Andou um pouco pelo quarto. Parou em frente
ao baú. Tirou o pano de banho e o sabão, colocando-os na mesa.
Se ajoelhou e abriu o baú. Viu as roupas que estavam dentro. Saias,
blusas, vestuário de baixo e roupa pra dormir. Tudo de boa qualidade,
igual ao que ela usava em Poteidaia. Mas a túnica que ela estava
usando era única.
Levantou, pegou uma calça e vestiu.
Depois fechou o baú e, ao levantar o seu olhar, deparou com a pequena
janela no alto da cabeceira da cama. Chegou perto. Era realmente muito alta.
Tirou os chinelos, subiu na cama, ainda não a alcançava. Subiu
na pequena cabeceira da cama. Só então pôde olhar pela
janela, mas já estava bastante escuro pra ver alguma coisa direito,
só as tochas que iluminavam o Palácio. Inclusive, já
estava ficando escuro o seu quarto.
- Desça daí!
Levou um susto que quase despencou. Desceu
rapidamente.
-
Mas o que é que você pensa que
está fazendo?
-
Só queria dar uma espiada pela janela.
-
Como é que se diz?
-
Só queria dar uma espiada pela janela...
senhora.
-
Você não tem querer, escrava.
Eu é que determino o que você pode ou não pode fazer.
Quem manda em
você sou eu. Não quero vê-la nas janelas.
E acrescentou antes de voltar pro quarto:
-
Venha.
Gabrielle ficou tensa, mas seguiu-a.
A Conquistadora parou ao lado da cama e, virando-se
de frente para ela, ordenou:
-
Dispa-me. Primeiro o adorno da cabeça.
Gabrielle teve que ficar quase nas pontas
dos pés para poder desprender o adorno atrás da cabeça
dela. Soltando os cabelos, ela viu como eram compridos, cheios e negros
como a escuridão. Para retirar o adorno, teve que ficar de frente
para ela. Esticando-se toda para poder tirar aquela peça dourada,
ela deparou com aquele par de olhos magnificamente azuis, que a fitavam
assim tão de perto. Era um olhar penetrante, que quase a fez derrubar
o adorno. Aquela mulher a perturbava, parecia que queria vê-la por
dentro.
Agora, com o adorno nas mãos, ela o
achou mais bonito ainda. Colocou-o numa pequena mesa ao lado da cama.
.
� Agora a roupa.
Gabrielle começou a desatrelar o cinto de pano que prendia a bandagem
em forma de cinteira. Para que ela pudesse dar a volta com o cinto, a Conquistadora
abriu os braços para os lados, exatamente como quando fez a saudação
na praça. E Gabrielle pôde sentir a força do olhar dela,
sem ao menos levantar os olhos, não se atreveu. Sentiu o tempo todo
que ela a olhava.
Assim que tirou a cinteira, o vestido se abriu um pouco. Deu a volta por
trás e despiu-a. Gabrielle arregalou os olhos com o que viu. Por
baixo daquela suntuosa roupa a Conquistadora apenas usava uma calça
mínima que deixava as nádegas desnudas. Gabrielle nunca tinha
visto nada igual antes. Lembrou que suas calças sempre foram enormes.
-
Descalce meus pés._ ordenou sem sair
do lugar.
Gabrielle ficou novamente em frente a ela.
Os seios dela à mostra, novamente a desconcertou, nitidamente embaraçando-se
toda ao se abaixar para desatar as botas. Desamarrou uma por uma antes de
tentar descalça-la. Gabrielle pensou que seria mais fácil
se ela estivesse sentada. Sabia que não poderia sugerir isso, afinal
ela era uma escrava. Mas sem que ela pedisse, a Conquistadora levantou a
perna para que ela pudesse retirar a bota. Fez o mesmo com a outra perna.
Gabrielle pegou a vestimenta e os complementos
e perguntou:
-
Onde quer que eu os coloque... senhora?
-
Ali, em cima daquela arca. As botas deixe
aí.
Como Gabrielle estava demorando, arrumando
a vestimenta em cima da arca, ela ordenou:
-
Venha cá!
Já era a terceira vez que Gabrielle
gelava a esse chamado.
-
Arrume a cama.
Gabrielle puxou a colcha vermelha que cobria
a cama e viu que o pano que cobria o colchão era de seda na cor âmbar.
Dois travesseiros com fronhas da mesma cor e várias almofadas de
diversas cores.
Gabrielle se afastou da cama, dizendo:
-
Está pronta... senhora.
A Conquistadora sentou-se na beira da cama,
olhou-a de baixo pra cima com aquele olhar que a inibia, disse:
-
Vem cá.
Gabrielle gelou. Ela sabia muito bem o que
acontecia a uma escrava no quarto do seu senhor. Mas... era uma mulher.
Gabrielle se aproximou lentamente. Parou na
frente da Conquistadora, que a puxou para mais perto. Sentada, a Conquistadora
ficou da mesma altura da escrava. Sem nenhuma cerimônia, a Conquistadora
começou a desabotoar a túnica dela. Gabrielle sentiu dificuldade
pra respirar, não sabia o que pensar, o que fazer... o que ela estava
fazendo.
Num instante já estava sem a túnica,
diante daqueles olhos que estavam semicerrados, examinando-a .
De repente sentiu-se puxada pela cintura ao
mesmo tempo que sentiu uma boca sequiosa no seu seio direito. Depois a outra
mão acariciou o seu outro seio. Ela ficou imóvel, não
conseguia nem pensar, seu coração completamente descompassado.
Novamente uma outra surpresa pela Conquistadora
ter se levantado num repente e a ter pego no colo, e a colocado no meio
da cama. Num piscar de olhos a Conquistadora tirou a própria calça
e ainda em pé ao lado da cama, debruçou-se sobre ela e tirou
a sua calça.
Gabrielle estava atônita. Isso era inaudito
para ela.
A Conquistadora subiu na cama e se ajeitou
em cima dela.