DISCLAIMER:
A hist�ria a seguir cont�m temas adultos expondo
rela��es sexuais expl�citas entre duas mulheres adultas.
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de material, por favor, n�o continue. A escritora e a pessoa que mant�m
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Os personagens de Xena e Gabrielle s�o marca registrada
da MCA/Universal e Renaissance Pictures. Elas s�o usadas aqui sem inten��o
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para: [email protected]
O Reencontro:
um conto de primeira vez
Ariadne L.
Gabrielle estava mais uma vez insone, perdida em seus
pensamentos e tentando se controlar, se manter calma. A aurora estava pr�xima.
H� muito tempo ela dormia ao relento para n�o reconhecer aquela
escurid�o espessa que antecede a primeira claridade do dia. Xena ressonava
a seu lado. T�o amada! T�o pr�xima e ao mesmo tempo t�o
distante! Ela precisava se controlar e se concentrar, devia haver alguma solu��o.
Tinha que haver!
Voltando atr�s no tempo Gabby tentava reconhecer nos
atos e palavras da amiga as pistas que relutara em perceber. Mas agora que tudo
parecia t�o claro, porque essa t�o enorme dificuldade? Sim, ela
amava Xena profundamente, ela a desejava, mas n�o tinha a menor id�ia
de como ultrapassar as barreiras, como fazer acontecer. Ela se mexeu, tentando
ficar mais confort�vel no ch�o duro e sem querer querendo se aproximou
ainda mais da amiga. Ao se movimentar, Xena tamb�m se mexeu passando
seu bra�o sobre o corpo de Gabrielle, deixando-a ainda mais desconcertada.
As vezes isso acontecia, a mulher mais velha a tocava a
mais jovem enquanto dormia, o que Gabrielle custava a acreditar
era a leveza daquele toque. Era dif�cil acreditar que aquelas m�os
rudes e t�o fortes pudessem ter um toque t�o infinitamente leve.
Gabrielle j� vira e j� sentira o toque de Xena quando cuidava
de feridos, mas nessa situa��o o toque era diferente, impessoal,
cuidadoso, pr�tico e eficiente. N�o tinha esse calor. N�o,
definitivamente, n�o tinha esse calor.
Era dif�cil se concentrar, muito dif�cil, mas
Gabrielle precisava pensar em alguma solu��o. Era preciso fazer
Xena entender o que estava sentindo, mas ela se sentia
insegura e muito envergonhada de simplesmente chegar e falar. Talvez ela pudesse
escrever. Mas seria quase a mesma coisa. "Mas espera a�!" Gabrielle
pensou, "eu podia escrever tudo que estou sentindo e deixar assim como
quem n�o quer o pergaminho a vista para Xena pegar e ler... N�o,
isso n�o vai dar certo, ela n�o mexe nas minhas coisas."
� Droga! Explodiu a mo�a.
Ao falar isso Gabrielle se sentou, Xena, a seu lado,
se levantou tamb�m e com a voz baixa disse apenas:
� Desculpe!
Gabrielle n�o entendeu a princ�pio
o que estava acontecendo, mas depois ela percebeu, num �timo. "Xena
estava me tocando, ela estava me tocando! E agora est� achando que eu
n�o queria". Tentando explicar sem saber como, Gabrielle disse:
� N�o � isso, voc� n�o
est� entendendo. � outra coisa.
� N�o � o que? Xena perguntou.
� N�o � o que, o que? O que voc�
acha que �? Perguntou Gabrielle sentindo suas faces em brasa. "C�us,
ainda bem que est� escuro!"
� Gabby, est� muito tarde para jogos de palavras,
volte a dormir. N�s falamos sobre isso depois, est� bem?
� Esta bem � disse Gabby com a voz tremendo.
Preocupada Xena ainda perguntou � Gabrielle, algum
problema? Voc� est� chorando?
N�o, Gabrielle n�o estava chorando,
mas podia ser uma deixa. � Me abra�a Xena, foi um pesadelo! Xena, se
aproximou e a abra�ou, guiando-a outra vez para os cobertores. Gabrielle
se aconchegou nos bra�os da guerreira, e talvez por cansa�o de
tantas noites insones, dormiu imediatamente. Xena n�o dormiu, como n�o
estava dormindo antes. Aquela situa��o com Gabrielle a estava
deixando muito preocupada. N�o foi muito f�cil perceber e se certificar
de seus pr�prios sentimentos em rela��o a Gabby. N�o
era uma quest�o de falta de experi�ncia, mas ela tinha tanto medo
de perd�-la, que n�o conseguia ter clareza de seus sentimentos
e os da amiga. Qualquer passo em falso � pensava � podia colocar tudo a perder.
E a �ltima coisa que ela queria era perder a proximidade de Gabrielle.
Era t�o doce abra��-la, era t�o bom esse sentimento
de estar completa. Parecia que todas as outras necessidades n�o existiam
mais. Gabrielle estava agora em seus bra�os, ela podia sentir o perfume
de seus cabelos, o calor de seu corpo, a suavidade de sua pele, mas Xena queria
mais. Ser� que era seguro prosseguir? Ser� que Gabrielle entenderia?
Ser� que Gabrielle tamb�m queria? Xena n�o sabia. Embalada
por seus temores, abra�ou mais ainda Gabrielle e fechou os olhos tentando
dormir.
O sol j� estava alto quando Gabrielle acordou.
Xena estava sentada perto da fogueira assando um peixe enorme e cheiroso. O
est�mago de Gabrielle se contraiu.
� Que fome!
� Bom dia para voc� tamb�m Gabrielle!
J� est� quase pronto!
� Desculpe Xena, bom dia, � que meu est�mago,
voc� sabe, est� reclamando muito alto essa manh�. Disse
Gabrielle esfregando os olhos.
� N�o tem problema minha comilona, nenhum
problema. A dizer isso Xena sorriu lembrando como Gabrielle era engra�ada
com aquela est�ria de comida. Ela parecia estar sempre pensando no que
iria comer a seguir. Muito engra�ada.
Gabrielle que ainda n�o havia acordado inteiramente
olhou fixamente para aquele sorriso. "Pelos deuses do Olimpo!" Pensou,
"como ela � linda!" Xena devolveu o olhar e as duas ficaram
assim, se olhando durante algum tempo. Esses momentos de intimidade eram maravilhosos
mas Gabrielle come�ou a sentir aquela sensa��o estranha,
o frio no est�mago, n�o, n�o era bem no est�mago e
aquele calor nas faces. Ela se levantou rapidamente, rompendo o encanto e come�ou
a dobrar os cobertores e juntar as coisas. Sem poder olhar para Xena outra vez
naquele momento, se dirigiu para o riacho pr�ximo, ela realmente precisava
de um pouco de �gua fria no rosto para acordar e prosseguir. A fome esquecida.
A �gua fria estava convidativa naquele momento.
O calor intenso que Gabrielle sentia por todo o corpo precisava esfriar se ela
pretendia pensar numa solu��o. Sem maiores pensamentos a respeito,
a jovem se despiu e entrou no rio, mergulhando. Xena a observava tentando entender
por que cargas d��gua Gabrielle estava entrando na �gua que ela
sabia estar gelada, Gabrielle detestava �gua fria.
Xena levantou e se aproximou da margem. Gabrielle
demorava a voltar. Ser� que havia acontecido algo? No momento em que
ela deu outro passo a frente determinada a buscar a jovem, a cabe�a loura
apareceu. Diante do olhar curioso da Princesa Guerreira, Gabrielle explicou
sem gra�a: � Eu realmente precisava de um banho, sabe? � t�o
revigorante um banho frio pela manh�!
