Cl�udios

B�rbara

 

 

Numa manh� de sol, Xena e Gabrielle estavam sendo atacadas por um pequeno grupo de soldados que comandavam aquela regi�o. Depois de botar todos desacordados, Xena escolhe um para fazer o interrogat�rio, e levantando o sujeito quase desmaiado pergunta.


_Por que voc�s me atacaram?


E o homem nada fala.


_Vou perguntar de novo, e quero uma resposta r�pida. Por que voc�s nos atacaram?
E o homem continua calado.


_Acho que vou ter que te dar uma prensa.


E algu�m sai de tr�s de uma �rvore dizendo:


_Eu adoro esse golpe, n�o no meu pesco�o � claro. Xena n�o adianta voc� aplicar o golpe.Nem se ele quisesse ele falaria.


E Xena sem entender diz:


_Quem � voc�?E o que voc� tem a ver com isso?


_Quantas perguntas. Bom eu sou Cl�udios o maior soldado que j� existiu, e voc� n�o ir� atrapalhar meus planos. Com certeza voc� j� deve ter ouvido falar de mim. E n�o se esque�a que voc� est� no meu territ�rio. E seria uma pena o mundo perder a princesa guerreira por se intrometer em assuntos alheios.


E Cl�udios saiu pela floresta adentro, como um vento numa noite de tempestade.
Xena e Gabrielle continuaram caminhando pela estradinha que passava dentro da floresta, at� que chegaram perto de um riacho com muitas pedras e uma bela cachoeira com �guas cristalinas.


Pararam para encher os cantis, comer alguma coisa e tomar um banho. Quando Xena ia mergulhar, uma voz diz:


_Se eu fosse voc�s n�o faria isso.


E Xena olha para cima e v� sentada em uma pedra uma menina que aparentava ter uns treze ou quatorze anos.


_E por que voc� n�o faria isso?Perguntou Xena.


_Bom eu n�o gostaria de virar comida de piranha.


E quando a menina terminou de falar isso deu um salto do alto da pedra fazendo com que as duas ficassem de boca aberta. Ent�o disse:


_Meu nome � Moa, venho de uma terra distante onde tudo l� � de ouro. Tudo. Casas, feira, pal�cios. Tudo.


_E por que voc� saiu de l�?Perguntou Gabrielle.


_Porque l� todas as meninas que n�o s�o de fam�lias nobres como eu s�o criadas para serem sacrificadas ou para reprodu��o.


_Que horror!


_� gabrielle n�?Bom todas as garotas de l� gostam disso, mas eu n�o nasci para ficar trancada a minha vida inteira num cub�culo. Eu nasci para levar a mensagem do amor atrav�s de meus poemas e minhas can��es.


_Voc� tamb�m escreve?


_�, mas eu nunca conseguirei ser como a grande poetisa de batalhas. Eu nasci com esse prop�sito e vou cumprir o meu destino.


_Do que voc� est� falando? Perguntou Xena acendendo a fogueira

_O meu av� � um dos or�culos e me disse que viu o meu futuro. Ele estaria cheio de aventuras, desafios, e sangue.


_Sangue?Como assim?


_� isso a�. Eu nasci com o dom de matar deuses, gra�as a voc� Xena. Quando voc� perdeu o dom Eli passou ele para mim. E eu tenho que mata Cl�udios, o b�rbaro.


_Voc� est� me dizendo que Cl�udios � um Deus? Perguntou Gabrielle.


_� mais ou menos isso. Voc�s j� ouviram falar de Cal�gula?


_Sim. Mas ele est� morto. Falou Gabrielle.

 

_�, mas o seu filho n�o. Ele era conhecido pelas festinhas com as mulheres. Bom, ele teve um filho. Cl�udios. E ele est� com medo de mim, por isso est� aqui na floresta.

_E o que voc� pretende fazer? EU e Xena podemos te ajudar, n�o � Xena?

_Com certeza.

Depois de almo�ar as tr�s foram em dire��o ao acampamento de Cl�udios. Para ver como iriam entrar.

 

_Moa. Me diz sobre seus poemas.

 

_Bom Gabrielle, eu uso o amor como base. Eu nunca amei, mas meu pai sempre me deu um pouco de amor. E a partir dessa base eu escrevo os poemas.

 

_Psiu!Gabrielle. Vem aqui.

 

_Oi Xena.

 

_Olha aquilo. Seguidores de Eli. E formigas?

 

_�. Elas s�o usadas para torturar e at� matar os seguidores. Ele quer terminar o trabalho do pai. E est� me ca�ando por causa disso, quer se vingar de minha m�e porque trocou ele pelo meu pai e tamb�m matou ele. E eu quero vingan�a.

 

_Olha bem Moa, matar Cl�udios n�o vai trazer seu pai de volta. S� vai fazer com que voc� perca sua pureza.

