Montando uma Rede

Se você tem dois ou mais computadores, provavelmente teria a vida facilitada se os colocasse em rede. As vantagens são muitas e você só tem a ganhar. É possível compartilhar impressoras, pastas e HDs inteiros, CD-ROMs, Scanners e até a conexão com a Internet, veja só:

Compartilhamento de dispositivos: se alguma máquina não possuir um periférico, como impressora, CD-ROM, zip drive, scanner, e outros, poderá utilizar o dispositivo desejado, desde que disponível em algum outro computador da rede.

Compartilhamento de recursos: será possível acessar ou armazenar dados em HDs de outros computadores da rede e, em certos casos, até mesmo rodar programas remotamente, aproveitando o processamento de uma máquina mais poderosa da rede.

Compartilhamento de conexão: uma única conexão com a Internet é o bastante para que todos os computadores da rede tenham acesso simultâneo e independente à Web. Esse recurso poderá ser utilizado até mesmo com conexões discadas, que utilizam modems convencionais mas, obviamente, é recomendado apenas para conexões de banda larga.

As maravilhas são muitas, mas montar uma rede não é tão fácil. Também não é complicado, mas exige alguns requisitos de hardware e software que devem ser providenciados. Antes de sair às lojas comprando o que for nessessário, certifique-se que as máquinas que serão colocadas em rede possuem slots livres ou, como eu disse na matéria Upgrade?, poderá ter uma surpresa desagradável. Conectar duas máquinas é relativamente simples: ambas deverão ter pelo menos uma placa de rede, de preferência 10/100 Mbps PCI, que possui um desempenho satisfatório, além de custar relativamente barato, cerca de 40 reais cada. Vale lembrar que a máquina com acesso à Internet (banda larga) já possui uma placa instalada, que a conecta com o "modem". Portanto, essa máquina deverá ter duas placas de rede, uma para conecta-la à rede externa (Internet) e outra para conecta-la à rede interna. O cabo que liga a placa de rede com o "modem" é do tipo normal, mas para unir os dois computadores deverá ser utilizado um cabo de rede Ethernet de par trançado categoria 5, com conectores RJ-45. Isso é suficiente para conectar dois computadores mas, se houver três ou mais, será necessário adquirir um hub. Nesse caso, esqueça o cabo de par trançado, e adquira cabos normais. Os requisitos de software são mais simples: instalação e configuração dos protocolos e um proxy server, mas são necessários o CD do Windows e os disquetes com os drivers das placas de rede.

Instalar a rede fisicamente é algo que pode ser realizado sem dificuldades até mesmo por leigos. Abra os gabinetes dos computadores, encaixe as placas nos slots correspondentes, e fixe-as com parafusos. Então, basta conectar o cabo em ambas as placas de rede. Pronto, só isso, fisicamente a rede já está montada, falta apenas a configuração de software. No caso do uso do hub, os cabos deverão ligar a placa da rede interna de cada computador ao hub, que se encarregará de providenciar a comunicação entre as máquinas. Nada mais fácil. :)

Ligue os computadores. Provavelmente o Windows irá reconhecer que um novo dispositivo foi adicionado ao sistema, e pedirá os disquetes com os drivers apropriados. Se isso não acontecer, espere o sistema carregar, vá no Painel de Controle, e escolha Adicionar novo hardware. Quando aparecer a pergunta Deseja que o Windows procure o seu novo hardware?, escolha não, selecione Adaptadores de rede, e Com disco. Se o disquete já estiver na unidade, basta instruir o sistema a procurar pelo driver apropriado por lá.

O próximo passo é configurar as máquinas, de modo que elas possam se comunicar. Novamente, vá ao Painel de Controle, e escolha Rede. Em Identificação, escolha um Nome do computador qualquer, mas diferente, para cada máquina da rede. Em Grupo de Trabalho, escolha um nome qualquer, que deverá ser idêntico para todas as máquinas. O campo Descrição do Computador é opcional.

