MINHA
QUERIDA INIMIGA
PARTE 9
Claire estava preparando uma lazanha e Bianca estava sentada
em uma banqueta ao lado da bancada, olhando-a colocar as camadas de presunto,
massa, molho de tomate e queijo muzzarela. Claire era uma ótima cozinheira e
gostava de cozinhar, e Bianca estava alegre de sair da rotina de comer comida
congelada. Havia aberto uma garrafa de vinho e conversavam enquanto Claire
aprontava a deliciosa massa.
O telefone celular tocou e Bianca tirou do bolso da calça e atendeu.
-Alô.
-Bianca, é Lauren.
A voz de Bianca vibrou de alegria:
-Lauren! Já voltou?
-Sim, acabei de jantar. Roberta foi dormmir cedo, pois está exausta da viagem.
-E Sawer? Ele está em casa?
-Sim, mas está trancado em seu escritóriio, disse que precisa estudar um contrato
de um cliente. Aproveitei para ligar para você. Estava ansiosa para ao menos
ouvir sua voz.
-E eu estou louca para ver você...
Claire a fitou e fez uma cara engraçada, revirando os olhos. Bianca riu.
-Ei, está rindo de quê? - Perguntou Laurren.
-Estou com uma amiga hospedada aqui em ccasa. Ela está fazendo gracinha.
-Uma amiga hospedada aí em sua casa?! Quuem é ela?!
-Claire, uma velha amiga. Você vai conheecê-la quando vier aqui.
-Hummmm...é uma amiga, mesmo?
-Claro, Lauren...o que está pensando?
-Não estou pensando nada, eu confio em você,
amor - Disse Lauren, mas na verdade não tão confiante como queria parecer.
-Ah, que bom, Lauren. Você vai gostar deela quando a conhecer.
-Ela vai ficar hospedada aí até quando?<
-Ela está procurando apartamento para allugar, assim que encontrar um que goste,
ela vai mudar. Mas diga-me, não pode vir aqui amanhã? Estou morrendo de
saudades...
-Não posso prometer nada, Bianca. Tenho que esperar Roberta se restabelecer e
recomeçar os estudos interrompidos. Aí terei mais liberdade e tempo livre. Ela
está deprimida e tenho que fazer companhia à ela.
-Entendo...pior para mim. Vou morrer de saudades de você.Prometa que me ligará
todo dia, ao menos.
-Prometo, meu amor. Sempre à noite, antees de Sawer chegar do trabalho. Amor,
preciso desligar. Não posso falar muito, Roberta está dormindo, mas não posso
facilitar.
-Está bem, Lauren. Não esqueça de ligar--me. E lembre-se que a amo muito, minha
querida...
-Eu também a amo, Bianca. Boa noite.
Desligou, pensando na saudade que teria de aguentar, no medo de Bianca cansar
de ficar sozinha e arranjar outra mulher menos complicada. E essa amiga de
Bianca? Seria uma amiga mesmo? Não ficaria tranquila enquanto não a conhecesse.
No outro quarto, Roberta mordia a mão para não gritar. Ouvira toda a conversa,
na extensão do seu quarto!
Sua mãe, amante de Bianca!Roberta rolou na
cama como uma leoa ferida, os dentes rangendo, as lágrimas deslizando pelo
rosto, as mãos se contraindo. Socou o travesseiro, deu vazão à sua raiva silenciosamente,
até se deixar cair na cama e sua mente começar a pensar freneticamente. Sua mãe
não tinha culpa. Ela também era vítima do feitiço de Bianca, aquela mulher
diabólica! Bianca Lancini seduzia qualquer um que caísse sob seu olhar de
desejo. E ela não se contentara em ter conquistado a filha, agora queria a mãe!
Maldita conquistadora, mas não iria deixá-la prosseguir em sua ação nefasta,
destruindo o casamento de sua mãe! Bianca era uma mulher fria, sem nenhum
escrúpulo, e merecia morrer! Ela não iria fazer com sua mãe a mesma coisa que
fizera com ela! Iria detê-la, nem que fosse a última coisa que faria no mundo!
Sua vida era uma merda mesmo, se fosse para uma cadeia, pouco se importava!
O ódio queimava em seu peito. De repente, todas as suas desilusões se
converteram em uma única culpada: Bianca Lancini. Concebeu um plano : precisava
de uma arma e ir até a casa de Bianca. Pegá-la de surpresa. E tudo se acabaria.
Sabia que seu padastro guardava uma arma em seu escritório em casa, para usá-la
quando transportava pedras ou jóias valiosas para a empresa. Então, saiu do
quarto silenciosamente e foi até a porta do escritório. Girou a maçaneta,
abrindo a porta cuidadosamente. Olhou. Sawer estava no sofá adormecido com um
livro na mão. Havia se deitado com a cabeça apoiada em uma almofada e roncava.
Roberta sorriu e foi silenciosamente até a mesa de mogno, abriu a gaveta
principal e pegou a Beretta que estava logo à mostra. Fechou a gaveta
cuidadosamente e saiu, fechando a porta.
