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- CAP�TULO 1
- Xena
se encontra deitada de lado, na enorme cama cheia de almofadas em um dos
aposentos do pal�cio de Cle�patra. Ela usa uma veste eg�pcia,
por ser mais confort�vel, ao inv�s da sua tradicional roupa.
O quarto � imenso, com v�rios m�veis e esculturas de
deuses eg�pcios, al�m de ser bem arejado e muito confort�vel.
Nesse aposento, a guerreira olha fixamente para a parede que cont�m
diversos desenhos contando a hist�ria daquele imp�rio. Contudo,
Xena n�o possui nenhum interesse nos tra�ados e nos seus significados,
porque seus pensamentos est�o em sua doce e amada poetiza.
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- A princesa precisa entender seus pr�prios anseios,
pior, tentar explicar para Gabrielle o que ela n�o consegue explicar
para si mesma. Por causa disso, decidiu permanecer mais um dia no Egito;
para refletir; mesmo morrendo de saudades de sua filhinha, que deixou em
Alexandria com sua m�e.
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- A guerreira tenta imaginar onde a Gabrielle est�,
porque desde que se despediu de Ot�vio pela manh� n�o
encontrou mais com sua barda. Gabrielle � uma pessoa muito sens�vel
e est� sofrendo com essa situa��o, e Xena sabe disso,
por isso a princesa tamb�m sofre, uma vez que magoou a pessoa que
mais ama nesse mundo. Mas, conhecendo-a do jeito que conhecia, Xena prev�
que mais cedo ou mais tarde Gabrielle aparecer� para conversarem,
querendo respostas, e esse era seu medo, j� que como explicar�
para sua amada aquilo que n�o tem explica��o?
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- Como essa expectativa aflige Xena! Mas n�o �
s� isso, os �ltimos acontecimentos transtornaram por demais
a princesa guerreira. A persegui��o dos deuses, a morte de
sua amiga Cle�patra, a batalha naval provocada por ela na voz do
Nilo. Por�m, apesar de tudo, o que realmente a perturba s�o
os seus sentimentos confusos. O problema � que Xena teme que a Gabrielle
n�o entenda os conflitos pelo qual est� passando: ama sua
poetiza, mas sentiu desejos por outros... Pelo deus da guerra... Pelo romano...
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- Enfim, a rainha amazonas deixou passar
em branco o joguinho com Ares em Amphipolis. Tentou at� esconder
seu despeito, mas Xena conhece Gabrielle, sabe que esse sentimento est�
corroendo-a por dentro. A princesa tamb�m possui o conhecimento que
desta vez Gabrielle n�o ir� ignorar seus ci�mes e,
que mais cedo ou mais tarde, ela aparecer� para perguntar sobre o
que realmente aconteceu entre Xena e Marco Ant�nio, e disso, a guerreira
n�o tinha como escapar ou negar. Logo, esse � o motivo das
duas estarem separadas, visto que, precisam cada uma pensar como enfrentar�o
esses dilemas: como Gabrielle controlar� seus ci�mes? E como
Xena controlar� seus desejos? E se fosse o inverso?
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- Tantas s�o as quest�es que afligem a alma da
princesa guerreira e tamanha � sua angustia, que por fim, a impaci�ncia
a fez levantar da cama. Dirige-se para a janela, para tentar suportar sua
dor e clarear suas id�ias. Respira fundo ao olhar o p�r do
sol. Lembra das palavras de Marco Ant�nio: �Voc� conquistou
minha confian�a... Meu amor... E depois me traiu... Eu te amava�.
Depois surgem as palavras de Gabrielle: �Cuidado! Ele � seu tipo!�
Por conseguinte, Xena se interroga. �Como pude sentir algo pelo romano?...
A Gabrielle me avisou, mesmo assim desejei esse homem... Por que esse sentimento
me abalou?... A id�ia de ver um homem t�o poderoso apaixonado
pela minha pessoa me comoveu tanto assim? Por qu�?... A quem estou
enganando... Ele n�o me amava; amava Cle�patra... Minha amiga,
morta por causa da gan�ncia de terceiros... COMO PUDE ME ENVOLVER
TANTO... COMO PUDE MAGOAR A GABBY...�. Xena dirige novamente seu olhar para
o p�r do sol, talvez l� encontrasse suas respostas. Entretanto,
ela ainda n�o havia parado para reparar como � magn�fico
aquele alaranjado, quase vermelho que est� escondendo-se atr�s
das pir�mides, como se fosse o pr�prio olho de �sis,
olhando seus dom�nios antes do cair da noite... Xena sussurra: Gabrielle,
onde voc� est�?... Por favor, me perdoe... Como eu queria que
voc� estivesse aqui comigo!