Na aba Configuração, é necessário adicionar e configurar protocolos e serviços. Qualquer protocolo pode ser utilizado na rede interna, desde que seja instalado e configurado corretamente em todas as máquinas. As opções são muitas, e incluem NetBEUI e NWLINK (Protocolo compatível com IPX/SPX), mas o aconselhável é sempre TCP/IP, principalmente se é desejado o acesso à Internet. Diversos protocolos podem ser instalados, mas isso não é aconselhável, pois pode causar queda de desempenho da comunicação da rede. Se for realmente necessário, certifique-se de manter o protocolo mais utilizado no topo da lista, pois isso fará com que a máquina tente se comunicar primariamente através dele.

Configurando TCP/IP

Definido o TCP/IP como protocolo principal, é necessário instalar, em todas as máquinas, não somente esse protocolo, bem como o Cliente Para Redes Microsoft, responsável por validar o logon na rede, e o serviço de Compartilhamento de Arquivos e Impressoras para Rede Microsoft. A seguir, configure o TCP/IP da seguinte maneira: no servidor web (o computador que já possui acesso à Internet), serão listadas duas placas de rede. Uma delas, é evidente, já está configurada para o acesso à Web. Na outra, em Endereço IP, assinale Especificar um endereço IP: e preencha 192.168.10.1 para Endereço IP, e 255.255.255.0 para Máscara de sub-rede. Em Ligações, certifique-se que estão assinalados Cliente para redes Microsoft e Compartilhamento de arquivos e impressoras para redes Microsoft.

Aqui vem um ponto muito importante: certas características são essenciais para o funcionamento da rede interna, e devem ser habilitadas na placa da rede interna. As mesmas características não somente são desnecessárias para a placa com acesso à Internet, como ainda podem representar um grave risco à segurança se estiverem habilitadas. Esse recurso de compartilhamento, por exemplo. Recursos compartilhados na placa de acesso externo podem ser rastreados, ou seja, um "hacker", utilizando ferramentas bem fáceis de se encontrar na Internet, poderá localizar e acessar o conteúdo de suas pastas compartilhadas. Portanto, não se esqueça de desabilitar esse recurso na placa de acesso externo. Se for necessário mante-lo, habilite proteção por senha.

Teste de ping

Em todas as outras máquinas, utilize a mesma máscara de sub-rede, 255.255.255.0. Em Gateway, adicione 192.168.10.1. Em IP, defina 192.168.10.2 para a segunda máquina, 192.168.10.3 para a terceira, e assim por diante. Em Configuração DNS, personalize cada máquina utilizando o nome escolhido anteriormente (na aba Identificação), e adicione 192.168.10.1 em ordem de pesquisa do servidor DNS. Nessas máquinas, também é importante certificar-se que estão assinalados Cliente para redes Microsoft e Compartilhamento de arquivos e impressoras para redes Microsoft. Reinicie todas as máquinas. Se tudo deu certo, todas receberão a tela de logon quase ao término do carregamento do Windows. Se segurança não for um ítem fundamental (e em casa geralmente não é), não é necessário definir a senha, bastando se identificar com o nome do computador escolhido anteriormente.

Agora, os computadores terão que se comunicar e, para isso, deve ser realizado o teste do ping. No servidor Web (192.168.10.1), abra um Prompt do MS-DOS e digite ping 192.168.10.2. Se existirem outros clientes, teste todos. O mesmo deve ser feito em todas as outras máquinas, ou seja, todas as comunicações deverão ser testadas. É difícil haver problemas nesta fase. Se, no entanto, alguma máquina não estiver se comunicando, diversas poderão ser as causas. Pra começar, tente dar um ping no loopback, ou seja, 127.0.0.1. Isso significa que a máquina tentará comunicar-se consigo mesma. Se houver problemas, o TCP/IP pode estar "bichado", e terá que ser reinstalado. Se tudo ocorreu bem nesse teste, tente reiniciar a máquina e logar novamente. Se ainda assim o problema persistir, então o erro muito provavelmente está naquela interface que fica entre a cadeira e o teclado, ou seja, o usuário. Você cometeu algum engano, e terá que rever todos os passos para localizar o erro. Talvez haja um IP duplicado, ou algo assim.

