DISCLAIMER:

 

Os personagens de Xena e Gabrielle s�o marca registrada da MCA/Universal e Renaissance. Os personagens vampiros s�o cria��o da escritora Ane Rice e encontram-se em sua trilogia sobre vampiros. Os outros personagens foram retirados da mitologia e portanto de dom�nio p�blico para esses fins. Eles s�o usados aqui sem inten��o de lucro ou de infringir as leis de copyright. O resto da est�ria � autoria de Kenia T. e nenhum aspecto original desta poder� ser utilizado em outro lugar sem pr�vio consentimento, por escrito da autora. Essa est�ria n�o poder� ser alterada e esta informa��o sobre direitos autorais deve sempre aparecer com a mesma.
 
 A est�ria a seguir cont�m temas adultos expondo rela��es sexuais expl�citas entre duas mulheres adultas. Se voc� for menor de 18 anos ou onde mora � proibido ler esse tipo de material, por favor, n�o continue. A escritora e a pessoa que mant�m o website onde esse trabalho aparece n�o aceita responsabilidade legal pelo n�o cumprimento desse alerta.
  
Nota da autora: Esta est�ria n�o se trata de uma continua��o mas toma como forte refer�ncia minha primeira e segunda fanfictions: "Ao Amor" e "Eternamente", seria por�m interessante ler a primeira e imprescind�vel ler a segunda antes desta.
 
Agradecimentos � Kelly Martinelli pelos livros de mitologia e por sua poesia, e Kilza Arruda por todas as s�ries em v�deo.
  

� luz da noite

Por Kenia T.

  

Era noite, o in�cio do dia para aquelas duas guerreiras que andavam lado a lado pela mata, admirando os detalhes da escurid�o que lhes passaram despercebidos por todos esses anos. A guerreira mais alta, com passos muito firmes admirava a seguran�a que o sil�ncio da noite proporcionava, aliado aos seus novos poderes auditivos e visuais esse fato era ainda mais relevante. A pequena guerreira, n�o menos corajosa, n�o admirava o sil�ncio mas o suave barulho dos pequeninos seres noturnos, uma verdadeira sinfonia. Ela respirava fundo e se sentia em paz, apaixonada por tudo � sua volta... fielmente e incondicionalmente entregue �quele momento... e feliz por isso, por estar ali com ela. Pensou que momentos como aquele eram raros... quase fechava os olhos para senti-lo totalmente e quase toc�-lo. Queria ouvir sua voz.
 
_ Precisamos buscar Argo.
_ N�o � o que estamos fazendo? Retrucou Xena.
 
A barda franziu a testa.
 
_ Como sabe onde ele est�? Sentiu orgulho de sua companheira pois mesmo podendo voar ainda preocupava-se com seu cavalo.
_ Sei l�... �s vezes sei sobre algumas coisas...
_ Ser� que l� pensamentos como Lestat?
_ Isso n�o acontece sempre Gabrielle... Co�ou o queixo _mas pode ser.
_ Huummm...
_ O que foi? Disse com a m�o sobre o chakram.
_ Preciso tomar cuidado com o que penso. Xena relaxou novamente apertando a boca e sacudindo a cabe�a levemente.
_ Por qu�... tem algo para me esconder? Disse sem olhar para a barda.
_ Sempre temos pensamentos �ntimos, voc� n�o tem?
_ N�o, eu falo o que penso.
_ � uma piada n�o �? Se fosse assim estar�amos completando anos de... casadas?!?... �... casadas. Xena suspendeu uma das sobrancelhas e olhou para sua companheira.
_ O que disse???
_ Escuta aqui... Gabrielle se colocou � frente da Guerreira com dedo em riste em seu t�rax. _Quero que saiba que acho uma grande falta de respeito ter algu�m lendo meus pensamentos, eu a pro�bo.
_ �-h�... Xena empurrou-a seguindo seu caminho.
_ A-h�... n�o sei por que n�o estou menos preocupada.
_ Precisamos trocar estas roupas tamb�m... Xena olhou para suas roupas admirando sua sujeira... vestia uma cal�a de linho caqui, uma blusa de seda bege e sapatos e cinto marrons. Todo o conjunto havia sido presente de Gabrielle, ela havia gostado tanto de seu "estilo do s�culo XX" que n�o queria que mudasse enquanto estivessem por l�.
_ AAAHHHH!!!... voc� fez de novo, n�o fez?
_ N�o li seus pensamentos Gabrielle... isso � �bvio! Ter� que fazer isso por n�s, pois tem que ser durante o dia.
_ Humph! Sei... sei... que horas acha que durmo Princesa Guerreira, j� que estou sempre aqui com voc�?
_ Bem... a n�o ser que queira ficar... vi�va?!?... �... vi�va, acho melhor dormir mais tarde esta manh�.
_ Como �? repete!? A barda abriu um sorriso de um canto ao outro da orelha.
_ Vamos Gabrielle... a noite � uma crian�a...
_ Ah... pelos Deuses, agora ela j� est� pensando em filhos... escuta aqui, sou pequena, fr�gil e se acha que dei trabalho gr�vida por um dia espere at� estar gr�vida de verdade! se algu�m aqui ter� filhos � melhor que seja voc�, olha que quadris enormes voc� tem... e olha que...
_ Quer parar de delirar e andar logo?
_ Foi uma piada... cad� seu senso de humor? Credo, eu heim...
 
Haviam chegado do futuro na noite anterior. Gabrielle, sempre adaptada ao hor�rio noturno de sua amiga, estava pronta para acompanh�-la e ajudar a encontrar a "cura" para aquele mal, e n�o poderia ser diferente, n�o importava quando, onde ou por que, apenas n�o poderia ser diferente.
 
Algumas horas depois chegaram a uma vila pequena e calma e pararam em frente a um celeiro.
 
_ Gabrielle, deixou meu cavalo num celeiro???
_ Claro Xena, aqui ele est� mais seguro... e al�m do mais os...
_ Nunca mais me pergunte: "por qu� ele me odeia tanto?" Disse Xena imitando-a.
_ Mal agradecidos, isso � o que voc�s s�o... os dois!!! Esqueceu-se de como ele ficou quando deixou-o por muito tempo sozinho? Quase que ele n�o volta...
_ Ah, que �timo! Imagine como ele deve estar agora... nem uma macieira inteira ir� acam�-lo! Me espere aqui, eu vou busc�-lo.
 
Xena demorou alguns minutos para sair e Gabrielle resolveu entrar. Quando estava pronta para abrir a porta do celeiro Xena o fez primeiro empurrando-a para tr�s.
 
_ Ent�o, tudo bem? Perguntou.
_ Tudo... Respondeu Xena. Gabrielle percebeu que Argo estava um doce com sua dona, estava at� co�ando a testa em suas costas demonstrando suas saudades. Ela n�o entendeu como aquilo poderia estar acontecendo, afinal, se ela conhecia "algu�m" temperamental esse "algu�m" era Argo.
_ O que fez?
_ Nada de mais... apenas esclareci algumas coisas para ele...
 
Ent�o Gabrielle aproximou-se e estendeu a m�o para acarici�-lo, mas a rea��o do cavalo n�o foi nada d�cil.
 
_ Mas acho melhor voc� n�o ficar muito perto dele por uns tempos... ah! e aproveite para procurar uma macieira. Completou Xena.
 
(...)
 
A Princesa Guerreira puxava Argo pelas r�deas ao lado de sua companheira quando sentiu a presen�a do Deus.
 