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No dia seguinte, Lauren foi chamar Roberta
para tomar o café da manhã, sorridente. Acordou-a com um beijo na testa e
dizendo baixinho:
-Venha tomar o desjejum, querida...fiz ppara você torta de maçã, que você adora,
e suco de morango.
Roberta se espreguiçou e abriu os olhos, fitando Lauren demoradamente, como se
a visse pela primeira vez. Sua mãe, apaixonada por uma mulher! E logo por
Bianca!Era fácil entender por que ela havia se apaixonado por Bianca, já que
provara ela mesma o poder de sedução da morena de olhos azuis. Mas sua mãe,
sempre a olhara apenas como mãe, sem pensar em seus dotes físicos. Olhou-a
agora procurando ver o que Bianca vira.Sim, sua mãe era uma mulher bonita e
elegante. Será que Bianca a amava mesmo, como dissera?O que sua mãe tinha para
prendê-la , além de beleza, que ela não tinha? Experiência sexual? Ou uma
inteligência mais apurada, uma conversa mais interessante? Que nada! Bianca só
devia estar interessada em sexo!Sua mâe
devia saber satisfazer os desejos de Bianca de uma forma completa, ao contrário dela, que era uma iniciante
em sexo. Bianca era uma tarada, uma cadela! Maldita!
Lauren estranhou aquele olhar paralisado em seu rosto. Roberta parecia estar
pensando em algo que a estava incomodando, porque seu olhar ficou duro, com um
brilho de raiva.
-O que há, Roberta? Em que está pensandoo? Esqueça o que passou, filha!
Roberta se levantou, desviando o olhar.
-Não é nada, mãe. Espere-me na sala, vouu tomar um banho e vestir-me.
-Está bem. Não demore muito - Disse Lauren,
se retirando. Ela foi para a sala de refeições e viu que Sawer já estava pronto
para ir trabalhar, tomando café e vendo as notícias da CNN.
Ele a olhou chegar com um olhar frio. Lauren
fingiu não notar, sentando diante dele e pegando a xícara em frente dela, colocando
café.
-Bom dia, Sawer. Resolveu dormir no escrritório?
-Eu estava lendo e adormeci no sofá.
-Isso não é bom para sua coluna vertebraal, sabe disso.
-E dormir fora de casa não é bom para suua vida conjugal - rebateu ele.
Lauren sentiu que enrubesceu.
-Está falando daquela noite, antes da viiagem?Não fiz nada demais. Apenas fui
visitar minha amiga Liz e fiquei na casa dela porque me senti tonta com o vinho
que ela me serviu, já lhe contei isso.
-Hum. Ainda não engoli essa história. Poor que não me telefonou?
-Eu estava passando mal. Liz ficou nervoosa e esqueceu de avisar.
-Sei...bem, não vou mais discutir isso.NNão quero aborrecer-me antes do
trabalho.
Ficaram em silêncio comendo e Lauren pensou que logo deveria pedir o divórcio a
Sawer. Já não estava aguentando mais a convivência com um homem que nunca havia
amado, ser dele. Agora só queria ser de Bianca.
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Roberta se aprontou e foi para a sala de
refeições. Viu sua mãe comendo com um olhar distante e seu padastro lendo uns
papéis, completamente alheio da mulher. Que casal! Não era à toa que sua mãe
estava traindo aquele corno!Detestava-o. Ele sempre a tratava com polida
cordialidade, que ela achava fingida. Pelo menos tinha a satisfação de saber
que ele era traído.
-Bom dia para todos- disse, sentando-se..
Ele a olhou com um sorriso frio.
-Como está, Roberta? - Perguntou ele, naaturalmente por educação, não que se
importasse com ela.
-Muito bem, obrigada.
Sua mãe sorriu para ela e a serviu, colocando uma enorme fatia de torta de maçã
em seu prato e enchendo um copo de suco de morango, seu favorito.
-Coma tudo, filha. Não creio que já esteeja completamente restabelecida.
Roberta fitou a mãe, que a fitava com carinho. Ela a amava, sabia disso. Mas
estava cega de paixão por Bianca. Devia sofrer com isso, tendo que esconder
essa paixão.Mas ela iria dar um jeito nisso, iria salvá-la daquela miserável!
-Estou muito bem, mãe. Quero voltar à miinha vida normal hoje mesmo. Vou sair.
-Vai sair?! Para onde?
-Mãe...lembra o que prometeu-me em Pariss? Dar-me mais liberdade, deixar-me
viver como as outras moças?
-Oh...claro, filha...desculpe, é que esttou acostumada...
-Tem que mudar, mãe. Como eu estou mudanndo.
Lauren a olhou com
um sorriso terno.
-Tem razão, filha, vou mudar meu modo dee tratar você. Reconheço que a trato
como uma criancinha, agora vou tratá-la como uma mulher. Vai continuar suas
aulas de balé?
