Primeiro Relatório sobre a situação de José:

 

Na passada segunda-feira 28 de Junho, José foi ingressado no hospital Juan Canalejo da Corunha porque quase não tinha qualquer força no braço esquerdo e tinha muita dificuldade em movimentá-lo; os testes clínicos detectaram uma paralisia cerebral provocada por uma embolia ou uma trombose ( os médicos necessitam realizar mais testes para alcançar um diagnóstico mais preciso). A doença não lhe afectou a cabeça, mas além do braço -praticamente inutilizado- tem a perna esquerda debilitada ( pode andar, mas custa-lhe levantar-se e sentar-se, devido à perda de força e de sensibilidade). Tem a face um pouco torcida e perdeu a sensibilidade do lado esquerdo, causando-lhe problemas para comer. Os médicos não se pronunciaram sobre a evolução da doença, mas parece que está estabilizada e que com os exercícios de reabilitação José poderia recuperar alguma da mobilidade perdida. No entanto, na prisão, e sem os cuidados médicos necessários, a sua doença agravar-se-á, podendo chegar mesmo a colocar em perigo a sua vida.

José esteve internado desde o dia 28 de Junho até ao domingo passado, 4 de Julho, mas deveria continuar internado uma vez que os médicos necessitam realizar-lhe mais testes, mas viu-se obrigado a solicitar a alta voluntária por culpa um policia que o custodiava, e que era um autêntico canalha, tresandando a álcool, que passou todo o dia provocando-o, especialmente quando a mãe de José se encontrava presente, para o obrigar a reagir, e tornando assim a situação mais difícil que o que já era. Por culpa desta situação, a mãe de José sofreu uma crise de ansiedade, e foi socorrida pelos funcionários de urgências, que aconselharam o seu internamento no hospital, ao que se recusou, pois queria ver o seu filho.

Neste momento o mais importante é que José regresse ao hospital, uma vez que se lhe acontece uma crise na prisão ninguém o poderá atender, o que lhe poderia custar a vida. Se José solicita que o internem no hospital e a prisão se negar a voltar a levá-lo ao hospital, teremos que centrar os nossos protestos neste ponto.

Também se pedirá a excarceração ao abrigo do art.60 (doença incurável), o que não vai ser fácil porque os juizes se mostram pouco inclinados a concedê-la. O advogado não pode apresentar o pedido até ter em seu poder o relatório médico, para o que é necessário realizar mais testes, o que é impossível se José permanecer na prisão.

Outro ponto importante é o protesto pelo trato degradante que padeceu desde que ingressou na prisão pela primeira vez há 19 anos, e especialmente pelo tratamento que receberam José e a sua mãe por parte dos policias que o custodiavam no hospital – no primeiro dia nem sequer permitiram à sua mãe visitá-lo, depois de esta permanecer mais de 14 horas no hospital. Por certo, é possível que a paralisia se deva a um golpe que lhe foi dado por um carcereiro há 10 anos, na prisão de Dueso.

Não temos claro qual q melhor forma de conduzir a campanha de apoio, mas já sabeis que cada pessoa ou colectivo pode levar a cabo a campanha como considerar mais conveniente.

Obrigado pelo vosso apoio constante ao nosso companheiro. Já sabeis que agora se encontra de novo na prisão, e podeis escrever-lhe para:

José Tarrío González
C.P. de Teixeiro
Ctra. de Paradela s/n
15310 Teixeiro ( Coruña)

Para apoio económico:
La Caixa 2100 - 2725 - 20 - 0100182086, a nome de B. Cebrián.

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Comité de Apoio a Xosé Tarrío -A Corunha
www.tarrio.tk
[email protected]
Apdo. 1047 15080 A Corunha

 

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