_ Cronos...
_ h�?
_ Shhhhh... ele est� aqui.
_ Ora, ora... ent�o n�o � s� com Ares que acontece... Disse o Deus surgindo � sua frente _Cuidado, ele vai ficar com ci�mes.
_ Estou cada vez melhor no que diz respeito a voc�s... ent�o, veio cobrar minha d�vida?
_ � bom que seja direta... como sempre. Sim, o ex�rcito grego est� preste a invadir Tr�ia e n�o quero que nada aconte�a Mariel nem ao meu filho, e n�o posso interferir pois n�o quero chamar a aten��o de Zeus.
_ Mas Tr�ia n�o estava vencendo essa guerra? Gabrielle ficou entre os dois.
_ Sim Xena... claro... Khayman me contou sobre um plano de invas�o � Tr�ia que se chama "O Cavalo de Tr�ia". Gabrielle come�ou a andar em c�rculos, com a m�o no queixo, narrando a hist�ria: "Epeu construiu um cavalo de madeira, dentro do qual se esconderam Ulisses (um astuto comandante Grego) com os seus mais valorosos guerreiros. Os gregos o deixaram �s portas de Tr�ia enquanto seu ex�rcito fingira abandonar a luta escondendo-se em Tenedos, esperando que um espi�o, T�rian, fosse capturado propositadamente convencendo-os a levar o cavalo para dentro dizendo ser uma promessa feita para pagar o roubo do Pal�dio e que seria prejudicial aos troianos se o ofendessem e ben�fico se o recebessem dentro de seus muros. Os troianos ca�ram na armadilha. Na noite seguinte, a frota grega avisada por meio de uma fogueira acesa por T�rian ou, segundo outras lendas, por Helena, voltou silenciosamente ao litoral de Tr�ia e dirigiu-se � cidade. Enquanto isso sa�ram do interior do cavalo os trinta guerreiros e abriram os port�es, assim o ex�rcito grego penetrou em Tr�ia e come�ou um terr�vel exterm�nio e saque." Terminou Gabrielle.
_ Exatamente... neste momento o ex�rcito grego est� se retirando e ficaram apenas T�rian e alguns soldados para levar a constru��o �s portas de Tr�ia.
_ Sabe que se pudesse escolher estaria do lado oposto da batalha.
_ Sinto muito.
_ Onde est� o comandante Ulisses?
_ No interior do cavalo.
_ Quando eles levar�o o cavalo? Perguntou.
_ Daqui duas horas.
_ Isso n�o me d� muito tempo para chegar � Tr�ia...
_ � por isso que conto com suas novas... habilidades.
 
Dizendo isso o Deus desapareceu.
 
_ Nossa, ele foi r�pido n�o?
_ Ele j� sabia da invas�o quando atendeu ao meu pedido Gabrielle.
_ Mudaremos a hist�ria quando impedirmos que o plano de Ulisses d� certo.
_ N�o ser� preciso mudar a hist�ria... vamos, monte em Argo.
_ O qu�?! Ah n�o Xena... nem pensar!!!
_ Gabrielle, n�o temos tempo para isso!
_ Ah e a culpa � minha, n�o fui eu quem "esclareceu algumas coisas para ele"...outra coisa, como vamos chegar � Tr�ia a tempo num cavalo?
 
Xena segurou sua amiga pelas pernas e pendurou-a em Argo, "_ Aiii!!!". Segurou o cavalo pela barriga e come�ou a subir, levando os dois nos bra�os... "�, isso sim � incr�vel..." pensou Gabrielle.
 
Chegando � Tr�ia, Xena colocou-os no ch�o e disse:
 
_ Gabrielle, v� at� a cidade e procure por Mariel e leve-a para um lugar seguro enquanto retardo os soldados que est�o no acampamento e me espere l�... vai!
 
Gabrielle dirigiu-se � cidade e convenceu um dos soldados dos port�es a entrar dizendo estar gr�vida e prestes a dar � luz. Procurou por Mariel e deu o recado do Deus Cronos, pedindo-lhe que sa�sse imediatamente da cidade.
 
Depois de lev�-la um lugar seguro, desobedeceu �s ordens da amiga e voltou ao acampamento dos soldados. L� chegando a barda foi reduzindo a velocidade de seus passos vagarosamente sem conseguir acreditar no que via � sua frente... era um verdadeiro genoc�dio... os soldados haviam sido brutalmente assassinados e estavam cobertos de sangue... a maioria apresentava furos no pesco�o... constru�a-se um len�ol de corpos e morte por todo o ch�o do lugar. Gabrielle come�ou a andar entre os corpos em dire��o a uma das tendas, incr�dula em seus pr�prios olhos... entrou na tenda pouco iluminada e seu cora��o parou por um segundo... deparou-se com Xena segurado um homem... dando-lhe o "abra�o da morte"... sua vida esvaia-se rapidamente � medida que a Princesa Guerreira sugava-lhe o sangue... ela tinha sangue por todo o rosto e ao redor da boca quando notou a presen�a de Gabrielle... seu olhar, antes selvagem, agora era de susto e vergonha.
 
_ Xena... Uma l�grima caiu pelo rosto da barda.
 
Xena soltou o soldado e abriu um buraco na lona para correr e sumir entre as �rvores... Gabrielle abaixou-se e constatou que o homem estava morto... ouviu um gemido num canto da cabana e, preparando seu cajado se dirigiu ele. Escondido, estava um soldado em p�nico.
 
_ Quem era ele? Perguntou apontando o homem morto.
_ T - T�rian...
_ Qual � o seu nome?
_ Sinone...
_ Onde est� seu comandante?
_ No cavalo...
_ V� avis�-lo...
 
O dia estava chegando e seria in�til procurar por Xena agora... Gabrielle voltou ao lugar onde estava Mariel e disse-lhe que fosse ao Deus Cronos para que este a orientasse sobre o que fazer ou aonde ir... quando Ele apareceu.
 
_ Obrigado... eu cuido dela agora. O Deus reparou na express�o abatida da barda. _N�o fique t�o perturbada Gabrielle, Xena tem instintos que n�o pode compreender.
_ Xena sempre teve instintos que n�o pude compreender Cronos... estes n�o sei se posso aceitar.
 
(...)
 
Gabrielle novamente esperava o sol se p�r. Sentada sobre uma das pedras que cortavam o rio pensava em Xena e em como estaria... aquela imagem horr�vel n�o sa�a de sua cabe�a mas nem mesmo ela a fazia ver em Xena uma estranha. Olhava a �gua dourado escura e tinha uma express�o triste nos olhos... tinha medo de perd�-la ou de perder-se dela ou at� de si mesma... ela sabia que na verdade n�o tinha escolha, seu amor por ela n�o impunha condi��o, impunha sim sua pr�pria f�... sua pr�pria fidelidade... se a deixasse se perderia de tudo novamente: dela e de si mesma.
 
_ Onde voc� est� Xena? Sussurrou.
 
Distra�da, n�o se deu conta de que j� havia escurecido.
 
_ Boa noite Gabrielle...
 
A barda olhou-a e sorriu colocando os dedos sobre a boca.
 
_ O que foi? Perguntou Xena.
_ Voc� est� parecendo um gafanhoto, cheia de folhas secas pelos cabelos... Xena sorriu de volta... aliviada.
_ Blusa nova? Perguntou.
_ �, pois �... tirei alguns excessos da original... acho que vou ficar com a cal�a, gosta?
 