� Gabrielle, a �gua est� gelada! Desde
quando voc� toma banho em �gua gelada? Perguntou Xena n�o
sabendo bem se achava aquilo engra�ado ou se ficava preocupada.
� Xena, disse Gabrielle em seu tom professoral, as
pessoas crescem, as pessoas mudam, aa ��guuaa ggeelladaaa ���
perrrfeitttaata paaarraa manterrr a boa sa�ddede.
� Posso perceber isso Gabrielle, pelo tilintar dos
seus dentes! Espere que vou buscar um cobertor. Juntando a��o
as palavras Xena voltou rapidamente para o acampamento pegando uma das mantas
nas costas de Argo, a �gua relinchou, e Xena respondeu � N�o fa�o
a menor id�ia do que deu nela garota, a menor id�ia, por que se
eu deixar essa id�ia que est� agora em minha cabe�a se
formar eu n�o vou saber como agir! A �gua relinchou outra vez
e Xena olhou para ela com uma certa surpresa. Algumas vezes ela realmente acreditava
que Argo era capaz de se expressar, mas havia certos momentos, como agora que
ela achava imposs�vel o que a �gua parecia estar tentando dizer.
"Deixa para l�" pensou Xena, "eu penso nisto depois".
Dirigiu-se rapidamente para a margem do rio. Gabrielle ainda estava na �gua.
Abrindo a manta na extens�o de seus bra�os
Xena falou � pode sair agora, eu pego voc�. Gabrielle totalmente embara�ada
respondeu:
� Est� bem, mas feche os olhos!
� Gabrielle, qual o problema, eu j� te vi
sem roupa antes, deixa de ser boba. Sai logo dessa �gua fria!
A �gua estava realmente muito fria, Gabrielle
j� estava sentindo os m�sculos se retesando de uma maneira perigosa,
daqui a pouco ela estaria com c�imbras por todo o corpo. Ela precisava
pensar r�pido, Xena estava certa, seria muito estranho se ela ficasse
com vergonha de se mostrar nua para algu�m com quem j� havia tomado
banho tantas outras vezes. Mas Gabrielle nunca estivera antes t�o consciente
do desejo que sentia pela amiga. Seria com certeza os passos mais dif�ceis
que daria tentando n�o demonstrar o embara�o. Se esfor�ando
para n�o se esconder e mantendo propositalmente os bra�os ao longo
do corpo, Gabrielle foi saindo devagar.
Xena observou a sa�da lenta e gradual da amiga
de dentro do rio. Era estranho olhar para aquele espet�culo. Aquele corpo
t�o deliciosamente delineado, t�o conhecido em todos os seus detalhes,
todas as curvas, todas as linhas, as reentr�ncias, brilhando por causa
da �gua. Xena olhava a movimenta��o dos m�sculos
se contraindo e relaxando sentindo-se quase hipnotizada, seus olhos percorreram
todas as partes. As faces de Gabrielle estavam muito coradas, os cabelos louros
molhados estavam mais escuros e aqueles olhos verdes que diziam tanto a seu
cora��o estava fixos num ponto imagin�rio atr�s
de sua cabe�a. Seu olhar desceu mais um pouco e ela viu aquela cavidade
logo abaixo do pesco�o, era poss�vel ver a palpita��o.
A curva dos seios, os mamilos rosados. Os bra�os estendidos ao longo
do corpo de uma forma t�o artificial, t�o for�ada. "Por
que?" Xena n�o ousou baixar mais os olhos e continuar aquele exame.
Ela lembrou do frio que a mo�a devia estar sentindo e saindo de seu estado
de quase paralisia se adiantou ao encontro de Gabrielle que se jogou em seus
bra�os enquanto Xena a envolvia num abra�o que n�o tinha
apenas a inten��o de aquecer.
As duas ficaram por um longo tempo abra�adas
sem poderem fazer outra coisa. Nenhuma das duas conseguia ir adiante ou voltar
atr�s. As m�os de Xena esfregavam as costas de Gabrielle para
esquentar, ela pensava, mas tal movimento foi se tornando cada vez mais uma
car�cia. Gabrielle, movia o corpo no ritmo das m�os da amiga.
Elas sabiam mas n�o sabiam o que estava acontecendo. Xena quebrou o encanto
� ela n�o tinha certeza � dizendo:
� Vamos para perto do fogo, eu pego suas roupas,
disse guiando Gabrielle para o local onde ainda estava acesa a fogueira.
Xena tentando disfar�ar seu profundo embara�o,
soltou Gabrielle com dificuldade e voltou at� as margens do rio. Gabrielle
a olhou assustada. Ser� que ela havia se enganado afinal? Ela havia sentido
a necessidade da outra, ela havia sentido com uma clareza que n�o deixava
margem a d�vidas. Seus corpos estiveram t�o pr�ximos, t�o
unidos que ela havia escutado as batidas do cora��o de Xena. Por
que ela rompera o la�o?
Antes de pegar as roupas, Xena molhou as m�os
na �gua gelada e passou-as pelo rosto, pesco�o, colo e bra�os.
"O que havia acontecido? Como ela perdera o controle t�o duramente
conseguido? Isso n�o podia voltar a acontecer, ela n�o podia correr
o risco de perder Gabby, n�o, isso n�o."
Voltando para junto de Gabrielle, Xena tentou parecer
natural e estendeu as roupas em dire��o a jovem � vista-se Gabrielle,
mas continue perto do fogo at� sua temperatura voltar ao normal. Vamos
comer, voc� est� precisando. Gabrielle olhou nos olhos da guerreira,
que n�o devolveu o olhar, agora n�o. Gabrielle estava realmente
desconcertada, ser� que ela havia entendido tudo errado? Depois de vestida,
Gabby pegou a tigela com o alimento que Xena lhe passava. O sil�ncio era
pesado e cheio de indaga��es. Nada parecia fazer sentido, nada.
Gabrielle sabia que n�o seria poss�vel manter as coisas como estavam,
ela precisava esclarecer. Tomada de uma coragem que s� aparecia nos momentos
de muita precis�o Gabrielle come�ou a falar devagar e muito baixo:
� Voc� lembra daquela est�ria, aquela
lenda que eu contei a respeito das almas g�meas?
� Sei, aquela que voc� contou a Iolaus. Xena
respondeu ainda com os olhos na comida.
� Sim, essa mesma. Voc� lembra?
� Lembro, � claro que me lembro. Eu a achei
muito bonita, aquilo dos seres humanos terem sido antes seres de quatro bra�os,
quatro pernas uma cabe�a com duas faces e que foram separados, partidos
em dois pois estavam se tornando muito arrogantes em rela��o aos
deuses. N�o que eu ache a imagem dessas figuras bonitas, mas gosto da
id�ia de duas pessoas se buscando para tentar se reunir em uma s�
outra vez. Porque voc� pergunta?
� Tem uma parte nessa est�ria que eu nunca
contei, eu n�o entendia muito bem o que era, e achei melhor durante muito
tempo simplesmente tirar da est�ria, assim eu n�o precisaria nunca
explicar o que n�o entendia.
� Bem, e o que � essa parte que voc�
aboliu?
� A parte em que a est�ria explica que eram
tr�s os g�neros existentes, o masculino, o feminino e o misto. Quando
eles foram separados, o misto, que era masculino e feminino, resultou nos que
buscam as diferen�as, os homens que buscam as mulheres, as mulheres que
buscam os homens. Mas os g�neros masculino e feminino, quando foram separados...