A seguir, compartilhe as pastas que desejar em todas as máquinas. Para faze-lo, basta clicar com o botão direito na pasta ou unidade de disco (partição) desejada, e escolher Compartilhamento. É possível escolher o nível de segurança desejado, através de três opções: somente leitura, completo ou um dos dois, com proteção por senha. Cabe a você decidir o que é mais adequado.

Falta compartilhar a conexão com a Internet, e existem diversas maneiras de fazer isso. Os Windows 98 e Me possuem nativamente um recurso, chamado Internet Connection Sharing mas, para dizer a verdade, nunca o utilizei. Sou da época do Windows 95, então me acostumei a utilizar o WinGate, que é um dos melhores servidores proxy do mercado.

Apesar de, na instalação, o programa perguntar se deseja instalar como cliente ou servidor, esqueça. Funciona perfeitamente e, estranhamente ainda melhor, se for instalado somente na máquina que será o servidor, ou seja, a máquina que possui a conexão direta com a Internet. Portanto, escolha Configure this computer as a WinGate server. Também perguntará se deseja instalar o ENS (Extended Network Support), mas provavelmente você não precisará desse recurso, a menos que tenha clientes rodando sistemas operacionais não Windows como, por exemplo, o Linux. Apenas dê next nas próximas alternativas, que tratam sobre auto update e segurança do sistema.

Configurando o GateKeeper

O WinGate possui um painel de controle, o GateKeeper, que fica no tray, ao lado do relógio do Windows. É nesse painel que serão realizadas as configurações do programa. Na realidade, para a coisa funcionar, não há muito o que configurar. Você até pode criar usuários e grupos de usuários com permissões distintas no acesso ao servidor, mas para uma rede caseira isso não é realmente necessário. O essencial é configurar os binds (ligações), de todos os serviços da aba services, e também dos seguintes serviços da aba system: DHCP Service, Winsock Redirector Service, GDP Service e DNS Service. Para fazer isso, basta clicar no serviço desejado, um menu irá aparecer. Clique na aba Bindings e escolha, como demonstrado na figura ao lado, Connections will be accepted on the following interface only apontando para 192.168.10.1. Repito, faça isso com todos os serviços da aba service e os quatro que citei da aba system, e não se esqueça de salvar as alterações.

Por fim, todas as aplicações das máquinas clientes devem ser configuradas para poderem acessar o WinGate. Isso sempre é realizado em configurações de proxy ou firewall, presente na esmagadora maioria dos softwares atuais. No Internet Explorer, por exemplo, acesse o menu Ferramentas, e escolha Opções da Internet. Na aba Conexões, escolha Configurações da LAN, Usar um servidor proxy, e preencha 192.168.10.1 em endereço e 80 em porta. Clique em Avançado, e assinale Usar o mesmo servidor proxy para todos os protocolos. Essas configurações valem para qualquer aplicação on-line, como navegadores, clientes de e-mail ou FTP, off-line browsers, jogos, e etc. Para o ICQ, são necessárias outras configurações. Clique no botão ICQ, vá em Preferences, Connections, Firewall, escolha Socks5 e configure com a porta do Winsock Redirector Service que, por padrão, é a 2080, embora possa ser alterada. Se tiver dúvidas, consulte o Help do programa, é bem eficiente. Não se esqueça também que é fundamental utilizar firewall no servidor, que deve ser configurado para garantir acesso aos IPs da rede interna, e proteger a todos de ataques vindos da Internet.

Provavelmente existem outras maneiras de fazer o mesmo que descrevi, pois na informática sempre existem diversas maneiras de chegar ao mesmo resultado. No entanto, a solução que descrevi é eficiente, e é a que utilizo em minha casa, onde tenho uma rede com apenas um cliente, a máquina do meu pai. Vale lembrar que se o servidor for desligado, os clientes não conseguirão acessar a Internet. Eu fico meses sem desligar a máquina, apenas uma ou outra reinicialização quando o sistema trava ou fica instável, e também quando é necessário reiniciar para que alguma aplicação seja atualizada.

