O POR DO SOL NO EGITO

 

 SARAH ISHTAR

 

 DISCLAIMER

Os personagens de Xena, Gabrielle e os demais que aparecem nessa est�ria, s�o marcas registradas da MCA/Universal e Renaissance. Eles s�o usados sem a inten��o de lucro ou de infringir as leis de copyright. O resto da est�ria foi elaborado por Sarah Ishtar (JS) e, nenhum aspecto original deste fan fiction poder� ser utilizado em outro lugar sem pr�vio consentimento, por escrito, da autora. Esse texto n�o poder� ser alterado e esta informa��o sobre direitos autorais deve sempre aparecer com o mesmo. A est�ria a seguir cont�m temas adultos, insinuando rela��es entre duas mulheres adultas. Se voc� for menor de 18 anos, ou onde mora � proibido ler esse tipo de material, por favor, n�o continue. A escritora e a pessoa que mant�m o website onde esse trabalho aparece n�o aceitam a responsabilidade legal pelo n�o cumprimento desse alerta.

 

NOTA DA AUTORA

 

Esse texto foi redigido em 2001 e passou por uma revis�o antes de ser publicado nesse site.

Ap�s a leitura do texto �Um Lugar Especial�, sendo Ferdi a autora, comecei a questionar QUANDO Gabrielle e Xena se tornaram mais que amigas. Acredito que o relacionamento entre as duas possui um envolvimento sexual e amoroso. Baseando-me nesse tema, comecei a fazer algumas reflex�es e an�lises dos epis�dios. H� v�rias possibilidades, aqui nesse fan fiction est� uma que achei plaus�vel, respeitando a seq��ncia do seriado.

Outro ponto de esclarecimento diz respeito ao tempo cronol�gico do seriado. Fundamentei-me principalmente na primeira e segunda temporada para mostrar quando o relacionamento entre as protagonistas come�ou. Contudo, utilizei tamb�m a quinta temporada na elabora��o desse texto, baseando-me no epis�dio �Antony & Cle�patra�, como ponto de partida para tratar do tema em quest�o.

No final do fan fiction h� duas se��es chamadas �Agradecimentos e Declara��o de Morte�. Foi uma maneira que encontrei para agradecer e satirizar as pessoas ou situa��es que atrapalharam ou me ajudaram na elabora��o do meu texto.

 

OBS: Qualquer d�vida, coment�rio, cr�tica construtiva e sugest�o, mande um e-mail para a autora: [email protected]

 

 

Espero que voc�s gostem dessa est�ria e desejo uma boa leitura.

 Um grande abra�o, paz e felicidade.

 

SARAH ISHTAR

 

 
CAP�TULO 1
Xena se encontra deitada de lado, na enorme cama cheia de almofadas em um dos aposentos do pal�cio de Cle�patra. Ela usa uma veste eg�pcia, por ser mais confort�vel, ao inv�s da sua tradicional roupa. O quarto � imenso, com v�rios m�veis e esculturas de deuses eg�pcios, al�m de ser bem arejado e muito confort�vel. Nesse aposento, a guerreira olha fixamente para a parede que cont�m diversos desenhos contando a hist�ria daquele imp�rio. Contudo, Xena n�o possui nenhum interesse nos tra�ados e nos seus significados, porque seus pensamentos est�o em sua doce e amada poetiza.  
 
A princesa precisa entender seus pr�prios anseios, pior, tentar explicar para Gabrielle o que ela n�o consegue explicar para si mesma. Por causa disso, decidiu permanecer mais um dia no Egito; para refletir; mesmo morrendo de saudades de sua filhinha, que deixou em Alexandria com sua m�e.
 
A guerreira tenta imaginar onde a Gabrielle est�, porque desde que se despediu de Ot�vio pela manh� n�o encontrou mais com sua barda. Gabrielle � uma pessoa muito sens�vel e est� sofrendo com essa situa��o, e Xena sabe disso, por isso a princesa tamb�m sofre, uma vez que magoou a pessoa que mais ama nesse mundo. Mas, conhecendo-a do jeito que conhecia, Xena prev� que mais cedo ou mais tarde Gabrielle aparecer� para conversarem, querendo respostas, e esse era seu medo, j� que como explicar� para sua amada aquilo que n�o tem explica��o? 
 
Como essa expectativa aflige Xena! Mas n�o � s� isso, os �ltimos acontecimentos transtornaram por demais a princesa guerreira. A persegui��o dos deuses, a morte de sua amiga Cle�patra, a batalha naval provocada por ela na voz do Nilo. Por�m, apesar de tudo, o que realmente a perturba s�o os seus sentimentos confusos. O problema � que Xena teme que a Gabrielle n�o entenda os conflitos pelo qual est� passando: ama sua poetiza, mas sentiu desejos por outros... Pelo deus da guerra... Pelo romano...
 
 Enfim, a rainha amazonas deixou passar em branco o joguinho com Ares em Amphipolis. Tentou at� esconder seu despeito, mas Xena conhece Gabrielle, sabe que esse sentimento est� corroendo-a por dentro. A princesa tamb�m possui o conhecimento que desta vez Gabrielle n�o ir� ignorar seus ci�mes e, que mais cedo ou mais tarde, ela aparecer� para perguntar sobre o que realmente aconteceu entre Xena e Marco Ant�nio, e disso, a guerreira n�o tinha como escapar ou negar. Logo, esse � o motivo das duas estarem separadas, visto que, precisam cada uma pensar como enfrentar�o esses dilemas: como Gabrielle controlar� seus ci�mes? E como Xena controlar� seus desejos? E se fosse o inverso?
 
Tantas s�o as quest�es que afligem a alma da princesa guerreira e tamanha � sua angustia, que por fim, a impaci�ncia a fez levantar da cama. Dirige-se para a janela, para tentar suportar sua dor e clarear suas id�ias. Respira fundo ao olhar o p�r do sol. Lembra das palavras de Marco Ant�nio: �Voc� conquistou minha confian�a... Meu amor... E depois me traiu... Eu te amava�. Depois surgem as palavras de Gabrielle: �Cuidado! Ele � seu tipo!� Por conseguinte, Xena se interroga. �Como pude sentir algo pelo romano?... A Gabrielle me avisou, mesmo assim desejei esse homem... Por que esse sentimento me abalou?... A id�ia de ver um homem t�o poderoso apaixonado pela minha pessoa me comoveu tanto assim? Por qu�?... A quem estou enganando... Ele n�o me amava; amava Cle�patra... Minha amiga, morta por causa da gan�ncia de terceiros... COMO PUDE ME ENVOLVER TANTO... COMO PUDE MAGOAR A GABBY...�.  Xena dirige novamente seu olhar para o p�r do sol, talvez l� encontrasse suas respostas. Entretanto, ela ainda n�o havia parado para reparar como � magn�fico aquele alaranjado, quase vermelho que est� escondendo-se atr�s das pir�mides, como se fosse o pr�prio olho de �sis, olhando seus dom�nios antes do cair da noite... Xena sussurra: Gabrielle, onde voc� est�?... Por favor, me perdoe... Como eu queria que voc� estivesse aqui comigo!
 
V�rias recorda��es e reflex�es inundam a mente de Xena...
 
�Como o tempo passa r�pido. Parece que foi ontem... Aquela loirinha parada na minha frente, implorando para me acompanhar...�. Um sorriso aparece nos l�bios da princesa... �Querendo aventuras, conhecer lugares, ajudar as pessoas... Ser minha amiga...�. 
 
Gabrielle: �Tem que me levar com voc� e me ensinar tudo que sabe!... N�o pode me deixar aqui...�.Relembra Xena�
 
�No in�cio, senti uma grande admira��o por aquela crian�a. Sua meiguice, sua companhia, sua inoc�ncia... Sua pureza... Sua cumplicidade... Seu amor... Uma vez ou outra, era um pouco infantil... Mas ningu�m � perfeito... Entretanto, Gabrielle me mostrou que o verdadeiro poder prov�m do amor... J� com rela��o � infantilidade... Gabby passou dessa fase. Tornou-se uma mulher madura, mas sem perder sua meiguice e senso de humor, apesar de todo sofrimento que passamos juntas... Pelos deuses eu morreria por ela...�.
 
 A amizade da princesa guerreira foi se transformando em amor atrav�s da conviv�ncia. No in�cio, ela lutou contra esse sentimento, pois n�o sabia como Gabrielle reagiria se soubesse, por causa da sua inoc�ncia e inexperi�ncia, portanto, Xena preferiu sofrer por um amor plat�nico, ao inv�s de se declarar para a poetiza, assim n�o correria o risco de perde-la.
 
�Como sofri... Quantas vezes eu lutei contra o impulso de poder acariciar aquele rosto... Beijar aqueles l�bios... Tocar aquele corpo...�.
 
Quando a guerreira bateu na barda em um ataque de raiva, provocado por Ares, Gabrielle a perdoou. Aqui foi o in�cio se um sentimento puro que a princesa nutriria pela poetiza por toda sua vida. Contudo, Xena era emotiva, n�o conseguindo esconder seus ci�mes se algu�m se aproximasse de sua amada. Aconteceu isso quando Xena se deparou com uma cena que a marcou por muito tempo. Ela encontrou sua barda deitada com um jovem chamado Philius, em uma aventura na qual lutou contra os tit�s libertados por Gabrielle. A id�ia de v�-la nos bra�os de outro fervia seu sangue. Tentou fugir de seus anseios nos bra�os de H�rcules, achando que voltando para um amor antigo pudesse esquecer esse amor que estava florando em sua alma, mas foi imposs�vel, visto que sua amada ficou nos bra�os de Iolaus.
 
