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Caminhos

Thétis

 

Xena olhava fixamente para o chão imaginando como dizer à Gabrielle que

pretendia ir à Grécia sozinha.

Havia de buscar seu caminho e a idéia de ficar sem sua amada a fazia tremer.

Gabi era tudo para ela.

A viagem fora das mais agradáveis. Gabrielle era tudo o que havia de bom no mundo. Os campos por onde passaram eram verdadeiras molduras para o sol poente. Sob o sol forte e o ar límpido da Ática, o céu claro, de um azul mais puro que em todos os outros lugares do mundo inspirava o silêncio no qual as duas andavam. O caminhar lado a lado se transformando, pouco a pouco, numa experiência mais íntima do que todos os beijos que trocavam de vez em quando.

Os dias secos e quentes, atenuados pela suave brisa que constantemente chegava do mar, ainda distante, eram o cenário perfeito que, em sintonia com as suas almas apaixonadas, compunham melodias que penetrando na dura rocha em que os últimos acontecimentos tinham transformado seus espíritos, acalmava e fazia reverdecer, novamente, até o deserto.

Ao chegarem ao alto de mais uma das incontáveis colinas rochosas pelas quais passaram, avistaram ao longe a cidade de Atenas. Esta havia mudado muito após o governo de Péricles. Onde a vista pousasse encontrava-se lindas construções de mármore. A aparente simplicidade dos edifícios escondia o gênio arquitetônico que imperceptivelmente compensava as falhas da visão humana. E acima de tudo e todos, no cume do mais alto monte, tal qual uma fortaleza, um jóia branca espalhava sua luz, a Acrópole de Atenas, completamente reformada após a destruição causada pelos persas.

Embaladas pela tranqüila emoção da viagem, seus olhos encheram-se de lágrimas que rolaram, gota a gota, pelas suas faces. Ao olharem uma para a outra, sentiram como se nunca mais precisassem falar pois o amor que ambas sentiam era tão forte, tão poderoso, tão profundo que, tal como as raízes de árvores que crescem juntas, se misturam e não mais podem ser separadas, suas almas já não mais se comunicavam, pois eram, na verdade, uma só.

Sentaram-se por alguns momentos, a felicidade era tão forte que parecia que, a qualquer momento, ia arrebentar os seus corpos e se espalhar como um vento furioso pelo mundo, transformando os que tivessem a graça de serem por ele tocados. A filha de Caos, Nix, a noite, já sinalizava docemente para seu filho, o dia. Era sua vez de cobrir o firmamento junto com seu sobrinho, Urano, o céu estrelado. E a bela Selene, já chicoteava seus corcéis para tomar o seu lugar no firmamento em meio as estrelas. Com um pouco de pesar as duas se levantaram e se dirigiram a cidade para encontrar abrigo para elas e para Argo.

Se instalaram em uma hospedaria bem no centro da cidade. Logo estavam no amplo e confortável quarto que escolheram.

Xena abraçou sua barda e carinhosamente a conduziu para a cama. Estava ansiosa e inebriada.

Após o jantar voltaram para o quarto. Xena foi diretamente para a cama ignorando os apelos de sua barda.

Gabrielle não podia compreender o que havia mudado na mulher que amava... Mas isso não era o mais importante, ela amava Xena, sabia que ninguém exercia maior controle sobre a guerreira do que ela. Decidiu dormir também.

Na manhã seguinte após tomarem o dejejum, caminharam juntas pela cidade. Era impossível não se envolver por esse povo, ao mesmo tempo capaz de criar a filosofia e de se massacrar em guerras fratricidas. Belos efebos rodeavam velhos sofistas que tagarelavam nos pórticos. Em todo lugar as cores fortes e o barulho convidavam os transeuntes a se juntar nesse turbilhão alegre da cidade que, para todo o sempre, seria lembrada e admirada por todo o Ocidente.

Quase sem querer chegaram as duas ao sopé da Acrópole. Não se podia olhar para esse complexo conjunto de edifícios, sem o espanto e a admiração que, segundo Aristóteles, é o começo da sabedoria. Esta emoção acompanhou-as durante toda a viagem pela Ática, espanto por tudo aquilo que o Criador fez, no entanto, na Acrópole, não se podia deixar de admirar tudo aquilo que o homem pode.

Começaram a subir e, ao passarem pelo pórtico, o Partenon, a obra máxima do gênio grego apareceu em toda a sua magnitude. Tão poderoso era o fascínio que este templo exerceu sobre Xena, que esta, como que hipnotizada seguiu em sua direção sem nem mesmo perceber as belezas que compunham o cenário. Do alto do frontispício daquele edifício, Atená e Poseidon disputavam a posse da cidade com as suas divinas dádivas. Com sabedoria, os cidadãos atenienses escolheram a oliveira, símbolo daquela que seria a protetora e a inspiração desta cidade.

Seu interior era escuro, uma suave penumbra mais escondia do que revelava os detalhes do seu interior. Devagar, foram entrando, Gabrielle não conseguia entender porque sua guerreira estava assim silenciosa, seu semblante tão conhecido, suas linhas que para ela eram um livro aberto agora ocultavam os desígnios de sua amada. A barda sentiu-se tão sozinha como nunca antes e no tumulto que se transformou sua alma, calou-se.