Gabrielle fez uma pausa, para ganhar coragem e olhou fixamente para Xena antes
de continuar � Bem, eles procuravam a igualdade. Voc� entende o que estou
falando?
Xena que mantivera os olhos baixos at� ent�o,
levantou o olhar assustando-se com a intensidade dos olhos verdes que a encaravam.
Tendo sido pega totalmente de surpresa, Xena balbuciou uma resposta: � Voc�
quer dizer... os homens que procuram... homens e... as mulheres que procuram...
Ela n�o terminou a frase. Gabrielle a viu fazer aquele olhar t�o
conhecido de alerta quando ela parecia estar escutando mais longe do que era
poss�vel. Xena disse, completamente aliviada � Som de luta! Venha! disse
ela levantando-se e certificando-se que seu chakram e sua espada estavam nos
devidos lugares.
Xena se embrenhou na mata e Gabrielle com um suspiro
decepcionado que parecia dizer "Assim n�o � poss�vel!"
saiu correndo atr�s. Xena seguiu o ru�do at� uma abertura
da floresta onde era poss�vel ver um grupo de homens lutando. Alguns
usavam uma roupa azul, outros armaduras. Gabrielle n�o sabia qual o instinto
que fazia Xena escolher o lado certo nos dias atuais, mas sem pestanejar come�ou
a lutar contra os mesmos homens de armadura que Xena estava lutando. A luta
como sempre foi breve depois que elas entraram na briga, mas parece que haviam
chegado tarde demais, os sobreviventes de armadura, uns dois ou tr�s desapareceram
rapidamente, mas as duas hero�nas n�o viam um s� homem
de azul de p�. Xena, enxugando o suor da testa com o dorso da m�o,
come�ou a tocar os homens no ch�o para ver se havia algum sobrevivente.
Um deles estava vivo, mas n�o iria durar muito. Tentado ver se poderia
fazer algo para ajud�-lo, Xena come�ou a examinar o ferimento.
N�o, n�o havia muito a fazer, o pobre n�o iria durar muito.
Xena viu o rapaz abrir os olhos, ela tentou sorrir e dizer que estava tudo bem,
mas o rapaz falou com dificuldade:
� A sacerdotisa... onde est� a sacerdotisa?
Proteja-a... n�s n�o fomos capazes... o templo de Apolo...
Xena viu o rapaz estremecer e sua cabe�a pender
para o lado. Ela gentilmente fechou seus olhos e o acomodou com cuidado de volta
ao ch�o. Olhando em sua volta, percebeu um leve movimento ali perto,
atr�s de algumas �rvores. Ela se encaminhou para o local. Antes
que ela pudesse chegar, viu uma jovem mulher com uma capa azul com um capuz
cobrindo quase inteiramente seu rosto sair de seu esconderijo e vir em sua dire��o.
� Seu bra�o est� ferido, voc�
devia cuidar desse ferimento. Disse a mo�a de azul sem muita convic��o,
levantando a cabe�a e deixando que o capuz deslizasse para tr�s.
Xena investigou a mulher de cima abaixo � ela era
pequena e muito magra, parecia uma menina, os cabelos longos e castanhos e os
olhos escuros com um olhar que parecia n�o ter indaga��es
� dizendo: � Eu cuido disso depois, � s� um arranh�o! �
voc� a sacerdotisa de Apolo? Perguntou desnecessariamente j� que
n�o havia mais ningu�m por perto.
� Sim. Meu nome � Messene. Estes homens, os
guardas do templo de Apolo de minha cidade estavam me escoltando at�
Delfos, eu fui chamada pela P�tia, ou seja, por Apolo.
� Bem, parece que voc� n�o tem mais
escolta, o que foi isso, voc� sabe? Desculpe, eu n�o disse meu
nome. Eu sou Xena, e esta � disse Xena apontando, � hum... minha... amiga
Gabrielle. Gabrielle olhou para Xena com vontade de rir. "Que pausa estranha
fora aquela?"
� Foi muita sorte minha voc�s terem aparecido,
obrigada, mas n�o posso deixar de lamentar muito pelos guardas, eu sei
que eles fizeram o melhor poss�vel para me proteger, embora eu saiba
que dificilmente teria escapado sem a ajuda de voc� duas. N�o fa�o
id�ia do que estes homens queriam, n�o levo nada de muito valor,
e essa era apenas uma viagem de uma sacerdotisa sendo levada de um templo a
outro. N�o, eu n�o vejo motivos, a n�o ser n�s nos
encontrarmos na situa��o em que estamos agora. Reunidas. Talvez,
afinal haja um motivo, mas seria mesmo necess�rio esse desperd�cio
de vidas para que tal acontecesse?
Xena e Gabrielle se entreolharam pensando em un�ssono
"Com certeza � uma sacerdotisa!" As tr�s tentaram dar
um funeral digno aos guardas, e voltaram para o acampamento junto ao rio levando
o cavalo e as coisas de Messene. A luta e o funeral demoraram o suficiente para
o dia estar quase no fim, o sol iria desaparecer em poucas horas. Sabendo que
n�o iria adiantar ir agora para outro lugar Xena decidiu permanecer onde
estavam por mais aquela noite e saiu para ca�ar. Gabrielle j�
devia estar com muita fome.
Messene estava sentada perto do fogo, junto a Gabrielle
que colocava mais gravetos na fogueira. A sacerdotisa, olhou para a mo�a
loura e disse:
� Voc� gosta muito da guerreira, n�o
� mesmo? Posso ver isso com tanta clareza!
� Eu gosto muito dela sim, ela � minha melhor
amiga... Como assim voc� v�?
� Ah! Eu vejo amizade tamb�m, uma grande amizade,
mas n�o era sobre isso a que eu me referia. Ela tamb�m gosta muito
de voc�, mais do que voc� imagina.
� Ela gosta... de mim... mais do que imagino. Desculpe
Messene, posso te chamar assim? Como voc� v�?
� Pode me chamar como quiser, os nomes n�o
tem muita import�ncia, n�s somos muito mais do que nossos nomes.
Eu posso ver o interior das pessoas Gabrielle, ler seria mais o termo. Eu posso
ler em voc� e posso ler em sua amiga o que voc�s sentem.
� Voc� l� pensamentos?
� N�o, eu n�o leio pensamentos, eu
leio as pessoas e suas sensa��es.
� Como voc� faz isso? eu n�o sabia que
isso era poss�vel.
� Eu n�o sei como fa�o isso. No templo
em que fui criada, me disseram que eu fui aben�oada com muitos dons,
a presci�ncia, o dom da cura, e esse dom que ningu�m sabe o que
�. Eu nunca sei explicar muito bem, pois por muito tempo eu achei que
todos podiam fazer isso, agora eu sei que n�o, mas eu custei para entender.
Esse dom me � o mais caro, pois � o �nico que me permite
ajudar as pessoas.
� N�o entendo, falou Gabrielle, voc�
disse que tem o dom da presci�ncia e o dom da cura, esses dons tamb�m
n�o te permitem ajudar aos outros?
� Permitiriam, mas existem alguns problemas. Ningu�m
acredita no que eu digo quando eu aviso sobre o futuro, pois eu n�o tenho
o dom da credibilidade, como Cassandra, a filha de Pr�amo de Tr�ia,
e quanto a cura, eu sei como curar, mas n�o posso eu mesmo curar, pois
embora eu saiba o que fazer n�o tenho a habilidade necess�ria.
� Sim eu j� ouvi falar de Cassandra, ela previa
o futuro mas ningu�m acreditava em suas palavras. Como voc� lida
com esse problema?