 

_Pureza Xena, eu perdi minha pureza quando um man�aco invadiu minha aldeia matou meu pai e seq�estrou a minha m�e. Depois de presenciar isso voc� acha que uma crian�a ainda � pura? Essa crian�a cresceu com �dio no cora��o e s� o sangue daquele filho da m�e em minhas m�os vai tirar esse �dio de l�.

 

_Ent�o ta bom Moa. Eu e a gabrielle vamos entrar por tr�s e voc� diz no port�o quem �, e que voc� quer falar com Cl�udios. Ele vir� receber voc� seja como for, voc� entra e vai com certeza para o calabou�o ou outro lugar parecido. Depois que eu tiver Cl�udios onde eu quero a Gabrielle vai buscar voc�.

 

_E o que eu fa�o at� l�?

 

_Pensa bem se � isso o que voc� quer.

 

_Tudo bem Xena. Vamos.

 

E as tr�s partiram para o acampamento. Como o combinado Xena e Gabrielle foram por tr�s e Moa pela frente.

 

Encima do muro Xena ficou observando Moa sendo arrastada para um buraco junto com outras pessoas.

 

_Gabrielle eu vou falar com Cl�udios e voc� espera aqui at� o meu sinal.

_E o que voc� pretende?

 

_Vou convenc�-lo a levar Moa para a aldeia dela e matar ela l�, junto com os seguidores.

 

_Xena, voc� n�o acha estranho a Eva n�o estar aqui?

 

_N�o. Existem muitos grupos de seguidores. Ela pode estar em qualquer outro grupo.

 

_�, faz sentido. Agora vai, toma cuidado.

 

E Xena saltou para a varanda do quarto de Cl�udios, onde estava o mesmo e disse:

 

_Ol� Cl�udios, como vai sua vidinha infeliz?

 

_Xena, minha vida n�o lhe interessa, mas eu tenho duas coisas que te interessam.

 

_Se for aquela tal de Moa, n�o quero n�o. Eu que a mandei pra c�.

 

_A �. A Moa tinha esquecido dela. Mas o que eu tenho para voc� � um convite de casamento.

 

_Convite de casamento?

 

_� isso mesmo. Eu vou me casar e me tornar o semi-deus mais poderoso desse mundo.

 

_Que hist�ria � essa?

 

_Tragam ela.

 

E um de seus soldados sai de tr�s da porta com Eva amarrada e amorda�ada.

 

_O que significa isso? Perguntou Xena.

 

_Significa que eu vou me casar com sua filha, e ligo em seguida sacrifica-la e ao tomar o seu sangue ficarei com todos os seus poderes espirituais. E significa tamb�m que voc� vai ser minha sogra. HEHEHE!

_Cl�udios o que voc� acha de n�s fazermos um trato?

 

_Que trato?

 

_Bom voc� sabe n�, eu tamb�m tenho poderes espirituais e posso dividi-los com voc�, depois que voc� se casar com Eva.

 

_Boa proposta, mas eu n�o posso aceitar. Voc� sabe, todos conhecem a sua fama de enganadora. Voc� enganava constantemente Ares, que sofreu mais, coitado.

 

_Mas eu tenho um grande interesse por esse assunto. Voc� j� deve ter ouvido falar que quem me ensinou a usar esses poderes foi a Alti, e eu tenho muito interesse tamb�m em matar essa filha ingrata que me abandonou depois de ter salvado a vida dela v�rias vezes.

 

_Bom Xena, voc� � minha convidada at� eu resolver esse acordo. Enquanto isso voc� fica aqui nesse quarto com a sua filhinha que eu tenho um assunto para resolver.

 

_S� um momento. Voc� n�o acha melhor levar a Moa para a sua cidade e mata-la l�? Isso poderia ser um exemplo para os outros �rebeldes�.

 

_Boa id�ia. Vamos nos dar muito bem. At� amanh�.

 

_Tenha bons sonhos.

 

E quando Cl�udios saiu do quarto Xena escutou o barulho de algu�m trancando a porta por fora. Ent�o disse.

 

_Eva, Eva. Quando � que voc� vai parar de se meter em encrenca?

 

E enquanto Xena a soltava Eva disse:

 

_� bom ver voc� tamb�m m�e. Que bom que voc� est� aqui.

 

_� bom por qu�?

 

_Porque voc� vai me ajudar no meu plano.

 

_Que plano?

 

_� o seguinte.

 

E Eva come�ou a explicar o plano.

 

Enquanto isso Gabrielle cansa de esperar e desce do muro at� que um soldado a encontra e a leva para Cl�udios.

 

_Ora, ora. O que temos aqui. A namoradinha loira da Xena. O que voc� deseja em minha humilde casa?

 

_Quero ver a Xena.

 

_Claro!

 

E Jogou ela no calabou�o junto com Moa.

 

_Gabrielle? O que voc� est� fazendo aqui?