�Que tolice... Tentar esquecer minha alma g�mea nos bra�os de outro... N�o � somente a Gabrielle que sente ci�mes por aqui. Quantas vezes j� n�o senti vontade de acabar com algumas pessoas que chegavam perto dela. At� com o meu ex-noivo Petracles. � verdade que ele era um mentiroso, mas no fundo era uma boa pessoa. O que teria acontecido se eu tivesse me casado com ele?... Bom � melhor nem pensar nisso�.        
 
O tempo passava e Xena se apaixonava cada vez mais. Sofreu ao ver a forte atra��o que Gabrielle sentiu pelo jovem Talus. No entanto, quando salvou Celesta do rei Sisyphus, Gabrielle descobriu que Talus estava muito doente, ficando desesperada. A guerreira se entristeceu ao ver a amiga perder algu�m querido. Mesmo a amando, preferiria ver sua barda nos bra�os de outro e feliz, ao inv�s de presenciar seu sofrimento. Por�m, no momento que o jovem foi levado pela morte, a poetiza procurou consolo abra�ando Xena que ficou um pouco sem jeito e surpresa. Mas por fim, considerou aquela atitude de Gabrielle como um presente dos deuses, por poder toca-la e protege-la, mesmo naquela situa��o.
 
�Que sensa��o maravilhosa... Fiquei totalmente desconcertada... Eu sei que Gabby estava sofrendo... Preferiria morrer a presenciar isso... Mas foi imposs�vel evitar minhas emo��es e meus pensamentos... Tentei controla-los, pelo menos para que Gabrielle n�o percebesse... Foi quase imposs�vel...�.
 
Como Gabrielle estava profundamente amargurada pela morte de Talus, Xena aceitou o convite da rainha Merope de passar aquela noite no castelo do falecido rei Sisyphus, pois a rainha, mesmo com a morte de seu bom rei, entendeu que a hora de Sisyphus havia chegado e que ele agiu mal ao prender Celesta. Por isso, queria mostrar seu arrependimento, por ter ajudado seu marido nessa insana atitude de ter aprisionado a morte, e j� que a guerreira n�o aceitava recompensa, o m�nimo que Merope podia fazer era oferecer uma confort�vel cama, para que a jovem poetiza pudesse descansar e aceitar a morte de Talus.
 
�Passar a noite nos castelo de Sisyphus foi a melhor coisa naquela situa��o. Foi a primeira vez que vi minha amada t�o abatida. Gabrielle que era e sempre ser� minha luz, precisava de consolo�.
 
Naquela noite Gabrielle se encontrava no quarto, desolada em cima da cama. Vestia sua tradicional roupa: saia e blusa marrom com detalhes azuis. Xena n�o se achava no local, saiu momentaneamente, indo buscar algo para a amiga comer. Ao voltar, percebeu que a barda n�o havia se mexido, continuando no mesmo alinhamento, ou seja, deitada na posi��o fetal. O cora��o da princesa se comprimiu dentro do peito ao ver a enorme tristeza de sua amada, nunca a viu dessa maneira. A guerreira se aproximou, em seguida sentou na beirada da cama e comentou:
 
Xena: Trousse algumas frutas, p�o, queixo, vinho e alguns docinhos. Ao falar, apontou para a bandeja que deixou em cima da mesa.
 
Gabrielle nem sequer olhou para Xena ou para a bandeja. Continuou deitada de lado na beirada da cama, olhando para o nada.
 
Xena passou sua m�o pelos cabelos de Gabrielle e comentou de uma maneira suave.
 
Xena: Vamos Gabrielle, come alguma coisa... Vai, por favor... Voc� n�o come nada h� horas.
 
Gabrielle entristecida: N�o tenho apetite. A barda enxugou algumas l�grimas que ca�ram de seus olhos.
 
Xena afetuosa: Certo, se � assim que voc� quer, deixarei a comida, caso tenha fome mais tarde. Tudo bem?
 
Gabrielle apenas balan�ou a cabe�a.
 
Xena suspirou, n�o podia fazer mais nada, por�m tinha esperan�a que pela manh� a poetiza estivesse melhor, talvez comesse alguma coisa.
 
Xena: Agora vou para o meu quarto, para voc� poder descansar. Mas quando a princesa come�ou a se levantar Gabrielle a impediu segurando seu antebra�o.
 
Gabrielle: N�o... Por favor, fique aqui comigo... N�o quero ficar sozinha. Disse angustiada.
 
Xena se deparou com aqueles olhos verdes e tristes. Acariciou o rosto da barda e em seguida beijou sua testa.
 
Xena: Voc� quer que eu fique at� voc� adormecer?
 
Gabrielle: N�o... Por que n�o quero acordar � noite e perceber que voc� n�o est� aqui... Eu gostaria que voc�... Dormisse comigo... Por favor.
 
Xena sorriu docemente e respondeu: Claro! Nunca deixarei voc�!
 
Mas antes de se deitar, para dormir mais confort�vel, Xena tirou sua roupa, ficando somente com a de couro usada por baixo do traje de guerreira. Gabrielle apenas a observou. Ao terminar, a princesa deitou no espa�o concedido pela poetiza. Esta por sua vez, apoiou sua cabe�a em cima do ombro da amiga, colocando seu bra�o por cima do abd�men da mesma.
 
 Naquela noite ocorreu uma coisa que nunca ocorrera antes, era a primeira vez que Xena tinha Gabrielle em seus bra�os. Pensando nisso, come�ou a acariciar os cabelos sedosos da poetiza. Xena nunca se mostrou t�o carinhosa, mas tamb�m Gabrielle nunca se mostrou t�o vulner�vel. Xena sentiu o perfume dos cabelos da jovem. Gabrielle dormiu rapidamente, mas a princesa n�o. Ela quis sentir a barda em seus bra�os o m�ximo de tempo poss�vel, desejando que Cronos, o deus do tempo, estivesse ali para que esse momento durasse para sempre, mas o cansa�o pesou e, algum tempo depois, Xena adormeceu.
 
Amanheceu e Xena despertou. Notou que mudou de posi��o. Estavam as duas deitadas de lado, Gabrielle na frente e Xena atr�s. A princesa estava com o bra�o por cima do corpo de sua amada. Ao perceber isso, se aproximou mais, para sentir toda a suavidade de Gabrielle, contudo, notou que tal atitude foi um erro. A poetiza acabou se mexendo, mudando de lado, ficando com o rosto a poucos cent�metros da face de Xena. Por pouco a princesa n�o roubou um beijo da barda e, se isso acontecesse, talvez perdesse Gabby para sempre. Xena se levantou de tal maneira, t�o bruscamente, que acabou acordando Gabrielle.
 
Gabrielle sonolenta: J� amanheceu... Ah, mas eu me recuso a levantar.
 
Xena que estava de costas para a cama, pegando suas roupas, transtornada por quase n�o ter conseguido controlar seus impulsos, sorriu quando ouviu a voz da poetiza, alegrando-se com o tom de brincadeira de Gabrielle.
 
Xena virou seu corpo em dire��o a cama. Seus olhos azuis se encontraram com os olhos verdes de Gabrielle. Por um momento contemplou sua barda, que estava retribuindo o sorriso da guerreira.
 
 Xena sentou na beirada da cama e disse afetuosamente: Me desculpe, n�o queria ter acordado voc�. Como est� se sentindo?
 
Gabrielle elevou seu tronco e sentou na cama: Estou me sentindo bem melhor hoje. A poetiza mentiu, estava triste e angustiada, mas n�o quis preocupar Xena. As duas tinham que continuar a viagem e Xena n�o faria isso at� que a jovem estivesse melhor.
 
Xena: Tem certeza? Podemos ficar mais um dia se voc� quiser.
 
Gabrielle: Vai demorar um pouco para aceitar o fato de um homem t�o bom e jovem ter sua vida interrompida.
 
Xena: N�o havia escolha, ele estava muito doente, sentindo muitas dores, sabia que o melhor era ir com Celesta. Ele est� melhor agora.
 
Gabrielle: Talvez... Eu vou superar isso, s� preciso de um pouco de tempo. Ficando aqui n�o vai adiantar em nada... Temos que continuar com nossas vidas Xena.
 
Xena acariciou o rosto da Gabrielle, aliviada com suas palavras, em seguida perguntou: Est� com fome?
 
Gabrielle que estava com a barriga roncando respondeu: Estou faminta.
 
Xena levantou para buscar a bandeja com comida que deixou em cima da mesa, feliz ao ver que o apetite de sua amiga havia retornado: N�o � para menos, voc� n�o comeu nada ontem.
 
Gabrielle em tom de brincadeira: Sabe Xena, apesar de tudo que aconteceu, at� que est� sendo bom ser paparicada por voc�.
 
Xena retornando com a comida respondeu de uma maneira bem amorosa: S� paparico quem merece.  
 
�N�o era somente o ci�me que me incomodava... A id�ia de perder Gabrielle � aterrorizante... Lembro de quando ela decidiu partir, voltar para Potedaia, depois de ter ficado em choque em uma situa��o de perigo, aonde uma carro�a veio em nossa dire��o e ela ficou sem rea��o... Ou quando decidi pegar o caminho mais curto para Atenas e, por causa disso, Gabrielle e eu ficamos no meio da guerra entre Thessalians e Mitoans, onde Gabrielle quase morreu... Ou quando Gabby casou com Perdicus... Ou quando Gabrielle caiu com Esperan�a na lava... CHEGA...�. Xena n�o consegue mais pensar nas situa��es que quase perdeu a poetiza. Olha mais uma vez para o p�r do sol.  �Em certas coisas � melhor nem pensar... Porque s� de imaginar que eu poderia ter ficado sem aquela pequena... Sem sua alegria... Sem sua luz... Sinto um arrepio na espinha... Por isso, ao pensar em Gabrielle, � melhor pensar s� nos bons momentos... �... S� OS BONS MOMENTOS...�.
 
