ASSiM TE CONHECI...
 
  Xena Futura
 
Tradu��o de Fernanda
r[email protected]
 
 
 
Disclaimers : Os personagens de Xena: Princesa Guerreira, Gabrielle e outros, pertencem a MCA  /Universal Pictures e Renaissance Pictures. PELO resto a hist�ria � minha, se queres fazer uma c�pia ou us�-la em tua p�gina, por favor pede  permiss�o antes.
Qualquer cr�tica ou coment�rio a : [email protected]
 
 
 
 
Era uma tarde calma, ensolarada e um pouco aborrecedora para uma mulher morena de olhos t�o azul como o c�u, encontrava-se caminhando solit�ria por uma estrada. Essa tarde tudo estava calmo, essa mulher passeava em seu cavalo lembrando do seu  passado, tudo o que aconteceu,todo o mal que fez. Um alvoro�o a tirou de sua concentra��o, era uma taberna que se encontrava a uns passos dal�....
 
 
-Acho que comer um pouco, n�o me far� mal;.
 
 
Deixou seu cavalo no est�bulo da taberna e se aproximou da entrada....
 
 
A maioria dos presentes notou sua chegada, outros a olhavam com curiosidade e uns com certa suspic�cia pois j� sabiam quem era, tratava-se de Xena: a princesa guerreira, para muitos a  destruidora de na��es, para outros uma in�til que tentava se redimir fazendo o bem....
 
 
A guerreira  se limitou a olhar a todos com frialdade e agastamento, dirigiu-se a uma mesa que se encontrava no canto, imediatamente pediu algo pra comer. Desfrutava de sua comida ignorando aos presentes, passando um tempo, terminou e pediu  algo para  beber...
 
 
-Serve-me a bebida mais forte que tenha- gritou para o taberneiro, n�o passou  mais de um minuto  sua bebida j� estava na mesa, imediatamente tomou.
 
 
-Taberneiro!!! outra bebida . E desta vez traga algo muito bom para comer.-
 
 
-Em seguida!!!-responde com nervosismo o tabernero.
 
 
DEsta vez bebeu com mais calma e  disp�s a digerir o prato que tinha em sua mesa, com um conte�do quente. A guerreira entrou  em seu mundo, pensando em seu t�rrido e escuro passado que j� lhe estava provocando dor de cabe�a. Pensava em  come�ar de novo; enquanto pensava olhava ao seu redor.
 
 
De repente, seu olhar se fixou, algo  lhe chamou o aten��o, tirando-a de seus pensamentos. Entrava, uma mulher loira, cabelo dourado, olhos verde mar, olhos que ado�ava a qualquer cora��o duro; atravessava o corredor da taberna.
 
 
-Deuses.... ..- Murmurou a guerreira, deixando a colher caindo derramando-se um pouco do que tinha ela, prosseguiu comendo mais sem tirar os olhos de cima daquela garota, desta vez com mais  curiosidade.
 
 
 a mulher rec�m chegada, dirigiu-se ao tabernero....
 
 
-Ou�a, Senhor?. Tem alguma mesa desocupada?.
 
 
-MMMM- Murmurou o tabernero-
 
 
-AH! Acabo de encontrar um lugar naquela mesa do canto- Disse a loira com um sorriso no rosto, assinalando o lugar desocupado que se encontrava ao  lado da guerreira-
 
 
-Esta louca menina?.Aquela mulher que come naquela mesa � Xena: a princesa guerreira.-
 
 
-� s�rio???!!!!Aquela  mulher?. Esta certo disso?-
 
 
-Estou e n�o creio que lhe agrade tua companhia-
 
 
-Bom  n�o saberemos se n�o perguntarmos, je!. Por favor leve-me um copo de �gua a minha mesa- Disse a jovem loira com suspic�cia dirigindo-se � mesa-
 
 
-�gua?? Aqui n�o servimos �gua!!!- resmungou o tabernero, chamando a aten��o
 da guerreira quem levantou a cabe�a para ver que passava e se encontrou com o doce olhar da jovem que se aproximava de  onde ela estava-
 
 
-Ehm, oi. Posso sentar-me aqui?- Perguntou a jovem com cautela-
 
 
-Pode- Xena, respondeu friamente e optou por tomar um sorvo de sua bebida, deixou o copo no lugar e gritou: Tabernero!!! N�o creio que tenha muito problema  para arrandar �gua para esta garota-
 
 
-N�o, nnno, claro que n�o- Respondeu nervoso enquanto servia apressadamente a �gua.
 