-Não, tomei pavor de balé! Conheci o fallso do Antoine nesse meio! Quero agora
estudar outra coisa, ligada à música. Sempre gostei de piano e sabe que sei
tocar, mas agora quero aprofundar-me no estudo. Amanhã vou à escola de música
saber sobre os cursos. Quero praticar para chegar ao ponto ideal para entrar
para o conservatório de música.
-Quer tornar-se concertista?- Sorriu Lauuren, encantada - É uma ótima idéia!Irei
lá amanhã com você.
Roberta a encarou com um olhar duro.
-Vou sozinha, mãe!Depois de tudo que passsei, não sou mais uma menininha, para
ser escoltada pela mãe!Se quer que eu seja realmente feliz, deixe-me viver
livremente, sem sufocar-me. Já viu que não adianta.
Ela falou com tanta dureza, que Lauren assentiu pasmada, sem ter o que dizer.
Humildemente, falou:
-Tudo bem, Roberta.Está bem, falei por hhábito.
Roberta a fitou com frieza.
-É melhor assim.
Sawer fitou a garota com reprovação.
-Você diz que agora é uma mulher, mas nãão demonstrou isso, tentando
suicidar-se. E o que a levou a praticar esse ato idiota? Sua mãe ainda não me
explicou.
Roberta o encarou com desprezo.
-Você não é o meu pai, para saber de minnha vida.Cuide de sua própria vida, que
não está grande coisa, e deixe a minha em paz!
E levantou-se e saiu da sala.
Sawer e Lauren se olharam estupefatos. A doce
Roberta estava se mostrando uma jovem revoltada, rebelde e grosseira, uma
faceta até então desconhecida nela.
Sawer falou indignado:
-Viu como sua filha falou comigo? Como eela foi grosseira?
Lauren o fitou calmamente.
-Ela passou por um trauma sério, Sawer.EE agora está revoltada. Entenda isso.
-Revoltada contra nós, que sempre a apoiiamos? E que trauma foi esse, que você
não me conta?Ela tentou suicídio, e você não me diz nada! Sinto-me como um
estranho em minha própria casa! E você mudou comigo! Sabe há quanto tempo não
temos sexo? Há um mês!Você, com os problemas dessa garota maluca, se esqueceu
de mim, que sou seu marido e mereço atenção!Até o modo de chamar-me, mudou! De
Guilherme, passei a ser chamado de Sawer, como meus empregados fazem!
Lauren o fitou com impaciência.
-Está exagerando! Seu egoísmo não o deixxa ver que Roberta está precisando de
minha total atenção?
Os olhos dele brilharam de raiva.
-Sou egoísta?! Para mim, chega! Quero o divórcio!
Ela o fitou, inabalada, sem responder. Isso o irritou ainda mais. Se ergueu e
falou com amargura:
-Vou sair hoje mesmo dessa casa. Vou parra um flat. Qualquer coisa, trate direto
com meus advogados. Amanhã virei apanhar minhas coisas pessoais. Sinto muito,
Lauren, mas cansei de viver com uma mulher que me ignora por causa de sua
filha.
Ele saiu e ela suspirou, aliviada. Ele próprio havia pedido o divórcio. Melhor
que a iniciativa não houvesse partido dela. Sawer não se sentiria mais
rejeitado e a separação seria mais fácil. E ela ficaria livre para Bianca!
Roberta logo arranjaria alguém para amar, e tudo ficaria bem.
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Anoitecia. Roberta havia passado o dia
trancada no seu quarto e Lauren estava nervosa, ali sozinha na sala vendo o dia
passar e sentindo uma saudade louca de Bianca. Às quatro da tarde não aguentou
mais e ligou para Bianca, para o seu celular.
-Alô - disse a voz de contralto de Biancca, rouca e sexy. Ela havia reconhecido
o número de Lauren e sua voz tinha um tom sensual.
-Bianca, estava aqui pensando em você. EEstou cheia de saudades, podemos nos
encontrar?
-Lá em casa? Você vai conhecer Claire, eela deve estar em casa arrumando suas
coisas no closet. Hoje ela foi ao hotel fechar sua conta e pegar a bagagem.
-Ah, hoje não, Bianca. Queria ficar em uum lugar com só nós duas... quero matar
a saudade de todos os modos, sem testemunhas.
Bianca sorriu.
-Também quero isso muito, Lauren. Tive uuma idéia: porque não vamos juntas
jantar fora e depois ir para um bom hotel passar a noite? Seria possível?
-Bem...não sei se Roberta pode ficar sozzinha...
-Lauren, deixe a garota respirar! Se voccê ficar vigiando-a noite e dia, ela
nunca vai ser uma adulta idependente!
-Oh...tem razão, meu amor. Tenho que muddar meu tratamento com ela. Ela mesma já
se queixou. Tudo bem. Combinado.Onde nos encontramos?
-Diante da Macys, está bem?Às sete ?
-Fechado! Até lá, querida.
Lauren desligou com um sorriso feliz. Ia ver o seu amor. Fazer amor com ela a
noite toda!