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- V�rias recorda��es e reflex�es
inundam a mente de Xena...
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- �Como o tempo passa r�pido. Parece que foi ontem...
Aquela loirinha parada na minha frente, implorando para me acompanhar...�.
Um sorriso aparece nos l�bios da princesa... �Querendo aventuras,
conhecer lugares, ajudar as pessoas... Ser minha amiga...�.
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- Gabrielle: �Tem que me levar com voc� e me ensinar
tudo que sabe!... N�o pode me deixar aqui...�.Relembra Xena�
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- �No in�cio, senti uma grande admira��o
por aquela crian�a. Sua meiguice, sua companhia, sua inoc�ncia...
Sua pureza... Sua cumplicidade... Seu amor... Uma vez ou outra, era um pouco
infantil... Mas ningu�m � perfeito... Entretanto, Gabrielle
me mostrou que o verdadeiro poder prov�m do amor... J� com
rela��o � infantilidade... Gabby passou dessa fase.
Tornou-se uma mulher madura, mas sem perder sua meiguice e senso de humor,
apesar de todo sofrimento que passamos juntas... Pelos deuses eu morreria
por ela...�.
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- A
amizade da princesa guerreira foi se transformando em amor atrav�s
da conviv�ncia. No in�cio, ela lutou contra esse sentimento,
pois n�o sabia como Gabrielle reagiria se soubesse, por causa da
sua inoc�ncia e inexperi�ncia, portanto, Xena preferiu sofrer
por um amor plat�nico, ao inv�s de se declarar para a poetiza,
assim n�o correria o risco de perde-la.
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- �Como
sofri... Quantas vezes eu lutei contra o impulso de poder acariciar aquele
rosto... Beijar aqueles l�bios... Tocar aquele corpo...�.
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- Quando
a guerreira bateu na barda em um ataque de raiva, provocado por Ares, Gabrielle
a perdoou. Aqui foi o in�cio se um sentimento puro que a princesa
nutriria pela poetiza por toda sua vida. Contudo, Xena era emotiva, n�o
conseguindo esconder seus ci�mes se algu�m se aproximasse
de sua amada. Aconteceu isso quando Xena se deparou com uma cena que a marcou
por muito tempo. Ela encontrou sua barda deitada com um jovem chamado Philius,
em uma aventura na qual lutou contra os tit�s libertados por Gabrielle.
A id�ia de v�-la nos bra�os de outro fervia seu sangue.
Tentou fugir de seus anseios nos bra�os de H�rcules, achando
que voltando para um amor antigo pudesse esquecer esse amor que estava florando
em sua alma, mas foi imposs�vel, visto que sua amada ficou nos bra�os
de Iolaus.
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- �Que
tolice... Tentar esquecer minha alma g�mea nos bra�os de outro...
N�o � somente a Gabrielle que sente ci�mes por aqui.
Quantas vezes j� n�o senti vontade de acabar com algumas pessoas
que chegavam perto dela. At� com o meu ex-noivo Petracles. �
verdade que ele era um mentiroso, mas no fundo era uma boa pessoa. O que
teria acontecido se eu tivesse me casado com ele?... Bom � melhor
nem pensar nisso�.
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- O
tempo passava e Xena se apaixonava cada vez mais. Sofreu ao ver a forte
atra��o que Gabrielle sentiu pelo jovem Talus. No entanto,
quando salvou Celesta do rei Sisyphus, Gabrielle descobriu que Talus estava
muito doente, ficando desesperada. A guerreira se entristeceu ao ver a amiga
perder algu�m querido. Mesmo a amando, preferiria ver sua barda nos
bra�os de outro e feliz, ao inv�s de presenciar seu sofrimento.