 
-Voc� � Xena: a princesa guerreira?. Ouvi falar muito de ti, como conquistou na��es inteiras e destr�is tudo o que h� em seu caminho, mas tamb�m escutei que H�rcules te deu uma nova chance  e que abandonastou a teu exercito e......
 
 
-Vejo que sabe  muito de mim- Interrompeu a guerreira secamente. Xena notou a emo��o da jovem ao conhec�-la e a timidez que lhe inculcava quando lhe respondia secamente. Ao contempl�-la por uns segundos aos olhos, Xena por fim, sorriu-lhe,levemente.
 
 
-Acho que n�o me apresentei..... Me Chamo Gabrielle- disse  estendendo a m�o para Xena com certa tens�o, seu nervosismo era evidente  igual a sua curiosidade e emo��o. A guerreira lhe responde a sauda��o. P�de sentir essa suavidade daquela m�o branca que lhe foi oferecida, a guerreira n�o podia negar, aquela jovenzinha era realmente formosa, seus olhos verdes irradiando ternura como nunca antes tinha visto, sua maneira de falar t�o peculiar e esse sorriso que arrancava suspiros at� ao mas duro dos seres humanos.
 
 
-Bom  creio que n�o preciso preciso me apresentar?-
 
 
-Minha aldeia esta a meio dia a p�, n�o venho muito aqui, de fato � a segunda vez que venho a este lugar-
 
 
-S� pensa em  tomar �gua?- Xena pergunta em tom zombador-
 
 
-MMMMM, bom, este........l Quemal  me faria um copo. Tu tens  bastante experi�ncia nisso- Sorriu Gabrielle
 
 
-Porque acha isso?........tabernero!!! Serve  uma cerveja para  esta menina-
 
 
-Menina???. Resmungo Gabrielle para si � N�o quero o mesmo  que esta bebendo Xena, eh???.-Gritou ao tabernero vendo os  olhos de Xena  lhe reprovando.
 
 
- o tipo de copo  que te serviram, s� � para bebidas fortes, oh! Sim,  � realmente forte!-
 
 
-Ah! Sabe muito de bebidas?-
 
 
-S� um pouco, quando era menina meu pai me levava com ele � taberna onde costumava beber- Explicou em tom apenado
 
 
-Uhm, nunca entendi aos pais que fazem isso, � est�pido. digo sem ofender ao teu
 
 
A bebida foi levada � mesa, Gabrielle a olhou o cheiro n�o lhe agradou nada.
 
 
�Deuses!!! Que estou fazendo?- Pensou ao mesmo tempo que tomo seu copo e ingeriu um grande sorvo. Sem poder evitar come�ou a tossir. A guerreira n�o p�de evitar rir  a gargalhadas. Por Zeus!!!. Ha  muito tempo que n�o  ria dessa maneira sentia como as tens�es iam desaparecendo ao longo que passava o tempo conversando com Gabrielle.
 
 
-Ser� melhor  que eutermine esse copo........te pedirei uma cerveja..... -Falou uma Xena j� mais descontra�da- N�o me agradaria ter que te levar arrastando at� meu cavalo para te levar a sua aldeia-
 
 
 
 
Gabrielle parou com aquela tosse  seca, olhando assombrada para Xena pelo que acabava de dizer.
 
 
-Estava ca�oando de Gabrielle!!!!!!-.
 
 
-Pddssst.... jajajajajajaja!!!- As duas come�aram a rir como loucas-
 
 
-Sabe?- Xena tomou sua bebida e cont�nuou: - Fazia muito tempo que n�o   ria tanto e menos ainda com uma garota t�o formosa como tu
 
 
Estas palavras mexeram com Gabrielle a qual n�o soube que responder no momento...e s� conseguiu dizer:
 
 
-Taberneiro!!!! Uma cerveja por favor!!
 
Tudo ia  maravilhosamente naquela taberna. Duas mulheres que rec�m se conheceram, come�aram a sentir calor e conversaram e riram como se  conhecessem desde sempre.
 
 
J� tinha passado pouco mais de um par de horas. Gabrielle tinha bebido j� algumas cervejas, podia perceber seu corpo descontra�do e uma verdadeira tontura acompanhava seus movimentos, mas se encontrava bem. Xena seguia com sua bebida favorita, ela mesma tinha perdido a conta dos copos que j� havia bebido e n�o sentia nada s� que seu corpo estava descontra�do e seu mau humor tinha desaparecido  por um momento, via-se uma Xena diferente, ao menos nesse instante.
 
