O ENCONTRO

RYKKA

Declara��o

Eu odeio ter admitir isso, mas os personagens Gabrielle E Xena , n�o s�o
absolutamente meus, pertecem sim � Renassaince,MCA/Universal e aqui aparecem
como forma de entretenimento,sem a inten��o ferir quaisquer
direitos.OOOPS!!!! Se voc� � menor, homof�bico ou sua religi�o n�o permite
que voc� leia sobre sexo entre mulheres, aqui n�o � o lugar mais indicado
para voc� ficar!!!!

 

Tentando deixar seu passado para tr�s, Xena guiava sua �gua com certa pressa
em dire��o � Amphipolis. Pretendia recome�ar uma nova vida na pequena vila
onde nascera, sabia que n�o seria f�cil, n�o depois de tudo que havia feito
e passado. Quando partira h� dez anos estava plena de desejo de vingan�a,se
deixou levar obsessivamente pela ambi��o, pelo poder e se transformou numa
princesa "forjada no calor da batalha",e da ira.
Mas agora era um novo tempo, na verdade n�o sabia o que esperar em
Amphipolis...Abaixou a cabe�a para passar sob uma �rvore,parou
repentinamente, todos os velhos sentidos agu�ados,deu um repentino pux�o em
Argo,tempo suficiente para que "algo" despencasse com um certo estrondo e
ca�sse ao lado da �gua, que relinchou em protesto.
A princesa desmontou com a velocidade de um raio e segurou pelos
cabelos a pequena "criatura" que havia tentado atirar-se sobre ela:
__Mas que diabos....! __Disse suspendendo aquele ser ,que apesar de bem
menor que ela n�o se dava por vencida e lutava bravamente para se livrar das
fortes m�os.
__ Voc� � a guerreira Xena?__ A garota meio afirmava, meio perguntava__ Eu
n�o vou deixa-la invadir minha cidade! Assim, acho bom voc� n�o me
largar,porque na primeira chance que eu tiver, vou te matar!!!
Com um risinho de esc�rnio, e sem largar os bra�os da garota que
estava � sua frente, a guerreira olhou para aquele rosto sujo e viu
surpresa, dois olhos incrivelmente verdes que a miravam com f�ria.
__ E onde est�o os homens de sua aldeia? Eles n�o tem vergonha de mandar uma
menina como voc� fazer o papel deles? Como voc� pretende me impedir? __Xena
n�o dava tempo da mo�a responder, mas tamb�m n�o lhe soltava os
bra�os...Quando viu que ela finalmente parava de se
debater,libertou-a.Vendo-se livre,a jovem pulou na dire��o de onde estava o
seu cajado, com o qual costumava cuidar das ovelhas da fam�lia,�gil, tentou
atacar Xena com um golpe certeiro,e tudo o que ouviu foi o zunido do cajado
voando sobre sua cabe�a.
N�o soube precisar quem caiu primeiro, se ela ou o cajado...Quando percebeu,
estava no ch�o ,totalmente aprisionada pelo magn�fico corpo de sua
oponente.Sem possibilidade de fuga, lan�ou m�o do �nico recurso que lhe
pareceu dispon�vel,ao ver os l�bios da imponente guerreira,t�o pr�ximos aos
seus ,mordeu-os,o que a fez pular para longe,deixando-a mas uma vez livre.
Mas que depressa, a garota empreendeu uma corrida desenfreada em
dire��o � sua vila, Xena, por�m, montada em Argo, n�o deu tr�gua e em
segundos, conseguiu com um gesto r�pido "la�ar" Sua intr�pida fugitiva :__L�
vamos n�s de novo...__Disse com pouco caso.
A alta guerreira, segurou firme o chicote,passou a l�ngua sobre os
pr�prios l�bios , sentiu gosto de sangue,o vento, desmanchava-lhe o cabelo
negro, os olhos azuis faiscavam e a sobrancelha erguida deixavam-na com
aquela antiga apar�ncia de senhora da guerra,aproximou-se de sua
prisioneira:
__ Escute aqui,garotinha, � por gente como voc� que as vezes me arrependo
de ter deixado meu antigo modo de vida! Eu n�o tenho mais um ex�rcito, quanto
� sua aldeia ...se eu quisesse ataca-la n�o seria um bebezinho como voc�
que me impediria!
__ Todos no vilarejo sabem que voc� e Draco uniram for�as, formando o mais
invenc�vel dos ex�rcitos desse lado da Gr�cia... Estamos tentando organizar
nossa defesa, mas ningu�m tem experi�ncia... __percebendo o que havia dito, a