� Simples, eu n�o fa�o previs�es,
e n�o curo ningu�m, apenas indico caminhos para uma poss�vel
cura. Disse a sacerdotisa com uma certa amargura na voz. Todos devemos carregar
nossos fardos da melhor forma poss�vel. Voc� deve dizer �
sua amiga para cuidar do ferimento no bra�o Gabrielle, ainda n�o
sei bem o que �, mas sinto que vai dar problemas, � mais grave
do que ela pensa.
� Mas � s� um arranh�o!
� Gabrielle, n�o tente entender ou lutar contra
o que digo. Se voc� pode confiar um pouco em mim, conven�a sua
amiga de pelo menos limpar aquele ferimento. N�s ainda temos muitas coisas
para conversar, mas depois... sua amiga est� voltando!
Gabrielle olhou com curiosidade para a sacerdotisa,
mas n�o pode continuar a falar pois Xena voltou com a ca�a para
a refei��o. Gabrielle cuidou de preparar a comida enquanto Xena
conversava com Messene se oferecendo para no dia seguinte escolt�-la
at� seu destino. Messene agradeceu, e n�o disse mais nada. Depois
de pronta a refei��o as tr�s mulheres comeram silenciosas.
A sacerdotisa comeu frutas e p�o, negando o vinho e a carne. Ao final
da refei��o ela deu um olhar significativo para Gabrielle, como
tentando lembrar o que pedira para ela fazer. Gabrielle percebeu o olhar e lembrou-se.
Mesmo achando estranho, se levantou, foi at� os alforjes, pegou um peda�o
de tecido limpo e foi para perto de Xena. Pegou o odre de vinho, o que n�o
estava misturado com �gua, molhou o pano e sem perguntar come�ou
a limpar o pequeno ferimento. Xena que havia acompanhado a movimenta��o
de Gabrielle, protestou: � Pare Gabby, eu j� disse que n�o �
nada! Disse retirando o bra�o. Gabrielle apenas olhou para ela, segurou
com extrema cautela o bra�o ferido e disse s�ria: � Pode n�o
ser nada, mas n�o vai fazer mal nenhum limp�-lo, por isso fique
quieta! Xena aquiesceu e relaxou, deixando que Gabrielle fizesse o que queria.
O toque das m�os da jovem em sua pele parecia queimar. Era estranho,
para um ferimento t�o pequeno, ele estava muito dolorido. Depois de limpar
a �rea ferida, Gabrielle enfaixou o bra�o da guerreira, que n�o
protestou. A sacerdotisa assistira a toda a cena com um sorriso nos l�bios
e pensou: "�, elas v�o precisar de uma ajudinha, um empurr�ozinho."
As tr�s resolveram dormir cedo para iniciar
logo ao raiar o dia a viagem at� Delfos. Seriam uns tr�s dias at�
l�, dois se fossem a cavalo. Xena se sentia muito cansada e o bra�o
estava latejando, mas ela n�o deu muita import�ncia.
No dia seguinte, depois de comerem, Xena montou em
Argo e chamou Gabrielle para que fosse com ela. Gabrielle um pouco sem gra�a
disse que iria com a sacerdotisa. Xena deu um olhar prolongado para a amiga
que se encaminhava para montar junto com Messene. As duas estavam muito pr�ximas,
mas Xena estava se sentindo cansada e tentou n�o pensar nas implica��es
poss�veis. Seguiu na frente, abrindo o caminho e deixando as duas um
pouco mais atr�s.
Gabrielle estava curios�ssima desde o dia
anterior para continuar a conversa com Messene. A sacerdotisa sorriu ao perceber
o estado de Gabrielle e perguntou:
� Voc� sabe o que sente por ela?
� Sei. Gabrielle respondeu.
� Voc� sabe o que ela sente por voc�?
� N�o tenho muita certeza, as vezes eu acho
que sei, outras acho que n�o.
� Eu posso te dizer muitas coisas, Gabrielle, muitas
coisas a respeito do que voc�s duas est�o sentido uma pela outra,
das d�vidas, dos medos. Eu posso responder algumas de suas perguntas,
aquelas que voc� n�o ousa fazer, mas h� uma coisa que s�
voc� pode saber e decidir: voc� quer?
Gabrielle n�o podia olhar diretamente nos
olhos da sacerdotisa, mas podia ouvi-la com muita clareza. Ela pensou por alguns
momentos e disse com simplicidade: � eu quero.
� Est� bem, disse a sacerdotisa, eu imaginava
que sim, mas eu s� posso ter certeza quanto as suas sensa��es
e n�o quanto as suas certezas. O que voc� gostaria de saber?
Era bom que ela estivesse montada num cavalo sem
que precisasse olhar nos olhos da sacerdotisa, Gabrielle sentia seu rosto queimar,
mas era uma oportunidade de confirmar suas suspeitas, ela precisava saber se
isso acontecia. Se enchendo de coragem perguntou com a voz um tanto incerta:
� Bem... eu n�o sei se isso � poss�vel... quer dizer, eu
acho que � poss�vel... eu ouvi as amazonas comentarem a respeito
e... bem... eu vi, sabe foi sem querer, mas eu... vi... quando aquelas amazonas
se... beijaram. Eu... n�o tinha pensado a esse respeito, mas... sabe...
Voc� sabe o que quero dizer?
� Sei Gabrielle, eu sei o que voc� quer dizer,
voc� quer saber se � poss�vel voc� estar apaixonada
por uma mulher. Desejar uma mulher. � isso?
� Eu n�o teria dito melhor. Me desculpe, mas
o assunto me deixa muito embara�ada. Eu n�o tinha ouvido falar
nisso, na minha casa ningu�m nunca falou a respeito. Eu sei sobre os
efebos e os homens mais velhos, mas isso � comum, eu nunca tinha pensado
em algo assim, bem... entre mulheres.
� Gabrielle, voc� est� certa, esse assunto
n�o � falado, mas n�o significa que n�o aconte�a,
acontece e � bastante freq�ente, mas voc� n�o devia
se preocupar com isso, eu entendo que voc� se sinta insegura com um sentimento
que n�o pensava ser poss�vel, mas se ele � real voc�
n�o devia tentar explic�-lo em demasia.
� Eu sei, agora eu sei disso, mas quando eu me dei
conta do que estava acontecendo comigo eu me senti t�o embara�ada,
t�o envergonhada...
� Acho que � bastante normal o que voc�
sentiu, mas acredito que voc� n�o deva atribuir esse embara�o
ao fato de ter se descoberto apaixonada por sua melhor amiga, e sim ao fato
de ter se descoberto apaixonada, eu j� vi isso acontecer tantas vezes...
Quando foi que voc� teve certeza?
� Na minha primeira noite com o homem com quem casei.
Estranho n�o? Eu l� experimentando aquelas coisas pela primeira
vez com o homem com quem havia escolhido casar e n�o conseguindo tirar
Xena de minha cabe�a. Eu pensava na sua express�o quando veio
se despedir de mim, ela estava t�o linda, t�o desprotegida que
senti por um momento a vontade de desistir daquele casamento e continuar com
ela. Mas eu prossegui, e enquanto, bem, aconteciam aquelas coisas eu pensava
nela, eu fechava os olhos e a sentia t�o pr�xima. N�o posso
dizer que eu n�o tenha gostado de me deitar com um homem, mas eu percebi
que muitas daquelas coisas eu queria ter feito com ela. E depois, aconteceu
toda aquela desgra�a, ele foi assassinado diante dos meus olhos, Xena
tinha voltado para nos ajudar, mas ela n�o teve como impedir, foi horr�vel,
e eu me senti ainda pior pois eu cheguei a pensar e deix�-lo para procur�-la.