No interior, na sala mais sagrada, a visão da estátua de Pala Atená, toda em ouro e mármore, aguardava calmamente, que elas chegassem. Tão belo e imponente era o seu feitio que diria-se ter sido mais um presente da deusa e não apenas uma escultura. A luz parecia sair dela própria, de seu elmo, da sua éfige e do seu escudo dourados e do seu rosto impassível, a própria imagem da guerreira que atingiu o final do seu caminho.

Ao contemplá-la, Xena lembrou de todas as viagens que fizera procurando por seu caminho, o quão longe fora para perceber que suas respostas estavam em sua terra natal. Que melhor exemplo, que melhor mentora ela poderia ter do que essa guerreira, amiga de todos os heróis do seu tempo, a protetora de Hércules. Tão poderosa que até mesmo Ares, o deus da guerra, foi por ela derrotado.

Em seu coração, Xena pôs-se a chamá-la. Gaby ao seu lado, fora esquecida, tudo o mais não parecia mais que um sonho, somente a linda guerreira e o seu coração a bater forte tinham a substância da realidade. Então, a estátua criselefantina pareceu diminuir e tomar dimensões humanas, começou a falar-lhe. Xena pensou que deveria se espantar, mais isso lhe pareceu tão natural, seu apelo, que a tanto tempo a acompanhava, finalmente foi atendido.

Gabrielle parecia pressentir o que estava acontecendo, mesmo nada vendo, sentia que sua amada estava em um lugar para ela inacessível. Também começou a orar, pedir para que qualquer que fosse o caminho que sua amada estivesse começando a trilhar, que ela voltasse para os seus braços e para o seu amor. Naquele momento teve a certeza de que sua guerreira era para ela mais importante até do que sua alma. O inferno seria um lugar feliz, se lá estivesse a sua amada, pois a sua visão era para ela o sonho azul do céu e o espírito verdejante das árvores. Xena era para ela tudo aquilo que é belo, tudo aquilo que é bom, que é sim.

Gabrielle saiu sem dizer nada mais. Estava infeliz, angustiada. Detestava ser deixada de lado.

Xena, absorvida pelas palavras da deusa, mal prestou atenção na saída de Gabrielle. Só reparou que estava sozinha quando a deusa lhe disse:

Xena ficou confusa, mesmo assim, com a sua costumeira objetividade, guardou suas dúvidas para si e saiu ao encontro de Gaby. Do lado de fora do templo, estava Gabrielle andando de um lado para outro.

Estavam as duas comendo calmamente. Gabrielle finalmente se acalmara e voltara a sentir aquela intensa comunhão com Xena que sempre fora o alicerce de toda a sua procura. Quando estavam quase acabando ouviram um burburinho e se viraram para ver quem o causara. Parada na porta, olhando Xena fixamente, estava uma guerreira com todos os seus paramentos. A semelhança com a figura no Partenon era incrível e observando os olhos brilhantes Xena soube que era a própria deusa. Aquele monumento perfeito começou a andar na direção das duas e Gabrielle, estupefacta, olhava para sua amada buscando uma explicação. A mesma voz de algumas horas antes disse a Xena.

Gabrielle adiantando-se como sempre falou, um tanto agressivamente - Por acaso já nos conhecemos?

Este tipo de atitude em sua amiga, normalmente muito afável, causou estranhamento em Xena. O que será que estava acontecendo com ela? - pensou.

Xena voltou para a hospedaria ansiosa para tomar sua Gabrielle nos braços.

Entrou no quarto sedenta dos beijos de sua amada.

Xena olhou fundo nos olhos claros da barda, passou suavemente os lábios nos lábios de sua amada...Gabrielle gemeu baixinho...

Xena acendeu as velas que estavam por sobre a mesa no canto do quarto. Deixou a espada e o Chakran na cadeira e apanhando uma das velas veio ao encontro de Gabrielle.

Xena abraçou sua barda apertando seu corpo contra o dela.

O contato de suas peles mesmo sobre as roupas era o suficiente para despertar os mais insanos desejos em ambas. Xena começou a beijar cada pedaço de Gabrielle. Primeiro os lábios, passando a língua pelo palato de sua barda...beijando o rosto as orelhas... o pescoço... descendo para os ombros... as mãos grandes da guerreira passeavam febris pelos quadris e pernas de Gabrielle. Esta por sua vez beijava sua amada com as mãos nos cabelos negros da guerreira.

Xena retirou o top de sua amada desvendando os seios alvos de mamilos róseos. Olhando nos olhos de Gaby, Xena tocou suavemente com os dedos ávidos a pele suave dos seios de sua barda.

Xena passou a língua suavemente pelos mamilos de Gaby abandonando-os para percorrer a lateral do corpo de Gabrielle com a língua....Indo e vindo em uma torturante viagem... Gabrielle gemia alucinada com as caricias de sua guerreira...Xena apossou-se de um dos mamilos da barda sugando com uma força contida...apertando o outro entre os dedos...