�Lembro de uma vez, quando ela me pediu para ensinar-lhe a pescar... Que inoc�ncia!... Gabrielle implorando para parar, porque estava com fome... Que novidade!... Achamos um lago... Estava quente... A loirinha foi tirando a roupa e se jogando nas �guas...�.
 
Gabrielle: Xena! Eu estou com fome! Foi a oitava vez que Gabrielle havia falado isso. A guerreira j� estava ficando impaciente.
 
Xena um pouco nervosa: J� sei Gabrielle! Tem um lago por aqui. Voc� pode esperar, por favor.
 
Gabrielle resolveu provocar a guerreira: Xena, eu n�o estou apenas com fome. ESTOU FAMINTA!
 
Xena que estava em cima de Argo parou o cavalo e olhou para tr�s e encontrou Gabrielle com a m�o na cintura encarando a guerreira.
 
Gabrielle provocativa: O qu�? Ser� que ficar com fome agora � crime!
 
Xena que nesse dia se encontrava de bom humor respondeu: N�o, mas logo ser�, pois estou quase cometendo um assassinado.
 
Gabrielle argumentou e se defendeu: Voc� n�o teria coragem... Quem que iria escrever sobre voc�, cozinhar, limpar, fazer companhia, contar est�rias...
 
Xena: Certo, j� entendi. A guerreira voltou a cavalgar.
 
Gabrielle que naquele momento caminhava ao lado de Xena e de Argo comentou: Viu... Comigo n�o tem argumento. Ent�o... Falta muito para esse tal lago... � porqu�...
 
Xena: Ok... J� sei... Voc� est� com fome.
 
Gabrielle brincou: Agora voc� deu para ler pensamentos?
 
Xena se segurou para n�o ri: Sabe de uma coisa Gabrielle... Estou com uma ligeira impress�o que voc� est� repedindo essa frase, s� para me irritar... Porque, se eu a ouvir novamente s� vou parar na pr�xima cidade.
 
Gabrielle malcriada: Ent�o eu repetirei �Eu estou com fome� at� chegar na pr�xima cidade.
 
Xena se rendeu: Est� certo. Sobe no Argo que acharemos esse lago mais r�pido.
 
Gabrielle sorriu vitoriosa.
 �� impressionante, contra Gabrielle n�o h� como contestar�.  Pensa Xena, que n�o se cansa de contemplar o p�r do sol e de lembrar da poetiza.
 
Elas finalmente acharam o lago. Gabrielle foi logo descendo do Argo. Come�ou a tirar sua roupa e a pendurar em uma �rvore pr�xima. Xena ficou paralisada. Gabrielle se virou e a chamou:
 
Gabrielle: Vem Xena. A �gua parece estar �tima.
 
Xena: O que... Ah... J� estou indo.
 
Gabrielle completamente nua correu at� as �guas, um pouco fria, mais muito refrescante.
 
Xena entrou em um estado de puro �xtase. N�o era a primeira vez que Gabrielle nadava completamente nua, mas toda vez que isso acontecia se tornava cada vez mais dif�cil para a guerreira suportar.
 
Gabrielle: Vamos Xena...
 
Xena descendo do Argo: Calma, vou tirar as minhas roupas.
 
Xena come�ou a tirar sua roupa de guerreira, Gabrielle dentro do lago a observava. A princesa notou isso e ficou corada. Gabby come�ou a rir.
 
Gabrielle ir�nica: Qual � seu problema? Est� com vergonha de mim? Justamente voc�! Flagelo de na��es!
 
Xena que ainda estava com sua roupa de couro, colocou sua m�o na nuca, era um sinal de embara�o. Em seguida respondeu: Eu n�o estou com vergonha de voc�.
 
Gabrielle: Ent�o por que voc� ficou toda vermelha?
 
Xena tirando a roupa de couro: Deixa se ser boba Gabrielle... Voc� vai querer o peixe ou n�o... N�o era voc� que estava me atormentando por estar com fome?
 
Gabrielle: Por que voc� sempre faz isso?
 
Xena: Faz o qu�?
 
Gabrielle: Foge de um assunto com outro.
 
Xena: N�o estou fugindo de assunto nenhum.
 
Gabrielle: Ent�o por que voc� ficou com vergonha de mim? Anda, responde!
 
Xena ficou com receio de responder: �... Porqu�...Porqu�...
 
Gabrielle: Porqueee�... O qu�?
 
Xena encabulada: Voc� estava me olhando.
 
Gabrielle riu: S� por causa disso! Eu sempre olhei para voc�... Te acho bonita!
 
Xena ficou mais vermelha: T� bom... Quer comer ou n�o... Se n�o, coloco minhas roupas de volta.
 
Gabrielle preferiu n�o continuar com o assunto, apesar de achar estranho e, ao mesmo tempo, engra�ado a rea��o da guerreira.
 
Gabrielle:  Sabe Xena... Voc� poderia me ensinar a pescar com as m�os.
 
Xena entrando no lago: Isso vai demorar muito.
 
Gabrielle: Vai Xena, por favor. O dia est� lindo, vamos aproveitar.
 
Xena se rendeu para aquele sorriso: Est� bem.
 
�Essa Gabrielle!... Somente ela e capaz de me desnortear... Anos de treinamento para controlar minhas emo��es e rea��es... Vai tudo por �gua abaixo com um simples sorrido dela... S�o esses pequenos momentos da vida, junto com a Gabby, que foram os mais felizes... Agora com mais um membro na fam�lia... Minha Eva... N�o poderia ser melhor... Claro! Se os deuses parassem se perseguir-la, melhoraria muito... Mas n�o se pode ter tudo...�.
 
�E nossa primeira noite... Nossa!... Eu fiquei t�o nervosa... Eu poderia lutar com gigantes, ex�rcitos e at� contra os deuses, que eu conseguiria manter a calma... Mas ao ver a luxuria... Desejo nos olhos de Gabrielle... Eu fiquei sem ar... Lembro que...� De repente, Xena ouve algu�m chamando por seu nome...
 
 
   CAP�TULO 2
 
 
Shiana entra no quarto para avisar que todos os preparativos da partida de suas amigas j� foram providenciados, entretanto, encontra Xena mergulhada em pensamentos olhando o p�r do sol da janela. Shiana p�ra um pouco e a observa, receosa em atrapalhar suas reflex�es, mas por fim decide cham�-la:
Shiana: Xena!
 
Xena vira-se para a porta e encontra Shiana com um sorriso nos l�bios. Xena retribui o sorriso e diz: De todas as terras que j� estive, nunca vi um p�r do sol como esse.
 
Shiana: Eu costumava admira-lo com a minha amada.
 
Ao dizer isso caminha at� a janela para contemplar junto com a Xena esse maravilhoso espet�culo.
 
Xena: Voc� a amava muito, n�o �? Ao perguntar, Xena vira a cabe�a para olhar nos olhos de Shiana.
 
Shiana tamb�m olha diretamente nos olhos azuis de Xena e responde: De todo o meu cora��o. Cle�patra n�o me tratava como uma simples dama de companhia, mas como uma amiga, confidente e amante. Era a pessoa mais doce e am�vel, ao mesmo tempo em que era a mais forte e implac�vel. Dedicava-se de corpo e alma para o bem de seu povo. N�o poderia ter existido melhor governante. Tratava bem quem merecia e punia severamente aqueles que tentavam tirar aproveito da sua confian�a.
 
Xena: Ela era mesmo uma pessoa muito especial. N�o se corrompeu com o poder. Xena volta a admirar o p�r do sol.
 
Shiana: Xena, Cle�patra te estimava muito, deste o dia em que voc� evitou o seu assassinado, quando ela esteve na Gr�cia.
 
Xena em tom de lamento: Eu gostaria de ter chegado ao Egito antes, talvez pudesse ter evitado sua morte... J� estava a caminho. Acabei encontrando o seu mensageiro no meio da viagem, sen�o demoraria muito mais tempo para ter chegado.
 
Xena p�ra e respira: Talvez n�o conseguisse evitar a guerra civil em Roma... Parecia que eu estava adivinhando.
 
Shiana fica furiosa, d� um passo para ficar na frente da guerreira, n�o podia permitir que Xena se culpasse, ela havia feito muito pelo Egito e pela mem�ria de Cle�patra, por isso come�a falando de uma maneira �spera, mais do que esperava, mas em seguida suaviza sua voz.
 
Shiana: N�o havia nada que voc� poderia ter feito. Brutus foi muito cuidadoso e inteligente ao colocar aquela cobra dentro da mensagem. O que voc� poderia ter feito j� fez... Ajudou a forjar uma uni�o pac�fica entre Roma e Egito, colocou uma pessoa de bom car�ter no comando de Roma, al�m de evitar uma grande guerra civil, onde milhares de romanos inocentes poderiam ter morrido, por causa da gan�ncia de pessoas inescrupulosas como Brutus e Marco Ant�nio.
 Xena: Marco Ant�nio!
 
Ao dizer isso com um sorriso for�ado; com um tom de voz triste e baixo, Xena p�ra de contemplar o p�r de sol, e caminha at� a cama.
 
Shiana: Voc� apaixonou-se por ele?
 
Xena vira-se e responde agressivamente:
 
Xena: N�o!!!
 
Shiana caminha at� Xena.
 
Shiana fala calmamente: Ent�o por que ele te perturba tanto?
 