� Posso imaginar como voc� se sentiu. Disse
Messene pensativa.
� Eu queria perguntar mais umas coisas, posso?
� Claro, pergunte o que quiser.
� Voc� diz que l� as pessoas, eu tenho
uma pergunta, que... bem, eu n�o sei explicar muito bem, mas algumas
vezes eu tenho um certo medo desse lado negro que ela tanto fala. Eu j�
o vi algumas vezes, poucas, mas � assustador, ela parece outra pessoa...
� E isso te faz am�-la menos? Perguntou Messene
com um grande sorriso de compreens�o.
� N�o, n�o � isso, mas... eu
tenho medo de verdade.
� Voc� n�o devia ter medo, voc�
� a �nica pessoa que exerce influ�ncia sobre a Princesa
Guerreira, voc� � a �nica voz que ela consegue ouvir quando
se perde na escurid�o. Ela te ama Gabrielle, talvez a mais tempo do que
voc� possa imaginar. Ela ama sua inoc�ncia ela ama o seu jeito,
ela te segue com o olhar todo o tempo, voc� n�o percebeu isso?
Eu estou a algumas horas com voc�s e percebi isso de imediato.
� Mas se o que voc� diz � verdade Messene,
por que ela n�o se aproxima de mim, por que ela n�o diz que me
ama, que me quer?
� Ela tem medo de te perder, e esse medo a deixa
paralisada. Se voc� quiser levar isso adiante Gabrielle, voc� ter�
que dar o primeiro passo, voc� vai ter que dizer a ela como voc�
se sente, s� ent�o ela ir� reagir como voc� espera.
� Ent�o � seguro prosseguir?
� Sim, � seguro prosseguir, o caminho est�
aberto para voc� como nunca esteve aberto para ningu�m. V�rias
pessoas passaram pela vida de sua amiga, todos tiveram um papel, alguns mais
importante do que outros, mas voc� � a �nica que a completa
num encaixe perfeito, suas buscas s�o semelhantes embora algumas vezes
pare�am ser diferentes. Os caminhos � que s�o diferentes,
mas a busca � a mesma. Voc� � a luz, ela tem a escurid�o
dentro de si. A sua luz � a �nica que pode romper os momentos
de escurid�o, e ela, Gabrielle est� buscando a luz embora o conhecimento
que ela tem da escurid�o, a culpa que ela sente em rela��o
a tudo o que j� fez, a impe�a de acreditar que ela possa alcan�ar
essa luz. Atrav�s de voc� ela recuperou a confian�a, atrav�s
de voc� ela pode alcan�ar a luz. O sentimento dela em rela��o
a voc� � de onde ela tem retirado a for�a para prosseguir
nessa busca, mas tal sentimento tamb�m � sua maior fragilidade.
Muitas coisas ir�o acontecer, muitas coisas poder�o colocar em
d�vida a confian�a que cada uma sente na outra, mas a cada barreira
transposta mais fortes voc�s duas se tornar�o.
Gabrielle escutou tudo calada, tentando entender
se uma estranha poderia saber tantas coisas sobre elas, e por algum motivo ela
acreditou que tudo isso poderia ser mesmo verdade, fazia tanto sentido!
� Gabrielle, v� agora, ela precisa de voc�!
Disse a sacerdotisa com uma certa urg�ncia na voz, parando o cavalo para
que a outra apeasse.
Gabrielle correu em dire��o a Xena
chamando-a. Xena olhou para tr�s e parou para esperar. Gabby se assustou
com a apar�ncia da amiga, elas estavam na estrada h� apenas umas
duas horas, o que acontecera para deixar Xena com aquela apar�ncia, os
olhos vermelhos deixando o azul ainda mais brilhante, a pele coberta de suor,
os cabelos grudados na testa e nas t�mporas. Gabrielle perguntou: � voc�
est� bem? Ao que Xena respondeu afirmativamente com a cabe�a e
disse: � eu estou bem, o que voc� quer? Gabrielle estranhou um pouco a
acidez na voz da amiga, e animada pelo que havia ouvido da sacerdotisa apenas
disse: � quero ir com voc�. Xena mais uma vez assentiu com a cabe�a
e a ajudou a montar. Ela n�o estava se sentindo bem, mas achou que poderia
prosseguir. Gabrielle se acomodou atr�s da outra e a abra�ou mais
do que seria necess�rio para se manter no cavalo procurando diminuir
ao m�ximo o espa�o entre elas. Ela sentiu o corpo da amiga relaxar.
Ela encostou a cabe�a nas costas de Xena e falou baixinho: � eu te amo
muito Xena! Ao que Xena respondeu: Eu tamb�m te amo muito Gabby. Gabrielle
se admirou um pouco com a resposta, ela havia falado t�o baixo.
As duas quase esquecidas da testemunha silenciosa
que viajava um pouco atr�s prosseguiram a viagem por mais algumas horas.
Gabrielle sentiu primeiro o corpo de Xena ficar mais pesado ao encontro do seu
e depois ouviu o chamado da sacerdotisa que pedia que parassem. Ela n�o
entendeu imediatamente, apenas quando viu que Xena n�o reagia �
que ela compreendeu que algo acontecera. A sacerdotisa parou a seu lado e disse:
� espere que vou te ajudar, ela est� caindo Gabrielle segure-a bem. Gabrielle
n�o percebia o que estava acontecendo, porque Xena estava assim. "Xena,
fale comigo, o que voc� tem?" Mas Gabrielle n�o obteve resposta.
Manter Xena em cima de Argo estava ficando dif�cil, mas a sacerdotisa
que j� havia desmontado do cavalo se aproximou rapidamente e ajudou Gabrielle
a carreg�-la para uma clareira pr�xima.
Gabrielle sem entender direito o que estava acontecendo
com a amiga, perguntou quase chorando a Messene se ela sabia o que estava havendo.
� Gabrielle, fique calma por favor, se voc�
se desesperar agora n�o poderemos ajud�-la. Vamos coloc�-la
aqui por enquanto, disse a sacerdotisa abaixando as pernas da mulher sem sentidos.
V� buscar as nossas coisas, os cobertores, acenda a fogueira e ferva
um pouco de �gua, eu vou procurar o resto dos ingredientes que preciso
para cur�-la, Ah, sim, traga tamb�m uma faca, punhal ou qualquer
objeto cortante bem afiado. V� logo!
Gabrielle n�o queria se afastar de Xena, mas
conseguiu perceber que era mais importante naquele momento obedecer Messene,
j� que ela parecia saber o que precisava ser feito. Depois de arrumar
os cobertores acender a fogueira e colocar a �gua para ferver, aproximou-se
de Xena e tocou em seu rosto. "Como ela estava quente!" Gabby tentou
carregar Xena at� os cobertores, mas o peso da mulher desacordada era
mais do que ela podia ag�entar. "Onde estaria Messene?" se perguntou
Gabrielle, e como que respondendo a sua indaga��o a sacerdotisa
saiu detr�s de um arbusto ali perto com um ar de vit�ria. Gabby
perguntou:
� O que est� acontecendo Messene? Voc�
sabe por que Xena desmaiou? E que plantas s�o essas? Disse Gabrielle
olhando para as m�os da sacerdotisa que estavam cheias de folhas diversas.
� Calma Gabrielle, tudo vai dar certo, eu vou te
explicar, mas primeiro vamos ao que realmente interessa, est� bem?
� Certo. O que temos que fazer?
