AMARGA ILUSÃO
de Psico

Título Original

Ilusion Amarga

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Tradução de Fernanda

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Xena: Warrior Princess e todos seus personagens são propriedade de MCA/Universal Pictures e de Renaissance Pictures. Esta história é minha, por favor, se quiser copiá-la, pô-la em seu web site ou mandar-me algum comentário sobre ela, escreva para [email protected]

 

CAPITULO I

-Não há mais nada que se possa fazer... Ding.. dong... ela está morta!... Disse Ares com irônia na voz e mostrando em seu sorriso uma iminente satisfação.

 

Xena olhou suas mãos, por elas escorriram o sangue ainda morno de Gabrielle... era possível?... tudo nesse lugar era tão estranho, a música, as rimas, as cores...será que foi criado  para que Gabrielle morresse, ou seria mais uma dessas ilusões que estava vivendo desde que caiu na água. Mas não parecia mais ilusão... os minutos passavam e Gabrielle seguia alí... imóvel, com a espada enterrada em seu estômago e o sangue saindo dela. Tudo estava muito confuso, a única coisa que Xena fez foi tirar r a espada do corpo de Gabrielle, agachou-se, e lhe acariciou o rosto.

-Gabrielle!... Gabrielle!... abre os olhos!... acorda!... temos que sair daqui.... juntas...

-Não perca seu tempo Xena, Gabrielle não pode te ouvir, já deve estar indo rumo a seus sonhados Campos Elíseos...

-Está louco Ares?... Não! Gabrielle está viva.... vamos Gabrielle! Mostra para ele que está equivocado... Gabrielle!

-Xena... olha suas mãos... o que vê ?... é sangue... de verdade?... olha para a Gabrielle...vê se ela mexe? se respira? ... Não... está bem morta... Xena você a matou....

-Não é verdade!... Gabrielle!...

Ares desapareceu... mas ainda se podia ouvir seu macabro riso. Xena ficou alí, naquele escuro lugar, por onde alguns raios de luz infiltrava-se. Sua primeira reação foi de afastar-se de Gabrielle... olhava o lugar, procurando alguma coisa que lhe indicasse à realidade... realidade essa que esperava que Gabrielle estivesse viva, sentada escrevendo algum pergaminho. Mas só via sombras, sentia um frio terrível e em determinado momento seu corpo começou a ser vítima do medo. Olhou de novo para Gabrielle, e ela ainda permanecia ali no chão. Xena não conseguia acreditar no que tinha feito... era impossível... era absurdo... será que tinha sido ela capaz de matar Gabrielle? Sua ira e ressentimento tinham sido capazes de fazê-la atuar dessa maneira? Como pôde matar à pessoa que mais amou no mundo?.... Então Xena pegou uma mão de sua amiga, e acariciava-a algumas vezes...

-ssshhhhh... calma, calma... tudo vai ficar bem, não se preocupe, vamos superar isso juntas....
A quem estava enganando? Xena sabia muito bem que Gabrielle estava morta, sabia que não ia vê-la mais... e sabia que a tinha matado.

Passavam as horas, Xena continuava abraçando muito forte a Gabrielle, esperando que o calor de seu corpo lhe devolvesse a vida que ela mesmo havia tirado. Primeiro Solan, depois Gabrielle... Xena sentia que não ia resistir seu coração havia recebido muitos golpes, Xena sentia que o mundo estava caindo em sua cabeça.... pensava mil vezes que a vida de Gabrielle tinha estado em risco, e ela sempre estava lá para defendê-la de qualquer ataque ou agressão, e agora.... sofria só de pensar que a vida de Gabrielle poderia estar em perigo, e ela mesma tinha enterrado sua espada na pessoa mais importante de sua vda.

Sentiu tanto ódio ao ver que Esperança tinha assassinado Solan, raiva por saber que Gabrielle tinha mentido... ressentida  por ela ter me traído na China...tantos sentimentos ruins, mas ela não merecia que eu a matasse.

-Deuses, vocês que ouvem tudo... podem tudo... devolvam-me... devolvam-me!... não a tirem de mim.... eu preciso dela  ao meu lado.... a quero comigo!

Suas súplicas foram inúteis, Gabrielle continuava morta.

Xena pegou Gabrielle, carregava-a como se ela ainda estivesse viva, com todo o cuidado que poderia ter, com suavidade, como quem carrega uma criança, sobretudo, carregava-a com todo o amor que sentia por ela. Caminhou até a entrada de Illusia. Xena colocaou Gabrielle no chão, pegou um pouco de água e limpou o sangue que manchava sua pele, limpava seu rosto, cuidava para que o corpo de Gabrielle continuasse morno. Depois jogou água sobre seu rosto, como se quisesse acordar de um terrível pesadelo, à medida que a água molhava seu rosto, Xena pensava que estava tendo um pesadelo, que não podia ser verdade. Até que não pôde conter mais seu incontrolável pranto, as lágrimas saíam de seus olhos igual ao da cascata em sua frente.

 

Ficou assim um bom tempo. Quando a noite chegou, fez uma fogueira e pôs Gabrielle bem perto, cuidando para não queimar seu corpo, sentia que deveria manter sua temperatura, não deixar que esfriasse, não deixar que o frio da morte a invadisse, apesar que fazia horas que tinha morrido.

Novamente se sentou junto de sua melhor amiga, pegou em sua mão e começou a falar.

-Gabrielle... como você sabe, nossos entes queridos escutam os pensamentos de quem os amam... por isso sei que pode me ouvir... nunca pensei que as coisas acabariam assim... sempre quis proteger-te dos perigos do mundo, que nada te acontecesse, que ninguém te tocasse nem com a ponta de uma pena, preferia arriscar minha própria vida para não te ver ferida... antes de ver-te derramando uma só gota de sangue... e olha só o que aconteceu, o ódio nos trouxe a esse lugar de Ilusão, deixamo-nos envolver pela ira e a vingança... sei que você não seria capaz de me ferir com o arma que sua gente lhe deu... seguramente ia querer solucionar tudo conversando... mas eu... O Que fiz? descarreguei minha fúria em você... não pensei... não em seus motivos...

Xena pôs sua cabeça sobre o peito de Gabrielle, e passou a noite assim... em seu mundo de tormentos e culpa.

 

Parte 2

 

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