A guerreira respondeu que sim com um movimento de cabe�a, reparando em seu abd�men musculoso... como ela havia mudado... a Princesa Guerreira abra�ara tanto o mundo, preocupava-se tanto com seguran�a, justi�a e verdade que detalhes t�o importantes como o crescimento de um dos maiores motivos de tanta dedica��o �s vezes lhe passava despercebido. Muitas vezes n�o tinha tempo de fazer coisas que lhe davam tanto prazer como olhar para ela e ouvir seus del�rios... pensando nisso ganhou uma express�o triste nos olhos... agora ent�o que havia se tornado uma criatura ainda mais instintiva e selvagem, n�o iria descansar at� encontrar a "cura". Seu cora��o do�a ao ver sua Gabrielle ali, firme e incondicional ao seu lado... imaginava a que custo, para ela, isso era poss�vel.
 
_ Vou tomar um banho. Disse Xena enquanto come�ava a tirar a roupa.
_ N�o disse que n�o precisava?
_ E disse tamb�m que tomava mesmo assim.
_ Mas Xena, essa �gua deve estar muito fria...
_ Eu n�o sinto frio Gabrielle, sabe disso! Respondeu rispidamente, mudando de express�o.
 
A barda franziu a testa e assistiu sua companheira tirar a roupa suja de terra "_ Ela se enterrou para dormir...", pensou. N�o havia lua e a noite estava escura mas a pele da Guerreira era t�o branca que o contraste chegava a ser inc�modo, como se seu corpo fosse a pr�pria lua ferindo a noite... Gabrielle teve vontade de toc�-la mas Xena mergulhou desaparecendo nas �guas escuras do rio... demorou muito para emergir e por um segundo Gabrielle se preocupou mas lembrou-se do quem ela era agora e pegou suas roupas para lavar... sentou-se novamente e viu seu rosto ressurgir... Xena escalou a pedra e sentou-se ao seu lado abra�ando suas pr�prias pernas e descansando o queixo sobre os joelhos. Gabrielle olhou-a com ternura e levou seus dedos at� o rosto da guerreira acariciando-o, fazendo-a fechar os olhos... puxou seu queixo e beijou-a... sua boca estava molhada e fria.
 
_ O que posso lhe dizer Gabrielle? Disse Xena abrindo os olhos e olhando com tristeza.
_ Sente quando lhe beijo? Perguntou Gabrielle com a voz muito doce.
_ Sim Gabrielle, eu sinto... voc� me conforta, me faz sentir viva. A barda sorriu olhando sua guerreira e acomodando seu cabelo atr�s da orelha.
_ Eu te amo Xena...
_ Eu tamb�m, mas n�o lhe fa�o bem, menos ainda agora...
_ E eu, como acha que me sinto? O que posso fazer por voc� agora que n�o precisa mais da minha ajuda? Me tornei um peso ainda maior depois que se tornou t�o... invenc�vel.
_ T�o... assassina.
_ Vamos mudar isso... juntas, eu sei... n�o sei como faremos isso mas estarei aqui de qualquer maneira.
_ Voc� n�o precisa fazer nada... saia do meu lado Gabrielle, e eu morro mesmo.
_ J� disse que amo voc�? Disse num sorriso impag�vel.
_ A um minuto. A guerreira sorriu tamb�m.
_ Ah... ent�o t�... por onde come�amos mesmo?
_ Come�amos por enxugar essa roupa e arrumar outra, n�o posso ficar andando por a� assim.
_ Hummm, eu gosto...
_ Voc� gosta de qualquer coisa...
_ Humf... olha a�, � s� dar confian�a e pronto, ela volta � sua arrog�ncia costumeira... eu e minha boca grande! Xena apenas sorriu.
 
A Princesa Guerreira segurou as roupas do s�culo XX e come�ou a rod�-las numa velocidade incr�vel e depois vestiu-as.
 
_ Poder�amos falar com a Deusa Artemis... Disse.
_ Por que Artemis?
_ N�o � a deusa que protege os animais selvagens?
_ Xena, voc� n�o � um animal selvagem... olha, vamos at� Prometheus...
_ Prometheus � o Deus da cura dos mortais Gabrielle... eu n�o sou mais mortal...
_ Est� bem... ent�o... que tal Apolo? Dizem que os romanos o adoram como o Deus da cura tamb�m... assim fica tudo em fam�lia j� que queria procurar por Artemis...
_ Apolo... humph! tudo bem, n�o tenho nada a perder mesmo.
_ Escuta... d� pra irmos andando dessa vez?
 
(...)
 
Na noite seguinte as duas guerreiras andavam lado a lado novamente, a noite estava mais clara e �mida. Xena levava Argo pelas r�deas, j� com roupas novas, e Gabrielle tentava inutilmente fazer as pazes com o cavalo dando-lhe uma ma��, estavam indo para o templo do Deus Apolo quando ouviram o grito de uma mulher vindo do fundo da floresta.
 
_ Aaaaahh!!!
 
A mulher surgiu de repente na escurid�o de traz dos arbustos e Xena agarrou-a.
 
_ Calma! o que foi, o que est� acontecendo???
_ Por Zeus ele vai mat�-lo, precisa ajud�-lo, por favor fa�a alguma coisa!!! Disse a mulher chorando.
 
Gabrielle seguiu em dire��o aos arbustos abrindo-o para ver.
 
_ Escute, tenha calma... me diga o que est� acontecendo, quem vai matar quem? Disse Xena.
_ H�rcules, ele vai matar H�rcules, o filho de Zeus... precisa ajud�-lo, r�pido!!!
_ H�rcules??? Mas o que...
_ Xena!!! Berrou Gabrielle.
 
Xena correu para onde Gabrielle estava e viu uma nuvem de poeira erguendo-se no meio da clareira. A terra abria um caminho que ia de encontro �s duas, partindo o solo ao meio.
 
_ Gabrielle, para tr�s!!!
_ N�o!!! (...) Xena, a mulher sumiu!
_ Gabrielle, Gabrielle! n�o discuta comigo, corre!!!
_ N�o!!! eu n�o vou te deixar de novo!
 
Xena segurou Gabrielle pela cintura jogando-a para longe no instante em que a terra se abriu debaixo de seus p�s engolindo-a. No minuto seguinte tudo voltou ao normal e a barda correu at� a beira do abismo. Estava muito escuro e ela n�o podia ver nada.
 
Xena ca�a por um buraco escuro e apertado, batendo nas pedras e barrancos at� que ele terminou e deu lugar a um vazio ainda mais escuro, onde continuava a cair e cair at� mergulhar nas �guas negras e pantanosas da lagoa do Reino de Hades. Quando nadou at� a superf�cie encontrou Caronte, o barqueiro feio que estendia sua m�o para ajud�-la a subir no velho barco.
 
_ Ol� Xena, a quanto tempo... sempre chega de um modo bem peculiar n�o � mesmo? Quando vai aparecer como todo mundo. Por falar nisso, est� morta desta vez?
_ Mais ou menos Caronte, e espero que nunca venha do modo normal.
_ Venha, eu lhe ajudo, essas �guas n�o fazem muito bem a um mortal.
_ Ent�o devem ser rem�dio para mim, mas obrigada.
 
Ao tentar subir no barco, virou-o com seu peso jogando o barqueiro na �gua.
 
_ Mas o que tem comido afinal?!? Xingou Caronte furioso.
_ Ferro, ferro de mais... vamos, eu o ajudo.
 