jovem colocou a m�o em sua boca, o que desencadeou um acesso de riso por
parte de Xena:
__Voc� se acha,n�?__ disse mo�a, com olhos irados__ Olha aqui, eu n�o sou
nenhuma menina, se quer saber,eu sou quase uma barda , sem contar que
tamb�m posso ver o futuro,tenho o dom do vatic�nio! __ Acrescentou
orgulhosamente. __Venho aqui todos os dia, por minha pr�pria conta ,desde que
soubemos que ser�amos atacados.
__� ... Parece que voc�s n�o sabem mesmo o que fazer...
__Posso acreditar que voc� n�o � amiga de Draco? Ser� que pode nos ajudar?
A mulher de negros cabelos subiu na sua �gua, esticou o bra�o e mum
r�pido movimento i�ou a pequena jovem, colocando-a na garupa. Segurando-se
firmemente na cintura da mulher mais alta, a barda, apontou o caminho para o
vilarejo. Fizeram todo o percurso em absoluto sil�ncio.
Ao chegarem, viram um grande aglomerado no centro da aldeia, eram os
homens do lugar que discutiam para encontrar uma solu��o para o que parecia
ser a trag�dia das vidas deles: a invas�o.As discuss�es pararam de
s�bito,pois eles perceberam as duas mulheres montadas se aproximando.Do meio
do grupo uma voz se destacou:
__ Gabrielle, saia agora mesmo desse cavalo!__ Antes de responder, Gabrielle
falou baixinho para Xena:__� meu pai.Mas, pai, eu trouxe algu�m para
ajudar...
__ O qu�, uma guerreira?__Continuou o homem de voz �spera. __ n�o duvido que
seja comparsa de Draco...
__ Ela n�o �, pai...__disse Gabrielle descendo da �gua.
A guerreira tamb�m apeou e olhando para os que se encontravam na
pra�a,falou de forma grave:
__ Vou falar s� uma vez,se querem se livrar de Draco ou de qualquer outro,
posso ajuda-los,mas se n�o querem...tenho que ir...
__ Por favor, n�o v�!__ disse a garota segurando fortemente no bra�o de
Xena,por uns instante o rosto dessa demonstrou indecis�o...
Virando-se novamente para os alde�es, a fenomenal guerreira, encarou-os
de maneira grave e disse:
__O que tem a perder? Quando Draco chegar, n�o vai sobrar nada!__ E num
gesto amea�ador, indicou Gabrielle,__nem suas meninas!
Xena percebeu que a conversa ia ser dif�cil, pois cada passo que ela dava
em dire��o ao grupo, esse retrocedia como temor estampado nas
faces. Finalmente chegaram a um acordo. Ap�s se inteirar da situa��o, e de
saber que Draco estava � alguns dias de dist�ncia, Xena come�ou a organizar
a defesa da vila. No final do dia muitos ofereceram suas casas para que ela
dormisse, por�m ao perceber ainda, um certo temor por parte deles, preferiu
acomodar-se no celeiro da casa de Gabrielle.
J� havia se recolhido, estava apenas com suas roupas de baixo, quando
ouviu algu�m empurrar a porta do celeiro.Era Gabrielle,trazendo len��is para
ela.
__ N�o precisava... __Disse,notando que aquela menina era realmente muito
bonita com seus incr�veis olhos de esmeraldas cintilando na luz do
candeeiro.Percebendo o olhar da mulher guerreira,Gabrielle, sentiu que
ficava totalmente vermelha,passara o dia inteiro recordando do momento em
que sua boca tocara os l�bios de Xena,mordendo-os.Praticamente atirou os
len��is em cima da outra mulher e saiu em disparada para casa.Naquela noite
a jovem barda n�o conseguia dormir e sem saber deu incont�veis suspiros.
Nos dias que se seguiram,a loura de olhos esmeraldas ,procurou n�o sair
de casa,ficava ouvindo os novos barulhos que se faziam ouvir de todos os
lados.Era a intr�pida guerreira fazendo suas armadilhas...Certa manh�, n�o
ag�entando mais ficar dentro de casa,Gabrielle,acordou bem cedo e foi at�
uma cachoeira que ficava nas imedia��es da aldeia.Aquele era seu passeio
preferido,no caminho, ia antecipando o prazer de se jogar na �gua fresca.Ao
chegar l�, tirou rapidamente suas roupas, atirando-se na �gua com um
gritinho extasiado.
Olhou a queda d��gua, sabia que por tr�s dela havia uma pequena caverna
,onde tantas vezes se divertira com a irm� e os amigos.Mesmo sozinha,