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Às seis e meia da noite, Roberta saiu para
sua missão. Disse à mãe que ia visitar uma amiga e Lauren contentou-se com a
informação, aliviada que podia ir encontrar com Bianca sem problema. Mal
Roberta saiu, Lauren aprontou-se para seu encontro com Bianca, tomando um
banho, se vestindo com cuidado e maquiando-se apenas com baton e uma leve
sombra nos olhos.
Já Roberta, apenas havia colocado um casaco de nylon preto, desses acolchoados
com capuz, que uma pessoa pode transportar uma arma sem ser notada, uma blusa
de malha azul e calca da mesma cor, em tom mais claro. Estar bonita não fazia o
menor sentido, para o que ia fazer.
Ela pegou um taxi e deu o endereço do apartamento de Bianca. Era a segunda vez
que ia lá. A primeira, foi cheia de esperança, ainda apaixonada pela
"fotógrafa". Agora, ia lá apenas para matar a mulher que continuava a
tentar prejudicar sua vida. Dessa vez, o alvo era sua mãe.
As mãos de Roberta tremiam, apertando a arma
dentro do bolso.Como faria? Bem, a última vez, não tinha visto nenhum porteiro
no prédio. Devia ter porteiro eletrônico. Apenas esperaria alguém chegar, e
entraria junto. Depois, subiria para o andar e apertaria a campainha. Bianca
iria atender. Era o tempo de dar um tiro na cara daquela miserável! E depois,
fugiria. Para onde? Ah, isso resolveria depois!
O motorista parou diante do prédio quinze minutos depois. Roberta pagou e
desceu.Estava frio, mas não nevava. Ela tremia, mas era de nervosismo. Ia matar
uma pessoa. Conseguira?Teria coragem de puxar o gatilho?
Se postou do lado da porta de entrada, esperando com o coração aos pulos.
Quinze minutos se passaram, até uma moradora sair do prédio. Ela aproveitou e
passou pela porta aberta. A mulher a fitou curiosa, mas não disse nada, saindo
para a rua. Roberta se dirigiu para os elevadores, a tensão aumentando. Apertou
o botão da chamada. Ficou vendo o painel mostrar a descida do elevador,
enervada. Finalmente ele chegou e ela entrou. Apertou o botão do andar. O
elevador começou a subir.. Roberta engoliu em seco, pensando no que estava à
ponto de fazer. Iria matar um ser humano! Mesmo sendo uma miserável como
Bianca, ela era um ser humano! Teria coragem?
O elevador parou no andar e ela desceu, tremendo de nervosismo. Caminhou em
passos hesitantes até a porta de Bianca, com a mão na arma. Apertou a campainha
com a mão livre e esperou, tremendo e suando frio. Seu pensamento se
embaralhava, com a tensão aumentando.Ia matar Bianca! Ela ia se tornar uma
assassina!
A porta se abriu. E ao invés de Bianca, uma
estranha a fitou com curiosidade. Roberta a fitou surpresa e muda, sentindo a
boca seca. Não estava preparada para ver outra pessoa atender.Confusa, a fitou
com os olhos arregalados, sem voz, sentindo uma sensação horrível percorrer seu
corpo.
Claire olhou para aquela garota linda, que parecia estar no auge do nervosismo
e entendeu logo. Aquela garota devia ser Roberta. Bianca a descrevera muito
bem. Naturalmente, ela viera falar com Bianca. Mas não devia demonstrar que já
sabia quem era, assim perguntou com polidez:
-O que deseja, senhorita?
Roberta engoliu em seco e falou, com voz trêmula:
-Eu...eu quero falar... com Bianca...
Claire sorriu gentilmente, intimamente pensando: Que garota belíssima! Não
acredito que Bianca desprezou uma delícia como essa! Mas apenas respondeu:
-Ela não está.Ligou dizendo que vai cheggar mais tarde. Está tudo bem com você?
Parece tão assustada...
A decepção nublou os olhos de Roberta. Ela não estava!
Seu corpo tremia de tensão e sentiu a vista escurecer. Cambaleou e só teve
tempo de estender a mão, procurando amparar-se no braço da estranha. E
desmaiou, vítima da tensão e do medo que a dominavam.
Claire assustou-se, mas conseguiu segurá-la quando caía.Amparou-a nos braços e
a arrastou para dentro do apartamento, colocando-a sobre o sofá da sala de
estar.
Claire correu até o banheiro, pegou uma
toalha de rosto, molhou na água fria e voltou à sala, sentando na beira do sofá
e passando a toalha delicadamente no rosto de Roberta, fitando o belo rosto com
admiração.
Roberta se reanimou com o contato frio no rosto. Abriu os olhos e fitou o rosto
debruçado da mulher para ela, fitando-a ansiosa. Ela devia ter a mesma idade de
Bianca e possuía belos olhos verdes. Ela sorriu, mostrando dentes alvos e
perfeitos.
-Está se sentindo melhor?-Perguntou, comm voz profunda.
Roberta se sentou, enrubescendo de vergonha. Que papel ridículo estava fazendo!
-Sim...desculpe-me...
-Não há o que desculpar - Disse, ainda ssorrindo - Ninguém está livre de passar
mal um dia.