Por�m, no momento que o jovem foi levado pela morte, a poetiza procurou
consolo abra�ando Xena que ficou um pouco sem jeito e surpresa. Mas
por fim, considerou aquela atitude de Gabrielle como um presente dos deuses,
por poder toca-la e protege-la, mesmo naquela situa��o.
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- �Que
sensa��o maravilhosa... Fiquei totalmente desconcertada...
Eu sei que Gabby estava sofrendo... Preferiria morrer a presenciar isso...
Mas foi imposs�vel evitar minhas emo��es e meus pensamentos...
Tentei controla-los, pelo menos para que Gabrielle n�o percebesse...
Foi quase imposs�vel...�.
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- Como
Gabrielle estava profundamente amargurada pela morte de Talus, Xena aceitou
o convite da rainha Merope de passar aquela noite no castelo do falecido
rei Sisyphus, pois a rainha, mesmo com a morte de seu bom rei, entendeu
que a hora de Sisyphus havia chegado e que ele agiu mal ao prender Celesta.
Por isso, queria mostrar seu arrependimento, por ter ajudado seu marido
nessa insana atitude de ter aprisionado a morte, e j� que a guerreira
n�o aceitava recompensa, o m�nimo que Merope podia fazer era
oferecer uma confort�vel cama, para que a jovem poetiza pudesse descansar
e aceitar a morte de Talus.
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- �Passar
a noite nos castelo de Sisyphus foi a melhor coisa naquela situa��o.
Foi a primeira vez que vi minha amada t�o abatida. Gabrielle que
era e sempre ser� minha luz, precisava de consolo�.
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- Naquela
noite Gabrielle se encontrava no quarto, desolada em cima da cama. Vestia
sua tradicional roupa: saia e blusa marrom com detalhes azuis. Xena n�o
se achava no local, saiu momentaneamente, indo buscar algo para a amiga
comer. Ao voltar, percebeu que a barda n�o havia se mexido, continuando
no mesmo alinhamento, ou seja, deitada na posi��o fetal. O
cora��o da princesa se comprimiu dentro do peito ao ver a
enorme tristeza de sua amada, nunca a viu dessa maneira. A guerreira se
aproximou, em seguida sentou na beirada da cama e comentou:
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- Xena:
Trousse algumas frutas, p�o, queixo, vinho e alguns docinhos. Ao
falar, apontou para a bandeja que deixou em cima da mesa.
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- Gabrielle
nem sequer olhou para Xena ou para a bandeja. Continuou deitada de lado
na beirada da cama, olhando para o nada.
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- Xena
passou sua m�o pelos cabelos de Gabrielle e comentou de uma maneira
suave.
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- Xena:
Vamos Gabrielle, come alguma coisa... Vai, por favor... Voc� n�o
come nada h� horas.
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- Gabrielle
entristecida: N�o tenho apetite. A barda enxugou algumas l�grimas
que ca�ram de seus olhos.
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- Xena
afetuosa: Certo, se � assim que voc� quer, deixarei a comida,
caso tenha fome mais tarde. Tudo bem?
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- Gabrielle
apenas balan�ou a cabe�a.
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- Xena
suspirou, n�o podia fazer mais nada, por�m tinha esperan�a
que pela manh� a poetiza estivesse melhor, talvez comesse alguma
coisa.
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- Xena:
Agora vou para o meu quarto, para voc� poder descansar. Mas quando
a princesa come�ou a se levantar Gabrielle a impediu segurando seu
antebra�o.
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- Gabrielle:
N�o... Por favor, fique aqui comigo... N�o quero ficar sozinha.
Disse angustiada.
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- Xena
se deparou com aqueles olhos verdes e tristes. Acariciou o rosto da barda
e em seguida beijou sua testa.
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- Xena:
Voc� quer que eu fique at� voc� adormecer?
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- Gabrielle:
N�o... Por que n�o quero acordar � noite e perceber
que voc� n�o est� aqui... Eu gostaria que voc�...
Dormisse comigo... Por favor.
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- Xena
sorriu docemente e respondeu: Claro! Nunca deixarei voc�!
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- Mas
antes de se deitar, para dormir mais confort�vel, Xena tirou sua
roupa, ficando somente com a de couro usada por baixo do traje de guerreira.