Se você tem dois ou mais computadores, provavelmente teria a vida facilitada se os colocasse em rede. As vantagens são muitas e você só tem a ganhar. É possível compartilhar impressoras, pastas e HDs inteiros, CD-ROMs, Scanners e até a conexão com a Internet, veja só:

Compartilhamento de dispositivos: se alguma máquina não possuir um periférico, como impressora, CD-ROM, zip drive, scanner, e outros, poderá utilizar o dispositivo desejado, desde que disponível em algum outro computador da rede.

Compartilhamento de recursos: será possível acessar ou armazenar dados em HDs de outros computadores da rede e, em certos casos, até mesmo rodar programas remotamente, aproveitando o processamento de uma máquina mais poderosa da rede.

Compartilhamento de conexão: uma única conexão com a Internet é o bastante para que todos os computadores da rede tenham acesso simultâneo e independente à Web. Esse recurso poderá ser utilizado até mesmo com conexões discadas, que utilizam modems convencionais mas, obviamente, é recomendado apenas para conexões de banda larga.

As maravilhas são muitas, mas montar uma rede não é tão fácil. Também não é complicado, mas exige alguns requisitos de hardware e software que devem ser providenciados. Antes de sair às lojas comprando o que for nessessário, certifique-se que as máquinas que serão colocadas em rede possuem slots livres ou, como eu disse na matéria Upgrade?, poderá ter uma surpresa desagradável. Conectar duas máquinas é relativamente simples: ambas deverão ter pelo menos uma placa de rede, de preferência 10/100 Mbps PCI, que possui um desempenho satisfatório, além de custar relativamente barato, cerca de 40 reais cada. Vale lembrar que a máquina com acesso à Internet (banda larga) já possui uma placa instalada, que a conecta com o "modem". Portanto, essa máquina deverá ter duas placas de rede, uma para conecta-la à rede externa (Internet) e outra para conecta-la à rede interna. O cabo que liga a placa de rede com o "modem" é do tipo normal, mas para unir os dois computadores deverá ser utilizado um cabo de rede Ethernet de par trançado categoria 5, com conectores RJ-45. Isso é suficiente para conectar dois computadores mas, se houver três ou mais, será necessário adquirir um hub. Nesse caso, esqueça o cabo de par trançado, e adquira cabos normais. Os requisitos de software são mais simples: instalação e configuração dos protocolos e um proxy server, mas são necessários o CD do Windows e os disquetes com os drivers das placas de rede.

Instalar a rede fisicamente é algo que pode ser realizado sem dificuldades até mesmo por leigos. Abra os gabinetes dos computadores, encaixe as placas nos slots correspondentes, e fixe-as com parafusos. Então, basta conectar o cabo em ambas as placas de rede. Pronto, só isso, fisicamente a rede já está montada, falta apenas a configuração de software. No caso do uso do hub, os cabos deverão ligar a placa da rede interna de cada computador ao hub, que se encarregará de providenciar a comunicação entre as máquinas. Nada mais fácil. :)

Ligue os computadores. Provavelmente o Windows irá reconhecer que um novo dispositivo foi adicionado ao sistema, e pedirá os disquetes com os drivers apropriados. Se isso não acontecer, espere o sistema carregar, vá no Painel de Controle, e escolha Adicionar novo hardware. Quando aparecer a pergunta Deseja que o Windows procure o seu novo hardware?, escolha não, selecione Adaptadores de rede, e Com disco. Se o disquete já estiver na unidade, basta instruir o sistema a procurar pelo driver apropriado por lá.

O próximo passo é configurar as máquinas, de modo que elas possam se comunicar. Novamente, vá ao Painel de Controle, e escolha Rede. Em Identificação, escolha um Nome do computador qualquer, mas diferente, para cada máquina da rede. Em Grupo de Trabalho, escolha um nome qualquer, que deverá ser idêntico para todas as máquinas. O campo Descrição do Computador é opcional.