Roberta não evitou mais a pergunta:
-Quem é você? Uma...amiga de Bianca?
Claire percebeu que Roberta a estava confundindo com uma amante de Bianca e
esclareceu, séria:
-Sou uma velha amiga de Bianca, desde o tempo de faculdade.Éramos muito unidas,
até que a vida nos separou. Mas acabei de ser transferida em meu trabalho para
New York e estou hospedada aqui, provisoriamente. Meu nome é Claire.
Roberta a fitou atenta e viu a sinceridade naquele olhar. Claire era uma mulher
bonita e atraente.Tinha um belo par de olhs verdes, um rosto de traços finos e
um corpo esguio metido em calça jeans desbotada, marcando as pernas longas e
fortes.Tinha algo indefinível de masculino, não sabia se era o modo dela olhar,
ou sua pose largada. Os cabelos negros e curtos eram bem tratados e com um
corte da moda.
-Bem... o meu... é Roberta...
-Prazer, Roberta. Quer deixar um recado para Bianca?
Roberta fitou-a nervosa, sentindo sua
angústia retornar.E seu nervosismo se extravazou em um repentino pranto,
soluçando, sentindo-se mais infeliz que nunca.Ela não servia nem para executar
uma vingança, tudo dera errado!E Bianca continuaria seduzindo sua mãe, como
fizera com ela!Como podia aguentar isso?
Claire a fitou comovida.A garota estava sofrendo muito.Ah, se tivesse liberdade
com ela, para falar o que achava! Dar esperanças à ela, que aquilo iria
passar.Ora, não iria ficar ali olhando Roberta chorar sem fazer nada!Uma moça
tão linda!
Decidida, pousou a mão no ombro dela suavemente, dizendo com voz emocionada:
-Roberta, não chore...tudo isso vai passsar com o tempo...
Roberta ergueu o rosto, fitando-a descontrolada.
-Você não sabe de nada!- Gritou, entre ssoluços - O que sabe de meus problemas,
para dizer isso?Não me venha com palavras consoladoras, mas vazias!
-Eu sei que está sofrendo porque está appaixonada por Bianca! - Disse Claire,
sem poder se conter.
Roberta riu, um riso nervoso. Seu olhar se encheu de ira.
-Apaixonada por Bianca?! Não mais! Eu a odeio!Aquela mentirosa, aproveitadora!
Depois de seduzir-me, está tentando a mesma coisa, enganando minha mãe!
Claire a fitou chocada. Ela sabia de Bianca e Lauren!Mas logo reagiu:
-O que está dizendo? - Protestou, com ennergia - Bianca não está enganando sua
mãe!
-Está, sim! Não tente encobrir as canalhhices de sua amiga! Ela quer que agora
minha mãe fique com ela, porque se julga irresistível e gosta de
conquistar!Aquela serpente!Mas eu vou impedí-la disso! Vou matá-la!
Claire agiu por impulso de seu temperamento
forte. Pegou Roberta pelos ombros e a fitou falando duramente:
-Você perdeu a razão, menina!Pare de queerer ser a dona da verdade e seja justa!
Bianca não está enganando sua mãe, ela está apaixonada por Lauren! E Lauren
também!Saiba perder, menina mimada!
Roberta parou de chorar, fitando-a assustada e ofegante.Nunca alguém tinha
falado assim com ela!Escondeu o rosto nas mãos, chorando baixinho.
-Ela usou-me! Bianca não presta! E vai uusar minha mãe também! -Choramingou.
-Sim, ela errou com você, mas arrependeuu-se - Disse Claire, com voz controlada
- Sua mãe também errou, fazendo o maridoo despedir Bianca, o que gerou toda essa
confusão.Mas Bianca e sua mãe se acertaram e estão se amando, Roberta. Bianca
não está enganando sua mãe, como pensa.
-Não acredito nisso! Bianca não presta!EEla não tinha nada que se meter com
minha mãe! Ela continua com o jogo sujo dela!
Claire a encarou cruzando os braços, dizendo com voz dura:
-Garota, você não sabe nada da vida! Esttá aí julgando as pessoas, sem procurar
entendê-las!Procure primeiro saber o que motivou os atos de Bianca!E seja
adulta e encare a realidade!As pessoas cometem erros, isso é mais comum do que
pensa! Você é jovem, vai superar tudo isso. Deixe sua mãe ser feliz, porque
elas se amam!
Roberta ergueu o rosto e a fitou.Claire falara duro com ela, mas com uma
sinceridade evidente. O olhar dela chamejava, empenhada em convencê-la.
Mas Roberta ainda retrucou:
-Minha mãe não vai ser feliz com Bianca!! Bianca só quer torná-la infeliz!
Claire respirou fundo.
-Roberta, você não está realmente preocuupada com a felicidade de sua mãe. Isso
que está sentindo é mero despeito, ciúme por Bianca não ter escolhido ficar com
você, mas com sua mãe.Seja justa e reconheça isso. E viva sua vida e as deixe
em paz.Sabia que elas se conheceram quando eram adolescentes?E que Lauren
sempre amou Bianca, sem ela saber?