 
Um espet�culo se anunciava na taberna, estava a ponto de come�ar. As velas se apagaram e o publico se ajeitavam em seus lugares para presenciar o evento. O pano se abriu e deu in�cio ao espet�culo. As duas mulheres ficaram caladas por longo momento, aparentemente vendo o que tinha em cena. Mais a verdade � que cada uma estava relembrando a maneira   como se conheceram, da conversa t�o amena que tinham tido todo esse lapso de tempo.
 
 
Gabrielle pensava enquanto olhava a Xena que estava distra�da com o espet�culo: "N�o entendo como dizem que � uma m� pessoa, n�o posso crer que ela seja a destruidora de na��es que tanto temem. � t�o ocorrente, faz-me rir, tem uns olhos formosos, um sorriso sedutor; sua boca me encanta, que at�  a beijaria neste instante. Por Zeus, sei que � formosa, mais...... n�o tenho coragem par dizer isto,  acabamos de nos conhecer, em fim, talvez eu  fique na  vontade". Ato 2 a jovem loira olhou para o palco.
 
 
Xena aproveitou a distra��o de Gabrielle, agora era ela a que olhava para ela do mesmo modo e  pensava: "Pelos Deuses !! De onde saiu esta menina, Eu  digo menina e a verdade que n�o tem nada disso, � uma mulher completa. � t�o terna, seu olhar paralisa meus m�sculos, quando me fundo em seus verdes olhos definitivamente me transformo , n�o, mentira, sou   eu mesma. N�o sei mas ela consegue tirar o melhor de mim, faz-me rir, me enternece e at� me fez suspirar!!!!. Tenho uma vontade incontrol�veis de beij�-la, mas como???. O   que poderia acontecer � que ela se enfure�a ou se assuste e v� embora, n�o sei mesmo o pode acontecer se... a beijo. Como   vou sab�-lo se n�o o fa�o?. Bom, suponho que algo   tem que ocorrer".
 
 
A aten��o de Xena foi despertada  por um enfeite que estava  pendurado no pesco�o de Gabrielle.
 
 
-Oh!, � um cora��o partido?-
 
 
-N�o Xena, cada um  v� o que quer ver. � a metade de um cora��o-
 
 
-Por isso, se � a metade de um cora��o ent�o � um cora��o partido.
 
 
-N�o exatamente, trata-se da metade de um cora��o que procura a " sua" outra metade, perdeu-a e quer encontr�-la-
 
 
-Bom, se tu o dizes, o sentido � bem  bonito, fica bem em voc�- Disse Xena sem nenhum titubeio-
 
 
-Ehm, obrigada, Xena - respondeu timidamente Gabrielle.
 
 
-Xena?. Voc� gosta de doces e os caramelos?-
 
 
-Que????-
 
 
-Gosta de caramelos-
 
 
-N�o te escuto muito bem Gabrielle, porque n�o chega  um pouco mais perto de mim, a m�sica esta muito alta, n�o te escuto-
 
 
-Esta bem, de todas formas eu tamb�m n�o te escuto muito bem-
 
 
Gabrielle pegou sua cadeira  e a colocou ao lado esquerdo da guerreira, j� que desde o princ�pio at� ent�o estavam um pouco separadas, na mesma mesa, mas separadas.
 
 
-  esta melhor aqui, Gabrielle, ao menos j� n�o terei que  gritar-
 
 
-Te perguntava Xena se te agradam os doces-
 
 
-Depende do tipo de doces...
 
 
Gabrielle procurou numa mochila que trazia consigo. Tirou dela um pequeno pote com doces de v�rios tipos, uns doces apimentados e outros simples caramelos. Pegou  um e o levou � boca.....
 
 
-Mmmmmm, s�o deliciosos. Quer um Xena?.
 
 
A guerreira a olhou com ternura, acerco-se ao ouvido de Gabrielle e respondeu sem pens�-lo duas vezes:
 
 
-Pegarei um, o que tem  em sua boca.
 
 
Ao ouvir isto, Gabrielle de novo n�o soube que responder, sentiu os nervos se apoderaram dela, tremeu levemente e  sorria entre os dentes, estava  nervoss  n�o tinha a menor d�vida.
 
 
-Esta bem, se n�o quer que me dar este que est� comendo- Disse a guerreira tratando de retractarse
 
 
Xena pegou um  dos doces que estavam dentro do pote e  comeu.
 
 
Passou  um  longo tempo  no que nenhuma das duas dizia uma palavra . Por fim a guerreira um pouco arrependida rompeu o sil�ncio:
 
 
-Sinto muito , se te ofendi com o que disse a respeito do doce, esquece?-
 
 
-N�o, n�o � isso...... �
 
 
- pode me dar outro? Realmente gostei- Comentou Xena tratando de mudar de assunto.
 
