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- DISCLAIMER:
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- A est�ria a seguir cont�m
temas adultos expondo rela��es sexuais expl�citas entre
duas mulheres adultas. Se voc� for menor de 18 anos ou onde mora �
proibido ler esse tipo de material, por favor, n�o continue. A escritora
e a pessoa que mant�m o website onde esse trabalho aparece n�o
aceita responsabilidade legal pelo n�o cumprimento desse alerta.
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- Os personagens de Xena e Gabrielle s�o
marca registrada da MCA/Universal e Renaissance. Elas s�o usadas
aqui sem inten��o de lucro ou de infringir as leis de copyright.
O resto da hist�ria � de Nayara S�via e nenhum aspecto
original desta poder� ser utilizado em outro lugar sem pr�vio
consentimento, por escrito, da autora. Essa hist�ria n�o poder�
ser alterada e esta informa��o sobre direitos autorais deve
sempre aparecer com a mesma.
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- INSENSATEZ
- Nayara
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- �P�lida � luz da l�mpada
sombria,
- Sobre o leito de flores reclinadas,
- Como a lua por noites embalsamada,
- Entre as nuvens do amor ela dormia!
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- Era a virgem do mar! Na escuma fria
- Pela mar� das �guas embalada!
- Era uma anjo entre nuvens d� alvorada
- Que em sonhos se banhava e se esquecia
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- (...)
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- N�o te rias de mim, meu anjo lindo!
- Por ti - as noites eu velei chorando,
- Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
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- Uma parte de mim
- � todo o mundo:
- outra parte � ningu�m:
- fundo sem fundo.
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- Uma parte de mim
- � multid�o:
- a outra parte estranheza
- e solid�o.
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- Outra parte de mim
- pesa, pondera:
- outra parte
- Delira.
- (...)
- (Ferreira Gullar)
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- Mais uma noite em que a Guerreira n�o
conseguia dormir, ficava apenas observando toda a perfei��o
de sua amada. Observava cada detalhe de seu corpo, cada contorno de sua
face e cada fio de seu cabelo dourado. Quanto mais observava mais
crescia seu desejo de t�-la, possui-la, declarar seu amor que a muito
escondia at� mesmo de si. Seu cora��o palpitava t�o
forte em seu peito que j� n�o podia segur�-lo em seu
corpo. Pensava em todo o amor que sentia e que n�o podia express�-lo
por mais que desejasse. Somente a id�ia de perder sua amada a enlouquecia,
pois ela se tornou n�o apenas uma amiga, mas sua vida, sua alma e
todo o seu ser, sem Gaby ela n�o poderia viver. Esses pensamentos
lhe traziam ang�stia, desespero, e tomada por seu medo abra�ou
sua barda, que dormia ao seu lado, e adormeceu ao doce perfume do
corpo de sua amada.
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- O sol apontava seus primeiros raios pela
linha do horizonte quando a barda sentiu o corpo ofegante da Guerreira junto
ao seu. Ao olhar o rosto de sua companheira viu a mais terna express�o
facial, de completa paz, ternura e amor. Sentia algo estranho, algo que
jamais sentiu por qualquer outra pessoa, um sentimento forte que lhe apertava
o peito e a fazia querer apenas continuar ali ao lado de Xena, naquele aconchego
de seus bra�os que a envolvia com a
- suavidade da mais macia das plumas. N�o
compreendia ao certo o que sentia quando se encontrava naquele estado. Poderia
ser amor? Mas como poderia deseja-la daquela forma, pela qual nunca havia
desejado qualquer outra pessoa? Era algo que n�o poderia entender,
apenas sentia. Aquela confus�o em seus pensamentos a fizeram levantar,
saindo de seu estado
- pleno e entrando em um estado conturbado
de muitas d�vidas, precisava refletir, despiu-se e caminhou em dire��o
ao mar que se encontrava � sua frente.
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- Ao acordar, a guerreira n�o encontrou
mais o corpo de sua barda junto ao seu. Levantou-se rapidamente, com receio
de que algo poderia ter acontecido � sua Gaby, e deparou-se com a
mais perfeita das vis�es humanas, aquela que tanto amava, encontrava-se
deitada sobre uma grande pedra � beira mar refletindo um brilho dourado
que chegava a lhe ofuscar a vista. O corpo nu da barda provocava uma estranha
sensa��o de desejo e medo na Princesa Guerreira.
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- Ainda atordoada com a imagem, Xena caminhou
ao encontro de Gabrielle. Sentou-se ao lado da barda e notou a tens�o
contida no corpo de sua companheira.
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- - Gabrielle!? - perguntou Xena receosa.
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- - Bom dia Xena! - respondeu com a
mais doce das vozes e o mais belo dos sorrisos.
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- - Est� tudo bem Gaby?