Xena transtornada: Eu senti atra��o por ele. Em seguida debochando: Tenho uma pequena queda por cafajestes!
 
Shiana: Ah! Eu entendo! N�o � o fato de voc� t�-lo tra�do que te incomoda, mas o fato de tal atra��o ter magoado a Gabrielle.
 
Nesse instante entra alguns servi�ais pedindo permiss�o para acenderem algumas tochas. Entram tamb�m algumas mulheres trazendo frutas e vinho. Shiana acena a cabe�a como aprova��o, em seguida, chama um dos servi�ais e lhe diz alguma coisa. Rapidamente eles fazem suas obriga��es e se retiram.
 
 Xena senta na cama. Shiana havia lido sua alma naquele momento. A princesa sabe que Gabrielle est� em algum lugar daquele pal�cio, achando que seu amor por ela estava acabando. Grande engano. Xena nunca havia encontrado pessoa t�o doce, companheira e dedicada como Gabrielle. Ela ama de corpo e alma sua barda.
 
Shiana senta-se ao lado de Xena. Sente que essa grande guerreira est� deprimida. Ela sabia o que era perder algu�m querido, por isso compreendia o medo da Xena de perder a Gabrielle. Ela tamb�m possu�a essa ang�stia, esse sentimento de vazio, desde o assassinato de Cle�patra, contudo sentia-se melhor porque havia cumprido sua promessa: viu punidos os assassinos de sua amada, apesar de Marco Ant�nio n�o ser o mandante do crime, Shiana o considerava t�o culpado quanto Brutus.
 
Xena vira o rosto para o lado da amiga. Estava muito fragilizada, mas apesar disso, sente-se �-vontade para conversar com Shiana. 
 
Xena: Nunca conversei com ningu�m sobre meu relacionamento com Gabrielle. Por acaso voc� conversou alguma coisa com a Gabby? Pergunta serenamente.
 
Shiana responde sorrindo, com um olhar e com uma voz meiga: N�o. Deste o in�cio, quando as vi pela primeira vez, eu senti o amor entre voc�s duas.
 
Xena num tom de sarcasmo: Por acaso voc� � vidente?
 
Shiana rindo: At� um cego v� isso Xena!
 
Xena brinca: Pois �! Eu amo tanto a Gabby que fui capaz de ir at� ao inferno para ficar com ela. E n�o estou falando metaforicamente. Agora Xena diz apaixonadamente: Ela � minha alma g�mea, estamos destinadas a ficar juntas.
 
Xena respira fundo e fala num tom mais s�rio.
 
Xena: N�o pude evitar. Eu fiquei atra�da pelo Marco Ant�nio, mas n�o foi s� isso, eu estou me sentindo mal por ter conquistado seu amor e depois ter esmagado seu cora��o. Ele realmente me amava, pelo menos disse que me amava... Em certa ocasi�o, perguntei a ele o que faria se derrotasse Brutus, sabe o que ele respondeu?
 
Shiana: N�o.
 
Xena: Ele me respondeu que mataria Brutus e todos os seus homens, at� os soldados rasos. N�o foi s� isso, em seguida perguntei sobre Ot�vio, ele disse que tamb�m o mataria. Nesse instante percebi que ele n�o tinha compaix�o.
 
Shiana coloca sua m�o sobre o ombro da amiga e fala: Isso prova que ele foi um assassino e um monstro em vida. Como um homem assim p�de amar algu�m. E como voc� pode estar certa que ele te amava?
 
Xena: Tem raz�o. Ele n�o me amava, amava a Cle�patra.
 
Shiana repreende Xena: Ele n�o amou Cle�patra, mas sim uma imagem que voc� representou, muito bem por sinal, para poder conquista-lo. Ele amava era a armada do Egito e o poder.
 
A princesa guerreira olha para a enorme janela, vendo que j� anoitecera, levanta e caminha at� a sacada do quarto, observa a noite magn�fica, com o c�u estrelado e uma lua crescente radiante que apontava no c�u. Ela ent�o, sem tirar os olhos dessa vis�o comenta:
 
Xena: Quem me conheceu, n�o me reconheceria agora... Nunca fui sentimental. Sempre fiz o que precisava ser feito... Acho que a maternidade me deixou assim.
 
Shiana mais calma responde: Talvez, mas acho que n�o foi somente a maternidade que deixou voc� mais humana, ela apenas fortaleceu esse lado seu, quem mostrou o caminho foi a Gabrielle, apesar de ser uma mudan�a interna e voc� mostrar isso para poucos.
 
Xena vira-se, encontra Shiana sentada na cama observando-a, e brinca: Tem certeza que voc� n�o � vidente?
 B
Shiana sorri e caminha at� Xena: N�o... Apesar de te conhecer pessoalmente h� pouco tempo, sempre ouvir falar sobre voc�, �Xena a destruidora de na��es�. Mas tamb�m ouvi que voc� se redimiu, procurando corrigir seu passado lutando contra o mal. Ent�o, nesses �ltimos dias conheci Gabrielle, compreendi que por tr�s da sua mudan�a, houve uma pequenina ajuda de uma certa poetiza.
 
Xena diz: Agora entendo porque Cle�patra amava voc�.
 
Shiana curiosa: Como assim?
 
Xena: Apesar de estar deprimida pela morte de seu amor, ainda assim ficou aqui comigo, escutando as minhas lamenta��es. Voc� � companheira e muito sens�vel... Voc� � uma pessoa admir�vel. Cle�patra teve muita sorte por ter voc�.
 
Shiana emocionada: Eu sempre amarei Cle�patra, sentirei muita falta dela, por isso entendo voc�... Sei o que � perder algu�m amado, sei tamb�m que est� com medo de perder a Gabrielle, pelo fato dela n�o compreender a situa��o.
 
Xena: Eu n�o culpo Gabrielle, como ela pode compreender a situa��o se nem eu compreendo? � um fato! Fiquei envolvida pelo Marco Ant�nio e isso magoou a pessoa que eu amo. Mas o que eu senti por ele foi somente atra��o, e o que eu sinto pela Gabrielle � amor... Tenho que deixar isso bem claro para ela.
 
Shiana: N�o se preocupe, a Gabrielle te ama, por isso ela vai deixar o ci�me de lado para ouvir o cora��o.
 
Xena esperan�osa: Eu espero que sim, j� passamos por v�rias coisas juntas, Gabby vai saber me compreender, s� precisa de tempo para pensar.
 
A guerreira depois de dizer essas palavras, vira-se para Shiana, coloca as m�os sobre o ombro da amiga e diz: Obrigada pelas palavras de consolo. Em seguida lhe d� um forte abra�o.
 
Shiana retribui o abra�o e responde bem baixinho no ouvido de Xena: De nada.
 
Nesse instante, Gabrielle entra no quarto, e depara-se com as duas mulheres abra�adas.
 
 
CAP�TULO 3
 
Algumas horas antes.
 
Xena decidiu permanecer no Egito por mais um dia. Talvez para refletir... Pensou Gabrielle, que passou todo o tempo, deste a despedida de Ot�vio, no grande sal�o do trono de Cle�patra. Na despedida tentou aproximar-se da guerreira, mas ao olhar o seu semblante s�rio, triste e confuso, desistiu da conversa que deveriam ter e dirigiu-se para o interior do pal�cio. Estava insegura e magoada, precisava de um tempo para pensar.
 
 Neste momento, ela se encontra sentada no ch�o, com as costas apoiadas em uma coluna, do lado esquerdo e atr�s do trono, encolhida, com os bra�os envolvendo as pernas e o queixo apoiado sobre os joelhos. Est� vestindo sua roupa de guerreira. Ao mesmo tempo em que contempla o p�r do sol, relembra todos os momentos com Xena, quando a conheceu, todas as vezes que ela salvou sua vida, todos os momentos dif�ceis que tiveram que passar, as aprova��es e desaprova��es, sempre lado a lado. �Ent�o, por que isso agora? Por que o ci�me e as d�vidas? Por que a inseguran�a?�. Gabrielle levanta a cabe�a e ap�ia na coluna, pensando: �Xena cad� voc�?Preciso de voc�.
 
A poetiza n�o consegue entender como Xena p�de se envolver tanto com Marco Ant�nio. N�o era s� isso, com Ares tamb�m. Em Amphipolis, apesar de Xena negar, a barda tinha certeza de t�-la ouvido confessar que sentiu algo pelo deus da guerra, entretanto, por causa da d�vida, resolveu n�o tocar novamente nesse tema. Mas agora, no Egito, Xena declarou abertamente sua queda pelo romano. Com isso, Gabrielle come�ou a questionar sobre o seu relacionamento com Xena. O porqu� do fasc�nio da guerreira por estes homens.
 
�Ser� que ela n�o me ama mais? Ser� que deixou de sentir atra��o por mim?... N�o � isso. J� passamos por tantas coisas juntas. Eu sei que Xena me ama, mas ent�o por que ela deseja outros?�. Indaga a barda.
 
Gabrielle suspira, j� era quase noite, n�o se pode mais ver o sol. Sem a poetiza perceber entram alguns servi�ais e come�am a acender as tochas. Um deles nota sua presen�a, dirigi-se a ela e pergunta de maneira humilde:
 
Servi�al: Gostaria de alguma coisa senhora? Frutas, vinho ou cear?
 
Gabrielle que se encontra sentada junto � coluna, mergulhada dentro de si, se surpreende com a pergunta:
 
Gabrielle levantando: Ah... O qu�... Desculpe-me, n�o ouvi o que disse.
 
Servi�al: Gostaria de cear?
 