� Coloque estas folhas na �gua junto com aquelas
que est�o na bolsa ali no ch�o. E depois coloque mais cobertores
ali, Xena vai sentir muito frio at� essa febre baixar, e acho que de
qualquer jeito voc�s v�o precisar de algum conforto.
� N�o entendi, disse Gabrielle, conforto?!
� Esque�a Gabrielle, apenas fa�a o
que eu digo.
Gabrielle colocou todos os cobertores dispon�veis,
no local indicado pela sacerdotisa, pegou todas as folhas e p�s na �gua.
Feito isso voltou para perto de Xena, onde Messene estava esperando. � Pronto,
disse ela, e agora?
� Agora ajude-me a colocar Xena ali, sobre os cobertores
e livr�-la dessas roupas pesadas.
As duas carregaram Xena e acomodaram-na da melhor
forma poss�vel nos cobertores Gabrielle sentou-se no ch�o ao lado
da amiga e come�ou a tirar o peitoral de metal e a roupa exterior de
couro deixando-a apenas com a roupa mais fina que ela usava por baixo, cobriu-a
com cuidado e segurou suas m�os. Messene que observara o desvelo com
que Gabrielle executara a tarefa sorriu mais uma vez e disse: � fique com ela,
eu j� volto. A sacerdotisa pegou uma pequena cuia de dentro de uma de
suas bolsas, um pil�o e foi para junto do fogo, onde fervia a infus�o.
Ela retirou o recipiente do fogo, e colocou a ponta do punhal que Gabrielle
lhe entregara bem perto da chama. Com uma paci�ncia invej�vel pescou
todos os peda�os de folhas da �gua quente e p�s dentro da
pequena cuia e come�ou a amass�-las com firmeza. Ela parou por
um momento, como se lembrasse de algo, virou a cabe�a em dire��o
� Gabrielle e falou, � Gabrielle, pegue um peda�o limpo de pano
e uma caneca, est� bem? Gabby que estivera segurando as m�os de
Xena por todo o tempo, soltou-as com dificuldade e foi buscar os itens solicitados
pela sacerdotisa. Ela voltou com v�rios peda�os de pano e uma
caneca.
� Venha, disse Messene a ela, agora come�a
a sua parte.
� Como assim?
� N�o fa�a perguntas, apenas obede�a,
Xena n�o precisa morrer, mas a vida dela depende de voc� agora.
� Morrer?! Balbuciou Gabrielle.
� �, morrer. Ela foi ferida por alguma arma
envenenada, bem, acho que com um res�duo de veneno, sen�o ela
j� teria morrido, mas n�o h� tempo para muita conversa,
apenas fa�a que eu digo. Gabrielle concordou com um aceno e esperou as
instru��es de Messene.
� Retire a atadura do bra�o dela e com a faca
reabra o ferimento, mas tente retirar toda a carne escura da borda. Vamos Gabrielle,
temos pouco tempo de luz!
Gabrielle, com as m�os um pouco tr�mulas
tentou fazer o que a sacerdotisa falara, mas na hora de cortar a carne de sua
querida amiga o gesto ficou incompleto, ela n�o podia fazer isso. Ela
ouvia muito longe a voz de Messene dizer, "vamos Gabrielle, � preciso!",
mas suas m�os pareciam paralisadas. Depois ela sentiu um toque muito
leve no dorso de suas m�os que come�aram a se mexer como se n�o
fossem mais suas. Elas sabiam o que fazer. Gabrielle sentiu quando cortou a
pele e a carne de Xena, e ouviu um som muito baixo e abafado saindo dos l�bios
da amiga. Ela queria parar, mas suas m�os continuaram a fazer o servi�o.
O ferimento foi aberto, a carne em torno do corte estava muito vermelha com
alguns pontos amarelos, ela raspou e cortou todas as partes que n�o pareciam
saud�veis e depois colocou sobre o ferimento o emplasto de folhas que
Messene colocou em suas m�os. Gabrielle voltou a enfaixar o bra�o
de Xena, que n�o mais reagia, mas Gabrielle notou que os olhos da amiga
estavam abertos.
� Xena?! Voc� est� me escutando?
� Gab... onde est� voc� meu amor...
eu preciso de voc�... balbuciou Xena.
� Xena?! Eu estou aqui, voc� n�o est�
me vendo? Eu estou aqui!
� Gabrielle, disse Messene, ela est� delirando,
ela n�o pode te ouvir. D� isso a ela, disse estendendo a caneca
� ela precisa ingerir o m�ximo poss�vel dessa infus�o,
vamos segure a cabe�a dela mais alto e d� a ela.
� O que � isso? Perguntou Gabby cheirando
o conte�do da caneca.
� � um contra veneno gen�rico, vai
ajudar a abaixar a febre e a combater os efeitos nocivos do que quer que esteja
em seu corpo agora, vamos, n�o fa�a mais perguntas.
Gabrielle puxando a cabe�a de Xena para seu
colo, tentou colocar a caneca entre seus l�bios, mas sua boca estava
fechada e n�o se abriu. Ela olhou para Messene, e depois decidida colocou
seus dedos entre os l�bios da amiga for�ando-os para que se abrissem.
Mantendo os dedos na boca de Xena, levou outra vez a caneca aos l�bios
deixando que o l�quido vertesse pouco a pouco. Um pouco da infus�o
escorreu pelo canto da boca, mas ela sorriu quando percebeu o movimento de engolir
da mulher em seu bra�os. Depois de ter acabado com o conte�do
da caneca ela olhou para Messene que disse. "� Agora tudo vai ficar bem,
pode se tranq�ilizar! A febre vai baixar aos poucos e amanh� com
certeza ela estar� melhor. J� est� tarde, eu vou dormir
ali atr�s da pedra, voc�s v�o precisar de alguma privacidade.
N�o deixe que ela se levante, ela precisa de algumas horas de descanso,
acho que voc�s podem esperar um pouco. Enquanto a febre estiver alta tente
refresc�-la um pouco com um pano �mido. Tudo bem?"
� Tudo bem, respondeu Gabrielle incerta, tudo bem.
Messene retirou-se para atr�s da pedra levando
um dos cobertores que a jovem lhe deixara.
Gabby estava preocupada, muito preocupada, Xena estava
com os olhos fechados, ainda desacordada. De tempos em tempos balbuciava algumas
palavras incompreens�veis, mas outras eram perfeitamente aud�veis.
A maior parte do tempo Xena chamava por ela, dizia que a amava repetidamente
e tamb�m falava de uma forma muito direta que a queria, a desejava. Ela
olhava para sua querida amiga, aquele rosto conhecido e t�o amado e tinha
vontade de chorar. Quanto tempo perdido! Obedecendo as instru��es
de Messene, Gabrielle passava o pano �mido no rosto, nos bra�os
e no corpo de Xena, tentando com isso que a febre baixasse, mas ela sentia a
pele da outra queimar por toda a extens�o. Gabrielle olhava e olhava,
n�o cansava de olhar, os l�bios entreabertos que estavam dizendo
todas as coisas que ela sempre quisera ouvir, mas Xena n�o estava ali.
Gabrielle chamou baixinho: � Xena! Voc� pode me ouvir? Por favor, voc�
pode me ouvir? Xena n�o se mexia, mas seus olhos foram se abrindo devagar,
bem devagar. Parecia que ela n�o estava vendo nada. Gabrielle colocou-se
ao alcance de seu olhar at� sentir que este estava focalizado nela. Xena
falou com um fio de voz:
� Gab...