Gabrielle apenas a observou. Ao terminar, a princesa deitou no espa�o
concedido pela poetiza. Esta por sua vez, apoiou sua cabe�a em cima
do ombro da amiga, colocando seu bra�o por cima do abd�men
da mesma.
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- Naquela
noite ocorreu uma coisa que nunca ocorrera antes, era a primeira vez que
Xena tinha Gabrielle em seus bra�os. Pensando nisso, come�ou
a acariciar os cabelos sedosos da poetiza. Xena nunca se mostrou t�o
carinhosa, mas tamb�m Gabrielle nunca se mostrou t�o vulner�vel.
Xena sentiu o perfume dos cabelos da jovem. Gabrielle dormiu rapidamente,
mas a princesa n�o. Ela quis sentir a barda em seus bra�os
o m�ximo de tempo poss�vel, desejando que Cronos, o deus do
tempo, estivesse ali para que esse momento durasse para sempre, mas o cansa�o
pesou e, algum tempo depois, Xena adormeceu.
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- Amanheceu
e Xena despertou. Notou que mudou de posi��o. Estavam as duas
deitadas de lado, Gabrielle na frente e Xena atr�s. A princesa estava
com o bra�o por cima do corpo de sua amada. Ao perceber isso, se
aproximou mais, para sentir toda a suavidade de Gabrielle, contudo, notou
que tal atitude foi um erro. A poetiza acabou se mexendo, mudando de lado,
ficando com o rosto a poucos cent�metros da face de Xena. Por pouco
a princesa n�o roubou um beijo da barda e, se isso acontecesse, talvez
perdesse Gabby para sempre. Xena se levantou de tal maneira, t�o
bruscamente, que acabou acordando Gabrielle.
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- Gabrielle
sonolenta: J� amanheceu... Ah, mas eu me recuso a levantar.
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- Xena
que estava de costas para a cama, pegando suas roupas, transtornada por
quase n�o ter conseguido controlar seus impulsos, sorriu quando ouviu
a voz da poetiza, alegrando-se com o tom de brincadeira de Gabrielle.
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- Xena
virou seu corpo em dire��o a cama. Seus olhos azuis se encontraram
com os olhos verdes de Gabrielle. Por um momento contemplou sua barda, que
estava retribuindo o sorriso da guerreira.
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- Xena
sentou na beirada da cama e disse afetuosamente: Me desculpe, n�o
queria ter acordado voc�. Como est� se sentindo?
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- Gabrielle
elevou seu tronco e sentou na cama: Estou me sentindo bem melhor hoje. A
poetiza mentiu, estava triste e angustiada, mas n�o quis preocupar
Xena. As duas tinham que continuar a viagem e Xena n�o faria isso
at� que a jovem estivesse melhor.
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- Xena: Tem certeza?
Podemos ficar mais um dia se voc� quiser.
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- Gabrielle: Vai
demorar um pouco para aceitar o fato de um homem t�o bom e jovem
ter sua vida interrompida.
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- Xena: N�o
havia escolha, ele estava muito doente, sentindo muitas dores, sabia que
o melhor era ir com Celesta. Ele est� melhor agora.
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- Gabrielle: Talvez...
Eu vou superar isso, s� preciso de um pouco de tempo. Ficando aqui
n�o vai adiantar em nada... Temos que continuar com nossas vidas
Xena.
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- Xena acariciou
o rosto da Gabrielle, aliviada com suas palavras, em seguida perguntou:
Est� com fome?
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- Gabrielle que
estava com a barriga roncando respondeu: Estou faminta.
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- Xena levantou
para buscar a bandeja com comida que deixou em cima da mesa, feliz ao ver
que o apetite de sua amiga havia retornado: N�o � para menos,
voc� n�o comeu nada ontem.
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- Gabrielle em tom
de brincadeira: Sabe Xena, apesar de tudo que aconteceu, at� que
est� sendo bom ser paparicada por voc�.
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- Xena retornando
com a comida respondeu de uma maneira bem amorosa: S� paparico quem
merece.