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- - N�o, Xena. H� algo perturbando
minha alma. Algo que preciso que voc� me d� a resposta. - disse
olhando nos olhos da guerreira.
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- - O que aconteceu? O que lhe perturba?
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- - Xena, preciso que voc� me diga a
verdade.
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- - Pelos deuses Gabrielle, o que aconteceu?
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- - Preciso que me diga o que h�
de errado entre n�s.
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- - Errado? Eu n�o entendo, o que h�
de errado entre n�s?
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- - N�o sei, hoje quando acordei e
senti seu corpo junto ao meu notei que algo entre n�s havia mudado.
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- - Desculpe-me Gaby, eu prometo que isso
nunca mais ir� acontecer.
- - N�o!! - disse interrompendo Xena
- Eu me senti protegida, amada, confortada, algo que jamais havia sentido.
Xena, voc� me ama?
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- - Gabrielle, acho melhor n�s n�o
tocarmos nesse assunto. - disse levantando-se e andando em dire��o
� areia.
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- Gabrielle levantou-se rapidamente vestindo
sua roupa e andando atr�s de Xena.
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- - Xena, preciso que me responda. Voc�
me ama? - perguntou novamente a barda puxando a princesa pelo bra�o.
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- - Voc� quer mesmo saber?
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- - Quero.
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- Xena parou em frente Gabrielle, e a segurando
pelos bra�os come�ou a falar tudo o que havia guardado em
seu peito por tanto tempo.
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- - Gaby, eu a amo mais que tudo, mais que
a mim mesma.
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- - Ah, Xena! - sussurrava a barda espantada.
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- - � verdade. Gabrielle, voc�
� o centro do meu mundo consciente, todos os meus pensamentos giram
ao seu redor. Voc� me faz sentir eterna. Tomada de amor, eu me distraio
perdida em seu sorriso, o qual vejo em todos os lugares. Tenho que me conter
constantemente para n�o ficar perdida em minha imagina��o
pensando em voc� eternamente. Pois voc� me faz sentir como ningu�m
fez (ou far�). E agora que te amo � dif�cil tirar este
doce sorriso de meu cora��o e inevitavelmente voc�...
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- Tomada pela emo��o do momento,
a barda silenciou a voz extremosa da guerreira com um terno e apaixonado
beijo.
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- - Xena, n�o precisa falar mais nada,
pois eu tamb�m te amo mais que tudo. Eu te quero junto a mim por
todos os meus dias. - respondeu a barda puxando o corpo da guerreira e selando
aquele momento com um beijo suave e carinhoso.
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- Tomada pelo desejo de possuir sua barda,
Xena tomou Gabrielle em seus bra�os, apertando-lhe contra seu corpo
beijando-a intensamente com o desejo dos amantes. Sem interromper o beijo,
deitou-a sobre o cobertor ainda estendido na areia da praia despindo-a
lentamente, aproveitando cada momento com maestria.
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- Xena despia Gaby com paci�ncia, preparando
sua amada para tom�-la definitivamente. O desejo tomava o corpo das
amantes que se entregavam uma � outra com suavidade, ternura e paix�o.
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- Xena dominava sua barda com cuidado, explorando
lentamente cada parte de seu corpo, at� ent�o intocado por
ela. Sua boca passeava lentamente em cada curva do corpo bem torneado da
barda, que tomada de desejo se entregava totalmente � sua guerreira.
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- Gaby sentia-se encharcar de desejo enquanto
Xena explorava lentamente seus seios, fazendo-a dar gritos suaves de puro
prazer. Sentia a l�ngua de Xena descer at� sua intimidade
domando-a pacientemente, sugando-a com prazer e apreciando cada gota do
seu gosto, que poderia ser considerado o pr�prio n�ctar dos
deuses, fazendo com que a pequena barda entrasse em �xtase com os
carinhos de Xena, que por sua vez tamb�m se encontrava em um estado
pleno de amor e prazer.
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- Os corpos se uniam, transformando-se em
um s�, uma s� alma, uma s� carne, um amor em comum.
Duas guerreiras se amando loucamente, domadas pela paix�o que queimava
em seus corpos e as faziam eternas durante aquele momento inesquec�vel.
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- As duas guerreiras repousavam em um sono
profundo, digno dos amantes, os dois corpos encontravam-se entrela�ados
em um abra�o suave ap�s a conturba��o deliciosa
do amor. O sol come�ava a ser tomado pela noite, quando a princesa
despertou com um suave e apaixonado beijo de sua barda que a olhava e acariciava
seu rosto, que repousava no colo da barda, a fazendo ouvir a pulsa��o,
agora tranquila, do cora��o de Gabrielle.
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- Xena sentia-se completa, como se a outra
metade de sua alma finalmente houvesse retornado para seu corpo, n�o
pensava em nada, apenas entregava-se nos bra�o de sua amada t�o
crian�a. Olhando a barda com ternura ouviu seu suave tom de voz.
