UMA ROSA PARA TI

Xelirena

Tradu��o de Fernanda
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Como descrever quando teu cora��o est� machucado? Quando de repente perdes a for�a de teu corpo e tua alma? Quando uma noite descobres que o amor  escapou por uma pequena fenda... T�o pequena que n�o tinha notado... ou era t�o grande que cegava completamente...

 

Dor... � uma palavra que te aturde os sentidos... de uma hora para outra n�o consigo andar... � duro quando caminhas de m�os dadas com algu�m e de repente olha do lado e essa pessoa e j� n�o entrela�a sua m�o na tua... o sorriso que em teu rosto vivia se apaga pouco a pouco quando n�o v�s  essa pessoa caminhando segurando a sua m�o, olho minha m�o que est� t�o s� antes a enchia com sua m�o com sua presen�a... Vazio... h� um vazio t�o imenso em meu cora��o... um oco t�o grande que n�o sei como encher... esta ang�stia em mteu est�mago que n�o existe elixir algum que possa acalmar... Pranto... um pranto que me inunda a alma e creio que afogar-me nesse mar de recorda��es das noites inteiras a seu lado... de amanheceres com seu corpo em meus bra�os... de um amor que eu acreditava que nunca ia acabar... e de repente a ilus�o desaparece e estou ali sozinha... parada no meio do nada com uma enorme confus�o em meus pensamentos... com perguntas sem respostas... com palavras sem resposta... e sobretudo sobre o amor... um amor que apesar da realidade segue ali presente... segue batendo em meu cora��o e segue atormentando minhas noites de solid�o...

 

Como dizer-te o muito que ainda te quero? Como dizer-te que d�i nunca pensei que fosse poss�vel sentir tanta dor? Como saber se ainda perten�o a ti? Se ainda roubo um segundo de teus pensamentos? Se ainda nas noites de luas e estrelas fugazes um suspiro com meu nome escapa de teu cora��o...? Como vou saber se ainda me abra�a como naquele primeiro amanhecer? Como vou saber se lembra de minhas palavras de cada noite? Se minha imagem ainda descansa junto a tua cama?

 

Cada recorda��o tua habita em mim... a primeira car�cia... o primeiro beijo... a primeira noite de amor... s�o um redemoinho a meu arredor que me bate a ang�stia ao saber que n�o � mais minha... Ainda ouves minhas can��es? Porque as tuas est�o em minha mente dia e noite... cada momento vivido est� fincado t�o profundo em meu ser que tentar arranc�-lo seria minha morte... mas o que � a vida? Se quando me viro na cama � meia noite est� t�o vazia... e tua t�o cheia?

 

Meu choro... � meu fiel colega em noites sombrias quando me lembro de voc� fica mais vivo e ao mesmo tempo mas ef�mero...A dist�ncia � t�o grande agora... que machuca ainda mais minha alma...

 

Ser� que ainda me sente? Sente meus pensamentos? Sente o sabor de minhas l�grimas? Um choro que nunca foi convidado mas que chega decisivo e poderoso ao menor descuido de meu maltratado cora��o... como agora...

 

Como explicar a meu cora��o que n�o est�s a meu lado? que te procura incans�velmente nas recorda��es de minha alma... Como dizer a meus sentidos que esque�a de teu sabor? Se te tenho t�o presente em cada parte de meu ser...

 

N�o me pe�a que te esque�a porque n�o posso fazer sempre vai estar vivendo dentro de mim... nunca esque�a da luz que sem d�vida alguma agora habita em ti...

 

Cada dia 23 trarei uma rosa para ti... um beijo que na dist�ncia te procura insaci�vel e te espero de  bra�os e cora��o abertos... 

J� te disse o muito que te quero? Acredito que n�o... 

Quero-te muito mesmo no c�u.

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