cremogeeeeema, é a coisa mais gostosa desse mundo". Ao ouvir aquilo, Vivi correu para a porta a frente.
- A gente já deve ter chegado ao núcleo - Vivi passava a mão pela cabeça - Ai essa música! Rápido, Fá, grava isso e corre pra cá, tem algo estranho nela.
A morena gravou e elas entraram em uma sala.
- Melhor não fechar a porta - Maya disse
Suas parceiras concordaram e acenderam a luz daquela sala, sem dúvida era o núcleo central. Havia ali muitos botões com nomes provavelmente de ingredientes. As anjinhas começaram a vasculhar os arquivos dali e juntaram várias pastas. De repente, um barulho as assustou.
- Quem foi que fechou a porta? - Fá disse tentando abrir a porta - Droga, tá trancada!
- O que? - Maya estranhou e olhou para cima de um dos armários da sala - Mas a gente pode sair pelo tubo de ventilação olhem ali. Vou dar uma olhada.
Ela subiu no armário, enquanto as outras terminavam de arrumar as pastas. Abriu o tubo e arregalou os olhos.
- O-ou...
- O-ou de a gente não cabe ou O-ou de estamos ferradas? - Vivi subiu rapidamente no armário e olhou para o tubo - acho que é a segunda opção...
- Incrível como esse armário é forte! - Fá disse olhando para as duas.
- Bem, não é hora de propaganda de loja de móveis... - Maya fez uma cara estranha.
- Melhor você subir... - Vivi pediu para Fá.
Ela subiu. Não acreditou no que viu. As três estavam ali, em cima daquele armário, olhando para sua única saída e para...
- É uma bomba... - Fá disse tentando não parecer redundante.
- Eu sabia que alguém já tinha mexido naquele circuito! - Vivi suspirou fundo.
- Bem, temos duas opções... - Fá começou - Ou nos aventuramos nesse tubo correndo ou tentamos desativar a bomba.
- De um jeito ou de outro, temos menos de um minuto... - Maya fez um beicinho - Eu pensei que eu viveria mais...
- O que nós vamos fazer? - a ruiva olhou direto para Fá - você consegue?
- Vou tentar... - a morena pôs-se de frente a bomba.
- Rápido! - as suas parceiras falaram.

Enquanto isso, em algum lugar verde

*sons de risadas de criança*
- É hora de dar tchau!

De volta a ACME

Fá tentava a todo custo desarmar a bomba.
- Vamos, Fá! - Maya tentava parar de roer as unhas.
- Eu não tô conseguindo!
A hora se aproximava.
3
- Parece que tem algum tipo de código - Fá continuava tentando.
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- Ai não!!!! - Vivi deixou a cabeça pesar.
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Continua...

E no próximo episódio:

- Elas eram tão boas...
- Por que isso tinha que acontecer?

 

Fanfics de AX


Renato's Angels


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