Gabrielle acariciou seu rosto e disse: � Eu estou
aqui querida, eu estou bem aqui. Xena deu um meio sorriso e voltou a fechar
os olhos. Gabrielle ainda olhava para os l�bios de Xena. Toda aquela
conversa com Messene, as palavras que estava ouvindo de sua amada, haviam mexido
profundamente com todas as suas sensa��es, olhando fixamente para
a boca que desejara provar por tanto tempo, desceu seu rosto em dire��o
a Xena at� que seus l�bios se tocassem levemente. Foi um beijo
leve, doce, mas Gabrielle achou que fosse desfalecer.
Um pouco surpresa com sua ousadia, pois apesar de
ter agora certezas, ela n�o havia pensado que pudesse ter essa coragem.
Ela se afastou um pouco e percebeu que os olhos de Xena estavam abertos. Os
olhares se cruzaram e o entendimento foi imediato. Ela abaixou a cabe�a
e a beijou outra vez. Sentiu os l�bios de Xena se abrirem, as l�nguas
se tocaram e Gabrielle sentiu um calor intenso percorrer todo seu corpo. Ela
queria mais, ela queria tudo, mas ela lembrou que Xena precisava descansar.
O beijo se desfez.
Xena se agitou e come�ou a se levantar, Gabrielle
protestou e tentando segur�-la disse: � onde voc� pensa que vai?
Voc� tem que descansar, vamos durma, eu estou aqui com voc�. Mas
Xena n�o parecia ouvir e continuava a for�ar as m�os que
a seguravam, para poder se levantar. Mesmo enfraquecida pela febre Xena era
muito mais forte do que Gabrielle que sem saber o que fazer para cont�-la,
passou sua perna por cima do corpo de Xena e deitou-se sobre a mulher. Seus
rostos estavam muito pr�ximos, as respira��es partilhadas,
as batidas do cora��o acertando o ritmo. Xena a abra�ou,
se acomodou e resvalou outra vez para o sono ou a inconsci�ncia. Gabrielle
sentindo o corpo que tanto desejara tocar sob o seu, relaxou e adormeceu, por
enquanto saciada.
Algumas horas mais tarde, Xena acordou. Ela sentia-se
toda dolorida e custou um pouco para entender o que estava acontecendo. Estava
escuro, o fogo crepitava ali perto prestes a se apagar e quase n�o iluminava,
a noite parecia bem fresca mas ela estava bastante suada e sentia um peso morno
por todo o corpo. Ela demorou a perceber que Gabrielle estava dormindo em cima
dela. Ela sentiu primeiro o perfume conhecido, depois viu os cabelos louros.
"O que ser� que havia acontecido?" Ela tentou se levantar e
Gabrielle reclamou resmungando alguma coisa. Ela tocou a cabe�a loura
com carinho e chamou: � Gabrielle?! Acorda...
� O que foi Xena? Voc� est� bem? Respondeu
Gabrielle esfregando os olhos.
� Estou bem, mas voc� poderia sair de cima
de mim?
� Eu estou te machucando?
� N�o, n�o est�, mas...
� Se n�o est� machucando, acho que
quero ficar aqui um pouco mais, Gabrielle falou com um sorriso.
Xena sentia seu corpo todo tomado pelo calor e n�o
era de febre. Ela queria mais do que tudo tocar, amar Gabrielle que estava parecendo
t�o diferente, mais confiante... mas n�o, Xena n�o queria
arriscar. Ela lembrava vagamente, da sensa��o de t�-la beijado,
mas isso s� podia ser mais um daqueles sonhos estranhos. Xena pediu outra
vez, � sai Gab, por favor...
Gabrielle escorregou para o lado e continuou: � Eu
fiquei com medo, viu? Voc� n�o deveria me assustar desse jeito!
� Gabby, eu n�o sei exatamente o que aconteceu,
e por que voc� estava dormindo em cima de mim?
� Foi o �nico modo de te manter deitada, voc�
estava com muita febre por causa do veneno. Messene me disse o que fazer. Que
bom que voc� j� est� normal. Voc� dormiu bem?
� Ah! Ent�o foi isso, o ferimento... desculpe
pelo trabalho. Eu dormi bem, eu acho. Mas tive uns sonhos estranhos, mas deixa
para l�. S�o apenas sonhos.
� Que sonho Xena? que sonho voc� teve?
� Esquece. Eu n�o quero falar sobre isso.
Gabrielle sorriu e perguntou: � seu sonho por acaso
era sobre um beijo?
Xena abaixou os olhos e respondeu: � Eu n�o
sei como voc� pode saber alguma coisa a respeito, mas tudo bem, eu sonhei
que n�s... n�s nos...
� Beij�vamos... Completou Gabrielle, e continuou
com a voz cheia de carinho tocando o rosto da outra: � Querida, n�o foi
um sonho, e "n�s" n�o nos beijamos, eu beijei voc�.
Xena arregalou os olhos e disse bastante desconcertada:
� Voc� me beijou. Voc� me beijou?! Repetiu desnecessariamente.
� Beijei sim, s� que agora eu quero tentar
outra vez com voc� acordada!
Gabrielle mais uma vez beijou os l�bios de
Xena que a abra�ou apertado. Xena ainda tentou se certificar se Gabrielle
sabia o que estava para acontecer se ela continuasse a agir daquela maneira,
n�o haveria controle poss�vel.
� Gab... espere! Voc� sabe o que est�
fazendo? Perguntou Xena sentindo as m�os de Gabrielle a acariciando suas
coxas.
� Sei sim! Pelo menos acho que sei, mas parece que
vou ter que usar toda a minha criatividade. Eu amo voc� Xena, eu quero
voc�! N�o h� nada que me fa�a parar, a menos, �
claro, que voc� n�o queira?! Acho que agora eu estou entendendo
o neg�cio da privacidade e conforto! Parece que a sacerdotisa sabe mesmo
ver o futuro. Disse Gabrielle com um enorme sorriso e voltando a beijar Xena.
Gabrielle ouviu apenas o sussurro em seu ouvido:
� eu quero!
Xena tentou falar mais alguma coisa mas Gabrielle
n�o deixou, beijando-a ainda mais profundamente. O momento t�o
desejado e esperado chegara, mas apesar do �mpeto, Gabrielle estava bastante
insegura, ela n�o sabia exatamente o que fazer e estava com um certo
receio das coisas n�o darem certo por conta de sua inexperi�ncia,
mas ela logo percebeu que Xena sabia exatamente o que queria e que ela a ensinaria,
com certeza ela a ensinaria.
As duas estavam deitadas sobre os cobertores, Gabrielle
sentiu as m�os de Xena quando ela come�ou a desamarrar os la�os
de seu top e pux�-lo at� que seus seios ficassem a mostra. Gabrielle
estava muito excitada, seu corpo estava tomado de uma urg�ncia que ela
nunca havia experimentado. Deixando que Xena a afastasse perguntou:
� O que foi?
� Eu preciso ver voc�! Respondeu Xena, arfando
um pouco.
� Acho que voc� j� me conhece de cor.
� Talvez, mas eu preciso te ver, eu realmente preciso
te ver!
Dizendo isto Xena tocou o rosto de Gabrielle com
as duas m�os e fez com que elas deslizassem, pelo pesco�o, pelo
colo e parassem nos seios da mo�a. Xena sempre quisera tocar naqueles
seios, suas m�os estavam tr�mulas ao sentir sob seu toque a maciez,
o calor da pele de Gab. Era dif�cil para Xena se manter calma, ir devagar.