Na aba Configuração, é necessário adicionar e configurar protocolos e serviços. Qualquer protocolo pode ser utilizado na rede interna, desde que seja instalado e configurado corretamente em todas as máquinas. As opções são muitas, e incluem NetBEUI e NWLINK (Protocolo compatível com IPX/SPX), mas o aconselhável é sempre TCP/IP, principalmente se é desejado o acesso à Internet. Diversos protocolos podem ser instalados, mas isso não é aconselhável, pois pode causar queda de desempenho da comunicação da rede. Se for realmente necessário, certifique-se de manter o protocolo mais utilizado no topo da lista, pois isso fará com que a máquina tente se comunicar primariamente através dele.

Configurando TCP/IP

Definido o TCP/IP como protocolo principal, é necessário instalar, em todas as máquinas, não somente esse protocolo, bem como o Cliente Para Redes Microsoft, responsável por validar o logon na rede, e o serviço de Compartilhamento de Arquivos e Impressoras para Rede Microsoft. A seguir, configure o TCP/IP da seguinte maneira: no servidor web (o computador que já possui acesso à Internet), serão listadas duas placas de rede. Uma delas, é evidente, já está configurada para o acesso à Web. Na outra, em Endereço IP, assinale Especificar um endereço IP: e preencha 192.168.10.1 para Endereço IP, e 255.255.255.0 para Máscara de sub-rede. Em Ligações, certifique-se que estão assinalados Cliente para redes Microsoft e Compartilhamento de arquivos e impressoras para redes Microsoft.

Aqui vem um ponto muito importante: certas características são essenciais para o funcionamento da rede interna, e devem ser habilitadas na placa da rede interna. As mesmas características não somente são desnecessárias para a placa com acesso à Internet, como ainda podem representar um grave risco à segurança se estiverem habilitadas. Esse recurso de compartilhamento, por exemplo. Recursos compartilhados na placa de acesso externo podem ser rastreados, ou seja, um "hacker", utilizando ferramentas bem fáceis de se encontrar na Internet, poderá localizar e acessar o conteúdo de suas pastas compartilhadas. Portanto, não se esqueça de desabilitar esse recurso na placa de acesso externo. Se for necessário mante-lo, habilite proteção por senha.

Teste de ping

Em todas as outras máquinas, utilize a mesma máscara de sub-rede, 255.255.255.0. Em Gateway, adicione 192.168.10.1. Em IP, defina 192.168.10.2 para a segunda máquina, 192.168.10.3 para a terceira, e assim por diante. Em Configuração DNS, personalize cada máquina utilizando o nome escolhido anteriormente (na aba Identificação), e adicione 192.168.10.1 em ordem de pesquisa do servidor DNS. Nessas máquinas, também é importante certificar-se que estão assinalados Cliente para redes Microsoft e Compartilhamento de arquivos e impressoras para redes Microsoft. Reinicie todas as máquinas. Se tudo deu certo, todas receberão a tela de logon quase ao término do carregamento do Windows. Se segurança não for um ítem fundamental (e em casa geralmente não é), não é necessário definir a senha, bastando se identificar com o nome do computador escolhido anteriormente.

Agora, os computadores terão que se comunicar e, para isso, deve ser realizado o teste do ping. No servidor Web (192.168.10.1), abra um Prompt do MS-DOS e digite ping 192.168.10.2. Se existirem outros clientes, teste todos. O mesmo deve ser feito em todas as outras máquinas, ou seja, todas as comunicações deverão ser testadas. É difícil haver problemas nesta fase. Se, no entanto, alguma máquina não estiver se comunicando, diversas poderão ser as causas. Pra começar, tente dar um ping no loopback, ou seja, 127.0.0.1. Isso significa que a máquina tentará comunicar-se consigo mesma. Se houver problemas, o TCP/IP pode estar "bichado", e terá que ser reinstalado. Se tudo ocorreu bem nesse teste, tente reiniciar a máquina e logar novamente. Se ainda assim o problema persistir, então o erro muito provavelmente está naquela interface que fica entre a cadeira e o teclado, ou seja, o usuário. Você cometeu algum engano, e terá que rever todos os passos para localizar o erro. Talvez haja um IP duplicado, ou algo assim.

