Strani Amori
Cat Woman
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da Lei nº9.610/98.
PARTE
15
Rafaela sentia-se usada, humilhada. Queria tirar de dentro dela aquela angústia.
Tantas perguntas para as quais não tinha resposta.
_ Ela só queria brincar comigo ! Eu já devia saber. Como pude
ser tão tola? Me deixar seduzir por uma mulher como Carolina. Fria e
egoísta. _pensou, cheia de mágoa.
Chegando em casa, jogou-se no sofá e chorou. Não soube precisar
quanto tempo se passou. Seus olhos molhados percorrem a sala, nada saiu do lugar,
o controle da TV, os Cds espalhados pela mesa.
Rafaela estendeu a mão pegando o pedaço de papel que estava cuidadosamente
dobrado. Abriu e leu.
"Você não tem sonhos?"
Logo abaixo a imagem da Torre Agbar.
_Preciso me concentrar para a competição. Se tudo der certo vou
para Barcelona participar da final. Só assim vou esquecer Carolina...
Um pouco mais calma Rafaela tomou um banho demorado e foi dormir.
Carolina por sua vez dirigia sem rumo. Só queria sumir, desaparecer,
ir para bem longe para ver se o que sentia desapareceria também. Chegando
no centro da cidade foi em direção ao Metrô, as ruas estavam
lotadas. Avistou encostado na porta de um bar brega um lindo jovem (que por
certo era garoto de programa) com olhar ausente.
Como já era de se esperar parou o carro e fez sinal para que ele se aproximasse.
Depois seguiram para o motel. Não queria pensar. Precisava de sexo fácil,
rápido, sem vínculos.
Renata sentia seu coração bater descompassado com Raíssa
tão próxima de si. Seu corpo ardia de desejo. Sabia que não
havia esperança para o dia seguinte, precisava aproveitar o momento.
Estava apaixonada. Um amor bandido, malvado e proibido.
Sentiu que sua mão foi tocada por outra. Um toque leve, macio, que fez
com que todos os seus medos se dissipassem.
Por fim chegaram ao chalé. Renata abriu a porta, entraram, e logo em
seguida a trancou. Raíssa a puxou mais para perto e de maneira lenta,
sensual, passou a boca em seus lábios quentes e úmidos,
num beijo provocante. Renata agarrou-a pela cintura, não contendo um
gemido trêmulo, enquanto movia bem devagar o quadril. Suas mãos
bagunçavam os cabelos de Raíssa.
_Vem, vamos tomar um banho.
Renata não se opôs ao convite. Queria valer-se de cada segundo.
Tê-la só para si.
As mãos de Raíssa deslizam delicadamente na pele macia,
molhada e levemente com cheiro de pecado. Provocando-a.
_Você é tão linda!
Renata pediu desavergonhadamente:
_Quero ser sua...quero que me possua...Vamos pra cama!
Raíssa puxou a morena pela mão. Começou a beijar
seu corpo, sem pressa, com carícias cada vez mais ousadas...mordiscou,
lambeu, chupou... Renata se entrega...geme...enlouquece...não consegue
raciocinar...sussurra que vai gozar...banha Raíssa com seu líquido
intenso...
Corpos que se entrelaçam molhados num ritmo que se incendeia...a
respiração se entrecorta...um só ardor...um só desejo...amar
e ser amada...
Parte 16