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- - Dormiu bem, meu amor? - falava em tom
doce.
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- - Como nunca, n�o acredito que j�
anoiteceu?!
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- - Quando se ama n�o se v� o
tempo passar. N�o sei como demorei tanto tempo para perceber isto.
Como pude demorar tanto para ver que voc� me amava tanto, e que tamb�m
te amava? E o quanto � bom te amar. - falava a barda com a mais carinhosa
e apaixonada das vozes.
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- - Mas agora que tenho voc� ao meu
lado no amor, n�o te deixarei por nada nesta vida, nem a morte poder�
nos separar agora, pois mesmo que nossos corpos se separem nossas almas
continuar�o sempre ligadas, eternamente. - disse beijando novamente
a barda.
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- - Nem mesmo a morte, pois nossas almas s�o
apenas uma, ligadas eternamente. Eu te amarei por toda minha eternidade.
- retrucava a barda.
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- - Quanto tempo n�s perdemos meu amor.
- a princesa n�o se perdoava pelo tempo perdido.
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- - � por isso que temos que aproveitar
cada instante de paz de agora em diante. Voc� n�o vai quer
perder mais tempo n�o �? - provocava a barda beijando intensamente
a guerreira.
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- - Gabrieeelle!!! - murmurava a b�rbara.
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- - Xena, como � mesmo que voc�
faz aquilo com a l�ngua? - perguntava uma curiosa barda j�
saboreando todo o gosto de sua guerreira.
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- - Venha aqui novamente que te mostro. -
respondeu Xena puxando sua barda de volta para si.
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- - Ah! Como voc� faz isso?
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- - Olhe e aprenda pequena barda.
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- - Com voc� como professora serei a
mais aplicada das alunas, para fazer certinho todos os meus deveres. - sussurrava
uma agitada barda.
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- - Pode deixar que eu te ensino direitinho
- disse Xena tomando a barda por completo, sentindo novamente o gosto de
sua amada tomar-lhe boca e satisfazer sua alma.
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- As duas amantes se amaram por um longo tempo,
tendo como testemunha apenas o luar que estava magn�fico como nunca,
as estrelas e a lua pareciam refletir em si todo o brilho que contia o amor
das duas querreiras. As ondas batiam nas pedras enquanto Xena e Gaby as
olhavam sentadas a beira mar envolvidas por um abra�o aconchegante
enquanto ouviam toda a m�sica deliciosa da natureza e trocavam carinhos
e beijos.
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- Xena perdida nos bra�os de sua crian�a,
agora sua mulher, percebeu que haviam ficado ali por todo o dia, apenas
se amando e que haviam se esquecido at� mesmo de comer, e sua barda
j� haveria de estar faminta.
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- - Gaby, voc� est� com fome?
Passamos todo o dia sem comer. - perguntou Xena interrompendo um beijo.
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- - N�o, hoje o �nico alimento
de que preciso � voc�, minha guerreira. - respondeu puxando
novamente os l�bios de Xena para junto dos seus, mordendo-os suavemente.
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- - � s�rio Gaby, voc�
quer comer alguma coisa? Eu vou pescar algo para n�s comermos. -
respondeu Xena levantando-se e andando em dire��o ao mar.
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- - Tudo bem, mas volte logo, e n�o
fuja de mim.
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- - Pode deixar que eu volto.
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- A lua refletia seu brilho no corpo da b�rbara
dando um tom prateado em contraste aos seus cabelos negros. A barda observava
cada movimento de sua amada enquanto ela pescava seu alimento e retornava
ao seu encontro com o corpo molhado pela �gua do mar.
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- Xena preparou o alimento entregando cada
peda�o do peixe na boca de Gabrielle, que aproveitava para sentir
o gosto das m�os de Xena, salgadas pela �gua do mar.
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- Ap�s o delicioso jantar Gaby tomou
Xena pela m�o levando-a em dire��o ao cobertor onde
se sentaram e voltaram a observar o mar envolvidas por um abra�o,
ficando ali at� adormecerem envolvidas em seus pr�prios corpos,
e se deliciando com aquele t�o esperado momento de pura intimidade.
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- O raiar do sol fez com que Xena acordasse,
sentindo o peso do corpo da sua barda sobre o seu, beijou-a levantando-se
para vestir sua roupa de couro.
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- Preparou um delicioso banquete para sua
barda com frutas, queijo, p�o e peixe. Andou em dire��o
� barda que dormia tranquilamente despertando-a com um delicioso
beijo.
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- - Gaby!? - chamou a princesa.
- - Hum... - murmurou
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- - Acorde minha bardazinha, o sol j�
est� alto no c�u. - sussurrou beijando-a novamente.