A seguir, compartilhe as pastas que desejar em todas as máquinas. Para faze-lo, basta clicar com o botão direito na pasta ou unidade de disco (partição) desejada, e escolher Compartilhamento. É possível escolher o nível de segurança desejado, através de três opções: somente leitura, completo ou um dos dois, com proteção por senha. Cabe a você decidir o que é mais adequado.

Falta compartilhar a conexão com a Internet, e existem diversas maneiras de fazer isso. Os Windows 98 e Me possuem nativamente um recurso, chamado Internet Connection Sharing mas, para dizer a verdade, nunca o utilizei. Sou da época do Windows 95, então me acostumei a utilizar o WinGate, que é um dos melhores servidores proxy do mercado.

Apesar de, na instalação, o programa perguntar se deseja instalar como cliente ou servidor, esqueça. Funciona perfeitamente e, estranhamente ainda melhor, se for instalado somente na máquina que será o servidor, ou seja, a máquina que possui a conexão direta com a Internet. Portanto, escolha Configure this computer as a WinGate server. Também perguntará se deseja instalar o ENS (Extended Network Support), mas provavelmente você não precisará desse recurso, a menos que tenha clientes rodando sistemas operacionais não Windows como, por exemplo, o Linux. Apenas dê next nas próximas alternativas, que tratam sobre auto update e segurança do sistema.

Configurando o GateKeeper

O WinGate possui um painel de controle, o GateKeeper, que fica no tray, ao lado do relógio do Windows. É nesse painel que serão realizadas as configurações do programa. Na realidade, para a coisa funcionar, não há muito o que configurar. Você até pode criar usuários e grupos de usuários com permissões distintas no acesso ao servidor, mas para uma rede caseira isso não é realmente necessário. O essencial é configurar os binds (ligações), de todos os serviços da aba services, e também dos seguintes serviços da aba system: DHCP Service, Winsock Redirector Service, GDP Service e DNS Service. Para fazer isso, basta clicar no serviço desejado, um menu irá aparecer. Clique na aba Bindings e escolha, como demonstrado na figura ao lado, Connections will be accepted on the following interface only apontando para 192.168.10.1. Repito, faça isso com todos os serviços da aba service e os quatro que citei da aba system, e não se esqueça de salvar as alterações.

Por fim, todas as aplicações das máquinas clientes devem ser configuradas para poderem acessar o WinGate. Isso sempre é realizado em configurações de proxy ou firewall, presente na esmagadora maioria dos softwares atuais. No Internet Explorer, por exemplo, acesse o menu Ferramentas, e escolha Opções da Internet. Na aba Conexões, escolha Configurações da LAN, Usar um servidor proxy, e preencha 192.168.10.1 em endereço e 80 em porta. Clique em Avançado, e assinale Usar o mesmo servidor proxy para todos os protocolos. Essas configurações valem para qualquer aplicação on-line, como navegadores, clientes de e-mail ou FTP, off-line browsers, jogos, e etc. Para o ICQ, são necessárias outras configurações. Clique no botão ICQ, vá em Preferences, Connections, Firewall, escolha Socks5 e configure com a porta do Winsock Redirector Service que, por padrão, é a 2080, embora possa ser alterada. Se tiver dúvidas, consulte o Help do programa, é bem eficiente. Não se esqueça também que é fundamental utilizar firewall no servidor, que deve ser configurado para garantir acesso aos IPs da rede interna, e proteger a todos de ataques vindos da Internet.

Provavelmente existem outras maneiras de fazer o mesmo que descrevi, pois na informática sempre existem diversas maneiras de chegar ao mesmo resultado. No entanto, a solução que descrevi é eficiente, e é a que utilizo em minha casa, onde tenho uma rede com apenas um cliente, a máquina do meu pai. Vale lembrar que se o servidor for desligado, os clientes não conseguirão acessar a Internet. Eu fico meses sem desligar a máquina, apenas uma ou outra reinicialização quando o sistema trava ou fica instável, e também quando é necessário reiniciar para que alguma aplicação seja atualizada.

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