XV Congresso Médico Acadêmico da Unicamp
Sobre o COMAU e a FCM:

Sobre o CoMAU

O Congresso Médico Acadêmico da Unicamp (CoMAU) surgiu em 1992, fruto da iniciativa de acadêmicos da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, que desejavam consolidar sua formação acadêmica por meio de um evento que congregasse atualização científica, ensino médico e visão global da saúde no Brasil.

A este objetivo, associaram a demanda de Campinas e região por um evento que atualizasse conhecimentos de profissionais recém-formados, bem como de professores e médicos interessados em reciclar seus conhecimentos.

Assim nasceu o CoMAU, hoje uma referência nacional em atualização médico-acadêmica, que promove o interesse científico dos futuros profissionais da área da saúde e a atualização daqueles já existentes no mercado.

Agora, em sua décima quarta edição, o CoMAU renova mais uma vez o seu compromisso de contribuir para a formação médica e científica de todos, esperando que, para isso, possamos contar com a participação decisiva de parceiros preocupados com o futuro da classe médica do país.

Sobre a Faculdade de Ciências Médicas e a Unicamp

A antiga Universidade de Campinas foi fundada em 1962 por Lei Estadual do governador Carlos Alberto de Carvalho Pinto. Essa Lei ainda determinava que a Unicamp incorporaria a então Faculdade de Medicina de Campinas, criada quatro anos antes.

Assim, começaram as atividades do curso de Medicina e a construção do seu Hospital das Clínicas. Enquanto o campus era construído, as aulas aconteciam em salas improvisadas da Maternidade de Campinas e o treinamento clínico e cirúrgico dos alunos era realizado nas enfermarias e instalações da Santa Casa de Campinas

No período compreendido entre 1963 a 1966, a Universidade enfrentou graves problemas de verba, porém o Curso de Medicina continuava em franco desenvolvimento, o que levou o Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo a ter seu interesse voltado para a Universidade e a vislumbrar a possibilidade de expandir o número de cursos oferecidos. Para isso nomeou uma Comissão, coordenada pelo Prof. Zeferino Vaz, que também foi nomeado Reitor da Universidade, incumbida de elaborar um estudo aprofundado sobre sua situação administrativa e prosseguir a instalação e organização da Universidade.

Iniciou-se, então, uma nova etapa da Universidade Estadual de Campinas que culminou com sua inauguração oficial em 1967, reunindo vários Institutos, Básicos e outras Faculdades, entre elas a Faculdade de Ciências Médicas. O local físico onde se situa a Unicamp foi ocupado, em outras épocas por cafezais e canaviais. O seu campus tem o nome do seu fundador, Zeferino Vaz, que foi quem com ele sonhou e o viu nascer. Assim, iniciaram as atividades dos cursos de Biologia, Matemática, Física, Química, Engenharia e Engenharia de Alimentos.

A Faculdade de Ciências Médicas funcionou na Santa Casa de Campinas até fevereiro de 1986. Em 01 de março de 1986, transferiu-se para instalações próprias, no campus da Unicamp e muito próximo ao HC. Contou inicialmente com apenas um bloco de três andares, num total de 1.200 m², onde foram instaladas a Diretoria e as áreas administrativa, incluindo as Comissões de Graduação, Pós-Graduação, Residência Médica, Pesquisa, Informática e de Contratos Docentes. As outras Áreas ocupavam salas espalhadas no Hospital de Clínicas. No final de 1988, a FCM já possuía uma área física de 5.000 m².

Hoje, a Unicamp é uma autarquia, autônoma em política educacional, mas subordinada ao governo estadual no que se refere a subsídios para a sua operação. Assim, os recursos financeiros são obtidos principalmente do Governo do Estado de São Paulo e de instituições nacionais e internacionais de fomento.

Instalada em cinco campi, oferece 57 cursos de graduação, 127 de pós-graduação, três de ensino tecnológico superior e 25 de ensino técnico médio. Com isso, atende a 16.313 alunos de graduação, 15.393 de pós-graduação e 3.992 de ensino técnico médio. Suas bibliotecas contam com um acervo de 654.409 livros, 59.917 teses e 5.855 periódicos.