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- �N�o era
somente o ci�me que me incomodava... A id�ia de perder Gabrielle
� aterrorizante... Lembro de quando ela decidiu partir, voltar para
Potedaia, depois de ter ficado em choque em uma situa��o de
perigo, aonde uma carro�a veio em nossa dire��o e ela
ficou sem rea��o... Ou quando decidi pegar o caminho mais
curto para Atenas e, por causa disso, Gabrielle e eu ficamos no meio da
guerra entre Thessalians e Mitoans, onde Gabrielle quase morreu... Ou quando
Gabby casou com Perdicus... Ou quando Gabrielle caiu com Esperan�a
na lava... CHEGA...�. Xena n�o consegue mais pensar nas situa��es
que quase perdeu a poetiza. Olha mais uma vez para o p�r do sol. �Em certas coisas
� melhor nem pensar... Porque s� de imaginar que eu poderia
ter ficado sem aquela pequena... Sem sua alegria... Sem sua luz... Sinto
um arrepio na espinha... Por isso, ao pensar em Gabrielle, � melhor
pensar s� nos bons momentos... �... S� OS BONS MOMENTOS...�.
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- �Lembro de uma
vez, quando ela me pediu para ensinar-lhe a pescar... Que inoc�ncia!...
Gabrielle implorando para parar, porque estava com fome... Que novidade!...
Achamos um lago... Estava quente... A loirinha foi tirando a roupa e se
jogando nas �guas...�.
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- Gabrielle: Xena!
Eu estou com fome! Foi a oitava vez que Gabrielle havia falado isso. A guerreira
j� estava ficando impaciente.
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- Xena um pouco
nervosa: J� sei Gabrielle! Tem um lago por aqui. Voc� pode
esperar, por favor.
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- Gabrielle resolveu
provocar a guerreira: Xena, eu n�o estou apenas com fome. ESTOU FAMINTA!
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- Xena que estava
em cima de Argo parou o cavalo e olhou para tr�s e encontrou Gabrielle
com a m�o na cintura encarando a guerreira.
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- Gabrielle provocativa:
O qu�? Ser� que ficar com fome agora � crime!
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- Xena que nesse
dia se encontrava de bom humor respondeu: N�o, mas logo ser�,
pois estou quase cometendo um assassinado.
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- Gabrielle argumentou
e se defendeu: Voc� n�o teria coragem... Quem que iria escrever
sobre voc�, cozinhar, limpar, fazer companhia, contar est�rias...
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- Xena: Certo, j�
entendi. A guerreira voltou a cavalgar.
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- Gabrielle que
naquele momento caminhava ao lado de Xena e de Argo comentou: Viu... Comigo
n�o tem argumento. Ent�o... Falta muito para esse tal lago...
� porqu�...
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- Xena: Ok... J�
sei... Voc� est� com fome.
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- Gabrielle brincou:
Agora voc� deu para ler pensamentos?
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- Xena se segurou
para n�o ri: Sabe de uma coisa Gabrielle... Estou com uma ligeira
impress�o que voc� est� repedindo essa frase, s�
para me irritar... Porque, se eu a ouvir novamente s� vou parar na
pr�xima cidade.
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- Gabrielle malcriada:
Ent�o eu repetirei �Eu estou com fome� at� chegar na pr�xima
cidade.
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- Xena se rendeu:
Est� certo. Sobe no Argo que acharemos esse lago mais r�pido.
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- Gabrielle sorriu
vitoriosa.
- ��
impressionante, contra Gabrielle n�o h� como contestar�. Pensa Xena, que
n�o se cansa de contemplar o p�r do sol e de lembrar da poetiza.
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- Elas finalmente
acharam o lago. Gabrielle foi logo descendo do Argo. Come�ou a tirar
sua roupa e a pendurar em uma �rvore pr�xima. Xena ficou paralisada.
Gabrielle se virou e a chamou:
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- Gabrielle: Vem
Xena. A �gua parece estar �tima.
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- Xena: O que...
Ah... J� estou indo.
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- Gabrielle completamente
nua correu at� as �guas, um pouco fria, mais muito refrescante.
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- Xena entrou em
um estado de puro �xtase. N�o era a primeira vez que Gabrielle
nadava completamente nua, mas toda vez que isso acontecia se tornava cada
vez mais dif�cil para a guerreira suportar.
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- Gabrielle: Vamos
Xena...
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- Xena descendo
do Argo: Calma, vou tirar as minhas roupas.