Xena virou o barco e ajudou o barqueiro a subir quando ouviu um uivo, olhou para a margem e viu o monstro com H�rcules na boca, sacudindo-o. Era um c�o enorme e monstruoso... tinha tr�s cabe�as, corpo de le�o e rabo de serpente... ele era o bichinho de estima��o de Hades, o guardi�o do submundo. Xena deu um salto de onde estava at� aterrizar no focinho da criatura... for�ou sua boca com os p�s, obrigando-o a soltar H�rcules. O monstro, furioso, tentava se livrar da Princesa Guerreira sacudindo-se alucinadamente mas era in�til... Xena agarrou-se a um de um de seus dentes e com um soco e dois chutes aplicou-lhe o golpe dos pontos de press�o e voltou para sua boca em seguida, numa velocidade alucinante.
 
_ H�rcules, me ajude!!!
_ Xena!!! Berrou H�rcules meio atordoado, esfor�ando-se para levantar-se. _ Eu estou indo!
 
O filho de Zeus levantou-se e puxou o monstro pelas pernas fazendo-o cair. Pegou uma corrente e prendeu-o pelas patas, deixando-o im�vel. A Princesa Guerreira soltou-se da boca do bicho e disfar�adamente, com um chute de calcanhar, devolveu sua circula��o sangu�nea.
 
_ Voc� e seus pequenos trabalhos... filho de Zeus.
_ Ol� Xena... vida dif�cil, sabe como �...
_ Vamos, termine. E entregou sua espada a H�rcules.
_ N�o Xena... obrigado, mas esse eu quero vivo (...) voc� est� bem? tem alguma coisa diferente em voc�... o que �?
 
_ Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh!!!
 
Eles ouviram o grito e logo depois viram algo, ou algu�m cair em cima do barco feito de palha e cip�.
 
_ Ah, mas que maravilha, hoje deve ser meu dia de sorte!!! Reclamou o servo de Hades novamente na �gua.
_ Desculpe... ("nossa! Que bicho feio!" pensou.) pode me ajudar a chegar at� a margem senhor? Disse Gabrielle.
 
Xena observava furiosa enquanto H�rcules sorria, divertindo-se com a cena.
 
_ Aiiii, como � teimosa!!! Resmungou entre os dentes.
_ Tenha calma Xena, ela s� se preocupa com voc�... se preocupa at� de mais (...) o que � louv�vel pois sabe que se voc� n�o pudesse se virar sozinha, ela pouco poderia fazer.
_ Ela salva minha vida todos os dias H�rcules. Disse Xena olhando-o nos olhos de forma muito profunda e fraterna.
_ Oi H�rcules. Disse Gabrielle acabando de chegar.
_ Ol� Gabrielle... respondeu o semideus sorrindo.
_ Oi Xena... eh, tudo bem? Disse, co�ando o queixo com um sorriso amarelo. N�o obteve resposta, apenas um olhar repreensivo.
 
H�rcules se despediu e seguiu para o port�o do reino de Hades arrasando o c�o enquanto Xena preferiu sair pelo buraco de onde veio para voltar ao ponto em que estava. Quando o Semideus j� estava fora de vista segurou Gabrielle pela cintura e voou at� o buraco no "teto" do submundo, come�ando a escalar pelas rochas e barrancos.
 
_ Xena, por que n�o voou l� em cima quando a terra estava se abrindo?
_ Esqueci.
_ O qu�? Esqueceu? �timo, maravilha, voc� esqueceu e por causa disso tomei um empurr�o, eu poderia ter me machucado, sabia? (...) Xena, Xena volta...
_ O qu�?
_ Volta, � o sol, ele j� nasceu, estou vendo a luz... teremos que esperar aqui.
_ Essa n�o, s� me faltava essa, agora vou ficar presa no buraco de Hades, tudo por causa do maldito sol.
_ O maldito sol pode ser a sua t�o almejada cura. Disse uma voz vindo da dire��o da luz.
_ Zeus... Sussurrou Xena.
_ Obrigado por ajudar meu filho.
_ Ent�o foi voc� quem me trouxe aqui.
_ E vou retribuir o favor.
_ Pode faz�-la voltar ao normal? Perguntou Gabrielle.
_ Sim, mas ter� que morrer primeiro. Ver� a luz do sol e nascer� de novo, fa�a isso e deixe o resto comigo. Dito isso a luz desapareceu.
 
As duas ficaram em sil�ncio, olhando-se por alguns minutos.
 
_ Vamos, vamos subir... Disse Xena finalmente.
_ N�o, Xena... voc� n�o vai fazer isso vai?
_ Claro que vou Gabrielle, � a �nica sa�da.
_ Mas n�s temos outra op��o n�o temos? E Apolo?
_ Esque�a Apolo Gabrielle, ele n�o poder� ajudar... se o quiser fazer... vamos...
_ Espera... o que lhe garante que dar� certo?
_ A palavra de Zeus.
_ N�o costuma confiar nos Deuses, vai fazer isso agora?
_ Eu preciso.
 
Gabrielle balan�ou a cabe�a e pensou ser in�til se opor � decis�o da Guerreira, assim sendo voltou a subir. Quando estava quase no topo viu a luz do dia e parou.
 
_ Espere... tem certeza?
_ Tenho.
 
A barda olhou o contorno do rosto da Guerreira, estendeu o bra�o e tocou-o... ele estava muito gelado e maci�o... acariciou-o e beijou sua face de m�rmore.
 
_ N�o posso ficar sem voc�... por favor n�o me deixe de novo Xena...
 
Xena segurou o rosto de sua amiga, enxugou uma l�grima com os dedos e olhou-a com sua express�o de puro amor.
 
_ Gabrielle, essa fome... essa fome que sinto torna-se cada vez maior e mais insuport�vel... quanto mais poderosa eu fico menos preciso de sangue para viver por�m mais ainda o quero... � como se fosse um v�cio, uma droga que cresce junto com o meu poder. Eu n�o posso permanecer assim Gabrielle... prometo que ficar� tudo bem... eu volto... prometo.
_ Voc� sempre promete o que n�o pode cumprir.
_ Mas sempre volto, n�o �? A Guerreira puxou sua amiga para um abra�o e acariciou seus cabelos. A barda estava muito quente, ou era ela quem estava muito fria, n�o havia se "alimentado" ainda.
_ H� uma raz�o para tudo isso? Por qu� tenho que perd�-la tantas vezes? Disse chorando.
_ Quando vai aprender que entre n�s h� sempre uma raz�o?
_ Que raz�o? Xena puxou seu rosto e olhou-a nos olhos.
_ O amor Gabrielle, � por causa dele que, apesar de nos perdemos tantas vezes nos encontramos de novo, sempre, para estarmos sempre juntas, para crescermos juntas... eu te amo e estou com medo tamb�m... precisa me ajudar, precisa confiar em mim e nesse amor que estar� sempre nos unindo... eu confio e � por isso que farei o que devo fazer. Gabrielle enxugou o rosto e olhou-a
_ Est� bem... Beijou-a novamente... um beijo breve, terno... um beijo de despedida. _Eu te amo Xena... E abra�ou-a com for�a, colocando seus bra�os em torno do pesco�o da guerreira.
 