Em termos de produção científica, a Unicamp tem atualmente 1.017 linhas de pesquisa com 3.755 projetos financiados, tendo publicado, em 2005, 13.433 trabalhos incluindo livros, artigos, capítulos, trabalhos em anais de congressos e resumos. Esses trabalhos resultaram, só em 2005, em 55 patentes requeridas e 1.898 publicações indexadas.

Isso garante à Unicamp classificação entre as quatro principais universidades do Brasil e entre as 100 principais universidades do mundo.

Na área da saúde, a Faculdade de Ciências Médicas conta com uma área aproximada de 40.000m2, divididos em 14 prédios. A FCM possui 358 docentes (288 em RDIDP; 96 em RTC; 15 em RTP e 26 docentes na carreira especial lotados no CEPRE). Os funcionários somam 481 (361 da UNICAMP e 120 da FUNCAMP). Um levantamento efetuado em Janeiro de 2005, apontou um total de 2129 alunos matriculados: 1029 nos Cursos de Graduação (670 em Medicina, 159 em Enfermagem, 120 em Fonoaudiologia e 80 em Farmácia); 991 alunos no Curso de Pós-Graduação (509 em Mestrado e 482 em Doutorado) 75 nos Cursos de Aprimoramento e 1581 em 63 Cursos de Especialização.

Além disso, os seis hospitais mantidos pela Unicamp realizaram, em 2005, 22.257 internações, 495.180 consultas, 24.271 cirurgias, 160.728 tratamentos odontológicos e 3.645.435 exames laboratoriais.

Em sua história, a Unicamp teve alguns alunos e professores ilustres como:

  • Mário Schönberg (1914-1990), físico teórico, engenheiro elétrico, crítico de arte e escritor; criador da teoria de formação das supernovas
  • Paulo Freire (1921-1997), educador
  • César Manuseto Giulio Lattes (1924-2005), físico experimental; descobridor do méson pi
  • Rogério Cezar de Cerqueira Leite (1931-), físico experimental
  • Rubem Alves (1933-), teólogo, filósofo, educador, escritor e psicanalista
  • José Aristodemo Pinotti (1934-), médico ginecologista e político
  • José Serra Chirico (1942-), economista e político; atual governador-eleito de São Paulo
  • Cassio Menezes Raposo do Amaral (1943-2005), cirurgião plástico
  • Paulo Renato Costa Souza (1945-), economista
  • Luiz Roberto de Barros Mott (1946-), antropólogo
  • Hélio de Oliveira Santos (1950-), médico e político; atual prefeito de Campinas
  • Aloízio Mercadante Oliva (1954), economista e político; fundador do Partido dos Trabalhadores e atual senador da República
Galeria de Diretores da FCM

Prof. Dr. Cantídio de Moura Campos 1958 a 1962
Prof. Dr. Antônio Augusto Almeida 1963 a 1969
Prof. Dr. Sílvio dos Santos Carvalhal 1969 a 1971
Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti 1971 a 1972
Prof. Dr. José Lopes de Faria 1972 a 1976
Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti 1976 a 1980
Prof. Dr. Luiz Sérgio Leonardi 1980 a 1984
Prof. Dr. Antônio Frederico N. Magalhães 1984 a 1988
Prof. Dr. José Martins Filho 1988 a 1990
Prof. Dr. Luis Alberto Magna 1990 a 1994
Prof. Dr. Fernando Ferreira Costa 1994 a 1998
Prof. Dr. Mario José Abdalla Saad 1998 a 2002
Prof.ª Dr.ª Lilian Tereza Lavras Costallat 2002 a 2006
Prof. Dr. José Antonio Rocha Gontijo 2006 a 2010

Galeria de Reitores da Unicamp

Prof. Dr. Zeferino Vaz 1966 a 1978
Prof. Dr. Plínio Alves de Moraes 1978 a 1982
Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti 1982 a 1986
Prof. Dr. Paulo Renato Costa de Souza 1986 a 1990
Prof. Dr. Carlos Vogt 1990 a 1994
Prof. Dr. José Martins Filho 1994 a 1998
Prof. Dr. Hermano Tavares 1998 a 2002
Prof. Dr. Carlos Henrique Brito Cruz 2002 a 2005
Prof. Dr. José Tadeu Jorge 2005 a 2009

   
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