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- Xena come�ou
a tirar sua roupa de guerreira, Gabrielle dentro do lago a observava. A
princesa notou isso e ficou corada. Gabby come�ou a rir.
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- Gabrielle ir�nica:
Qual � seu problema? Est� com vergonha de mim? Justamente
voc�! Flagelo de na��es!
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- Xena que ainda
estava com sua roupa de couro, colocou sua m�o na nuca, era um sinal
de embara�o. Em seguida respondeu: Eu n�o estou com vergonha
de voc�.
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- Gabrielle: Ent�o
por que voc� ficou toda vermelha?
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- Xena tirando a
roupa de couro: Deixa se ser boba Gabrielle... Voc� vai querer o peixe
ou n�o... N�o era voc� que estava me atormentando por
estar com fome?
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- Gabrielle: Por
que voc� sempre faz isso?
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- Xena: Faz o qu�?
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- Gabrielle: Foge
de um assunto com outro.
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- Xena: N�o
estou fugindo de assunto nenhum.
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- Gabrielle: Ent�o
por que voc� ficou com vergonha de mim? Anda, responde!
-
- Xena ficou com
receio de responder: �... Porqu�...Porqu�...
-
- Gabrielle: Porqueee�...
O qu�?
-
- Xena encabulada:
Voc� estava me olhando.
-
- Gabrielle riu:
S� por causa disso! Eu sempre olhei para voc�... Te acho bonita!
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- Xena ficou mais
vermelha: T� bom... Quer comer ou n�o... Se n�o, coloco
minhas roupas de volta.
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- Gabrielle preferiu
n�o continuar com o assunto, apesar de achar estranho e, ao mesmo
tempo, engra�ado a rea��o da guerreira.
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- Gabrielle: Sabe Xena... Voc�
poderia me ensinar a pescar com as m�os.
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- Xena entrando
no lago: Isso vai demorar muito.
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- Gabrielle: Vai
Xena, por favor. O dia est� lindo, vamos aproveitar.
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- Xena se rendeu
para aquele sorriso: Est� bem.
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- �Essa Gabrielle!...
Somente ela e capaz de me desnortear... Anos de treinamento para controlar
minhas emo��es e rea��es... Vai tudo por �gua
abaixo com um simples sorrido dela... S�o esses pequenos momentos
da vida, junto com a Gabby, que foram os mais felizes... Agora com mais
um membro na fam�lia... Minha Eva... N�o poderia ser melhor...
Claro! Se os deuses parassem se perseguir-la, melhoraria muito... Mas n�o
se pode ter tudo...�.
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- �E nossa primeira
noite... Nossa!... Eu fiquei t�o nervosa... Eu poderia lutar com
gigantes, ex�rcitos e at� contra os deuses, que eu conseguiria
manter a calma... Mas ao ver a luxuria... Desejo nos olhos de Gabrielle...
Eu fiquei sem ar... Lembro que...� De repente, Xena ouve algu�m chamando por
seu nome...
-
-
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CAP�TULO 2
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- Shiana
entra no quarto para avisar que todos os preparativos da partida de suas
amigas j� foram providenciados, entretanto, encontra Xena mergulhada
em pensamentos olhando o p�r do sol da janela. Shiana p�ra
um pouco e a observa, receosa em atrapalhar suas reflex�es, mas por
fim decide cham�-la:
- Shiana:
Xena!
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- Xena
vira-se para a porta e encontra Shiana com um sorriso nos l�bios.
Xena retribui o sorriso e diz: De todas as terras que j� estive,
nunca vi um p�r do sol como esse.
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- Shiana:
Eu costumava admira-lo com a minha amada.
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- Ao
dizer isso caminha at� a janela para contemplar junto com a Xena
esse maravilhoso espet�culo.
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- Xena:
Voc� a amava muito, n�o �? Ao perguntar, Xena vira a
cabe�a para olhar nos olhos de Shiana.
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- Shiana
tamb�m olha diretamente nos olhos azuis de Xena e responde: De todo
o meu cora��o. Cle�patra n�o me tratava como
uma simples dama de companhia, mas como uma amiga, confidente e amante.