O cora��o fantasmag�rico da guerreira come�ou a bater forte... sua pequena Gabrielle em seu bra�os, talvez pela �ltima vez... realmente prometera o que talvez n�o pudesse cumprir e isso lhe dava medo. Queria tanto... talvez se a sugasse s� um pouquinho... para senti-la uma �nica vez... seria o SEU �ltimo beijo... o SEU beijo de despedida... quando se deu conta j� estava com a boca entreaberta encostando no pesco�o de Gabrielle, sentindo seu cheiro e o calor de sua pele... t�o macia, t�o quente, t�o �ntima... e Gabrielle estava totalmente entregue... esperando... encostando... oferecendo-se ao SEU beijo... estava sendo imposs�vel suportar... seu corpo come�ou a tremer e suar... Xena "preparou" o pesco�o da barda com a l�ngua fazendo-a murmurar seu nome... cada segundo ali tornava-se ainda mais incontrol�vel que o anterior... Gabrielle ent�o levou suas m�os � nuca da Princesa Guerreira, segurou-a com for�a e for�ou-a contra si.
 
_ Eu quero voc�... vem...
 
Foi a �ltima gota, n�o havia coer�ncia no mundo que a impedisse agora... Xena enterrou seus dentes afiados no pesco�o macio da barda e sentiu sua alma doce invadir toda a sua boca e escorrer pela garganta at� atingir o centro de sua pr�pria alma... sentia-se preenchida... completa... extasiada... cada vez mais, a cada segundo, a cada gota... travava-se agora de uma luta entre necessidade, vontade e amor... precisava parar... precisava deixar de beber o que parecia ser o �nico motivo de estar viva... a resposta... a paix�o... o desejo e a sede em seu estado mais lascivo.
 
_ Ummmf... Xena gemeu tentando afastar-se mas al�m de sua necessidade em ficar ali, Gabrielle n�o a deixava ir, ainda segurando sua cabe�a. Estranhamente ela tornava-se cada vez mais necess�ria e vital para a alma da Guerreira.
_ N�o... n�o p�ra... Sussurrou a barda num fio de voz.
 
Os p�los do corpo de Xena arrepiaram-se como os de um animal no cio... ent�o sentiu sua barda come�ando a desfalecer... ela pensou em tudo o que aquilo significava e isso a apavorou fazendo-a soltar-se de repente.
 
_ N�o... n�o... n�o Gabrielle, n�o posso! Sua respira��o estava ofegante e seus olhos ainda mais azuis, agora brilhavam com o fogo que a percorria, as veias de seu rosto estavam dilatadas e visivelmente pulsantes, enquanto se emocionava com a express�o de puro amor no rosto de sua amiga.
_ Eu estou bem... est� tudo bem. Disse Gabrielle acariciando a boca da predadora com os dedos... _Est� tudo bem... Queria muito lhe dar isso, obrigada.
_ Obrigada? Gabrielle... Gabrielle... Uma l�grima lhe ca�a pelo rosto.
_ Shhhhh... vem c�... Gabrielle, muito fr�gil, abra�ou-a colocando seu rosto contra o peito... acalmando-a.
_ Eu quase a matei.
_ �, pelo menos j� estaria no lugar certo. Sorriu. _Sei que n�o iria me deixar morrer... em �ltimo caso me transformaria.
_ De uma forma ou de outra estaria morta... jamais entender� isso n�o �? ...e n�o quero que entenda.
 
Ficaram abra�adas por um longo tempo sentadas num dos ressaltos rochosos do abismo. Algumas horas se passaram e Gabrielle j� se recuperava.
 
_ Precisamos ir... saia primeiro Gabrielle e proteja-se em algum lugar, n�o quero que veja.
_ N�o! E n�o adianta discutir, eu vou ficar com voc�... fim de conversa. Retrucou j� de costas para Xena, voltando a escalar.
Gabrielle saiu do buraco e colocou a m�o sobre o rosto para se proteger da luz. O sol j� estava al�m da metade do c�u e o dia estava muito claro. Tomou f�lego e estendeu a m�o para puxar sua companheira.
 
Enquanto sa�a a pele da Guerreira come�ou a queimar... come�ando pela m�o que Gabrielle puxava obrigando-a a solt�-la. Xena, agarrada � beirada do buraco come�ou a gritar arrastando-se para fora... ao mesmo tempo que Gabrielle tamb�m gritava, cada uma com sua dor... a barda, impotente diante da vis�o insuport�vel de Xena transformada numa bola incandescente, consumindo-se em fogo diante de seus olhos, ajoelhou-se � sua frente... chorando com as m�os na boca.
 
_ Ahhhhhh!!!! Saia daqui Gabrielle!!! Ahhhhh!!! Agora!!! Saia!!!
_ Xenaaaaahhhh!!! Xenaaaaahhhhh!!! Gabrielle esticava seus bra�os num impulso em alcan��-la para tentar acabar com sua dor mas o fogo a queimava impedindo-a. Ent�o Gabrielle jogou-se em cima dela lan�ando-a de volta para o buraco.
 
_ Xena...?
 
(...)
 
_ Yalalalalalalah!!! A princesa voltou � superf�cie num salto e ofertou seu corpo ao sol novamente.
 
N�o suportando mais a vis�o, a barda jogou-se no ch�o escondendo o rosto. _N������ooooo!!! Seu desespero era assustador.
 Alguns minutos depois que cessaram os gritos da Guerreira e que o vale voltou a silenciar Gabrielle levantou o rosto entre solu�os, engatinhou at� o monte de cinzas e come�ou a junt�-las. Estava decidida a lev�-la para Anphipolis e guard�-la ao lado de seu irm�o mais novo.
 
(...)
 
Enquanto guardava as cinzas de Xena junto ao seu irm�o, Gabrielle tentava acalmar-se e manter-se crente, mas estava dif�cil. Nas �ltimas noites, em todas elas, havia sonhado com a vis�o de Xena consumindo-se em fogo � sua frente e sempre que acordava rezava para que Zeus cumprisse a promessa, e �s vezes at� pedia que aparecesse... mas ele nunca viera. Ocorria-lhe que talvez Hera, irada por Xena ter ajudado H�rcules o impediria. Mas tinha que ter f�, prometera Xena.
 
O sol estava se pondo e Gabrielle, ainda em Anphipolis, encontrava-se sentada no alto de uma colina esperando a lua. Pegou seu pergaminho e come�ou a escrever:
 
"O entardecer a anunciava... meu cora��o come�ava a amar muito mais a noite que o dia... muito mais a lua que o sol... muito mais voc� que a mim mesma.
Voc� se tornou uma parte de mim, a melhor parte de mim... ent�o desaprendi a viver sem voc�, seu olhar, seu sorriso e at� mesmo seu mau humor e sua guerra...
Quanto mais amo maior � o medo, maior � a prova... e quanto mais esse amor nos prova, mais querem provas... e ele � sempre maior que qualquer prova de amor.
Hoje, mesmo que o mundo se resumisse a um lugar, um objeto, um som, um cheiro, um gosto... eu saberia ser feliz, bastaria poder descansar o rosto em seu peito.
Qualquer culpa, qualquer pecado, qualquer coisa que nem ao menos tenhamos realmente feito... eu estou pronta para pagar por n�s duas... mas n�o nos abandone Zeus, por favor, pois seria imposs�vel fazer algum mal que merecesse castigo como esse."
 
Gabrielle levantou a cabe�a e viu o c�u avermelhar-se escondendo a �ltima ponta de sol de mais aquele dia vazio... esse seria o memento dela chegar, o momento em que sempre esperava euf�rica e feliz... agora era sua hora de maior tristeza... ouvia o vento brincando entre as folhas mas n�o tinha mais vontade de dan�ar como ele. Como podia perder algu�m tantas vezes e mesmo assim n�o se acostumar? Aceitar a aus�ncia de sua amiga era como aceitar a pr�pria morte... imposs�vel.
 