resolveu ir at� l�.Passou a cortina de �gua,caminhando com cuidado dentro da
gruta, pois havia lugares escorregadios.Assim que os olhos acostumaram-se
com a diferen�a da luminosidade, Gabrielle percebeu que n�o estava s�,diante
dos seus olhos admirados,Xena! Na sua exuberante e total nudez! Se o
ambiente da caverna era silencioso, um silencio maior ainda se fez,enquanto
elas se fitavam embevecidas.
Inexplicavelmente, caminharam ao encontro uma da outra,paradas,
olharam-se emudecidas,se foi a cabe�a de Xena que se inclinou,ou se foi
Gabrielle que ficou nas pontas dos p�s para que as duas bocas se tocassem,
nenhum Deus saberia dizer ou explicar, o fato � que ambas se entregaram � um
apaixonante beijo! E depois outro, mais outro, e novamente mais beijos... os
beijos j� n�o davam conta do momento, e as m�os se tocavam em car�cias sem
fim,havia urg�ncia nos gestos, como se aquele encontro estivesse marcado h�
muito tempo.Nem sequer perceberam a dureza ou a humildade do ch�o onde se
deitaram para dar vaz�o aos seus desejos.A barda gemeu baixinho, quando
sentiu para onde caminhava a boca da outra mulher,n�o demorou muito para
descobrir o efeito que ela teria no seu sexo.Gabrielle por sua vez, fazia
car�cias princesa guerreira deixando-a completamente enlouquecida. Recebiam
e davam prazer simultaneamente. O tempo n�o dizia nada, havia perdido
completamente seu sentido,tudo que contava agora era viver a emo��o daquele
eterno momento.Mas quando finalmente algu�m se deu conta desse tempo,esse
algu�m foi Gabrielle,ao ver seus pr�prios olho refletidos nos azuis de
Xena,levantou-se de um pulo e como se estivesse sendo perseguida por um Deus
feroz,saiu da caverna, pulou na �gua,nadou de volta para a margem da lagoa
,vestiu-se correndo e ainda com as pernas tr�mulas pegou o caminho de
casa.Estava quase chegando � pequena vila,quando deu de cara com P�rdicas, o
rapaz que seu pai escolhera para ser seu futuro marido.
__ Oi Gabrielle,onde vai com tanta pressa? N�o me diga que Draco est�
vindo...
__ P�RDICAS!!!__Exclamou sem f�lego, era a �ltima pessoa que queria
encontrar!Disfar�ou:
__ N�o � nada, eu ando nervosa com toda essa confus�o...Vamos
indo!__Intimamente Gabrielle deu gra�as aos Deuses por ele n�o tentar
beij�-la naquele momento. Seguiram juntos at� a casa da mo�a,ao chegar em
frente ao port�o,o rapaz tentou beija-la ,mas ela virou levemente o rosto e
o beijo apenas tocou a sua face,ele n�o insistiu e foi embora.
Ao entrar em casa, olhos de esmeralda, viu sua imagem refletida num
espelho, ficou vermelha ao se observar,n�o conseguia explicar � si mesma o
que tinha acontecido na cachoeira,de onde vinha tanta paix�o, tanta
entrega...Ela passou o dia inteiro dentro de casa,com a maior cara de gato
que comeu passarinho,e que passarinho!!!
� noite, deitada em sua cama,n�o dormia,ouvia a respira��o ritmada de
sua irm� Lil� ,mas todo seu pensamento, era ocupado com uma �nica pessoa:que
usava uma roupa de couro, que tinha uma espada, os mais maravilhosos olhos
azuis...N�o havia o menor barulho dentro de casa,levantou-se
sorrateiramente, abriu a porta,dirigiu-se ao celeiro,ao v�-la entrar,Xena
deu um de seus magn�ficos saltos, vindo para justamente em frente �
encantadora loura.
Logo, as duas se viram envolvidas em beijos longos ,beijos curtos,
l�nguas que se buscavam, m�os que se acariciavam ,nas loucuras dos desejos
mais profundos,e embora houvessem suspiros,gemidos e gritos abafados nenhuma
palavra era dita.
Os dias foram passando, e nada de Draco aparecer,as noites foram
ficando cada vez mais excitantes,as duas se fazendo mudas promessas que eram
seladas pelos olhares trocados,pelos beijos ,pelas palavras n�o ditas.
Certa noite, ao retornar do celeiro, Gabrielle foi surpreendida por uma