Gabrielle: N�o obrigada. Estou sem fome.
 
Servi�al humildemente: Sim senhora. Quando quiser, basta chamar. Com a sua licen�a.
 
O servi�al retira-se, Gabrielle o acompanha com o olhar. Em seguida senta-se em um div�, em um dos cantos do sal�o. Ao sentar, coloca os cotovelos sobre os joelhos e a parte frontal da cabe�a apoiada sobre as m�os. Sente o nariz latejando, est� um pouco dolorido, Brutus a acertou de jeito. Gabrielle est� impaciente por n�o conseguir achar respostas. Ela levanta a cabe�a e resolve deitar. Come�a a relembrar como havia conhecido Xena. O fasc�nio que sentiu. Entretanto, nos primeiros anos de conviv�ncia com a guerreira, a poetiza era muito ing�nua para entender seus sentimentos. S� compreendeu e aceitou esse amor depois da morte da princesa guerreira em Cirra.
 
Gabrielle n�o sabia exatamente quando ou como seu fasc�nio se transformou em amor e desejo, porque foi um processo lento e gradual. Atrav�s da coexist�ncia, a poetiza passou a conhecer as qualidades e os defeitos de Xena, admirando e aceitando-os. Contudo, seus primeiros sentimentos, aqueles ligados a n�vel mais sexual, Gabrielle os reprimiu, pois n�o compreendia como duas mulheres poderiam ficar juntas.
 
�J� passei noites inteiras admirando Xena. Seus tra�os faciais... Seus l�bios... Sentia uma enorme necessidade de tocar aquele corpo... S� que n�o sabia como... Ficava questionando se isso era certo, esse sentimento que tomou conta de mim... Perguntava-me se a Xena me entenderia... Adorava e ainda adoro observar meu amor se despindo... Admirar as curvas daquela guerreira... No castelo de Sisyphus foi t�o bom sentir o seu calor, seu cheiro, sua prote��o...�.
 
Quando ficou drogada, ao comer um peda�o de bolo de nozes em uma caverna, ao tentar ajudar Anteus a n�o matar o seu filho �cus, em nome de Deus, Gabrielle acabou confessando que achava Xena linda, apesar de j� ter dito isso outras vezes. Mas, nessa ocasi�o, Gabrielle n�o conseguiu disfar�ar seu enorme fasc�nio. No estado s�brio, ela tentou se enganar, falando para si mesma que estava drogada, que a atra��o que sentiu foi efeito do narc�tico, mas foi imposs�vel se reprimir por muito tempo.
 Ao ajudar Salmoneus a lutar contra Talmadeus, Xena foi ferida por um tardo envenenado. Obra de Callisto. A guerreira acabou entrando em um estado de hiberna��o, para que seu corpo reagisse contra o veneno. Por�m, Gabrielle pensou que a princesa havia morrido, desesperando-se. Nunca antes sentira uma tristeza como essa.
 
�Que dor!... Que ang�stia!... Eu comecei a perceber que meu sentimento para com a Xena era maior que uma simples amizade... Por que precisamos passar por tantas coisas dolorosas para compreender certos anseios?�.
 
A barda lembra como era sua vida antes da guerreira, a tranq�ilidade e simplicidade de Potedaia. Como estaria sua irm� Lila? Seu pai Er�tubos e sua m�e �cuba? Sentia saudades. �Visitarei minha fam�lia ao voltar�. Pensa. Em seguida, vem � imagem de Xena a salvando e as mulheres de sua vila, dos homens de Draco.
 
 �Fugi de casa em busca de excita��o e aventura, mas na verdade acabei encontrando minha alma g�mea e me transformando em uma coisa nunca antes imaginada... Uma guerreira.�.
 
Demorou um pouco para entender o que sentia. Os ci�mes de Marcus, H�rcules e de outros. Seu casamento com Perdicus, que na realidade era uma tentativa de fuga dos seus desejos. �Como poderia enganar o meu cora��o e fugir dos meus sentimentos�.
 
Quando Xena morreu, depois de visitar as ru�nas de Cirra, Gabrielle come�ou a entender seus sentimentos. Sua rela��o com Xena era algo muito forte. Ao ser beijada pela guerreira pela primeira vez, a poetiza sentiu algo inexplic�vel, uma excita��o nunca antes sentida, mesmo Xena estando no corpo de Autolycus.
 
Gabrielle sorri, ao relembrar o seu primeiro beijo com a Xena, mas em seguida, questiona baixinho: �Bem, n�o foi tecnicamente o primeiro beijo, pois ela estava no corpo de Autolycus, mas foi a primeira vez que Xena demonstrou seu amor, pois sempre achei que ela era s� minha amiga... ���... Toda vez que um rapaz chegava perto de mim, Xena ficava uma fera, e, quando me casei, Xena ficou desconsolada... Como foi... Ou melhor, quando foi que Xena come�ou a me amar? Olha, nunca pensei nisso...� A barda fica furiosa com ela mesma... �Mas por que isso agora? Xena atualmente s� est� tendo olhos para morenos sem escr�pulos! O que adianta ficar divagando sobre o amor dessa guerreira...�.  Gabrielle se repreende e muda de posi��o, virando para o lado esquerdo.
 
Mas n�o adianta toda essa censura, pois o cora��o de Gabrielle n�o p�ra de pensar em Xena. A pr�xima lembran�a que invade a mente da poetiza foi o que ocorreu; logicamente o inevit�vel; depois de Xena ter provado seu grande amor pela barda.
  �Xena resolveu lutar contra a morte, invadiu o corpo de Autolycus, s� para conseguir a Ambr�sia e voltar a vida para ficar comigo... Foi muito rom�ntico...�. Reflete Gabrielle.
 
O inevit�vel foi sua primeira noite de amor com a guerreira.
 
Gabrielle lembra de cada detalhe daquela noite. Agitada, sem conseguir expulsar essas lembran�as, a poetiza se move novamente no div�, desta vez com a barriga para cima e com o bra�o debaixo da cabe�a, come�a a surgir �s imagens em sua mente.
 
Depois da despedida de Autolycus, perto da entrada da caverna e pr�ximo ao rio, Gabrielle se aproximou da Xena, que estava sentada, limpando sua espada. Gabby chamou pela princesa:
 
Gabrielle: Xena.
 
 Meio sem jeito de iniciar essa conversa, mais disposta a falar sobre o beijo, a barda inicialmente come�ou esse di�logo de uma maneira descontra�da.
 
Xena: O qu�?
 
 Gabrielle notou que a guerreira continuou limpando sua espada, sem ao menos olhar para ela. A poetisa sabia que quando a guerreira evitava olhar em seus olhos, era uma maneira de fugir de um assunto, ou porque ela estava errada e n�o queria assumir isso, ou aquele assunto a incomodava de alguma maneira.
 
 Talvez Xena estivesse acanhada... ���... Nunca pensei nisso... Que engra�ado! Reflete Gabrielle, com um sorriso nos l�bios. Em seguida recorda o restante da conversa.
 
Gabrielle: Promete que nunca vai morrer de novo?
 
Xena: Prometo.
 
Gabrielle: Sabe que durante alguns momentos eu soube o que � ser voc�.
 
Xena: E...
 
Gabrielle: Foi emocionante, acolhedor, gostoso!
 
Xena: Gabrielle; foi numa luta!
 
Gabrielle: Me senti protegida! O mundo precisa de pessoas como voc�, n�o �?
 
Xena: �.
 
Gabby relembra, que depois dessa conversa, ela colocou sua cabe�a no ombro da Xena por alguns momentos, mas como estava muito ansiosa e disposta a conversar sobre seus sentimentos, tirou sua cabe�a do ombro da amiga e virou�se para a guerreira, pronta para dizer a primeira palavra.
 
Por causa do movimento brusco de Gabrielle, Xena virou-se para a poetiza e encontrou com os olhos da amiga. Gabrielle desistiu de dizer qualquer coisa ao deparar com aqueles olhos azuis, em seguida, passou a visualizar os l�bios da guerreira, h� muito tempo objeto de desejo. Esta percebeu a inten��o de sua barda, e por causa disso, come�ou a aproximar lentamente sua boca, mas nesse momento, chegou Ephiny.
 
�Se n�o fosse pela Ephiny, provavelmente naquele momento, eu e Xena nos beijar�amos. E... Tecnicamente, esse seria nosso primeiro beijo...� Analisa Gabrielle.
 
Rapidamente, Xena e Gabrielle se levantaram, totalmente sem gra�a. Ephiny acabou se desculpando, sem saber como reagir.
 
Ephiny: Me desculpe, eu... Eu n�o queria interromper nada... Eu volto em outra hora... E...
 
Xena tentou amenizar a situa��o na qual se encontravam, pois n�o iria esconder uma coisa verdadeira; seu amor.
 
Xena disse tranq�ilamente: Ephiny. Tudo bem!
 
Ephiny um pouco aliviada, mas mesmo assim, totalmente encabulada: Certo... � que... Eu vim avisar para a rainha que as amazonas est�o esperando por voc� para voltar para a aldeia.
 
Gabrielle sem gra�a: Ent�o t�... � melhor j� ir mesmo... Porque j� anoiteceu... J� est� ficando muito tarde... Ent�o vamos...
 
Xena segurou o bra�o da Gabrielle e falou para Ephiny: Podem ir � frente, que j� estamos partindo.
 
Ephiny apenas acenou com a cabe�a e se retirou, compreendeu que Xena e Gabrielle precisavam terminar o que ela interrompeu.
 