Era a pessoa mais doce e am�vel, ao mesmo tempo em que era a mais
forte e implac�vel. Dedicava-se de corpo e alma para o bem de seu
povo. N�o poderia ter existido melhor governante. Tratava bem quem
merecia e punia severamente aqueles que tentavam tirar aproveito da sua
confian�a.
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- Xena:
Ela era mesmo uma pessoa muito especial. N�o se corrompeu com o poder.
Xena volta a admirar o p�r do sol.
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- Shiana:
Xena, Cle�patra te estimava muito, deste o dia em que voc�
evitou o seu assassinado, quando ela esteve na Gr�cia.
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- Xena
em tom de lamento: Eu gostaria de ter chegado ao Egito antes, talvez pudesse
ter evitado sua morte... J� estava a caminho. Acabei encontrando
o seu mensageiro no meio da viagem, sen�o demoraria muito mais tempo
para ter chegado.
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- Xena
p�ra e respira: Talvez n�o conseguisse evitar a guerra civil
em Roma... Parecia que eu estava adivinhando.
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- Shiana
fica furiosa, d� um passo para ficar na frente da guerreira, n�o
podia permitir que Xena se culpasse, ela havia feito muito pelo Egito e
pela mem�ria de Cle�patra, por isso come�a falando
de uma maneira �spera, mais do que esperava, mas em seguida suaviza
sua voz.
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- Shiana:
N�o havia nada que voc� poderia ter feito. Brutus foi muito
cuidadoso e inteligente ao colocar aquela cobra dentro da mensagem. O que
voc� poderia ter feito j� fez... Ajudou a forjar uma uni�o
pac�fica entre Roma e Egito, colocou uma pessoa de bom car�ter
no comando de Roma, al�m de evitar uma grande guerra civil, onde
milhares de romanos inocentes poderiam ter morrido, por causa da gan�ncia
de pessoas inescrupulosas como Brutus e Marco Ant�nio.
- Xena: Marco Ant�nio!
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- Ao
dizer isso com um sorriso for�ado; com um tom de voz triste e baixo,
Xena p�ra de contemplar o p�r de sol, e caminha at�
a cama.
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- Shiana:
Voc� apaixonou-se por ele?
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- Xena
vira-se e responde agressivamente:
-
- Xena:
N�o!!!
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- Shiana
caminha at� Xena.
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- Shiana
fala calmamente: Ent�o por que ele te perturba tanto?
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- Xena
transtornada: Eu senti atra��o por ele. Em seguida debochando:
Tenho uma pequena queda por cafajestes!
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- Shiana:
Ah! Eu entendo! N�o � o fato de voc� t�-lo tra�do
que te incomoda, mas o fato de tal atra��o ter magoado a Gabrielle.
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- Nesse
instante entra alguns servi�ais pedindo permiss�o para acenderem
algumas tochas. Entram tamb�m algumas mulheres trazendo frutas e
vinho. Shiana acena a cabe�a como aprova��o, em seguida,
chama um dos servi�ais e lhe diz alguma coisa. Rapidamente eles fazem
suas obriga��es e se retiram.
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- Xena senta na
cama. Shiana havia lido sua alma naquele momento. A princesa sabe que Gabrielle
est� em algum lugar daquele pal�cio, achando que seu amor
por ela estava acabando. Grande engano. Xena nunca havia encontrado pessoa
t�o doce, companheira e dedicada como Gabrielle. Ela ama de corpo
e alma sua barda.
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- Shiana
senta-se ao lado de Xena. Sente que essa grande guerreira est� deprimida.
Ela sabia o que era perder algu�m querido, por isso compreendia o
medo da Xena de perder a Gabrielle. Ela tamb�m possu�a essa
ang�stia, esse sentimento de vazio, desde o assassinato de Cle�patra,
contudo sentia-se melhor porque havia cumprido sua promessa: viu punidos
os assassinos de sua amada, apesar de Marco Ant�nio n�o ser
o mandante do crime, Shiana o considerava t�o culpado quanto Brutus.
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- Xena
vira o rosto para o lado da amiga. Estava muito fragilizada, mas apesar
disso, sente-se �-vontade para conversar com Shiana.
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- Xena:
Nunca conversei com ningu�m sobre meu relacionamento com Gabrielle.
Por acaso voc� conversou alguma coisa com a Gabby? Pergunta serenamente.
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