De repente a barda sentiu algo que a fez dar um pulo de susto... havia sido um chute ou algo assim... sentiu outro... se levantou e ficou em sil�ncio esperando... outro chute ainda mais forte... Gabrielle come�ou a rir, chorar e gritar de felicidade com as m�os sobre o abd�men, olhando-o, entendendo... virou-se e come�ou a correr.
 
(...)
 
_ Ol� Gabrielle!!! Eu sabia que um dia iria precisar dos meus servi�os de guerreiro e... u���, c� t� gr�vida???
_ Estou e voc� � a �nica pessoa em quem confio, obrigada por vir.
_ N�o vai me dizer que voc� andou flertando com Dahak de novo... Gabrielle, Gabrielle, eu n�o acredito nisso, voc�...
_ Quer parar de falar asneira Joxer??? Claro que n�o... o pai desse aqui � outro.
_ E cad� a Xena?
_ T� aqui... disse apontando para a barriga.
_ Ah, sei... ����? Joxer come�ou a andar de um lado para o outro co�ando a cabe�a... _Deixa ver se eu entendi... voc� e a Xena, bem... a Xena e voc�... eh, quer dizer... voc� est� esperando uma Xeninha, � isso!!! (...) mas como???
_ N�o sei porqu� mas t� come�ando a me arrepender... Joxer, � uma hist�ria muito longa, resumindo, a Xena morreu e agora est� reencarnando... est� crescendo em minha barriga, entendeu?
_ Ham... mais ou menos... tem certeza?
_ Tenho.
_ Ent�o... essa crian�a � �rf� e isso significa que eu vou ser papai!!!
_ Ahhh!! Juro que vou pedir ela para lhe dar uma surra!
_ Ih, mas isso vai demorar, at� l� j� seremos um casal de velhinhos e ela n�o vai ter coragem de...
_ Joxer, eu estou gr�vida h� menos de cinco luas e devo dar � luz hoje ou amanh�, isso provavelmente quer dizer que ela cresce mais de um ano cada dia e levar� aproximadamente vinte e cinco luas para chegar � sua idade normal, entendeu?
_ (...) N�o.
_ Vai dar tempo Joxer, vai dar tempo. Disse Gabrielle batendo no ombro do amigo.
 
(...)
 
_ AAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!
_ AAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!
_ Joxer!!! Quer parar de gritar??? Fa�a alguma coisa!! AAAAAH!!!
_ O QU�???
_ Ajuda a segurar o beb�... ele t� saiiiindooo! Uggghhh! AHHHHHH!!!
_ Calma Gabrielle, calma, est� quase... Disse Cyrene.
_ Meu Zeus, como d�i... como � grande... AAAAHHHHH!!!
_ Finalmente algu�m para entender o que eu passei... A senhora sorria para Gabrielle. _For�a, isso... isso... ("_ Uhgggg!") s� mais um pouco... ("_Uhh!") Ela est� quase aqui querida... quase... quase... pronto! Ela est� aqui...
_ U����������!!! U�����������!!! U U U U�������!!! U U U U�������!!! U U U U�������!!!
_ Nossa como chora, j� nasceu mau humorada hein? Disse Joxer apavorado.
_ � incr�vel a semelhan�a, � ela mesmo, sim � ela... disse Cyrene
_ Deixa eu segurar...? Disse Gabrielle sorrindo.
 
Gabrielle pegou o beb� de olhos muito azuis e cabelos negros das m�os da emocionada Cyrene e o abra�ou... O beb� silenciou... Gabrielle sorria para a crian�a acariciando o contorno de seu pequeno rosto, como se j� a conhecesse a muito tempo... havia algo diferente nela... havia uma mecha loira, quase impercept�vel em seu escasso cabelinho... mas Gabrielle a notara, e rira ao imagin�-la adulta com aquela mecha, aquele pedacinho dela mesma.
 
(...)
 
Haviam se passado seis luas e a pequena Xena j� estava com sete anos. Gabrielle havia sa�do para colher algumas frutas e se certificar de que estavam num lugar seguro enquanto Joxer havia ficado para tomar conta da crian�a.
 
_ Tio Joxer...?
_ PAPAI Joxer... fala meu bem.
_ O que � muito, muito grande, peludo, cheio de dentes afiados e que tem garras afiadas tamb�m?
_ Ora, pode ser muitas coisas... um urso por exemplo... �, pode ser um urso, acertei?
_ N�o sei, s� sei que tem um destes ali atr�s daquelas �rvores.
_ O qu�??? Ai meu Zeus... corre menina, corre!!! Joxer pegou a espada, se colocou em posi��o de batalha e ficou esperando o bicho tremendo dos p�s � cabe�a. _Vai minha crian�a, pode deixar que o papai salva voc�!
 
A menina come�ou a rir com as m�os na barriga... sentou no ch�o e come�ou a rolar. Joxer se deu conta e abaixou a espada.
 
_ Menina levada n�? Vai tomar uns tapas no pop�. Joxer se aproximou de Xena...
_ Est� me amea�ando? Xena fitou-o.
_ N�o, estou DIZENDO que vai apanhar... E pegou-a no colo. Quando come�ou a levantar sua saia a crian�a segurou-lhe o bra�o e num golpe muito r�pido jogou-o no ch�o.
_ Ai!!! Eu n�o sabia que j� tinha essas... habilidades!?
_ N�o vem n�o...
_ Eu tive uma id�ia! Vem c�, senta aqui no colo do papai.
_ Eu vou apanhar... TIO Joxer?
_ N�o, n�o, nunca mais... eu hein, Zeus me livre... Completou baixinho entre os dentes.
 
Joxer pegou os pergaminhos de Gabrielle e come�ou a contar as hist�rias sobre Xena.
 
_ Quer dizer que eu sou uma guerreira?
_ Sim, e das melhores... sua m�e n�o lhe contou?
_ Gabrielle disse que eu sou a reencarna��o de algu�m que ela ama muito... e que sou um presente de Zeus... e que em poucos dias serei uma adulta... e que...
_ T�, t�, t�... vamos voltar �s hist�rias... eh, "...ent�o Xena segurou a espada, ergueu-a bem alto e...
_ N����ooo!!!
_ O que foi Gabrielle, t� maluca??? Quer me matar de susto, eu hein?
_ N�o pode ler esses pergaminhos para ela Joxer!!!
_ Mas por que n�o?
_ Vem aqui um pouquinho Joxer... Gabrielle segurou seu nariz e levou-o.
_ Aaaaaiii...!!
_ Escute, n�o podemos incentivar a viol�ncia da Xena... n�o v� que esta � uma oportunidade perfeita para fazer dela uma pessoa mais pac�fica?
_ Mas Gabrielle, ela j� tem algumas habilidades de Xena sabia?
_ Ela � a Xena Joxer, mas n�s podemos dar uma... "melhoradinha" nela, entende? Eu sei que tem habilidades, porque acha que n�o me aproveito delas e saio eu mesma para ca�ar ou pescar?
_ T�, tudo bem, mas eu acho que n�o vai dar certo... o que lhe garante que quando ela chegar � idade adulta n�o se lembrar� de tudo?
_ Por qu� que voc� s� consegue pensar quando n�o deve pensar? Olha, eu tamb�m acho que ela vai recuperar a mem�ria mas se a reeducarmos, quando isso acontecer, instintivamente ela ser� menos agressiva... eu espero.
_ T� legal, nada de pergaminhos. Filhinha... hora de nan�, PAPAI Joxer canta para voc� dormir...
_ Ah n�����o... aquela m�sica n�o... Choramingou a crian�a
_ Anda... vem, deita aqui... isso... ham ham... "dorme xeninha do meu cora��o... papai t� aqui e mam�e foi ca�ar mel�o... n�o se preocupe se algo ruim acontecer... pois eu estou aqui e sou o Joooxeeeer..."
 