Xena continuou segurando o bra�o da barda. Em seguida, a guerreira ficou de frente para sua amada. Deslizou sua m�o pelo bra�o de Gabrielle at� chegar em seus dedos, entrela�ando-os. A outra m�o, ela colocou no rosto da poetiza. Apesar do nervosismo, a princesa n�o o demonstrou. Xena contemplou sua amada por alguns instantes, para em seguida dizer com um sorriso sedutor: Onde est�vamos?
 
Gabrielle retribuiu o sorriso. Xena aproximou seu rosto, olhando fixamente para os olhos verdes de Gabby, esta sentiu seu cora��o pular. Sem fecharem os olhos, seus l�bios se tocaram, doce e suavemente. Xena afastou sua boca por um instante. Seus l�bios se tocaram novamente, mas desta vez, as duas fecharam os olhos. Xena brincou um pouco com os l�bios de Gabrielle, chupando�os para em seguida explorar melhor a l�ngua da poetiza. O beijo se tornou mais ardente. Gabrielle colocou sua m�o na cintura da Xena, aproximando seu corpo do dela. No final do beijo, Xena continuou com os olhos fechados por alguns instantes, ao abri-los encontrou com o mais doce sorriso nos l�bios de Gabrielle. Ficou sem f�lego.
 
�Como Xena deve ter sofrido tamb�m... Ent�o por que demorou tanto tempo para me dizer que me queria... Talvez ela sentisse medo... De me perder... Achando que eu n�o entenderia seus sentimentos...�.
 
Durante toda a trajet�ria de volta para a aldeia das amazonas, que n�o durou muito tempo, Gabrielle que caminhou ao lado da princesa guerreira segurando sua m�o, n�o disse uma s� palavra. Ficou tentando imaginar o que viria pela frente. Mas antes de qualquer coisa, decidiu conversar com Ephiny, pois sabia, por alto, que haviam alguns casos parecidos com o dela na tribo amazonas, que de certa forma, era um certo costume duas mulheres ficarem juntas.
 
A guerreira resolveu n�o quebrar o sil�ncio da caminhada, pois ela fazia suas pr�prias reflex�es. Tais como: seria o certo continuar?... Ser� que Gabrielle realmente quer isso?... Por que me sinto como uma virgem?...
 
 Ephiny, meio receosa, esperava pela rainha.
 
Gabrielle ao chegar sentiu um al�vio, pois viu sua amiga a esperando. Com isso, possu�a uma desculpa para primeiramente conversar com Ephiny, antes de ficar sozinha com Xena.
 
Ephiny: Me desculpe rainha... � que precisamos falar sobre...
 
Gabrielle mal deixou Ephiny falar, foi logo interrompendo: Oi Ephiny... Precisamos conversar mesmo... Gabrielle virou-se para Xena e disse: Xena... Voc� se importa?
 
Xena que j� havia entendido e compreendido o que a poetiza queria com a Ephiny, respondeu: Eu vou tomar um banho.
 Gabrielle: Isso... Faz isso mesmo... A barda sorriu e disse baixinho, somente para Xena ouvir: Obrigada.
 
Xena retribuiu o sorriso para a Gabrielle e brincou com a Ephiny: Cuidado com o que voc� vai falar com a Gabrielle.
 
Ephiny n�o respondeu nada, pois n�o havia entendido o que realmente Xena queria dizer.
 
A guerreira se dirigiu para a poetiza, acariciou o rosto de sua amada, falou baixinho e de um jeito muito sensual: Depois do banho, encontro com voc� na cabana da rainha. Tudo bem?
 
Gabrielle que sentiu um calafrio no est�mago respondeu: Eu... Estarei esperando por voc�.
 
Ephiny ouviu toda a conversa, n�o podendo evitar, com isso compreendeu a �amea�a� da Xena.
 
�Nossa! Como eu era t�mida... N�o � por menos, eu nunca tinha sequer imaginado que duas mulheres... Um dia poderiam... Se apaixonar... Mas eu fiquei muito envergonhada. Fiquei mesmo... Fiquei toda sem jeito de fazer certas perguntas para a Ephiny... Coitada... Ela ficou toda encabulada...�.
 
Depois que Xena partiu para a cabana de banhos, Gabrielle pegou o bra�o da Ephiny e a puxou para a cabana da rainha. Chegando, as duas sentaram na cama. O quarto era muito enfeitado, com v�ria mascaras e objetos de luta.
 
Gabrielle totalmente envergonhada e sem jeito para perguntar: Ephiny... Eu n�o sei como perguntar... Eu s� sei que h� algumas amazonas que j� passaram por isso... Bem, � o que eu ouvi... Como �...
 
Ephiny decidiu facilitar as coisas para a Gabrielle, j� que esta se mostrava um pouco acanhada com o assunto.
 
Ephiny: Voc� quer saber como duas mulheres podem ficar juntas, n�o � isso?
 
Gabrielle ruborizou: �... Mais ou menos isso...
 
Ephiny: � muito comum aqui na tribo esse tipo de coisa, s� que n�o seria melhor voc� saber isso pela Xena?
 
Gabrielle: Eu acho que ela tamb�m est� um pouco... Voc� sabe... Sem jeito... Envergonhada...
  Ephiny: N�o acredito nisso. Xena � mais velha, � guerreira. Aposto que ela est� nervosa pelo fato de gostar de voc�, n�o pelo fato de n�o saber o que vai fazer.
 
Gabrielle: Xena est� em vantagem, pois as duas coisas me deixam nervosa.
 
Ephiny: O meu conselho � que voc� relaxe, e deixe que a Xena conduza as coisas.
 
Gabrielle inconformada: Esse seu conselho est� muito vago... Eu preciso ter uma no��o de como as coisas v�o transcorrer.
 
Ephiny: Esse tipo de assunto n�o � resolvido apenas com palavras... Voc� tem que vivencia-lo. Entendeu?
 
Gabrielle: Voc� j� passou por isso, Ephiny?
 
Ephiny: Sim.
 
Gabrielle: E... Como foi?
 
Ephiny: Foi carinhoso, excitante, diferente...
 
Gabrielle: Ah... Pelos deuses... Eu estou muito nervosa... Nem na minha noite de n�pcias com Perdicus fiquei desse jeito...
 
Ephiny segurou a m�o de Gabrielle, percebeu que estava fria e unida. Em seguida ratificou seu conselho: N�o fique, deixe que a Xena conduza as coisas, era mostrar� como fazer.
 
Xena entrou na cabana.
 
Ephiny se levantou e disse: Vou deixa-las a s�s. Amanh� conversaremos sobre seu reinado Gabrielle.
 
Gabrielle: Obrigada Ephiny.
 
Ephiny apenas sorriu, em seguida dirigiu-se para a porta, onde se encontrava a Xena que, estava com o cabelo molhado, segurava suas armas e sua roupa de guerreira, vestia apenas sua roupa de couro.
 
Antes de sair, Ephiny falou baixinho para a Xena.
 
Ephiny: Seja gentil, ela est� muito nervosa.
 
Xena sorrindo disse no mesmo tom de Ephiny: Ent�o somos duas, me sinto como uma virgem.
 
Ephiny riu: N�o se preocupe voc� vai se sair bem.
 
Xena: Obrigada.
 
Ephiny se retirou. Do lado de fora da cabana, a amazona deu ordens para as outras n�o incomodar a rainha.
 
Ap�s a sa�da da amiga, Gabrielle perguntou para a Xena.
 
Gabrielle curiosa: O que voc�s cochicharam?
 
Xena colocou suas coisas em cima de uma mesa, em seguida foi ao encontro de Gabrielle.
 
Xena sentou na cama: Nada de mais.
 
Gabrielle um pouco ciumenta: Como nada de mais. Ela praticamente sussurrou em seu ouvido.
 
Xena respondeu brincando, para descontrair a situa��o: T� bom. Eu digo se voc� me dizer o que ela falou para voc�.
 
Gabrielle um pouco revoltada: Isso n�o � justo!
 
Xena: Por que n�o?
 
Gabrielle suspirou, n�o sabia como diria aquilo que estava afligindo-a a muito tempo.
 
Gabrielle: Voc� sabe o porqu�... E voc� sabe muito bem o que foi...
 
Xena: Quero ouvir de voc�.
 
Gabrielle: Eu estou com medo!
 
Xena segurou a m�o da Gabrielle e come�ou a acaricia-la, em seguida disse docemente: N�o tenha, n�o vou machucar voc�.
 
Gabrielle abaixou a cabe�a e respondeu: Eu n�o sei o que fazer.
 
Com a outra m�o, Xena segurou gentilmente o queixo de Gabrielle, levantando e virando a cabe�a de sua amada, fazendo com que os seus olhares se encontrassem.
 
Xena: Bem... Tamb�m vou confessar uma coisa... Estou muito nervosa. H� muito tempo n�o fico assim... Mas se voc� n�o est� se sentindo preparada... Eu entendo.
 
Gabrielle admirou por alguns momentos aquele ser na sua frente. As tochas faziam com que o cabelo molhado da guerreira refletisse as luzes do ambiente. Seus olhos azuis mostravam o profundo amor que sentia pela poetiza. A barda ficou sem ar, seu cora��o acelerou. Suas m�os tremiam.
 
Gabrielle aflita: Eu... Eu quero voc�... S� que n�o sei como... Sinto vontade de te beijar... Acariciar seu corpo... S� que n�o entendo...
 
Xena compreensiva: Voc� n�o entende como duas mulheres podem se amar? � isso?
 
Gabrielle mais calma: � sim. E isso tem mexido comigo... Como foi... � voc� sabe... Sua primeira vez...
 
Xena: Foi com uma velha amiga... Sabe Gabby... Xena sorriu. Colocou sua m�o no rosto da barda e perguntou: Posso te pedir uma coisa?
 
