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Fanfics da Vivi |
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Clássicos
da literatura infantil Helena de
neve e os sete anões Era uma vez, em uma terra verde muito distante, onde a grama era verde e os coelhinhos eram brancos, um castelo grande e imponente. Nele vivia um rei chamado Spender e sua mulher muito bondosa chamada Marita. Os dois haviam tido uma linda garotinha chamada Helena, que por causa de sua pele tão branquinha, era chamada Helena de Neve. Mas a felicidade nesse castelo durou tão pouco... Marita foi acometida por uma terrível doença que deixou seus olhos negros negros... Para não ficar sozinho, Spender se casou com uma mulher muito malvada chamada Diana. Diana era muito estranha, no porão do castelo mantinha um laboratório. Em um canto escondido ficava um espelho grande e bonito e todos os dias aquela criatura olhava para ele e repetia: — Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? E o espelho sempre respondia: — Não, minha senhora, tu és a mais bela...
Os anos se passaram, Helena cresceu e se tornou muito bonita. Mas, para sua tristeza mais uma vez, seu pai acabou morrendo com um tiro no rosto (pelo menos, foi o que contaram para ela). E mais uma vez, sua madrasta desceu ao porão. — Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? — Não, minha senhora... quer dizer... Sim, minha senhora!!! Existe uma garota de pele muito branca que é mais bela que a senhora!!! Helena de neve é seu nome! Diana ficou horrorizada com tal afirmação. Depois de tantas plásticas, como poderia existir alguém mais bela que ela?! — Eu tenho que dar um jeito nisso! Caçador!! Caçador!! — Chamou, madame? – Um ser com a cara do Tom Cruise apareceu na porta do porão. — Caçador, preciso da sua ajuda. Mas antes, mude esse rosto, ponha algo mais malvado! E o Caçador transformou-se em George Bush. — AAAAAAAH! – Diana deu um salto para trás – Eu disse malvado e não... E o Caçador mudou sua cara de novo... — Uuuui – A madrasta sorriu – Assim está ótimo! Vamos, agora corra atrás daquela Helena de Neve e mate-a!! MATE-A!!!!
Enquanto isso, no bosque do castelo, Helena de Neve pulava, andava e corria, feliz, alegre e contente. Resolveu sentar-se na beirada do poço e admirar sua face. De repente, um sapo muito feio apareceu ao seu lado. — Minha princesa, eu sou um príncipe e preciso de um beijo seu! A garotinha de pele alva tinha um coração muito grande. Inclinou-se para beijá-lo e sentiu um gosto horrível em sua boca. Esperou... Esperou... E o sapo saiu correndo... — Te enganei! TE ENGANEI!! A-há! Como nojo, aterrorizada e triste, Helena correu para dentro do bosque, mas foi interrompida por uma figura grande e estranha... Ele tinha uma cara estranha... Uma cara de... — Christopher Walken!! – a garotinha gritou. E a garotinha correu. E o Caçador ia atrás. E ela corria mais e mais. E o Caçador ia apenas andando atrás. E ela quase voava. E o Caçador continuava apenas a andar. Por fim, ela tropeçou e caiu. — Não, não, seu moço... Não faça nada comigo! Eu fui vítima de experiências do governo, me injetaram tanta coisa... Eu até brilho no escuro! – Helena falava em meio às lágrimas. Tocado, o Caçador largou a arma e ficou a observar a mata. — Fique na floresta, garotinha... Eu não farei nada com você! — Obrigada, Chris!! – a garotinha sorriu se levantando – Tome! Arranque o coração desse bode e finja que me matou! — Mas, Helena, como você...? — Minha madrasta não é mais esperta que eu... – E Helena entrou na floresta alegre e saltitante.
De volta ao castelo, o Caçador entregou o coração a Diana. — Ó! COMO EU TE AMO!!! NÃO! Não assim!! Voltando... — Tome, minha senhora! Arranquei o coração da garotinha para você ver que eu fiz tudo direitinho! — VIVA!!! EU SOU A MAIS BELA!!! EU SOU A LINDA!!!! Lero lero lero!!!! EU SOU A MAIS BELA!!!