(...)
 
Xena estava agora com dezesseis anos e Gabrielle seguia com seu plano, enchia a jovem Xena com mensagens de paz e amor, e quando apareciam os "malvados" a pr�pria Gabrielle dava cabo deles, ou fugia, de acordo com sua capacidade em derrot�-los. Joxer sempre se escondia com Xena que parecia nervosa com a situa��o mas respeitava a vontade de Gabrielle e obedecia... e este, para ela, j� era um �timo sinal.
 
Havia um sentimento estranho entre as duas e Gabrielle estava confusa pois apesar de reconhecer Xena naquele corpo, aquela era "sua filha" e ela a amava incondicionalmente tanto por isso como tamb�m por ser ela a promessa da Xena que sempre amou... mas faltava alguma coisa. Algumas vezes Gabrielle pegara a jovem olhando-a de longe, mas desta vez ela havia sido mais incisiva:
 
_ O que foi? Disse a barda sorrindo.
_ Nada... nada n�o m... (suspiro) ...Gabrielle. Estavam �s margens de um rio onde Gabrielle enchia o cantil e seus olhos estavam ainda mais reluzentes com a luz do fr�gil sol da tarde que refletia na �gua. A barda sorriu e voltou-se para o que estava fazendo.
_ Por que voc� n�o consegue me chamar de m�e?
_ Porque voc� n�o � minha m�e... n�o poderia ser... n�o �? Xena percorria os contornos do rosto da barda.
_ Sabe quem eu sou e quem voc� �... n�o se preocupe, quando chegar a hora tudo se esclarece... mas sabe, � estranho, n�o me incomodaria se me chamasse de m�e apesar de tudo... � que muitas vezes me sinto t�o sua m�e que... Gabrielle balan�ou a cabe�a... _Deixa pra l�, tudo a seu tempo... E come�ou a se retirar.
_ Voc� n�o me contou tudo, contou Gabrielle...? disse a jovem Xena segurando-lhe o bra�o olhando-a nos olhos, que por sua vez a olhou com um sorriso materno.
_ Voc� sabe tudo o q deveria saber querida... E se afastou.
 
Algumas luas depois, e mais um dia de sol... os tr�s andavam por uma trilha que os levaria de volta Anphipolis, Xena um pouco atr�s junto com Joxer, e Gabrielle andando na frente, estudando o caminho. Joxer apressou o passo e se juntou Gabrielle:
 
_ Gabrielle, quantos anos ela tem agora?
_ N�o sei Joxer...
_ Mas... ela j� n�o deveria ter se... "lembrado" ...entende?
_ Acho que sim... talvez nunca se lembre... A barda baixou os olhos...
_ Voc�s est�o falando de mim?
_ N�o Xena...
_ Gabrielle, quer parar de me deixar de fora de tudo? Eu me sinto uma in�til...
_ Oh Oh... temos compania... Disse Joxer.
 
Gabrielle levantou os olhos e viu surgir � sua frente sete b�rbaros com suas espadas em punho:
 
_ Joxer tira ela daqui...
_ Ah n�o, eu n�o vou n�o... chega!
_ Xena... OBEDE�A... AGORA!!!
_ Mas Gabrielle, voc� n�o vai conseguir... eles s�o muitos... Gabrielle segurou o pesco�o do guerreiro.
_ Joxer isso n�o importa... tira ela daqui, entendeu???
 
Joxer segurou o bra�o da mulher e come�ou a arrast�-la para os arbustos...
 
_ Joxer, n�s precisamos ajudar... me solta... vamos voltar...
_ Voc� ouviu o que ela disse Xena... vamos, ela sabe o que est� fazendo... eu acho.
 
(...)
 
_ Ol� rapazes... algum problema? Disse Gabrielle sorrindo.
_ Peguem ela!!!
 
Os homens partiram para cima de Gabrielle que come�ou a desferir seu golpes usando a espada da Xena. A pequena guerreira foi derrubando um a um e a �nica coisa que passava por sua mente era a imagem de sua companheira, que ficaria desprotegida, e por sua culpa, caso ela falhasse, n�o podia falhar. Distraiu-se e levou um golpe nas costas caindo ao ch�o... mas levantou-se novamente e continuou a lutar... a barda n�o viu quando um dos b�rbaros, j� ca�do, apontou-lhe uma flecha... ele mirou e atirou...
 
(...)
 
_ Ol� Gabrielle... est� tudo bem com voc�?
_ Xena... A Guerreira havia segurado a flecha a menos de cinco cent�metros do rosto da barda...
_ E a� rapazes... vamos continuar??? Estou morrendo de saudades de uma briguinha... que bom que vieram... E partiu para cima dos b�rbaros.
_ Gabrielle!!! eu n�o consegui segu... ihh tarde demais. Disse Joxer encontrando a barda sem a��o.
_ � ela Joxer... � ela... E sorriu finalmente... admirando seu movimentos... sua presen�a.
 
Naquele momento Gabrielle viu a pessoa que amava e percebeu que a amava e precisava dela exatamente como era... como seu complemento. Acabada a luta Xena voltou-se para ela e sorriu... aproximou-se e a abra�ou...
 
_ Ei, e eu? N�o ganho abra�o n�o �?
_ Vem c� Joxer... Xena puxou-o... _Mas me prometa nunca mais cantar... tudo bem pra voc�?
_ Ok... n�o entendo por que mas tudo bem, hehehe...
 
Depois de um longo abra�o os tr�s se afastaram... Xena e Gabrielle olhavam-se com uma express�o de puro amor.
 
_ Eh... bem eu vou deixar voc�s sozinhas... acho que t�m muito o que conversar... Disse Joxer co�ando a nuca.
_ Eu n�o acredito... Disse Gabrielle olhando Joxer com surpresa, enquanto o amigo se afastava... _Voc� viu isso? Ele desconfiou...
_ Ele viu em meus olhos que precisava ficar sozinha com voc�... A barda sorriu franzindo o nariz...
 
Xena passou carinhosamente a face de sua m�o no rosto de Gabrielle...
 
_ N�o disse que poderia confiar em mim?
_ N�o confiei em voc�... confiei no amor que disse que eu deveria confiar...
 
Xena segurou o rosto de sua amiga e beijou sua boca suavemente. Era ela novamente... h� quanto tempo Gabrielle n�o sentia aquele beijo doce e quente... t�o macio...
 
_ Como � bom ter voc� de volta...
_ � bom estar de volta... venha, vamos sair daqui...
 