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- - Bom dia meu amor! - falou abrindo os olhos
deparando-se com a imensid�o azul do olhar de sua guerreira.
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- - Venha, preparei o caf� para voc�.
- disse levantando-se e puxando a barda pelas m�os. Gabrielle se
enrolou no cobertor e sentou-se ao lado da guerreira.
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- - Quanta fartura Princesa Guerreira, tudo
para mim? Quanta honra . - indagou Gaby.
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- - Isso n�o � nada perto do
que eu faria por voc�.
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- - O qu�? O que voc� faria por
mim?
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- - Tudo. Moveria montanhas.
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- - Nunca pensei que fosse t�o importante
para voc�.
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- - Voc� � minha vida.
- disse tomando a barda em seus bra�os e beijando-a. Xena mais uma
vez entregava seu cora��o para Gaby e a cada beijo sentia-se
ainda mais amada por sua pequena barda.
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- - Gaby, estive pensando que n�s poder�amos
deixar a Gr�cia por algum tempo e irmos para um lugar onde pud�ssemos
ficar s� n�s duas, sem nos preocupar com o resto do
mundo. Quero te conhecer.
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- - Como me conhecer?
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- - Quero te conhecer como voc� �
agora, minha amiga, minha amante e minha amada.
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- - E que lugar seria este?
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- - Estava pensando em Rodes, dizem que �
uma bel�ssima ilha. O �nico problema � o seu enj�o
de barco.
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- - N�o, por mim est� tudo bem,
o que eu quero � ficar com voc�.
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- - Ent�o partiremos ainda hoje para
pegar um barco no porto mais pr�ximo. N�o quero perder um
segundo sequer. - tomou a barda em seus bra�os retirando o cobertor
de seu corpo e possuindo-a novamente sobre a areia da praia, onde a teve
pela primeira vez.
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- Xena estava deitada ao lado do corpo nu
de Gabrielle quando sentiu uma estranha sensa��o, de que algu�m
as observava. Levantou-se rapidamente ao ver o deus da guerra � sua
frente.
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- - Ares!! - disse assustada.
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- - Ora, ora, ora. N�o � que
a princesa guerreira se acertou mesmo com sua �amiginha� morta de fome!
- - O que voc� quer?
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- - Nada, por enquanto, apenas presenciar
este lindo momento. N�o entendo voc�. Porque prefere esta garotinha
enquanto pode ter o deus da guerra em suas m�os?
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- - Porque ela me deu algo que voc�
nunca poder� me dar, ela me deu a luz da minha alma.
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- - Mas a luz poder� se transformar
em trevas.
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- - Isso � algo que nunca ir�
acontecer.
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- - Veremos minha cara, veremos. A prop�sito,
voc� est� magn�fica como nunca. - disse olhando para
o corpo nu de Xena enquanto desaparecia na praia.
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- - Gaby!! Acorde, vista-se que temos que
partir. - falou enquanto vestia-se.
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- - O que houve Xena? Porque est� nervosa?
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- - Ares esteve aqui enquanto dormia.
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- - E?
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- - Nos viu juntas.
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- - N�o entendi, qual o problema?
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- - N�o sei, mas algo me diz que ele
est� aprontando alguma. Ande, vamos partir imediatamente.
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- As guerreiras cavalgavam pela orla marinha
sentindo toda a brisa do mar e o calor delicioso de seus corpos unidos.
Gaby sentia os bra�os de sua guerreira puxando o seu corpo e a envolvendo
em seu bra�os enquanto sua boca lhe beijava o pesco�o a provocando
at� a barda n�o mais aguentar e puxar o rosto da guerreira
para um beijo.
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- Andavam de m�os dadas quando viram
um homem correr em suas dire��es, parecia assustado, como
se estivesse fugindo de algo ou algu�m, parando ao encontrar Xena.
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- - Voc� � Xena? - perguntou
o pobre homem aflito.
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- - Sou, porque? - respondeu assustada soltando
a m�o da barda.
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- - � a Callisto, ela voltou, est�
atacando uma aldeia atr�s daquelas colinas, est� matando todos,
homens, mulheres e crian�as. H�rcules est� tentando
det�-la mas ela voltou com um ex�rcito duas vezes maior do
que antes. Ent�o soubemos que voc� foi vista por estas �reas
e H�rcules pediu para que viesse pedir ajuda.
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- - Quanto tempo a cavalo estamos da aldeia?
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- - Duas, uma hora, se for r�pida.
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- - Gaby, preciso ir deter a Callisto, v�
para Ne�polis e me espere l�. Procure uma hospedaria para
passar a noite, amanh� bem cedo eu te encontro l�.
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- - Xena, tome cuidado.
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- - Pode deixar, eu tomarei. - disse beijando
a barda.
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- - Eu te amo Xena.