Longe dali, andando pela mata, Helena de Neve sentou-se em um tronco cansada. — Ai que vida infeliz... Um coelhinho cor-de-rosa muito serelepe parou ao lado dela. — Não chores, menininha... A garotinha esfregou os olhos. — Deve ser efeito dos cogumelos alucinógenos... Sacudindo a cabeça, ela se levantou e continuou a andar. No meio de tanto verde, encontrou uma pequena casinha, pequena mesmo. Foi até lá bater na porta. — Hey!!! Tem alguém em casa?!? Como não obteve nenhuma resposta, foi entrando. A casa estava uma zona! Pôs-se a arrumar, lavar e passar... De tão cansada, foi procurar um quarto. Encontrou um com sete caminhas. Juntou-as e dormiu. Algum tempo depois, um coro ecoou pela floresta. — Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou... Parará timpum... Parará timpum... Eu vou, eu vou, eu vou, eu vou, eu vou... A anã mais baixinha chegou na porta. — Gente! Alguém entrou na nossa casa! — Está doida, Scully?! – Doggy, o cético, perguntou indo em direção a ela. – Mas pior que é verdade!! Venham ver!! Então, todos os outros quatro anões chegaram em casa e viram tudo arrumado. — Nooooossa! – Monica, a sonhadora, suspirou. — Parem de bobagem e vamos ver se encontramos alguém! — Nossa, Alex, porque você é sempre tão zangado!? – Scully, a baixinha, ergueu a sobrancelha para ele. — Você também seria se só tivesse um braço! — Eu só espero que ela não tenha visto o soneca – Walter, o careca, foi andando em direção ao quarto. — Acho que não – Monica, a sonhadora, certificou-se se a porta do porão estava trancada – A gente trancou o Eugene direitinho. Walter, o careca, abriu a porta do quarto e viu aquela grande criatura branca deitada na cama deles. — Venham rápido! – ele gritou E todos os anões pararam no quarto e observaram a garotinha. — Ela é tão bonita – Doggy, o cético, suspirou – AI! Não precisa me bater Monica! — Vejam! Ela está acordando! – Um ser todo enfumaçado escondido em um canto falou, era CGB, o fumacinha. Helena de Neve foi acordando devagar e soltou um grito ao ver aquelas seis pequenas criaturas. — AAAAAH!!! Quem são vocês?!? E cada um se apresentou... E agradeceram pela arrumação na casa...
Enquanto isso, no castelo, a madrasta estava de volta ao porão. — Aiaiai, espelho... — O que foi, minha senhora? — Tanto tempo que não te pergunto... — É... – o espelho respondeu com um certo ar de felicidade. — Então... Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? — Não... Peraí! Que isso!! Existe sim!!! EXISTE!!! Minha senhora, Helena de Neve é a mais bela!! — Co-como assim!?!? Ela está viva?!?!? Não, não pode ser!! – Diana falava nervosa – Eu tenho que ser a mais bela!!! Eu serei a rainha mais bela e terrível como a manhã e a noite! Aterrorizante como a tempestade e o trovão! Mais forte que os fundamentos da terra. Todos deverão me amar e se desesperar!!! — Senhora? — Sim, espelho? — História errada... Diana se recompôs e começou a mexer em suas poções. — Ela vai dormir para sempre! E eu serei a mais bela! Uma risada maléfica tomou conta do porão e, após um rodopio, a madrasta se transformou em uma velha feia e raquítica.
Na casa dos sete anões, tudo corria às mil maravilhas. Em uma bela tarde, uma velha senhora parou na janela deles e começou a conversar com Helena. — Mas que linda garotinha é você! Aceita umas salsichas polonesas! — Salsichas Polonesas?!?! – Doggy, o cético, veio correndo. — Sim, mas são para mim... E assim, pegando algumas salsichas e após a velha ir embora, Helena de Neve comeu-as... Comeu-as e caiu dura no chão. — Ó não! – Scully, a baixinha, veio correndo checar seus pulsos – Ela está em coma! — Quem irá arrumar a casa agora?! – Alex, o zangado, fechou a cara. — Vamos pelo menos cuidar bem dela... – Monica, a sonhadora, suspirou. Dessa forma, montaram um altar no meio da floresta e puseram Helena de Neve por lá, dentro de um caixão transparente que Scully, a baixinha, tinha ganhado em uma viagem ao Ártico.
O tempo foi passando, os anões lustravam o caixão uma vez por semana e até tentavam arrumar a casa. Em uma bela tarde de sol, um homem bonito e alto apareceu na porta pequenina dos anões. — Olá!! Fiquei sabendo que coisas estranhas estão acontecendo por aqui! – ele falou a Doggy, o cético. — Sim, estão... E quem é você, gracinha? – Scully, a baixinha, apareceu ao lado de Doggy. — Eu sou Mulder, o príncipe do Reino dos Arquivos X! – e brandindo a espada ele se ajoelhou de novo Os seis anões pediram-no que esperasse e fizeram uma pequena reunião. Não pediram opinião a Eugene, o soneca, por motivos óbvios. — Bem – CGB, o fumacinha, escondido em um canto falou – Sr Mulder, vamos precisar de você. — Eu poderia muito bem fazer isso, mas não! O Zangado é mau... aaaf! — Venha, príncipe – Monica, a sonhadora, com seu ar zen guiou Mulder até o altar. Os anões ficaram em volta de Helena de Neve e explicaram toda a situação. O príncipe concordou e abriu o caixão. Inclinou-se, passou a mão pelo rosto de Helena e pousou um beijo suave em sua boca. Nada. Repetiu o gesto. Nada. Quase sem esperança, o príncipe pegou o rosto de Helena de Neve e deu-lhe um beijo que deixaria qualquer um sem fôlego. — Uau, Mulder! – a garotinha acordou contente – era isso que eu precisava!
Assim, Príncipe Mulder e Helena de Neve se casaram e foram morar no Reino dos Arquivos X, junto com os anões.
Eles viveram FELIIIIIZES PARA SEMPRE
Quanto a Diana, dizem que ela morreu... Dizem...
FIM
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