 
 
 
 
 
"Para que n�o me esque�a, passo lento...
Ando calmamente em seus olhos,
Me fa�o lembran�a,
Me permito ser eterna para voc�.
Quando seus passos se apressam
Caminho mais vagarosamente
Para que retorne e me pegue pelas m�os...
Volto a impor meu ritmo,
Meto meus passos em seus olhos outra vez...
Assim, mesmo quando longe, ou s� com suas p�lpebras em repouso,
Estarei l�, ou melhor, a�, na sua mente,
Andando calmamente,
J� em seu sangue,
At� seu cora��o.
N�o adianta, n�o saio mais...
Andei t�o lento para que n�o me permitisse ir facilmente,
Agora te acompanho por todo o sempre..."
Kelly Martinelli
 
(...)
 
Xena estava sentada � beira do rio observando o p�r do sol e Gabrielle estava sentada de costas � sua frente, envolvida em seu abra�o... segundos vazios e valiosos... n�o pensavam em nada, apenas sentiam a paz que se fazia presente em cada suspiro como sentira Gabrielle naquela �ltima noite, s� que agora a paz estava nas duas, como uma segunda dimens�o que as envolvia formando um tipo de escudo imagin�rio.
 
_ Eu te amo Xena... A Guerreira fechou os olhos e passou a m�o suavemente sobre sua testa enclinando levemente o pequeno rosto da barda... passeou a boca em torno de seu pesco�o, sentindo-o... colhendo seu aroma... enquanto a outra m�o acariciava seu abd�men... seu colo... at� chegar no queixo para virar seu rosto... Gabrielle fechava os olhos e dedicava toda a sua alma a sentir aquele toque t�o sutil, t�o leve, t�o suave... os olhos ent�o se encontram e disseram tudo o que havia a ser dito.
Gabrielle virou seu corpo, abra�ando as costas da guerreira com as pernas e o pesco�o com os bra�os... sentando em seu colo... Xena segurou o rosto da barda e beijou-a... mordiscou seu l�bio inferior... depois o superior... e finalmente invadiu sua boca... segurou a barra da camiseta de algod�o e puxou-a deixando o colo de Gabrielle � mostra... fazia tanto tempo... tanto tempo... mas n�o o suficiente para esquecer o quanto ela lhe parecia perfeita.
Xena abra�ou-a escondendo o rosto entre os seios da pequena amiga, acariciando suas costas... sentindo todo o calor daquele corpo como se quisesse digerir cada segundo... olhou-a novamente... o olhar da barda inundava-se de amor e desejo... ent�o ela levou a boca ao seio de Gabrielle aprisionando o mamilo entre seus l�bios... tocando-os com a l�ngua... fazendo Gabrielle gemer segurando seus cabelos... alternando os movimentos da boca... hora calma e suavemente... hora faminta... depois deitou-a ao ch�o e, mantendo-se entre suas pernas, puxou-lhe a cal�a do s�culo XX... o olhar de Xena ara de fome... sua boca entreaberta dava a impress�o de que iria salivar a qualquer momento... ela percorreu todo o corpo da barda com as m�os como se moldasse uma escultura, estudando-a... mordendo os l�bios... encontrou os olhos verdes novamente... suplicando... entregando... Xena retirou o que restava de sua roupa de couro sem tirar os olhos do olhar de seu amor... como se dedicasse seu corpo ela... e deitou-se sobre Gabrielle... fazendo-a sentir seu peso, seu calor, os movimentos de seus quadris... sua provoca��o...
O corpo da pequena guerreira tremia em s�plicas a cada toque da boca de seu amor... a cada olhar de fome que ela lhe lan�ava... Xena caminhava sobre o corpo de Gabrielle como uma serpente em linha reta... acariciando-a vagarosamente com seu pr�prio corpo... at� chegar � sua boca... consumindo-a num bote final.
Gabrielle ent�o apertou-a contra si e num movimento r�pido virou-a, colocando-a abaixo de seu pequenino corpo... sentando-se sobre seu sexo... segurando suas m�os contra o ch�o, domando a gigante... agora o olhar da barda era de fome... ela percorreu cada peda�o do corpo de Xena com sua boca, dentes e l�ngua... enlouquecendo-a... provocando-a... at� chegar ao seu sexo... beijando-o como se beijasse sua boca... um l�bio de cada vez... uma parte ap�s a outra... at� invadi-lo por completo... fazendo a Princesa Guerreira grunhir como um animal no cio... libertando-se e entregando-se ao mesmo tempo...
Xena puxou e comprimiu o corpo de Gabrielle contra seu pr�prio corpo e levou sua m�o atrav�s de suas costas... at� chegar em seu sexo... fazendo-a gemer... entrando e saindo com os dedos... escorregando pelo canal encharcado de vontades... Xena foi se arrastando para baixo em dire��o ele, sob o corpo de Gabrielle... encontrando-o com sua boca... com as m�os completamente molhadas, segurou a cintura da barda e trouxe-a para si, fazendo-a "sentar" sobre seu rosto... Gabrielle olhava-a de cima, seu olhar queimava de desejo, como o olhar de um vampiro sobre sua presa... enquanto suas m�os seguravam ora o rosto ora os cabelos negros de seu amor.  
_ Eu te amo... Soltou a barda num gemido s�plico... Xena ent�o beijou o sexo totalmente aberto e ofertado de Gabrielle... comeu-o... perdeu-se e tentou achar-se nele fazendo a barda derramar sua alma em seu rosto... dentro de sua boca... at� que ela jogou-se para frente por n�o aguentar mais a provoca��o da l�ngua de seu �nico amor... exausta... saciada. Xena virou-se e deitou ao lado e sobre as costas da barda... ficou ali olhando... ouvindo sua respira��o... contando seus p�los... seus corpos uniram-se e completaram-se dando lugar � f�til paz do amor.
 
_ Eu tamb�m te amo Gabrielle...
 
(...)
 
_ Sabe... seus cabelos est�o t�o lindos...
_ Eu j� percebi a mecha Gabrielle. A barda sorriu.
_ J� parou pra pensar que agora eu sou sua amiga, sua m�e, sua amante...
_ Sempre foi muitas coisas para mim...
_ N�o dever�amos querer mudar a quem amamos... no final acabamos por decepcionar a n�s mesmos... e boa parte do que ach�vamos ser defeito, � na realidade uma parte do que nos prende... Xena, que estava em p� ao seu lado � beira do rio, passou o bra�o sobre os ombros da barda e disse:
_ Voc� est� sempre aprendendo n�o � Gabrielle... e como eu n�o costumo ficar ponderando demais sobre certas ciosas sempre preciso de voc� para entender o que aprendo antes de sair atropelando tudo... obrigada por me deixar ser quem sou...
_ Hei! N�o estava me referindo voc�... voc� � uma exce��o... Respondeu Gabrielle com um sorriso... Xena mudou de express�o e virou-se para se afastar enquanto a barda, envolvida num cobertor, olhava o horizonte com um sorriso maroto... "de quem eu poderia estar falando?" pensou quando sentiu um solavanco e caiu dentro d'�gua.
 
_ Xena... por que fez isso???
_ Porque sou uma exce��o... ahahah
_ Xena volta aqui!!! Isso n�o tem gra�a nenhuma ouviu???
_ "Dorme Xeninha do meu cora��o... papai t� aqui e mam�e foi ca�ar mel�o... se algo de ruim lhe acontecer... n�o se preocupe pois estou aqui e sou o Joooxeeeer... l� l� ri l�..." E foi se afastando... a Princesa Guerreira nunca estivera t�o feliz...
_ Grrrrrrrrrr!!! Xena!!!
 
Tudo voltara a ser o que era antes.
 
 
 
 
Para sugest�es e cr�ticas fique � vontade... escreva para
[email protected]
 
 

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