bofetada no rosto, ergueu a cabe�a para ver seu agressor e notou que ia
ser agredida novamente, o segundo tapa ficou suspensa no ar preso na forte
m�o de Xena:
__ N�o fa�a isso outra vez ! Voc� n�o gostar nem um pouco de me ver
nervosa!__ A voz sibilava de raiva!Nesse instante uma "coisa" flamejante cai
no meio da pra�a causando um grande estardalha�o. O sino da aldeia tocou
enlouquecido chamando todos para a luta,em instante , o caos est�
instaurado,gritos e correrias por tudo quanto � lado! Tem in�cio a mais
feroz luta da qual aquele vilarejo tivesse conhecimento! Sabendo que poucos
daqueles sabiam manejar uma espada, Xena preparara incont�veis armadilhas
que estavam dando excelentes resultados.Quando o bando de invasores n�o
passava de um punhado de assustados guerreiros,foi hora do corpo � corpo,e
cada vez que um ca�a descobria porque,ELA,era chamada de XWP,foram um � um
se entregando � sua poderosa espada.Nem Draco ,o tem�vel,foi capaz de
resistir ao embate feroz,morrendo ap�s extenuante luta em confronto direto
com Xena.
Apesar de vencedora, a vila tinha um aspecto lastim�vel,levando alguns
dias para enterrar seus mortos, cuidar dos feridos,consertar as casas.Por
todos os lados por onde andava , a alta guerreira,ouvia agradecimento,mas o
que de fato ela desejava n�o encontrava em parte alguma daquele
lugar,parecia que Gabrielle havia se desmanchado no ar!Algumas vezes viu o
pai da pequena barda, mas esse estava sempre de cara carrancuda,que ela n�o
se atrevia � perguntar da mo�a.
Chegou a hora de partir, e nem sinal de olhos de esmeraldas,montada
em Argo, Xena olhou mais uma vez prescutando a vila com seus olhos
entristecidos,provavelmente a garota estava arrependida do que acontecera
entre as duas,afinal, era muito jovem...
Uma das pessoas que veio se despedir, viu o olhar, aproximou-se da
�gua, falando baixinho de modo que s� a amazona ouvisse:
__ N�o adianta procur�-la... N�s lhe agradecemos por tudo o que fez aqui,
mas minha filha n�o quer mais v�-la. __ O homem esticou o bra�o, oferecendo
um saco com dinheiro__ Essa � a recompensa ...
O dinheiro foi recusado, apertando suavemente os flancos da �gua Xena
afastou-se. Trotou para longe do vilarejo, estava contida, como se recusasse
partir, j� um tanto longe, mal divisando as casas, uma tristeza �mpar tomou
conta do seu ser,simplesmente n�o podia ir embora deixando para tr�s, aquela
que em t�o pouco tempo invadira seu corpo, sua vida, sua...ALMA! Come�ou a
fazer o caminho de volta, mal tinha cavalgado alguns metros,quando seu
cora��o, mas do que seus olhos, viu a pequena figura correndo ao seu
encontro: __ Gabrielle!
Argo, como se adivinhasse o desejo de sua dona, correu como nunca ,em
minutos estavam parados ao lado de Gaby.
__ Oi...
__ Oi...
Um bra�o estendido, e l� estava Gabrielle novamente sentada em Argo,s�
que dessa vez, na frente:
__ Estava seguindo voc�, pulei a janela...
__ Estava voltando para pegar... nem que tivesse que brigar com todos de
Pot�dia ou com seu pai...Onde eu vou tem sempre problemas...Tem certeza ,
quer ir mesmo comigo?
__N�o posso imaginar outro lugar do mundo onde eu gostaria de estar,que n�o
seja ao seu lado. Al�m do mais,eu sou boa com o bast�o.__ Disse, sorrindo,
lembrando da primeira vez que se encontraram.
__ Gabrielle,voc� me derrubou com sua boca,n�o com o bast�o __disse
a guerreira, caindo na gargalhada. Mas eu vou te ensinar a usa-lo
corretamente.
__Xena,te amo! __disse repentinamente olhos de esmeradas,encostando-se no
peito de sua linda amante.Xena acariciou suavemente o rosto de sua querida
companheira e pensou no quanto ela era doce e at� mesmo, inocente:
__ Tamb�m te amo!__ E com aquele maldito risinho que lhe era t�o
particular,acrescentou:
__ Acho que vamos fazer um acampamento n�o muito longe daqui...


FIM


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