Gabrielle curiosa: O qu�?
 
Xena aproximou sua boca no ouvido da Gabrielle, sussurrando provocativamente: Confie em mim!
 
Gabrielle virou seu rosto, ficando a poucos cent�metros dos l�bios da Xena: Sempre!
 
Xena beijou Gabrielle. Em um primeiro momento, foi apaixonante e excitante, terminando de maneira suave. A barda, que se encontrava ao lado da guerreira, sentou no colo de Xena, envolvendo a cintura da princesa com suas pernas e o pesco�o com seus bra�os.
 
As m�os experientes da guerreira tiraram o colar de penas que envolviam o pesco�o da poetiza, pois esta se encontrava com sua roupa de rainha das amazonas. Xena em seguida, come�ou a beijar o pesco�o de Gabrielle, esta gemia a cada toque. Xena abaixou a al�a do bustie, beijou o ombro da barda. Primeiro foi o direito, depois o esquerdo. Parou por um momento. Xena levantou a cabe�a e encontrou os olhos de Gabrielle, completamente tomados pela luxuria. Xena ficou sem ar. Seus dedos deslizavam pelas costas de Gabrielle. Esta por sua vez acariciava os cabelos molhados da princesa.
 
Gabrielle pegou a m�o direita da Xena e colocou acima do seio esquerdo. A guerreira sentiu o cora��o acelerado da poetiza. Esta por sua vez disse: Est� batendo por voc�... Xena, eu te amo!
 
Gabrielle puxou a cabe�a da guerreira para um beijo. Sua l�ngua invadiu a boca da Xena. Todo o medo e inseguran�a que dominou Gabrielle foram substitu�dos por um enorme desejo, de acariciar e ser acariciada, pela mulher amada.
 
Xena ao mesmo tempo em que beijava Gabrielle, desamarrava sua blusa. Ao terminar, afastou seus l�bios da boca de Gabrielle, redirecionando-os para os seios da barda. Gabrielle entrou em �xtase ao sentir aquela l�ngua e aqueles l�bios. Seus mamilos enrijeceram de prazer.
 
Xena cuidadosamente levantou. Gabrielle continuou em seu colo. A guerreira deitou Gabrielle na cama, sem deixar de olhar em seus olhos. Xena retirou as botas da rainha, bem devagar. Ao terminar deslizou suas m�os pela lateralidade das pernas da poetiza, indo dos p�s ao quadril. Em seguida tirou a saia da Gabrielle que, em momento algum, abandonou os olhos azuis de Xena. Ao terminar, a princesa que estava de p� ao lado da cama, contemplou aquela mulher que era a sua luz, completamente nua, disposta a lhe dar seu amor, seu corpo e sua alma.
 
Xena abaixou a al�a de sua roupa de couro. Gabrielle levantou o tronco para poder visualizar melhor sua amada. Em seguida a guerreira abaixou a outra al�a. Sua roupa deslizou suavemente pelo corpo, caindo ao ch�o. Nua, Xena ajoelhou. Puxou as pernas da Gabrielle, fazendo com que ela se aproximasse da guerreira e sentasse na beirada da cama. A cama n�o era muito alta. Assim o rosto da Xena ficou no mesmo n�vel do rosto da Gabrielle. A guerreira pegou as duas m�os da poetiza e as beijou. Depois disse:
 
Xena: Por voc� fui capaz de voltar de tartarus... O que sinto � mais forte que a morte...  Nada nesse mundo e nem ningu�m ser� capaz de mudar o meu amor por voc�... Eu te amo e sempre amarei... Minha luz...
 
Gabrielle ficou emocionada. Algumas l�grimas ca�ram de seu rosto. Nunca viu Xena se entregar desse jeito.
 
Xena passou seus dedos pelo rosto de Gabrielle, enxugando suas l�grimas. Depois disse: Hei... N�o chore...
 
Gabrielle pegou a m�o de Xena e beijou-a: Tudo bem... � que foi t�o bonito o que voc� me disse... Que... Fiquei emocionada... Significou muito ouvir isso de voc�!
 
Xena: Eu esperei por esse momento por muito tempo... Dizer que te amo... Xena beijou levemente os l�bios de Gabrielle, em seguida continuou: Beijar seus l�bios...
 
Gabrielle: Eu tamb�m...
 
Xena beijou Gabrielle. Enquanto faziam isso, deitaram na cama. A seguir, a princesa guerreira come�ou a beijar o pesco�o da poetiza, descendo devagar, at� chegar aos seios, parando para sabore�-los, mesclando leves mordidas com pequenos beijinhos. Gabrielle completamente excitada gemia de intenso prazer. De repente, Xena parou, para recome�ar a beijar a barriga da barda...
 
Servi�al: Senhora... Senhora... Como n�o obteve resposta da Gabrielle, o servi�al tocou o ombro da poetiza, e chamou mais alto: SENHORA!
 
Gabrielle levou um susto, pois estava totalmente concentrada em suas lembran�as.
 
Servi�al: Perdoe-me, n�o quis assusta-la, e que recebi ordens de cham�-la.
 
Gabrielle senta no div� e fala: Tudo bem. Quem est� me chamando?
 
Servi�al: Shiana. Ela ordenou que eu procurasse voc� para comunicar que os preparativos para sua partida e da sua amiga j� est�o providenciados.  
 
Gabrielle: Por acaso voc� sabe onde minha amiga esta�?
 
Servi�al: Xena est� em seus aposentos conversando com Shiana.
 
Gabrielle: Certo. Obrigada.
 
Servi�al: Com licen�a.
 
A rainha das amazonas ainda n�o havia chegado h� uma conclus�o sobre a atra��o que Xena, ultimamente, andava sentindo por alguns homens. Mas de uma coisa ela tem certeza.
 
�Nada nesse mundo e nem ningu�m ser� capaz de mudar o amor que Xena sente por mim... Ela � minha alma g�mea... Estamos destinadas a ficar juntas... Para todo o sempre...�.
 
Pensando nisso, Gabrielle levanta, pronta para deixar o sal�o e expressar para sua amada o que o seu cora��o nunca duvidou: Xena ama Gabrielle, e a barda ama sua guerreira. Nada e nem ningu�m ir� mudar isso.
 
 
CAP�TULO 4
 
No quarto.
 
Gabrielle com uma voz debochada: Ol� gente! Estou atrapalhando alguma coisa! Foi a �nica frase que a poetiza conseguiu dizer, depois de encontrar as duas mulheres abra�adas.
 
Xena e Shiana surpreenderam-se com a presen�a de Gabrielle, afastando-se uma da outra.
 
Gabrielle que j� havia esquecido o motivo que a levara at� o aposento, d� seq��ncia a sua cena de ci�me.
 
Gabrielle: Se eu estiver, posso voltar em outra hora... Ah... Melhor... A poetiza encara Xena: N�o voltar nunca mais...
 
Xena sente uma apunhalada no peito. Come�a a falar algo, mas Gabrielle n�o a deixa terminar.
 
Xena: Eu sei o motivo de suas afli��es... Eu mesmo queria entender...
 
Gabrielle nervosa: Voc� queria entender?... Eu � que queria entender!... Primeiro foi Ares...
 
Xena: Ares... A guerreira tenta se justificar, mas novamente foi interrompida por Gabrielle.
 
Gabrielle: Por favor, me deixe terminar... E quero que voc� seja sincera... Isso est� entalado na minha garganta h� muito tempo.
 
Xena desiste de explicar, simplesmente diz: Tudo bem! Termine!
 
Gabrielle: Em Amphipolis voc� sentiu algo por Ares... E n�o tente negar... Eu sei...
 
Xena fica receosa em confessar, mas o fez: Sim... Eu senti... Mas n�o significou nada...
 
Gabrielle: Eu sabia... Agora s� falta me disser que Marco Ant�nio tamb�m n�o significou nada...
 
Xena fica aflita, n�o consegue fazer Gabrielle entender que n�o ouve nada entre ela e o romano.
 
Xena: Por favor Gabrielle, me escute... Eu fiquei atra�da por Marco Ant�nio... Apenas isso...
 
Shiana defende Xena: Voc� est� sendo injusta...
 
Gabrielle explode: Injusta... Como voc� se sentiria se encontrasse a pessoa que voc� ama abra�ada com outros...
 
Shiana irritada: Feliz... Pelo menos Cle�patra estaria viva... Shiana p�ra por um instante, recuperando assim a tranq�ilidade e continua.
 
Shiana: Gabrielle... Eu sei o que voc� est� pensando, e lhe digo, eu e a Xena somos s� amigas. O motivo de a Xena estar abra�ando-me foi um gesto de agradecimento...
 
Gabrielle impaciente interrompe Shiana: Agradecimento pelo o qu�...
 
Xena entra na conversa, com isso, Gabrielle desvia o seu olhar para a guerreira, deparando com os olhos mais doce e verdadeiro que Gabrielle j� havia visto.
 
Xena: Por me fazer entender que amo voc�... E sempre amarei...
 
Gabrielle fica at�nita, n�o com o que Xena lhe disse, mas sim por perceber que ultimamente a barda era a respons�vel por todo o sofrimento, tanto dela e da Xena, por causa do seu imenso ci�me.
 
Shiana caminha at� a entrada da porta onde a cabisbaixa Gabrielle est�. Coloca sua m�o no ombro da barda. Esta levanta a cabe�a e encontra um olhar amigo.
 
Shiana: Eu sei que voc� est� insegura, querendo respostas. Ent�o n�o se deixe levar por falsas suposi��es e escute o que a Xena tem a lhe falar... Agora vou deixa-las a s�s...
 