Gabrielle gemeu mais alto...

Xena terminou de despir sua barda beijando cada parte descoberta...Então se afastou um pouco para contemplar a beleza de sua mulher...Gaby parecia esculpida por Zeus...Gabrielle aproveitou a embriaguez que causava em Xena para despir a companheira... O corpo forte de Xena, sua tez morena pelo sol forte, eram presentes para os olhos apaixonados da barda...Gabrielle beijava a pele de sua amada deixando marcas vermelhas por onde passava...ela sabia que Xena gostava de beijos mais intensos...Xena colocou uma de suas pernas entre as pernas de Gabrielle, sentindo o calor molhado de sua barda....Não podendo resistir a tanto, Xena gemeu rouco...

Xena deitou-se por sobre sua barda esfregando sua pele na pele de sua amazona...voltou a beijar o corpo de sua amada agora de maneira voraz...

Sua boca sugava a pele de Gabrielle arrancando gemidos cada vez mais fortes...passou a boca pelo abdome firme de Gaby, às vezes mordendo levemente os músculos da barda...Gabrielle arqueava o corpo na direção da boca de sua amante... Xena beijava o ventre de Gaby se deleitando com os pêlos claros da barda.... apertava firmemente as pernas da amazona, estabelecendo sua posse de maneira definitiva... Xena afastou as pernas de Gaby para beijar a parte interna das coxas da barda... Desceu a boca por toda a extensão das pernas de Gaby... subiu a boca para a virilha de sua amante, passando a língua e sugando até o encontro das nádegas da rainha...Gabrielle gemia alucinada... chamava o nome da guerreira e dizia coisas sem nexo...

Xena parou um instante para sentir o perfume agridoce de sua mulher... então penetrou-a com a língua arrancando da barda um grito de prazer...lambeu toda a intimidade de Gabrielle se detendo no clitóris da rainha... Gaby estava em vias de desespero...Xena variava a forma de beijar sua amazona... indo do suave ao forte...Gaby sentiu como se seu corpo fosse levado por grandes vagas, explodindo em um gozo intenso...Gabrielle puxou a guerreira para junto de si...abraçando forte o corpo de sua amada... Xena conduziu suas mãos para o lugar onde estava com a língua... fazendo a amazona estremecer quando a penetrou com os dedos...a principio suavemente... depois forte... profundo... firme...Gaby segurava a outra mão de sua amada enquanto ela se apossava de seu corpo...olhando profundamente nos olhos da guerreira...A força dos traços da guerreira eram melhor vistos quando excitada... Gabrielle estava totalmente envolta por luzes... O gozo da rainha amazona veio coroar o amor da guerreira...Ofegantes ficaram por um instante lado a lado se olhando sem que Xena deixasse o corpo de sua amada...

Selene reinava absoluta no céu... enquanto na terra reinava o amor daquelas duas mulheres...

Xena afastou um pouco o rosto de sua amada beijando seus lábios molhados...

Xena levou os dedos aos lábios sugando lentamente o gozo de Gabrielle...

O fogo nos olhos de ambas dava mostras de que aquela seria uma noite longa...

Gabrielle empurrou suavemente Xena contra a cama.... era sua vez de reinar...

Xena sabia que Gabrielle era uma amante requintada...Gaby exercitava seu controle no corpo da amada... os toques suaves eram provocativos... cheios de promessas...cada caricia era seguida de uma pausa.... Gaby beijava os seios da guerreira com uma suavidade incomoda... Xena que não era muito paciente arqueava, gemia... mas sabia que com Gabrielle não adiantava tentar de outra forma...

Gabrielle corria os dedos por entre as pernas da guerreira anunciando o que estava por vir...

Gabrielle pôs mais pressão no toque sentindo o quão molhada estava a guerreira... Xena quase gritou com o toque de sua rainha...

Gabrielle puxou o corpo de Xena fazendo com que esta ficasse sentada à sua frente...beijando-a de forma passional invadindo o corpo de sua guerreira...Os olhos azuis de Xena estavam escuros e os grunhidos se assemelhavam a apelos de dor....Gabrielle parecia não Ter pressa...movia-se lentamente no corpo da guerreira...parando às vezes para reiniciar os movimentos com um pouco mais de pressão...esse ritual fazia com que o desejo de sua amante se tornasse cada vez mais forte...A intensidade dos olhos da barda davam a tônica aos movimentos íntimos que ela fazia... O desejo de Xena estava se tornando incontrolavel...parecia que ela ia explodir...a barda por sua vez ia aumentando gradativamente a força ...Por um momento Xena sentiu que somente a morte poderia dar o alivio que buscava...Inundou a mão de sua rainha de um gozo denso...

Lágrimas rolaram dos olhos da guerreira encontrando abrigo entre os lábios da barda...

Gabrielle se aconchegou ao corpo de sua guerreira sabendo que tudo naquela noite seria alucinação e amor...

Essa seria a verdade e o caminho que elas deveriam seguir!

 

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