 

_A Xena n�o me mandou o sinal, ent�o eu desci para procur�-la, e o soldado me achou e eu estou aqui.

 

_O que ser� que ela est� arrumando? Ta demorando muito.

 

_Olha Moa o que ela est� fazendo eu n�o sei, mas confio nela e vai dar tudo certo no final.

 

_�... Gabrielle. Eu decidi gra�as aos seguidores n�o vingar mais a morte do meu pai. Eles me mostraram que o amor perdoa tudo e eu vou dedicar a minha vida toda a este amor.

 

_� isso mesmo. O amor perdoa tudo.

 

No dia seguinte Cl�udios foi at� o quarto falar com Xena e disse:

 

_Xena eu aceito a sua proposta se voc� me ensinar a usar os poderes.

 

_Tudo bem, mas eu te proponho outra coisa melhor. Voc� mata Eva sem se casar com ela e dois dias depois se casa comigo. Isso far� o seu poder aumentar.

 

_Se � assim ent�o eu aceito. Agora se prepare para o sacrif�cio. Traga ela para o p�tio. Disse Cl�udios para o soldado.

 

_Cl�udios espere. Tem mais uma coisa. Para tudo dar certo eu � que tenho que matar a Eva. Porque s� recebe o poder quem tem amor no cora��o e isso voc� n�o tem.

 

_� faz sentido. Est� certo voc� mata Eva, mas eu � que vou beber o sangue.

 

E foram os tr�s para o p�tio onde estava tudo arrumado para o sacrif�cio. L� estavam todos os prisioneiros e a m�e de Moa.

 

Eva foi colocada no altar e Xena com um golpe fez um grande furo no abd�men de Eva, espalhando sangue para todos os lados.

 

Depois disso pegou um pouco do sangue e deu para Cl�udios beber.

 

_Xena n�o sei como uma m�e pode matar um filho assim, mas eu adorei. E bebeu o sangue.

 

_Xena voc� � divina, j� me sinto mais forte e poderoso. HAHAHA!

 

E assim que terminou de pronunciar essas palavras algo aconteceu. Uma luz forte sa�a de dentro dele e o transformou numa aberra��o, com chifres, p�los e rabo de touro.

 

_Mas o que aconteceu comigo? Voc� me enganou.

 

_Bom Cl�udios voc� mesmo disse, eu sou boa nisso.

 

_Ora sua traidora, agora voc� vai sentir a minha f�ria.

 

_F�ria. � isso que eu quero.

 

Ent�o Cl�udios partiu para cima de Xena que lutou com ele at� que algo aconteceu.

 

Cl�udios caiu por terra e agoniado com a dor gritou:

 

_O que voc� fez comigo?

 

_Voc� tomou o sangue de Eva, que s� pode ser tomado por que tem amor no cora��o. Caso contr�rio a pessoa se torna um monstro e quanto mais �dio ela sente mais fraca ela fica. At� que, Puf!

 

E Cl�udios explodiu numa luz fort�ssima que segou todos daquele lugar que tinham o mesmo sentimento de Cl�udios.

 

Depois que a luz se foi Eva se levantou e foi soltar os outros enquanto xena prendia os soldados.

 

Gabrielle sem entender nada pergunta:

 

_Xena o que foi aquilo?

 

_Bom, Eva teve a id�ia de se fazer de morta. Ent�o ontem a noite recolhemos um pouco de seu sangue e colocamos na sacola de couro e fingimos um sacrif�cio.

_�timo. N�o podia ter sido melhor.

 

_Bom Moa eu pe�o desculpa por n�o ter deixado voc� se vingar._Tudo bem Xena, eu mudei de id�ia. Agora vou levar minha m�e de volta para a aldeia e vou seguir caminho junto com os seguidores.

 

Foi muito bom estar com voc�s.

 

Adeus._Adeus Moa. Disseram todas ao mesmo tempo.

 

_E agora Eva para onde voc� vai?

 

_Bom vou passar a noite com voc� e a mam�e.

 

_Ent�o vamos que a noite j� caiu e o acampamento est� longe.

 

E foram as tr�s pela estradinha at� o riacho das piranhas. Onde refizeram a fogueira e as camas.

 

Depois que todas j� estavam deitadas Eva perguntou:

 

_M�e. Aquilo que voc� falou sobre eu ter ido embora era verdade?

 

_Bom Eva, Verdade n�o �, mas � quase isso. Eu fiquei triste quando voc� foi para longe mas aceitei isso porque te amo.Agora vai dormir que amanh� vamos levantar na primeira luz do dia.

 

_Boa noite. M�e.

 

_Boa noite.

 

_M�e mais uma coisa.

 

_O que?

 

_Eu tamb�m te amo.

 

E Gabrielle diz:

 

_D� pra calar a boca, eu quero dormir.

 

E foram todos dormir ao delicioso som da noite.

 

Fim

 

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