Tanto tempo de espera! Ela se sentou ainda com as m�os nos seios de Gabrielle
e a acomodou melhor sobre suas pernas. Come�ou a beijar o pesco�o
da jovem que se mantinha a espera, e desceu com os l�bios at�
onde suas m�os estavam. O desejo a consumia, ela sentia a umidade conhecida
invadir suas partes �ntimas enquanto sugava lentamente cada um dos mamilos
rosados. Gabrielle soltou um gemido de satisfa��o e segurou a
cabe�a de Xena for�ando-a contra si. Gabrielle gostava da suavidade
com que sua querida amiga a estava tomando, mas ela estava muito excitada, ela
queria com certeza um pouco mais de ardor e disse: � mais forte Xena, mais forte!
Xena sorriu a esse pedido, mas continuou sua tarefa
lentamente. Ela sentiu Gabrielle tentando desajeitadamente tirar o resto de
sua roupa e a soltou por um instante para que a mo�a pudesse fazer o
que queria, Xena por sua vez retirou o cinto, a saia de Gabby. As duas agora
inteiramente despidas se abra�avam tentando nesse abra�o recuperar
sua unidade perdida. Os corpos unidos sentiam e partilhavam o calor e o desejo.
As m�os de Gabrielle queimavam em sua pele. Xena sentia a urg�ncia
da mulher mais jovem, ela deixou Gabrielle beijar sua boca outra vez, "onde,
pelos deuses Gabrielle havia aprendido a beijar daquele jeito?" Ela sentia
a l�ngua da jovem brincar em sua boca, buscar a sua l�ngua. O
beijo se desfez, Gabrielle tinha outras id�ias, e j� beijava o
queixo, o pesco�o at� chegar aos seios da guerreira. Xena gemeu
e tentou dizer com o fio de sanidade que ainda possu�a: � Com quem voc�
aprendeu isso!? A m�o de Gabrielle estava entre suas pernas e embora
ela sentisse a incerteza do toque da outra, o prazer estava acima do suport�vel.
Ela queria tudo! Gabrielle sem interromper o que estava fazendo respondeu: �
Estou aprendendo agora, com voc�. Me diga... hum... se eu fizer algo errado.
Xena movendo o corpo no ritmo da m�o e dos dedos de Gabrielle disse com
muita dificuldade: � Pelos deuses Gab, voc� est� fazendo tudo muito
certo, vai!
A guerreira n�o se lembrava de ter sentido
algo semelhante. O corpo de Gabrielle parecia tocar cada parte do seu, a boca
e as m�os da mo�a estavam em todas as partes e o prazer que ela
estava sentindo com esse contato ultrapassava, e muito sua expectativa. Xena
sabia que precisava fazer alguma coisa, mas ela se sentia inteiramente dominada
pelo carinho e o prazer proporcionado por Gab. Xena abriu os olhos e viu o rosto
da mo�a com um sorriso enorme muito perto do seu. Ela ainda tentou falar
alguma coisa, mas o que Gabrielle estava fazendo, ah! o que sua querida Gabrielle
estava a ponto de conseguir...
Xena estremeceu e sentiu um prazer intenso percorrer
todo o seu corpo. Estreitando ainda mais o la�o que as unia, a guerreira
iniciou por sua vez sua pr�pria explora��o beijando os
olhos fechados de Gab, e a sua boca. Os l�bios das duas pareciam j�
ter aprendido seus pr�prios segredos. A uni�o era completa. Xena
precisava sentir o gosto da outra e girando sobre o corpo de Gab moveu-se at�
estar sobre ela. Suas m�os a acariciavam e era poss�vel sentir
a resposta ansiosa a cada toque. Xena encantou-se com os quadris bem formados,
as coxa rijas. Suas m�os e seus l�bios exploravam, exploravam.
Ela acariciou o tri�ngulo escuro entre as pernas de Gab, e abrindo mais
as pernas da amiga acomodou sua cabe�a entre elas. Sua l�ngua
explorou o sexo da outra com muita habilidade. Xena n�o conseguia se
lembrar de ter provado qualquer outra coisa que se comparasse ao gosto de Gab.
Gabrielle nunca havia sentido nada semelhante, sua
�nica noite com seu marido n�o havia lhe mostrado muitas coisas,
ele havia sido muito bom e carinhoso, mas definitivamente n�o era a mesma
coisa, "Bem" pensou ela rindo de si "n�o era a mesma coisa
com certeza!". O contato com aquele corpo t�o desejado era uma experi�ncia
�nica. Ela podia sentir as m�os de Xena em todo seu corpo, e o
que a outra estava fazendo nesse instante Gabrielle nem sabia ser poss�vel.
A l�ngua de Xena em seu sexo as m�os buscando seus seios. Como
ela amava essa mulher! Ela queria tudo!
As duas nem pareciam lembrar que h� poucas
horas atr�s Xena estava febril e doente, ou se lembraram rapidamente
esqueceram. Nada mais importava, os dias sombrios, as vezes em que Xena havia
feito coisas que ela pr�pria n�o conseguia perdoar, nada mais
importava. Ela estava ali partilhando com Gabrielle todo o seu amor.
As duas permaneceram abra�adas por muito tempo,
trocando car�cias e beijos. Gabrielle parecia completamente livre de
suas d�vidas, se � que eram realmente d�vidas. Ela sentia
o corpo de Xena responder ao seu toque e isso a estava deixando muito excitada.
� Xena!
� Sim querida!
� Isso que voc� fez comigo agora pouco, bem...
todo mundo faz? Quer dizer, eu tamb�m posso fazer?
� Voc� pode fazer o que quiser comigo Gab,
o que quiser!
� Xena! N�s agora somos amantes?
� Parece que sim!
� Ent�o n�s vamos poder fazer isso
sempre?
� Espero que sim � disse Xena beijando os l�bios
de Gab.
� E eu posso experimentar agora, isso que voc�
fez? Perguntou Gabrielle com um sorriso maroto.
Xena n�o respondeu, apenas relaxou e deixou
que a mo�a fizesse o que queria.
Os primeiros raios de sol acordaram Xena. Gabrielle
ainda aconchegada em seus bra�os, a guerreira abriu um grande sorriso
e tocou o rosto da mo�a com suavidade. Gabrielle sorriu, ela j�
estava acordada a algum tempo, mas n�o quisera romper o abra�o.
Parecia que nenhuma da duas precisava falar. Tudo fora entendido. Mas havia
um novo dia pela frente. Xena disse:
� N�s vamos ter que levantar querida... a
sacerdotisa.
� Sim, vamos levantar, s� mais um pouco.
As duas se mantiveram im�veis por mais algum
tempo sentindo apenas o calor partilhado. Haveriam outras noites, outros dias.
Algum tempo depois Messene se aproximou da fogueira.
"J� era seguro" pensou ela com um sorriso. As duas estavam
sentadas preparando a refei��o da manh� e trocando mensagens
silenciosas. A sacerdotisa, dirigindo-se a guerreira, falou atenciosa.
� Vejo que voc� j� est� bem.
� Sim, muito obrigada, por tudo. As tr�s trocaram
um olhar de compreens�o.
Depois da refei��o as tr�s puseram-se
de volta ao caminho. Gabrielle montada em Argo atr�s de Xena, Messene
seguindo um pouco atr�s observava a mudan�a nas duas mulheres
a sua frente. Ela havia percebido desde o primeiro momento a tens�o entre
as duas. E agora o que ela via era muito agrad�vel. Era puro amor. A
mo�a loura abra�ava a guerreira de um forma muito sensual, em
algum momento elas teriam que controlar um pouco essa atra��o,
mas havia tempo para isso.
FIM
Continua em uma pr�xima aventura!