Antes de deixar o quarto Shiana dirige o olhar para a Xena, como uma forma de incentivo e se retira.
 
Gabrielle anda at� a cama e senta. Sua cabe�a continua abaixada. Xena da janela a observa, receosa em se aproximar.
 
Gabrielle mais equilibrada: Sabe... Eu estava no sal�o do trono de Cle�patra e... Vieram na minha mente algumas recorda��es... A poetiza perde a voz, queria entrar direto no assunto. Ela respira fundo, olha para a Xena e diz de maneira triste: A minha vida ultimamente tem girado em torno da palavra POR QU�... E estou odiando isso... Mas agora... Percebo que a causa desse sofrimento todo... Fui eu... Com essas cenas de ci�mes... Minha inseguran�a...
 
Xena tamb�m se sente abatida, queria apenas abra�ar Gabrielle, mostrar que n�o h� motivos para incertezas.
 
Gabrielle: Eu apenas queria entender... Seu fasc�nio por estes homens...
 
Xena rapidamente vai at� a barda, ajoelhando em sua frente e colocando suas m�os sobre as coxas da poetiza, fazendo uma leve press�o, abrindo suas pernas. Com isso, Xena aproxima seu tronco. Em seguida segura o rosto da Gabrielle; n�o de maneira brusca, pelo contr�rio, bem carinhoso, fazendo com que a poetiza olhasse nos olhos da guerreira.
 
Xena aflita: Por favor, me escute... Eu fiquei atra�da por Marco Ant�nio... Mas n�o significou nada para mim... Eu te amo...
 
Gabrielle levanta, indo para a sacada da janela.
 
Xena, ainda ajoelhada de costa para Gabrielle, diz: Eu n�o sei o que fazer, ou o que falar, para que voc� entenda... Que � a �nica...
 
Gabrielle angustiada: Eu sei...
 
Xena levanta, vai at� Gabrielle e diz: Lembra quando lhe disse que, nada nesse mundo e nem ningu�m ser� capaz de mudar o meu amor por voc�... Entenda isso, por favor... Ares n�o � nada para mim, muito menos Marco Ant�nio... Xena acaricia o rosto da barda e continua: Voc� � tudo... Eu morreria por voc�...
 
Gabrielle sente um grande al�vio, porque sabe que o que acabou de ouvir � verdadeiro, por isso sorri e comenta: Isso n�o seria nada bom... Deixaria uma crian�a �rf� e o meu cora��o desamparado.
 
Xena se alegra porque as duas est�o come�ando a se entender.
 
Xena: Voc� me perdoa?... Por ter de magoado... Por te fazer sofrer...
 
Gabrielle: S� se voc� me prometer que vai ficar longe de morenos sem escr�pulos...
 
Xena: Eu prometo.
 Xena abra�a Gabrielle.
 
Gabrielle sente um enorme conforto quando est� nos bra�os da princesa guerreira. Com isso, toda sua inseguran�a, medo e ang�stia se v�o, ficando apenas a certeza que essa mulher a ama.
 
Ainda com a barda em seus bra�os, Xena comenta: J� passamos por tantas coisas juntas, Gabrielle... Lembro... Na aldeia das Amazonas... Quando voc� pegou a minha m�o e colocou sobre o seu cora��o... Batia forte... Xena afasta um pouco a poetiza para fazer o mesmo, pega a m�o da Gabrielle e coloca sobre o seu cora��o, a seguir continua a falar: Bate por voc�... Somente por voc�... Se nem a morte � capaz de nos separar... N�o ser� outra pessoa que far�.
 
Gabrielle sorrindo: Eu estava recordando exatamente isso... A nossa primeira noite de amor...
 
Xena sorri: Nem lutando contra gigantes fiquei t�o nervosa quando naquela noite...
 
Gabrielle acaricia o rosto de Xena: Se voc� estava nervosa, imagine eu... Uma inocente camponesa...
 
Xena sarc�stica: Inocente... Nem tanto...
 
Gabrielle: N�o entendi...
 
Xena: Para uma pessoa que s� havia passado uma noite com um homem, voc� aprendeu rapidinho... Fora que beijava muito bem para uma pessoa... Inocente...
 
Gabrielle Indignada: Beijava... A poetiza puxa a princesa para um beijo ardente.
 
Xena sem ar: Com certeza ainda beija... E a inoc�ncia... Perdeu-se h� muito tempo atr�s... Xena diz no ouvido da Gabrielle: Ainda bem... Prefiro voc� assim... Sem nenhuma inoc�ncia e pudor...
 
Gabrielle segura a m�o da Xena e a conduz at� a cama. Queria provar para a guerreira que est� arrependida por toda a suas cenas de ci�mes. A seguir, a barda d� um leve empurr�o, apenas para desequilibrar a guerreira,  for�ando a cair, por conseguinte deita por cima da princesa e diz:
 
Gabrielle provocativa: Voc� prefere assim... A poetiza finge que vai beijar Xena, deixando que seus l�bios se tocassem por um momento, depois continua: Dominadora...
 
Xena: Adoro...
 Gabrielle amorosa: Quero me redimir com voc�... Por todo o meu despeito... Eu te amo... E toda a minha inseguran�a � fruto do enorme medo que tenho de te perder...
 
Uma das m�os da Xena, que se encontravam envolvendo a cintura da poetiza, se desloca para a nuca da Gabrielle, com o prop�sito de abaixar a cabe�a da rainha para que a guerreira a beijasse. Depois de um beijo demorado e carinhoso, Xena diz:
 
Xena: Voc� nunca vai me perder, sabe por qu�?
 
Gabrielle: N�o.
 
Xena brincando, mas de um jeito bem sexy: Porque eu te amo, sua barda ciumenta...
 
Gabrielle sai de cima do corpo da Xena e deita na cama.
 
Gabrielle pensativa: Eu sempre fui assim?...
 
Xena se vira, ap�ia o cotovelo na cama e a cabe�a sobre a m�o. Sua outra m�o livre acaricia os cabelos de Gabrielle.
 
Xena curiosa: Como?...
 
Gabrielle: Possessiva?...
 
Xena brinca: S� quando eu tenho quedas por cafajestes... Por que eu tamb�m morro de ci�mes de voc�.
 
Gabrielle: S� que eu n�o fico me passando por rainha e conquistando romanos...
 
Xena: Golpe baixo... J� est� apelando...
 
Gabrielle: Desculpe.
 
Xena: Olha... Voc� por um momento n�o achou Marco Ant�nio atraente? Ou qualquer outro homem?
 
Gabrielle fica sem argumentos: Ta�... Eu confesso... Sim... Por alguns...
 
Xena: Posso at� adivinhar...
 
Gabrielle: Ent�o t� sabichona, fala.
 
Xena: Aidan... Lembra dele... E n�o venha me dizer que ele era um monstro por absorver a bondade das pessoas, porque aquele papo todo de bondade mexeu com voc�... Tem Eli...
 
Gabrielle: Quem est� apelando aqui?... Quer jogar? Ent�o vamos jogar... Lembra do Ulysses...
 
Xena: Ah Gabrielle...
 
Gabrielle: Confessa Xena! Ele era o seu tipo. Alto, moreno, charmoso, s� n�o era cafajeste...
 
Xena: J� reparou como � maravilhoso o p�r do sol daqui.
 
Gabrielle: � impressionante... O tempo passa e voc� continua a mesma... Sempre mudando de assunto... N�o esque�a que foi voc� quem come�ou.
 
Xena: Ta bom... � que eu n�o tenho escolha...  Voc� sempre tem argumentos mais fortes... N�o h� competi��o contra voc�.
 
Gabrielle: �... Eu sei.
 
Xena: Convencida!
 
Gabrielle: Voc� me perdoa por toda aquela cena com Shiana?
 
Xena: Vamos esquecer isso... Ficou no passado.
 
Gabrielle: Amanh� pedirei perd�o para Shiana... Fui incess�vel... Ela sofreu uma perda muito grande... Cle�patra.
 
Xena: N�o se preocupe, Shiana possui um bom cora��o...
 
Gabrielle: Vamos voltar amanh� mesmo?
 
Xena: Estou com muita saudade de Eva.
 
Gabrielle: Eu tamb�m... Gabrielle se vira, apoiando seu cotovelo na cama e sua cabe�a em cima da m�o, assim consegue ficar face a face com Xena. Em seguida continua a falar amorosamente: S� que queria passar mais um dia com voc�... Agora que nos entendemos... Admirar juntas o p�r do sol...
 
Xena se rende para aquela proposta e brinca: Acho que consigo te aturar por mais um dia...
 
Gabrielle: Bobona... Sabe Xena... At� que voc� fica muito bem com esse vestido eg�pcio.
 
Xena: Voc� acha?
 
Gabrielle com uma mal�cia na voz diz: S� que ficariam melhor sem nada...
 
Xena simplesmente levanta. Come�a a tirar o vestido. Gabrielle ri. Ao terminar a princesa fala: Assim est� melhor?
 
Gabrielle cheia de lux�ria: Muito melhor!
 
Xena sorri. A guerreira estava aliviada. Conseguiu fazer Gabrielle entender que ela � toda a sua ess�ncia e,  o que sentiu com Marco Ant�nio foi meramente passageiro.
 
Gabrielle retorna o sorriso, feliz com a certeza que Xena estar� sempre ao seu lado e, que nada nesse mundo ser� capaz de destruir esse eterno amor... Isso se a barda conseguir controlar seus ci�mes pelo pr�ximo moreno e cafajeste que se aproximar da princesa guerreira, mas isso seria um outro fan fiction.
 
 
 
FIM
 
  

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