Roberta a fitou muda de espanto.
Claire sorriu, entendendo o espanto dela.
-Não é uma coisa incrível?Lauren se apaiixonou por Bianca há muitos anos atrás,
depois a odiou, e agora a ama e também é amada. Procure saber a história toda
com sua mãe, e vai entender melhor todo o presente. Bianca contou-me que tem um
carinho enorme por você e está arrependida do que fez. Ela queria vingar-se de
Lauren, por ter sido despedida, e usou você para isso. Mas se arrependeu. Ela
está apaixonada por Lauren, de verdade.
Roberta se ergueu do sofá. Olhou para Claire, agora mais calma, sem estar
dominada pelo ódio que sentia de Bianca. Claire tinha razão. Não podia tirar a
chance de sua mãe ser feliz. Ela não estava apaixonada por Bianca, estava
apenas despeitada, reconheceu, envergonhada.Claire lhe abrira os olhos.
Precisava era ter uma conversa com sua mãe para saber de toda essa história com
detalhes.
-Claire...quando cheguei aqui, vim movida por
uma raiva imensa. Eu trouxe uma arma para matar Bianca.
Claire arregalou os olhos, fitando-a incrédula.Roberta tirou a arma do bolso do
casaco e a mostrou.
-Está vendo?Não estou mentindo.E agora qque você contou-me essas coisas,
agradeço a Deus não ter encontrado Bianca. Por que iria fazer uma loucura. E
teria acontecido uma tragédia.
-Roberta! Que loucura ia fazer! Ia estraagar mesmo sua vida e a de Lauren!
-Agora reconheço isso.Bem, não posso dizzer que estou feliz em saber que elas
estão apaixonadas, porque Bianca me magoou muito. Mas agora entendo melhor o
ato dela comigo, agora que sei da motivação. Não desculpo o que fez, mas acho
que eu no lugar dela, poderia ter feito o mesmo.Como você disse, as pessoas
erram e algumas vezes se arrependem do que fizeram.
-É verdade. Roberta, converse com sua mããe. Tem coisas que somente ela pode lhe
dizer. Eu já falei demais, para fazer você entender certos fatos. Mas sua mãe
que vai fazer você entender tudo.Eu assumo o que fiz, porque acho que ajudei
você a entender melhor o que se passa entre Bianca e Lauren. Agora, guarde essa
arma.
Roberta pela primeira vez sorriu, guardando novamente a arma no bolso do
casaco.E claire achou o sorriso mais lindo que já vira.
-Você é uma pessoa maravilhosa, Claire. É mesmo uma amiga de Bianca e muito
solidária e paciente com as pessoas. Ouviu-me e fez-me ver as coisas por um
ângulo mais verdadeiro. Invejo Bianca por ter uma amiga assim.
Claire sorriu, fitando-a nos olhos. Roberta admirou aquele olhar franco e
direto.
-Quanto à isso, posso dar um jeito, nadaa impede que sejamos amigas também.Quer
sair amanhã comigo? Poderemos andar por aí, você mostrar-me a cidade que mal
conheço.
-Você é nova na cidade?
-Sim.Fui transferida no trabalho para cáá há apenas cinco dias.Só vou trabalhar
na semana que vem.Deram-me esses dias para procurar apartamento e adaptar-me à
cidade.
Roberta sorriu mais, os olhos brilharam.
-É mesmo?Oh, será sensacional! Vou mostrrar à você os melhores pontos da Big
Apple!
-Então, venha amanhã para almoçar comigoo.Vou dar-lhe o número de meu celular.
Roberta pegou seu telefone no outro bolso do casaco, ligando e acionando a
agenda de telefones.
-Fale o número.
Claire falou e Roberta digitou na agenda. Desligou o celular, sorrindo.
-Pronto. Que horas devo vir?Eu não vou ssubir, a espero diante do edifício. Não
quero topar com Bianca.
-Ela estará trabalhando, mas é melhor meesmo esperar lá fora.Uma hora da tarde,
está bem?
Ok. Ligarei, se houver algum problema.
Claire levou-a até a porta e a fitou séria, abrindo-a.
-Terei que contar à Bianca que veio aquii. Mas não mencionarei a arma.
Roberta a encarou séria.
-Não, conte tudo. Não quero esconder maiis nada. A sinceridade é a melhor coisa.
Até amanhã, Claire.
E se afastou, antes que Claire reagisse. O elevador estava no andar e apenas
abriu a porta e entrou, acenando.
Bianca abriu a porta do quarto de hotel e a
fechou com o seu pé, pegando Lauren em seus braços e a beijando
apaixonadamente. Lauren retribuiu com igual entusiasmo, apertando o corpo de
Bianca contra o seu, sentindo a coxa de Bianca insinuar-se contra a sua,
apertando o sexo de Lauren, sentindo-a gemer dentro de sua boca.