 
-Ainda quer o da minha boca???-
 
 
O assombro de Xena foi imediato, agora era ela que ficou surpresa e sem que ningu�m pudesse imaginar os nervos tomavam cada cent�metro de seu corpo. Quem ia diz�-lo, a fria e depreciativa guerreira nervosa  pelas palavras de uma jovem loira de m�dia estatura, ningu�m ia acrditar.
 
 
-Bom eu .........- Disse Xena quase em forma intelig�vel. Gabrielle segurou  seu queixo e a virou para ela e se aproximou  p�ra........ "dar-lhe o doce de boca a boca".
 
 
Como descrever esse momento?. As duas, perderam-se numa uni�o de l�bios que nem o mesmo Zeus podia ter separado nesse instante. Rodeadas de m�sica e alvoro�o, s� existiam elas duas, as sensa��es que percorriam seus respectivos corpos, aquilo que estava surgindo nesse bendito instante   abriram caminho para uma nova explora��o.
 
 
Xena n�o podia acreditar o que estava acontecendo, uma agrad�vel sensa��o corria uma e outra vez, em seu estomago,  seu cora��o batia forte, era incr�vel estar assim. Gabrielle deixo   seu nervosismo e se deixou levar por essa c�lida e �mida boca que acariciava com ternura a sua. O doce.... chegou ao seu destino.
 
 
Ambas se separaram e foi como..... como dar um passo a mais  naquela nova "amizade"que florescia. Seguiram risonhas e conversando  mas  abertamente do que antes.
 
 
Gabrielle se deu conta do tempo que estava ali olhou para uma janela e se deu conta de que a noite j� estava muito avan�ada.
 
 
-Pelos Deuses!!!. N�o se como vou voltar para  casa, � muito tarde, n�o sei se quero voltar-
 
 
-Como?.Porque n�o querer voltar  a tua aldeia?-
 
 
- Xena, meus pais querem casar-me com um homem  que a mim n�o me agrada, que tenha filhos e todas essas coisas. Imaginas-te eu com um mont�o de filhos, destinada a viver sob o regime de um homem e morrer na aldeia onde nasci. Sem ir mas al�m, sem conhecer nada e sobretudo sem saber quem sou?.
 
 
-Sei que � dif�cil para ti, j� que � diferente  dos demais-
 
 
Ao escutar estas palavras, ambas sorriram.....
 
 
-Ouvi?. Disseste-me que vai a amphipolis?.
 
 
-Sim , estou indo para l�.
 
 
-E,  tenho estado pensando.....talvez precise de ajuda?. como vai falar com tua m�e depois de tanto tempo de n�o a ver e sabendo que foste uma guerreira destruidora de na��es e tudo isso. N�o acha que precisa  de uma amiga para falar antes com sua  m�e?-
 
 
-Gabrielle.... n�o se precipite, n�o podes tomar uma decis�o assim, sabe  que teus pais  est�o te esperando. Amphipolis fica a tr�s dias a cavalo daqui-
 
 
-Xena, se lembra que ando a  procura de algo novo, quero fazer minha vida!! E  agrade�o a meus pais por suas boas inten��es mas na realidade nem eles nem ningu�m sabe o que preciso e o que eu quero. Disse  que me entendias, ou �  porque n�o quer que eu v�  contigo?.
 
 
-N�o, n�o � isso, n�o tinha pensado numa melhor acompanhante-
 
 
-Ent�o n�o diga mais nada, irei primeiro a Potedia   falar com minha irm� Lila, depois irei contigo-
 
 
-Esta certa disso, Gabrielle?-
 
 
-Nunca tinha estado t�o segura em toda minha vida-
 
 
-Bem, vamos!!!- Exclamou Xena, com tom emotivo, e  deu a meia  volta. Gabrielle a  segurou por um bra�o e a virou  atraindo-a para ela.
 
 
-V�em aqui.....guerreira-
 
 
Gabrielle pressionou seus l�bios com os de Xena. Desta vez foi um beijo mais intenso, sem nenhum pretexto de por meio, sem nenhum "doce" que marcasse o final do beijo. Xena tinha  seus bra�os ao redor de Gabrielle, beijando-a apaixonadamente. A jovem loira tinha os seus no pesco�o de Xena. Nesse momento todos come�aram  a aplaudir, pois o espet�culo tinha acabado,  era como um disfarce  que o destino utilizou, para poder aplaudir-lhes de maneira indirecta por ter-se encontrado finalmente e por dar a oportunidade de ter  uma � outra e de compartilhar experi�ncias que uniriam suas vidas para sempre.
 
 
FIM
 

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