Bianca afastou com esforça da boca que não queria se desprender e beijou o
pescoço de Lauren, cheia de desejo. Lauren se apertou contra bianca, rodeando o
pescoço dela com os braços, gemendo seu desejo, jogando a cabeça para trás.
-Me possua, Bianca...depressa... estou mmorta de saudades...
Bianca pousou as mãos na capa branca de Lauren, forrada de peles, desatando o
laço na cintura sem deixar de beijar Lauren no pescoço, no lóbulo da orelha, no
rosto.
-Eu a amo, Lauren... -Sussurrou, descenddo a capa pelos ombros dela e a tirando,
jogando para o lado. Lauren, por sua vez, puxou abaixo o fecho da jaqueta de
Bianca, abrindo-a e a puxando para baixo dos ombros. Bianca a ajudou nisso e
sorriu, desabotoando a blusa de Lauren. Uma começou a despir a outra entre
beijos e em pouco tempo ambas estavam inteiramente nuas, grudadas em um beijo
louco.
Deus, como eu a desejo, Bianca! - Disse
Lauren, quase sem voz.
Bianca pegou Lauren pela mão e disse, com a respiração opressa:
-Venha...quero você agora...
Elas pararam na porta do quarto para mais um beijo e foram se arrastando para a
cama, sem desgrudarem.
As pernas de Bianca estavam fracas e sacudindo pela adrenalina que cursava em
seu corpo, cada nervo sob sua pele era em alertaquando as mãos de Lauren alisou
e apertou. Quando Bianca recebeu uma terna mordida em seu ombro, ela soltou um
grunhido de prazer e quase caiu quando Lauren trouxe sua perna direita à frente
e a meteu entre as pernas dela, apertando-a na quente junção das pernas que
tremiam.
-Oh, Lauren...você está deixando-me loucca...
Lauren a empurrou delicadamente sobre a cama, colocando-a deitada
transversalmente, deitando ao lado e mordiscando sua orelha e segredando:
-Eu quero você, Bianca...agora...assim, nua...quero provar seu sabor...e sentir
seu corpo pressionado contra o meu...
Bianca usou de todo seu controle para não avançar sobre Lauren como um bicho
faminto, tal o desejo que sentia. Ela se conteve. fitando a mulher amada nos
olhos, respirando com o coração disparado.
-Então...-ofegou- Não demore...eu precisso...de você.
Lauren sorriu, os olhos brilahndo de desejo e sussurrou:
-Eu vou dar à você tudo que quiser, amorr...
E suas bocas se encontraram em um beijo cheio de paixão.
Lauren se afastou e olhou para o corpo alto e
bronzeado, de curvas esguias. ela suspirou emocionada, os olhos cheios daquela
beleza morena.
-Você é tão linda, Bianca...
Bianca a fitou com a paixão no olhar.
-Linda é você, minha deusa loura...venhaa...não posso esperar mais.
Lauren se inclinou para ela, as mãos alisando o corpo quente e liso, que se
arrepiava ao toque. Seus lábios seguiram as mãos, mordiscando, lambendo,
sugando, beijando, numa lenta descida pelo pescoço, colo, seios, estômago,
ventre.
Ela desceu da cama e se ajoelhou diante as pernas abertas de Bianca, que se
ergueu parcialmente, apoiando-se nos cotovelos, para a fitar.
Os olhos de Lauren estavam cheios de desejo, um desejo mesclado com amor, que a
fez se emocionar.
-Dê-se para mim, amor... - Sussurou Laurren.
-Eu sou sua, Lauren...
-Sinta como a desejo, amor...
E a loura cabeça se inclinou, as mãos pousadas nas coxas de Bianca, e a boca
quente e a língua aveludada começou a dar prazer à Bianca.
A morena deu um longo gemido, abrindo mais as pernas, pousando uma no ombro de
Lauren, numa entrega total.
Lauren inalou, sentindo o suave musk cheiro
de Bianca a enlouquecer de desejo mais ainda. A pele de Bianca era
idescritivelmente lisa, cobrindo as musculares coxas e pernas. Lauren
enterrou-se mais entre elas, sentindo os dedos longos de Bianca em seus
cabelos, apertando suavemente sua cabeça contra ela, para aumentar o contato.
Mas Lauren, para instigá-la, virou a cabeça e mordiscou o interior da coxa. O
corpo de Bianca reagiu com ela estremecendo violentamente e apertando a cabeça
de Lauren mais, trazendo-a fundo em seu centro, para a quente umidade que
Lauren colheu sedenta com a sua língua, provando o delicioso sabor do nectar
que fluía da belíssima mulher.
Ela gemeu roucamente em antecipação, e sentiu seus próprios quadris pressionar
contra a cama em seu próprio desejo de satistifazer o fogo que a consumia. Ela
lentamente partiu os suaves pequenos lábios do sexo de Bianca, descobrindo o
pequeno, mas duro clitóris, com um terno toque o envolvendo com sua boca.
-Ahhhh, Lauren...sim, sim, continue... --Gemeu Bianca, movendo os quadris para
cima .
Lauren estava quase se descontrolando com o desejo que sentia, quando ela
sentiu os quadris de Bianca à procura de mais contato e ouvindo seu pedido
desesperado.
-Lauren...por favor...continue...
Lauren não se controlou mais. Ela tomou o clitóris entre seus lábios e o sugou,
provocando espasmos no corpo de Bianca, que começou a movê-lo em desesperados
empurrões contra a boca que a fazia enlouquecer.
Lauren sentia uma crescente necessidade de
juntar seu corpo ao de Bianca. Ela podia sentir seu próprio sexo molhado, o seu
clitóris palpitar de desejo.Ela não aguentou mais e desceu uma mão ao seu
próprio sexo, deslizando os seus dedos na quente umidade, sentindo as
contrações do corpo responder ao toque.
-Lauren...por Deus...quer enlouquecer-mee? - Gritou Bianca, louca de desejo.
Lauren sabia que tinha que controlar seu próprio desejo e satisfazer a mulher
amada, assim, retirou a mão de seu sexo e sugou com renovado prazer, enfiando
os dedos úmidos na vagina de Bianca.
Ela deu um grito gutural e apertou sua cabeça contra o sexo, colocando a outra
coxa no ombro livre de Lauren, movendo os quadris para se enterrar naqueles
dedos que lhe davam prazer também, enquanto a boca a sugava deliciosamente.
E o orgasmo veio rápido, atravessando seu corpo como um raio, ela dando um
gemido alto. as coxas apertando a cabeça de Lauren, que não deixou de sugá-la e
mover os dedos com força.
Ela caiu para trás, as coxas inertes, bambas. Lauren subiu para cima dela e se
encaixou entre suas pernas, movendo-se enlouquecida, os sexos se roçando.
Lauren não se controlava mais. Ela começou a tremer e o gozo a alcançou
fazendo-a gritar e tremer violentamente, se apertando contra Bianca, que a
abraçou.
Uma hora depois, suadas e esgotadas, elas
jaziam uma nos braços da outra, ainda trocando ternos carinhos. Lauren ergueu a
cabeça do ombro de Bianca, dizendo com emoção:
-Eu a amo tanto, Bianca...queria, se posssível, passar o resto de minha vida com
você.
Bianca fitou os olhos verdes, escuros na penumbra do quarto, com amor.
-Eu a amo também, Lauren. E desejo a messma coisa. Você contou-me sobre o pedido
de divórcio de Sawer, mas você tem certeza que é isso que deseja mesmo?
Lauren a olhou com o cenho franzido.
-Está duvidando de meu amor, Bianca?
-Não! Claro que não...mas...Sawer é riquuíssimo... e eu dependo de um salário
para viver.Ganho bem, mas você deve estar acostumada à um padrão de vida bem
mais alto que o que posso lhe dar.
Lauren riu, acariciando seu rosto.
-Meu amor, eu não preciso do dinheiro dee Sawer. O meu primeiro marido, do qual
fiquei viúva, deixou-me uma sólida fortuna, que está investida em vários
setores da economia. Eu não preciso de nada dele, eu casei-me com ele apenas
porque ele era seu patrão.E ouça, sua boba... mesmo que tivesse de abrir mão da
vida que levo, eu não hesitaria, para ficar com você.
-Bem...um obstáculo a menos. Mas, e quannto à Roberta? Ela deve odiar-me.
-Roberta vai esquecê-la, se já não esqueeceu, quando encontrar uma pessoa que a
ame. Ela está muito carente, depois desse "affair" com Martine.
Bianca fez uma expressão triste.
-Sinto-me tão mal com isso, Lauren. Robeerta está sofrendo por minha causa. Se
eu não tivesse feito ela ter aquela experiência comigo, ela estaria bem.
Lauren falou com a sua experiência:
-A culpada sou eu, por tê-la tornado umaa moça ingênua demais, fora de sua
época. Se não fosse com você, ela certamente teria caído na conversa de
qualquer outra pessoa. E se fosse um homem, ela estaria ainda por cima grávida,
aí sim, com uma consequência pior.
Bianca a fitou surpresa.
-Acha mesmo isso? Não se importaria se RRoberta se apaixonasse por uma mulher?
-Bianca, eu quis fazer de Roberta uma mooça que eu não fui, um modelo de virtude
que a sociedade aprova. E veja no que deu. Eu aprendi com isso tudo. Eu não
posso forçar minha filha a ser o que não quer. Ela tem o direito de fazer as
suas escolhas. E se ela está demonstrando que se sente mais atraída pelo mesmo
sexo, eu tenho que aceitar isso e apoiá-la. É claro que vou tentar orientá-la
em suas escolhas, mas vou apenas dar minha orientação quando ela pedir-me. Eu apenas
quero que ela seja feliz. Se for com uma mulher ou um homem, ela quem vai
saber.
Bianca sorriu, a abraçando pela cintura.
-Que mãe de mente aberta! Tenho certeza que Roberta vai adorar isso!Ela tem
muita sorte em ter uma mãe como você.
-Espero que ela aprecie isso, amor.
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